Foi em 1987, de Cayo Largo para Havana, em Cuba.
Na ida nós tinhamos voado num Antonov 26 da Cubana, e eu já tinha visto esse DC-3 taxeando no aeroporto de Havana…
E a volta foi nele mesmo, para a minha felicidade.
Ele voa bem mais baixo e em muito menor velocidade do que o turbohélice Antonov da ida, e se comprarado com o 737-400 que nos levou daqui para lá então, nem se fala… foi fácil de comparar, pois os dois vôos passaram pelo mesmo percurso sul-norte, cruzando a ilha na direção de Havana.
O avião só usou os freios para estacionar em Havana, pois quando aterrisou o piloto, além de não frear, ainda acelerou para que o avião não parasse no meio da pista… o que me permite concluir que o DC-3 é um dos aviões mais seguros que existem (existiram), por conta da sua baixa velocidade de stall e seu alto coeficiente de planeio.
A sensação de se voar em um DC-3 é engraçada, pois ele, com seus dois motores a pistão, voa devagar, permitindo que seus passageiros e tripulantes sintam cada rajada de vento, sensação que eu já conhecia de quando voei de ultra-leve e de Cherokee (outra aventura), mas curiosa para um avião grande como um DC-3.
Um privilégio ter voado em um avião como este, um clássico, e talvez o mais consagrado avião da história.
A foto abaixo foi tirada por mim, e isso não é um museu, mas um aerororto, e pouco depois de tirar todas as fotos que eu consegui, entrei na barriga do avião, que saiu voando, e comigo dentro!!!

Queria saber quando o velho DC3 volta a seu hangar nas Equitativas? E queria saber também, como que este post chegou até aqui? Post pré datado?
O post já estava quase pronto, só faltando alguns ajustes finais, que foram feitos daqui da minha suíte no Copa d’Or, no meu notebook, via acesso discado old fashion
Quando era guri, por volta de 1950, (já faz tempo), varias vezes voei nos DC-3S da Varig pelo interior do RGS e uma vez para Rio de Janeiro.Viajar de avião naquela época representava um fato insolito, auspicioso e destas aeronaves de um passdo tão fantastico, me ficou uma inesquecivel e saudosa lembrança.