Desde que eu vi a logo do Parapan eu reparei que os pães de açúcar (sempre eles) que a compõe, ficam em distâncias sempre diferentes uns dos outros.
Sempre tive a vontade inconsciente de ir lá e consertar a logo, deixando-a simétrica radialmente.
É mais perceptível a distância maior entre os dois pães de açúcar de baixo (azuis) aos de cima da logo (amarelo, laranja e verde), mas olhando com atenção, tem-se a impresão de que as distâncias entre eles são todas diferentes.
Procurei no site do Pan alguma justificativa para esta característica da logo, mas não fala nada sobre algum motivo para tal assimetria.
Mesmo que haja, eu continuo considerando isso um defeito, pois se o posicionamento dos elementos é para ser aleatório, então que estejam dispostos no espaço de forma flagrantemente aleatória, como ocorre com os morceguinhos do Pan.
Do jeito que está fica a dúvida “será que é assim mesmo?”, “Será que a logo foi impressa fora de registro?”.
Em Design, não pode haver ambigüidade, a não ser que esta cumpra alguma função informativa, como nos desenhos do Escher.
No caso da marca do Parapan, não me parece claro se a assimetria da logo é proposital ou não, e nem o motivo para ela existir.
Erro.
Realmente esse logo do Para Pan é muito mal feito, tem toda razão.
Forçando bem a barra, acho que consegui entender esse “erro”.
Na verdade, seria tipo um personagem correndo. O dois azuis de baixo são as pernas, o verde e o amarelo os braços e o laranja a cabeça. Isso justifica o espaçamento.
Mas tem q forçar mesmo!
É mesmo.
Sinistro.
É um cara correndo.
Tá na explicação no site do Parapan, em http://www.rio2007.org.br/data/pages/8A488A8F12D856280112D85777EE0253.htm
“Cada atleta é uma estrela”, e tal…
Mas será que não funcionaria se fossem simétricas radialmente?
De qualquer forma é esquisito.
Tem um ruído ali que não fica legal.
O olho não descansa, fica tentando consertar…
Pra mim é um problema.
Eu acho lega assimetrias, e eu costumo gostar quado o olho tem um pouquinho de trabalho.
Mas acho esse logo ‘menor’, um subproduto do outro (morceguinhos). Excrusive se vc reparar bem a curva referente ao onipresente pão de açucar encaixa perfeitamente na do outro logo.
Entendi, tipo, aproveitaram o que sobrou do papel Chanson que usaram para recortar os morceguinhos e fizeram essa daí… acho que é bem por aí mesmo…
Agora, dizer que gosta de logos que fazem o olho trabalhar é meio ruim de engolir.
Me dê então UM exemplo de logo BOA que faça o olho trabalhar, por favor.
Obrigado.
Loser, Cia de Teatro Íntimo, Xerox, MTV e Mercedes Benz são todos logos muito eficientes sem entregar de cara tudo pro freguês.
O olho tem olhar de novo. Completar a figura na cabeça, tentar resolver tangências, e nesse segundo olhar tem tempo para refletir e tirar outros significados. Mas disso tudo sei que vc entende muito bem. Eles estudaram muito isso em Ulm.
Para começar a conversar, vamos tentar definir parâmetros, tipo, o que é ambiguidade?
Papo mala esse seu último comentário, hein Hans?
Hans, meu lindo.
Uma marca TEM que ser direta, prática, indestrutível, para poder resistir a qualquer intempere da natureza e da burrice humana.
Uma marca boa tem que ter um diagrama, que é a versão da comunicação visual do desenho técnico para o projeto de produto sabe pra que? Para que o peão que vai pintar a marca em tamanho gigante, por exemplo, na parede cega do prédio, consiga reproduzir tudo direitinho, sem transformar a sua marca em um Alien.
Marca não é só arte.
Marca é produto.
E como todo produto, não adianta só ser bonito, tem que ser bom, durável, resistente, forte, fácil e prático.
Beijos.
Não sei se foi proposital… até porque, se foi proposital, foi o Dan Brown que desenhou essa logo.
Pombas! Tem de ser o “detetive” do Código DaVinci para ler naquela logo que ela não é um erro.
Tá… de repente ela aponta quem é o sobrinho torto de Jesus Cristo em Alagoas e tal, mas se é um enigma e não uma logo era melhor publicar na revista Recreio ou algo assim.
Fazer da logo um motivo pra fazer Gincana é demais pra minha cabeça!
Abraços