Mairus Webber

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Como terminou a história do desmoronamento da barreira na ladeira de acesso ao meu condomínio
Quarta-feira, 19 de Dezembro de 2007 - 12:58
Mairus Webber - 875 visitas, Nenhum comentário

Como eu contei em outro post, na sexta-feira à noite desmoronou uma barreira aqui no acesso ao nosso condomínio em Santa Teresa, impedindo a passagem dos carros, deixando os moradores praticamente ilhados durante aquele fim de semana.
Bem, depois de nada ter acontecido no sábado, veio o Domingo, e logo de manhã o corte da energia elétrica nos encheu de otimismo, pois era sinal de que a Light já tinha feito a sua parte e dado sinal verde para a prefeitura poder trabalhar na remoção de toda a terra, árvores e pedras que impediam a passagem dos carros pela ladeira de acesso à Equitativa.
Passou a manhã e veio a tarde, e eu resolvi dar um pulo lá no “cenário de batalha” para ver como as coisas estavam andando, tirar umas fotos e tal… enquanto me encaminhava para o local, eu formava na minha cabeça uma imagem de muitos operários, caminhões, tratores e helicópteros Chinook se empenhando em nos devolver o contato com o mundo o mais rápido possível.
Quando cheguei ao local lá pelas 16h30, vi que eu tinha superdimensionado a importância que estava sendo dada à ocorrência pelo poder público, pois em vez de tudo aquilo que eu havia imaginado em minha mente otimisto-patriótica, o que eu vi foi apenas meia-dúzia de porteiros do condomínio e moradores do Morro dos Prazeres se revezando na operação de um machado e uma enchada que pegaram emprestados do corpo de bombeiros, que fica, sem exagero nenhum, a 20 metros do local afetado.
Não havia ninguém da prefeitura, da defesa civil, da light, da comlurb, enfim, após 43 horas do desmoronamento nenhum órgão público havia retidado UM grão de terra sequer, e graças aos nossos galantes voluntários a aquela altura já se podia passar de carro pelo local.
Parece coincidência, mas assim que o pessoal que estava trabalhando conseguiu enfim fazer com que um carro subisse a ladeira, chegou, em meio a acordes de trombetas e revoadas de pássaros, a ComLurb, que logicamente desfez tudo o que nossos voluntários haviam feito, obstruindo novamente a passagem, para então remover toda a sujeira e, verdade seja dita, antes das 18h a ladeira já estava liberada e a energia elétrica re-estabelecida.
Resumo: Demoraram quase dois dias para chegar, mas quando chegaram fizeram o trabalho com eficiência.
É isso.
Abaixo algumas fotos dos nossos heróis…
Nossos voluntários a pleno vapor
Seu Antonio Adelino posando com machado
A chegada do poder público
O trator da ComLurb

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2007
Boleto impagável da Previdência Social fez de ontem ontem o mais kafkeano dos meus dias
Terça-feira, 18 de Dezembro de 2007 - 21:28
Mairus Webber - 1,825 visitas, 6 comentários

