
“Bem-vindo ao site da… quem mesmo?”
Tudo o que eu preciso saber é se o saco do aspirador de pó Max Trio 1400 serve no 1500.
Só isso, mas conseguir esta informação está se mostrando bem mais difícil do que eu imaginava.
Primeiro fui no site deles.
A tosquice do design não inspira confiança, com direito a letra preta no fundo preto, links que fogem do mouse e por aí vai.
No “Atendimento ao Cliente” uma esperança: um telefone 0800.
Liguei e ouvi a mensagem que “este telefone mudou para [um numero fixo em Curitiba]“.
Ai, ai.
Fui no “Fale Conosco” do site.
Preenchi todos os campos, [Enviar]… pau.
Tá difícil, hein…
Essa história me lembra a da “Cubata da Casa”, do Manolo.
Eu, Hans e Jakes costumávamos freqüentar o bar do Manolo lá pelo final dos anos 80 e início dos 90.
E no cardápio havia um drink, a “Cubata da Casa”, que não existia.
Sempre que íamos ao estabelecimento, pediamos um copo da bebida, e a resposta, seja qual fosse o garçon, era sempre a mesma: um riso sem graça seguido de um “Ninguém sabe o que é isso não senhor”.
E apesar de nem os garçons, nem o barman, nem o próprio Manolo saberem o que era uma Cubata da Casa, ela continuava no cardápio e sofria reajustes de preço sempre que nossa moeda desvalorizava.
O leite Nan 1, pelo jeito é a “Cubata da Casa” da drogaria Onofre.
Semana passada liguei pra lá:
– Quanto é o Leite Nan 1, por favor?
– Doze e cinqüenta, senhor.
– Quero quatro latas então, por favor.
– Não tem, senhor.
– Muito obrigado, até logo.
Três dias depois liguei para eles de novo, e o diálogo foi bem parecido.
Anteontem tentei mais uma vez, e o diálogo foi assim:
– Quanto é o Leite Nan 1, por favor?
– Catorze e cinqüenta, mas não tem.
Já me imagino ligando pra lá mês que vem e ouvindo a resposta “Dezoito e cinqüenta, senhor, mas não trabalhamos com este produto.”
Da próxima vez vou perguntar quanto é uma Cubata da Casa.
Agora, que o filme estreou, todos os bastiões da moralidade, que ficam repetindo em coro cada linha do discurso direitista simplório (como qualquer discurso direitista) que o filme proclama, não mais precisarão admitir que assistiram umas das criminosas cópias piratas que invadiram a cidade de uns tempos prá cá.
Agora podem dizer de peito estufado que querem saco plástico para os maconheiros burgueses alienados da zona sul, que sustentam o crime organizado para fumar seu baseado.
Estas mesmas pessoas, que assistiram as suas cópias do filme, compradas por R$ 5,00 em qualquer esquina da cidade, agora podem exteriorizar tranqüilamente seus sentimentos fascistas, sem medo de que seu herói, Capitão Nascimento, solução de todos os males da sociedade, descubra que elas são tão criminosas quanto os riquinhos da zona sul que tanto odeiam, e lhes enfie um cabo de vassoura cu a dentro, como ele costuma fazer com quem não anda na linha.
Para quem lê esse texto, deve ficar a impressão de que eu não gostei do filme, mas ao contrário, apesar de o discurso do filme ter me incomodado um pouco, eu adorei Tropa de Elite.
Um filme violento e crú em que é impossível ao espectador ficar indiferente.
Mas está bem claro na minha cabeça que o filme mostra uma guerra sob o ponto de vista de um dos lados, e que a realidade não é tão simples como a que é vista pelos olhos do Capitão Nascimento, Neto e Matias.
Pelo meu cuspidor de estatísticas, o Google Analytics, a guerra dos browsers está bastante acirrada.
Aquela hegemonia do Internet Explorer já era.
O Firefox está crescendo a olhos vistos e já está alcançando o até então rei dos Browsers, o Microsoft Internet Explorer, e do jeito que a coisa anda, logo logo o Firefox vai assumir a liderança.
Mas os desenvolvedores web não podem ainda dar pulos de alegria, pois até chegar o dia que poderão ignorar o IE e seus bugs inexplicáveis ainda vai levar tempo… até lá os desenvolvedores web ainda terão de ficar rebolando por causa do nosso querido IE (este link aí de trás o Cristiano acabou de me mandar, e pelo que eu vi, o toque que o cabra dá faz milagres de verdade).
Pena que pelo Google Analytics não dá pra saber qual a versão do IE que o pessoal usa, mas a impressão que eu tenho é que a grande maioria é de IE6 mesmo, por que a maioria dos Windows da galera é pirata, e a Microsoft só permite instalar o IE7 para quem tem Windows original, e também por que o IE7, como foi com o Windows XP e é com o Windows Vista, só deu pau nas primeiras versões, e mesmo hoje é pesado pra caramba.
Então o IE e o Firefox junts são usados por 95% dos usuários, seguidos lá de longe pelo pessoal do Mac, que usa Safari, o que pra mim não é mais problema, pois enfim a Apple disponibilizou uma versão de Safari para Windows que funciona.
Agora então posso testar meus sites em quase todos os browsers do mercado, já que depois desses três ainda vem o Opera, que já consta na minha bateria de testes a algum tempo.
Quer ser feliz?
Faça o seu site com Mairus Webber, da Dot.
Muitos sites já estão ignorando os usuários de telas com resoluções menores do que 1024×768, mas segundo meu Google Analytics, os usuários de 800×600 ainda são uma fatia significativa da pizza, representando quase 18% do total de visitantes que meu site recebe desde que eu instalei o cuspidor de estatísticas.
Tudo bem que meu site não é nenhum campeão de audiência, e que por conta disso esta estatística pode estar distorcida, mas também, qual não é?
E depois, é a fonte que eu tenho, e que a cada dia me fornece dados mais próximos da realidade do Internet.
Por conta disso, eu sigo fazendo meus sites para funcionarem em 800×600, a menos que o cliente peça para ignorar tal resolução, o que já aconteceu algumas poucas vezes.
Me surpreendi foi com a quantidade quase nula de usuários com 640×480, a resolução do meu primeiro PC-386, ocupando os insignificantes 0,21% do total de visitantes, e ficando de fora até da pizza (deve dar uma lasquinha de peperoni), contrariando as previsões do profeta Jacob Nielsen, que disse lá pelo início do milênio que “a resolução de 640×480 vai ainda dominar o Internet por anos e anos”… só um dos equívocos do velho Jacob.

