
Um Boeing 737-200 com a pintura antiga

Um dos Boeing 727 “Super” 200

Boeing 737-200 com a tal da pintura intermediária… até que era bonita…

O Airbus A300 que eu falei que podia ser o motivo da tal pintura intermediária

Boeing 737-200 com a primeira versão da última pintura da empresa

Um Airbus A310 da Lab, com pintura “irmã”

Um McDonnell Douglas DC-10 da Equatoriana, dos tempos do Canhedo

Boeing 737-200 com última versão “abrasileirada” dos aviões da companhia.
Já voei muito nos Boeings 737-200, na rota Curitiba-Rio-Curitiba, que eram os principais membros da frota da empresa paulista.
Apesar de ser bem simples e básica, eu sempre gostei da pintura antiga dos aviões da Vasp, com duas faixas horizontais, uma azul e outra preta ao longo da fuselagem, logo abaixo da linha das janelas, separando as costas da barriga do avião.
O nome “VASP” era aplicado na frente da fuselagem, em cima das janelas, e na cauda azul e branca, cujo desenho era o que mais se aproximava de uma logo da empresa.
A vedete da empresa naquela época era o Boeing 727-200 (era chamado de 727 Super 200), modelo que só a Vasp utilizava no Brasil nas decadas de 70 e 80, e que, apesar de ser muito mais famoso pelos céus do mundo a fora, no Brasil era menos popular que seu irmão menor, o Boeing 727-100, preferido pelas outras grandes companhias aéreas da época, que eram a Varig, a Cruzeiro e a Trans Brasil.
E por serem os queridinhos da empresa, os Boeing 727-200 recebiam uma pintura levemente diferenciada, onde as faixas iam “engordando” na direção da cauda do avião, dando um efeito mais… esportivo, talvez… Ele levava as inscrições “Super” na turbina do meio, e “200″ na parte azul da cauda, tornando inconfundível o seu papel de membro especial da família.
Não me lembro exatamente se foi no final dos anos 70 ou no início dos anos 80 que a Vasp trocou a pintura dos seus aviões por uma que durou muito pouco tempo, não sei se era provisória, mas existem poucos registros dela… talvez ela tenha sido criada para pintar as novas aquisições da empresa, os Airbus A300… eu mesmo só quando encontrei fotos dessa versão foi que tive segurança de que aquilo não era obra da minha imaginação.
Durou pouco, e logo foram substituídas pela pintura com que a empresa naufragou a alguns anos atrás, após sofrer leves modificações.
Foi na época em que o Canhedo comprou a Lloyd Aéreo Boliviano e a Equatoriana, e pintou os aviões das três companhias do mesmo jeito, trocando apenas as logos das caudas, o que não me agrada, pois esta reutilização me parece desgstar o design, como era com os Verona, da Ford e Apolo, da Volkswagen, ou com o Santana e Versalhes… não tem um que ache o Santana novo mais bonito que o velho… isso merece até um post, mas voltemos aos aviões da Vasp.
Mas apesar do desgaste causado por ter três companhias operando com a mesma pintura com tanto designer morrendo de fome por aí, a pintura era bem bonita, composta por fuselagem branca, duas faixas em dois tons de azul abaixo da linha das portas, o nome “Vasp” escrito com letras enormes à frente das asas, ocupando toda a extensão vertical da fuselagem, e a cauda no tom mais claro dos azuis utilizados, que recebia, pela primeira vez uma logo, uma bela logo… cá entre nós, meio inspirada na da Lufthansa, mas uma bela logo.
Com o crescimento das companhias que servem Nutry com cafezinho, a pintura da Vasp foi se modificando, recebendo propagandas, endereços Web, e toda uma sorte de vulgarizações e desglamourizações das antes pomposas, clássicas e, principalmente, limpas pinturas das aeronaves, fora isso, a pintura recebeu “abrasileiramentos”, ganhando um grafismo verde e amarelo na parte da frente da fuselagem, imagino que fazendo alguma alusão a velas, navegação, ou sei lá, e também teve a logo da cauda pintada de verde e amarelo, de forma bastante infeliz, diga-se de passagem, pois como o verde não contrastava com o azul do fundo, tiveram que jogar um outline branco, mas não jogaram no amarelo, enfim, ficou uma bosta.
Com este post eu fecho os comentários das quatro grandes companhias aéreas dos anos 70 e 80.
As próximas serão a Gol, com seus aviões bonitinhos, e a Tam, que essa sim, vai ser uma dureza.
Fotos: Airliners.net
A pintura “intermediária” da VASP na verdade começou a ser usada em 1982, quando chegaram os primeiros A300-B2. Então você tem razão, o A300 foi o motivo desta nova pintura. Ela foi aplicada também em alguns 737-200, mas a mudança radical para o ultimo padrão conhecido (tudo azul) só foi adotada a partir de 1985. Ótimo post!
É MUITO MAIS SEGURO VOAR DE ASA-DELTA
DO QUE ESTAS LATAS VELHAS !!!
Gosto muito mais das pinturas antigas (737-200 e 727-200 até as pinturas do A-300.
Já as mais novas….cruz credo!!!