Ontem desci para o centro com a missão de regularizar a contribuição com o INSS da nossa colaboradora Penha.
Para isso levei um boleto que apesar de ser referente aos meses 12 e 13/2007, já estava vencido, pois como foi gerado em novembro, o inteligente sistema do ministério da previdência social não poderia me dar o vencimento na data em que ele efetivamente vence, que é o dia 15/1/2008, não me perguntem por que, mas sei que os bancos não aceitavam recebe-lo… eu achava que era por estar vencido, mas depois descobriria que não.
Cheguei no posto da Previdência Social ao lado da Biblioteca Nacional, onde fui atendido direto, sem passar por fila nenhuma, e o rapaz me disse após uma breve olhada que o boleto estava mesmo vencido pois no campo “competência” o mês que constava era o de 9/2007.
Eu expliquei para ele que aquilo devia estar errado, pois eu só havia assinado a carteira da Penha no final de novembro, e que a competência certa era a que estava escrita no rodapé do boleto “Competencias consolidadas nesta GPS: 12/2007, 13/2007″.
O atendente entendeu e foi no computador e gerou outro boleto para mim, que apesar de bem “fraquinho”, dava para ler direito o valor e o banco iria receber sem problemas, segundo ele.
boleto_inss1.jpg
Fui no banco, depois de esperar umas 30 pessoas na minha frente, fui atendido e o caixa falou que o sistema não estava aceitando por causa da competência de 10/2007, que tinha que ter uma multa, que eu voltasse no INSS e pedisse para colocarem a multa que estava faltando.
O mesmo cabra no INSS me mostrou o vencimento do boleto dia 31/12 e me falou que estava certo, que não tinha multa, e que ele teria de aceitar.
De novo no banco, o caixa tentou e falou novamente que o sistema não aceitava, que não podia fazer nada.
Eu falei pra ele fazer como antigamente, recebe o dinheiro e me dá um recibo, e ele falou que não se trabalha mais assim.
Saí de lá já bastante puto da vida.
De volta ao posto da Previdência Social, falei para o sujeito, que já aparentava estar perdendo a paciência, isso mesmo, o cara do guichê estava perdendo a paciência comigo, que não estava rolando no banco real, e ele me disse que o problema é com os sistemas de bancos não-federais, que não estavam reconhecendo o bagulho, me mandou ir na casa lotérica no outro lado da rua.
Passei na casa lotérica, mostrei o boleto para a moça da tabacaria de dentro da casa lotérica e ela me disse – claro que paga aqui.

Saí de lá, comprei um Marlboro e um isqueiro e fumei um cigarro a profundas tragadas enquanto desejava a extinção dos ursos panda.

Lá fui eu, mas não sem antes retirar o dinheiro no caixa eletrônico, pois não poderia pagar com meu cartão da merda do Banco Real na casa lotérica.
Na casa lotérica.
Fila, demora, calor.
Quando chegou a minha vez a moça do guichê falou – não tá aceitando sem a multa – e eu mostrei o vencimento e a competência no rodapé do boleto, e ela perguntou se não é mês 10, que mês que eu boto então?”, eu falei – bota 12 – já sem nenhuma esperança de pagar o treco ali com aquela imbecil.
Ela rasurou o mês do “vencimento fake” do meu boleto de 10 para 12, não sei pra que ela fez isso, deve ser para a sua memória de peixe não esquecer e não ter que me perguntar denovo, ou sei lá por que, mas provocou a indignação de todos os distintíssimos balconistas da Previdência que me atenderam depois dali.
Saí de lá, comprei um Marlboro e um isqueiro e fumei um cigarro a profundas tragadas enquanto desejava a extinção dos ursos panda.
Voltei para meu balcão do INSS favorito e o negão não agüentava mais olhar para a minha cara.
– Na casa lotérica também não rolou – falei, ao que ele do alto do seu pedestal de funcionário público concursado me disse em tom solene – Então não posso fazer mais nada. – sério, a essa altura do campeonato o filho da puta me disse isso, e eu, já me sentindo o próprio Joseph K, perguntei – O que eu faço então? Demito minha empregada? – e ele, em um resquício de paciência, me disse – Vai na central da Previdência Social, na Rua Almirante Barroso, 54 – fui.

Quando eu vi na parede aquele cartaz dizendo “É proibido xingar os atendentes ou alveja-los com objetos de qualquer natureza”, eu entendi tudo.

