
Um 737-200…

…e um 727-100, aviões que dominaram a frota da Cruzeiro nos anos 80.
Sempre tive um carinho especial pelos aviões da Cruzeiro.
Na verdade eu sou suspeito, pois os aviões da Cruzeiro fizeram parte da minha infância.
A verdade é que eu AMO os aviões da Cruzeiro.
Em um 727 da Cruzeiro, quase vazio, vindo de Curitiba para o Rio, eu comi a minha primeira omelete, de frango com ervilhas, das melhores coisas que eu já comi na vida… só fui descobrir que era uma omelete depois de velho, pois na época aquilo foi “alguma daquelas coisas maravilhosas que se come em aviões”.
Quando meu pai ou minha avó viajavam pela Varig, ou pela Cruzeiro, ai deles se não me trouxessem aquela malinha que vinha com o seviço de bordo… com garrafinha de vinho, talheres de plástico, copinho de “plástico-de-avião”, pratinhos de salada, prato principal, paozinho, geleias e toalhas refrescantes, que eu também considerava das coisas mais cheirosas que existiam, assim como as aeromoças, que eram as mulheres mais lindas do mundo.
E eu achava, e acho ainda os aviões da Cruzeiro lindíssimos.
Não eram coloridos como os da TransBrasil, mas eu sempre considerei os aviões da Cruzeiro os mais bonitos, seguidos de perto pela pintura antiga da Varig.
Desde que eu descobri o que era um avião (meados dos anos 70) até o fim da companhia no início dos anos 90, quando foi absorvida pela Varig, a Cruzeiro nunca mudou de identidade visual, o que depõe a favor de seu design.
Eram duas faixas, uma ciam e outra azul, que cobriam toda a extensão da fuselagem e, na parte da frente da fuselagem faziam uma curva para baixo, passndo por baixo do queixo do avião e encontrando-se com a faixa do outro lado.
Na parte de trás, faziam uma curva para cima, encontrando o leme, que era ciam.
Havia também acabamentos para as turbinas, que eram aneis das duas cores da companhia, que ocorriam em todos os modelos de aviões da companhia, que eram os Boeing 737-200 (pelo que eu me lembro, a Cruzeiro nunca chegou a operar com 737-300), nos 727-100 e nos últimos aviões incorporados à sua frota, os Airbus A300.
Na Wikipedia, a informação é de que a Cruzeiro mudou de identidade visual “nos anos 80″, mas eu questiono esta informação, pois ao contrário da TransBrasil, eu não me lembro de ter visto “ao vivo” um avião da Cruzeiro com a identidade visual anterior, e olha que sou rato de terraço panorâmico desde que quando eu ainda “usava calça-curta”.
Mas é isso. Na minha opinião os aviões da Cruzeiro tem sem dúvida nenhuma a melhor identidade visual de todos os tempos dentre as companhias nacionais, e “chega no bolo” dentre as mais bonitas pinturas de aviões de todo o mundo em todos os tempos.
Uma pena não existir algum avião da Cruzeiro em algum museu aeroespacial pelo Brasil a fora.

Um dos Airbus A300, último modelo de avião adquirido pela companhia.

Mais um lindíssimo 737-200 “Super Advanced” da Cruzeiro.

Um 727-100 com o esquema de cor anterior.

Um Caravelle, modelo que nunca chegou a voar com as cores novas
Como sempre excelente sua análise. Mas merece destaque a sua feliz lembranças das maletinhas de plástico com a refeição de bordo.
Impecavelmente diagramados, uma garrafa de vinho de vidro (forestier é bem verdade, mas nesse tempo forestier era o único vinho), um saquinho de plástico lacrado com seus talheres, sal e pimenta do reino, 2 guardanapos, uma toalhina cheirosa e um palito! Sim um palito de dentes embalado num envelopinho de papel. Vários potinhos contenco a já citada omelete, uma saladinha, frutas da estação e um docinho
Hoje em dia o melhor que eles serve é o gelo.
Cruzeiro, cruzeiroooo… um clássico!
Tive o prazer de voar como Comissária de Bordo, nestas maravilhosas e inesquecíveis máquinas até 1986…e qual naum foi a minha surpresa ao encontrá-las aquih no teu blog…
Que alegria!
Muito Obrigada Mairus!
O padrão de pintura “2 faixas azuis” da Cruzeiro foi adotado em 1975, logo na época da fusão com a Varig, culminando com a chegada do 737-200 Adv. Mas o logotipo de cauda estilizado é de 1971/72, criação da própria Cruzeiro. Abraços!