O lindíssimo circuito de Spa Francorchamps, com sua famosíssima curva de nome… qual é mesmo o nome dessa curva clássica? Galvao, socorro!
Pois é, eu vi a corrida, e até gostei do desempenho de alguns pilotos, como os BMWs Kubica e principalmente o Heidfeld, que vem sempre vencendo a batalha interna com o polaco fã do bento 16 (caiu no meu conceito por causa disso), o Kovaleinen, que durante a corrida arrancou elogios até daquele que o roga mais pragas, Galvao Moreira… o Nico Rosberg conseguiu chegar em sexto de Williams… mas a corrida, apesar de ser naquele circuito lindíssimo que todos os pilotos adoram, foi meio chatinha, com aquela largada emocionante em que o Fernando Alonso espalhou bonito jogando o tiger pra fora da pista, mas depois não teve mais nenhuma grande emoção nas disputas pelas primeiras posições.
Massinha segue a passos largos rumo ao posto de Rubinho do Raikkonen, enquanto que na McLaren, depois que o Alonso parou de ter que ceder os ajustes do carro para o Tiger, o negão só tem comido poeira do espanhol mimado… temo que esteja ficando feia a coisa pro lado dele… talvez seja só coincidência.
Tomara, mas de qualquer forma, como diz o rei, “é bom pro futebol”.
Torço para que o Hamilton consiga segurar esse título, mas se não for ele, que seja o Raikkonen.
Só não quero ter que aturar Alonso tricampeão.

Raimundo, o nosso Maurício Mattar, tem motivos para estar orgulhoso das suas coxinhas. Foto tirada em 15/9/2007
Estava eu ontem passando uma tarde no Céu da Guanabara para relembrar os velhos tempos, bebendo umas cervejas e tal… bateu a fome e resolvi arriscar uma das coxinhas em exposição no balcão… primeiro dei uma vistoriada nas paredes e dentro do balcão de vidro, e realmente constatei que a criação de camarões das empadas já não habitava mais aquelas locações, o que me encorajou a pedir um dos referidos salgados.
Rapaz, qual foi a minha surpresa, quando após a primeira mordida, deparei-me com uma coxinha da melhor qualidade.
Limpinha, sequinha, nada de cartilagem de cabeça de osso de frango, nada de pele de frango, nem aqueles pedaços inidentificáveis… a coxinha estava MUITO boa.
Para ter certeza de que não tinha sido um golpe de sorte, pedi mais uma, a qual saboreei com a pimenta da casa… igualmente maravilhosa.
Comparaveis as coxinhas do Barlan, da esquina da Marquês de Pombal com Frei Caneca, estabelecimento que lidera o meu ranking de coxinhas já há mais de uma década.
Lógico que as coxinhas do Barlan são consideradas por mim as melhores coxinhas do mundo por que eu as venho saboreando ao longo de anos, e sempre com a mesma qualidade sensacional… as do Céu sempre foram uma bosta.

Seu Antônio ao fundo, Tringueleta e em primeiro plano Chitãozinho, que hoje faz sanduíches de carne assada em outro Céu. Foto tirada em 20/7/2002.
Na época do Seu Antônio e do saudoso Chitãozinho, o que se comia naquele bar era o excelente e até agora inigualável sanduíche de carne assada que o Chitão assava.
Rapaz, que saudades que eu tenho daquele sanduíche de carne assada que o Chitão fazia.
Hoje continua tendo sanduíche de carne assada lá no bar, mas nem se compara.
Hoje o que tem de bom para comer por lá são as coxinhas.
Se mantiverem o capricho com que fizeram as que saboreei ontem, vão dividir o posto de primeiros do ranking das coxinhas com o Barlan, fácil.