Entrei, peguei minha senha e me sentei.
Esperei 40 minutos e fui chamado para ir a um dos poucos guichês que tinha alguém atrás do acrílico.
A mulher que me atendeu tinha poeira nas rugas, como a esposa do vizinho do Winston Smith em 1984.
Enquanto eu esperava para ser chamado reparei que ela ajustou as configurações de brilho e contraste do monitor durante uns 5 minutos… ela teclava com os dois indicadores, pausadamente, fazendo careta para a tela e movendo os lábios enquanto teclava…
Eu entreguei a ela os papéis e comecei a contar a minha história triste, quando ela me interrompeu – Pode deixar que eu estou vendo tudo aqui no boleto – mas eu não parei de falar, minha paciência já tinha ido para a casa do caralho há muito tempo, e fui dizendo que nenhum banco aceitava o boleto, nem casa lotérica, que tinha ido já três vezes em outro posto do INSS, quando ela disse o que eu mais temia que ela dissesse – Não tem nada de errado com o boleto, o banco tem que aceitar. – e continuou – Quem te deu esse boleto? – o cara lá do outro posto do INSS de onde eu acabei de sair – foi quando ela, em uma absoluta ausência de misericórdia, me disse – Então você tem que ir lá e dizer isso para ele – a minha vontade era de esmurrar aquela mulher até que o cerebro dela estivesse espalhado pelo chão daquele lugar nojento, e me senti como o Alex em Laranja Mecânica, sendo pisado e sendo obrigado a lamber a sola do sapato que o pisava.
Quando eu vi na parede aquele cartaz dizendo “É proibido xingar os atendentes ou alveja-los com objetos de qualquer natureza”, eu entendi tudo.

Afinal quem sou eu para levantar a voz para uma funcionária pública concursada indemitível e totalmente acomodada em um trabalho brochante onde não faz diferença nenhuma se você trabalha ou não?

