A nossa espécie, apenas uma das extremidades desta árvore, foi a única (até agora) capaz de observar o ambiente ao seu redor e decifrar sua própria história evolutiva. Ir além e decifrar a própria estrutura do universo e das partículas que o compõe. Capaz enfim de entender a raridade das condições do planeta que a abriga.
Mas isso é o corpo coletivo da ciência que diz, e nós leigos, lemos e compreendemos. Mas individualmente cada um só quer saber do que pode influenciar sua vida e de seus parentes próximos em um raio muito pequeno. Não somos formigas nem abelhas. O ser humano é um ratão bem sucedido, capaz de se adaptar a qualquer clima deste planeta. E mais ainda, não contente com o rítmo da terra e de seus frutos, inventou um conceito abstrato como moeda de troca, o dinheiro. Hoje as 3 pessoas mais ricas do mundo possuem a mesma quantia que os 48 PAíSES mais pobres. Esta ganância moveu os 4 últimos milênios e trouxe muito conhecimento, arte e ciência, mas também trouxe fome, miséria global, e desequilíbrio climático.
Mas isso não é nenhum problema para o planeta. 2 ou 3 mil anos pouco significam para um planeta que já passou por extinções em massa há 200, 160, 100 milhões de anos atrás. A vida continuará após a extinção da espécie humana (que deve levar junto consigo outras tantas). Tudo bem, seremos belos fosséis…
É isso aí.
Se nesse universo existe em algum lugar, forma de vida mais evoluida que a nossa, deve ter passado pelos mesmos problemas.
Depois, nossa passagem por aqui é uma centelha.
Totalmente inutil.