– Não é possível que você esteja me mandando de volta para aquele cara. Esta é a quarta vez nesta tarde que eu vou a um posto do INSS para tentar resolver isso, já fui a dois bancos e a uma casa lotérica e eu não vou mais a lugar nenhum, eu vou sair daqui com isso resolvido. Este boleto não funciona, ninguém aceita isso, isso está errrado, por favor, me dê um boleto certo para eu levar no banco e pagar o INSS da minha empregada (porra)! – e ela, autoridade máxima de porra nenhuma do alto do seu crachá de merda e das suas rugas empoeiradas me respondeu indignada – Eu não tenho que ficar aguentando ninguém gritando comigo enquanto estou fazendo meu trabalho, blablabla, blablabla… – eu pedi desculpas por ter me exaltado, disse que o problema não era com ela, mas que já tinha perdido metade do meu dia por causa daquilo, tal, tal e tal… ela não satisfeita resolveu insinuar que a situação da minha empregada estava errada, pediu a carteira de trabalho dela – Ah, como não tem a carteira de trabalho dela? Como vou saber quando foi que assinou a carteira? Nunca pagou nenhum boleto? – era a autoridade do crachá.
Afinal quem sou eu para levantar a voz para uma funcionária pública concursada indemitível e totalmente acomodada em um trabalho brochante onde não faz diferença nenhuma se você trabalha ou não?
Ela foi lá para o único outro guichê ocupado e ficou conversando com o cara de trás do acrílico por um tempo, daqui a pouco veio ela com o meu boleto, que curiosamente agora tinha outro valor mais barato que o anterior.
boleto_inss2.jpg
Eu perguntei – Não dá pra botar aqui nesse campo que a competência é de 12/2007? Por que é isso que está confundindo os sistemas de pagamento – e ela me explicou que aquele “10/2007″, apesar de estar no campo “Competência”, não era a competência, mas sim um número que o sistema gerava… realmente o sistema deles não está preparado para competência.
Eu perguntei – E se o boleto for recusado denovo? – e ela, tardiamente – daí eu não posso fazer mais nada – eu tinha certeza absoluta de que o próximo banco não iria aceitar o boleto, e perguntei derradeiramente – E se não aceitarem? – ela – chame o gerente e diga que o Ministério do Trabalho os obriga a aceitarem. Um caixa de banco que não aceita um boleto do Ministério do Trabalho é burro. – Eu ri… para não chorar, mas não podia mais ficar ali, pois já eram 15h55, eu tinha que ir ao banco para pagar (doce ilusão) o meu boleto do (em voz grave e pausada) Ministério do Trabalho.
Entrei no Banco Real as 16h em ponto, fui o último a passar na “porta-barra-negros”.
Peguei a senha 47 e o placar marcava 996.
O cara que chegou na minha frente, que consequentemente pegou a senha 46, ganhou uma senha de dois caras que estavam saindo e que queriam “fazer uma boa ação”… graças a eles o sujeito pode furar a fila e fazer com que outras pessoas que estavam lá esperando por horas pudessem esperar um pouco mais… normalmente eu ficaria muito indignado com uma atitude dessas, mas eu nem liguei… eu já estava totalmente desesperançoso… sem brilho… amorfo… derrotado.
Enquanto esperava eu olhava um cartaz na parede que mostrava um diagrama com setas, parênteses, e palavras como “Cliente”, “Desenvolvimento Sustentável”, “Satisfação total”, “Consciência da puta que o pariu” e outras babaquices totalmente sem sentido… eu imaginava como eles devem ter dado boas risadas quando criaram essa merda que não quer dizer nada, e que ao mesmo tempo cumpre bem a sua função de fazer com que os clientes, apesar de não entender nada, achem que aquilo faz algum sentido para alguém que entenda aquela linguagem…
Apenas esperando o maldito boleto ser recusado mais uma vez, e depois disso eu não poderia mais voltar ao INSS, cujo expediente termina as 16h, como os bancos.
E chegou a minha vez.
Mostrei o boleto para a mocinha do caixa.
“Não” foi a resposta.
– Gerente – eu disse.
Ela – Não vai adiantar nada, por qu… – eu interrompi – Gerente – eu não esboçava mais nenhuma emoção nas palavras.
Ela foi chamar o gerente, enquanto eu esperava pelo gerente me disse que já ia fechando o caixa dela, dando a entender que nada mais ia ser pago ali.
Chegou o inutil do gerente, e foi quando eu usei o resto da energia que eu estava guardando depois de 4 horas e meia, sem ter almoçado, com meu colar cervical totalmente empapado, com a cicatriz da minha bacia doendo de tanto andar inutilmente de uma lado para outro naquele centro da cidade idiota.
– Boa tarde, eu quero pagar este boleto.
– Impossível, o sistema não aceita. Pede o valor da multa.
– Mas o boleto não está vencido, olhe só. Não tem multa a ser paga. E a competência não é esta que está no campo “Competência”, mas esta que está aqui no rodapé, a moça lá do INSS me explicou que esse 10/2007 que está escrito aí no campo “Competência” é um número idiota que o sistema idiota deles gera aleatoriamente. – minha paciência não existia mais.
– Você tem que ir no INSS e dizer que o boleto está errado.
– Foi o que eu fiz hoje a tarde inteira. Liga então você para a Previdência e resolva isso. O banco real não tem convênio com a Previdência?
– Nós não ligamos para ninguém. Aqui nós só recebemos pagamentos da Previdência. – secamente disse o merda do gerente.
– Que ótimo então, pois é justamente o que eu quero fazer. Aqui está o boleto. Eu vou deixar o dinheiro aqui e se você quiser me escreva em um guardanapo que eu paguei, mas se não quiser também tudo bem.
O babaca do gerente não tinha mais boa vontade alguma… na verdade ele nunca teve – Você tem que contratar um contador.
– EU PRECISO DE UM CONTADOR PARA PAGAR UM BOLETO? LIGA PARA O INSS E RESOLVA O MEU PROBLEMA. ESTÁ NA CARA QUE O PROBLEMA É NA CONVERSA DO SEU SISTEMA COM O DELES. EU NÃO POSSO FAZER MAIS NADA. O VALOR A SER PAGO ESTÁ AQUI, O VENCIMENTO ESTÁ AQUI E O DINHEIRO ESTÁ AQUI. O MINISTÉRIO DO TRABALHO DISSE QUE VOCÊS TEM OBRIGAÇÃO DE ACEITAR ESTE DOCUMENTO, E A MOÇA DO INSS DISSE QUE TODO O CAIXA QUE RECUSAR ESTE BOLETO É BURRO.
A essa altura já tinham alguns seguranças atrás de mim, e ainda bem que estou me recuperando da cirurgia, de colar cervical e tal, por que se eu estivesse o.k. talvez estivesse agora na cadeia, sem sacanagem nenhuma.
Sai de lá, fui no Gaúcho, bebi três chopes e três empadas, dei uma mijada e entrei no 206, mas apesar de eu estar vendo o ônibus na minha frente, prontinho para sair, eu tinha certeza que alguma coisa iria acontecer e que mais aquilo também não ia dar certo naquela tarde idiota.
Da janela do ônibus eu olhava o meu querido centro da cidade sem nenhuma emoção, como se estivesse vendo um filme velho, desbotado e mofado.
E Joseph K voltou para casa derrotado.

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Fim de semana isolado do resto do Rio
Sábado, 15 de Dezembro de 2007 - 19:45
Mairus Webber - 411 visitas, 3 comentários

As fotos da encosta que cedeu impedindo a passagem de carros ao nosso condomínio.
Quem tá fora não entra, quem tá dentro não sai.
A barreira desmoronou ontem lá pelas 21h, e fica bem em cima do quartel do Corpo de Bombeiros de Santa Teresa, mas eles passaram a bola para a Defesa Civil, que para poder fazer seu trabalho, depende que a Light desligue a luz que passa por aqueles cabos.
Até agora está tudo desse jeito…
desmoronamento1.jpg
desmoronamento2.jpg

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PlaneSpotting: O Sucatão (um dos)
Sábado, 15 de Dezembro de 2007 - 13:28
Mairus Webber - 1,595 visitas, 5 comentários

Meu amigo Bruno Leite teve o privilégio de voar no sucatão, e sabendo da minha fissura por aviões, tirou algumas fotos da relíquia.
Devido ao avantajado tamanho do avião, o fotógrafo não conseguiu se afastar o suficiente para conseguir enquadrar o 707 em uma única foto, enviando para mim a foto em dois “capitulos” que eu fiz o que pude para emendar… apesar de ter ficado um pouquinho deformado depois da “plástica”, o avião, maior modelo a voar pela Fab, confere enorme valor ao registro… pelo menos para um tarado por aviões como eu.
Abaixo algumas importantes informações sobre o lindíssimo avião e seus “irmãos” da Fab, pelas teclas do fotógrafo.
Obrigado pela iguaria, Bruno.
“Esse aí é um dos quatro 707 que a FAB tem, o 2402.
O que serviu aos presidentes era o 2401, que tinha uma configuração diferente, com cabine (presidencial) e menos cadeiras.
Era ainda o 2401 que tinha a pintura branca com as faixas verde-e-amarela verticais na cauda.
Os 2403 e 2404 são pintados igual a esse e são usados para vôos de ministros, jornalistas, autoridades e recém-diplomatas muambeiros indo sacolar no Paraguai.
Todos eles foram comprados da Varig no final dos anos 70/início dos 80 (isso a gente viu pelas maçanetas das áreas de serviço que ainda tem o logotipo em plaquinhas de metal).”
Fotos Copyright © Bruno Leite
sucatao.jpg

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Camera Lenta – Michael Wesely
Sexta-feira, 14 de Dezembro de 2007 - 17:42
Handofsky - 1,152 visitas, 6 comentários

Recebi hoje do Mairus, um daqueles videos de várias coisas em camera super lenta. A bala passando pela maçã, a bexiga cheia de agua furada pelo alfinete, enfim uma compilação e tanto.

Vendo o video me lembrei de ter ouvido falar em um curso sobre um artísta alemão que tinha levado esta questão ao extremo. Mas consultando os cadernos correspondentes, cadê que eu achava a anotação. Mas graças ao Google (que tudo sabe e tudo vê) e algumas tentativas com diferentes palavras chave, achei. Michael Wesely.

Este fotográfo alemão, nascido em Munich em 67, tem um trabalho em cima de cameras e filmes especiais, de longa exposição. Não são filmes em camera lenta. São fotos com tempos de exposição longuissimos.

Por exemplo em 1997 ele colocou uma camera pin hole (uma caixa sem lente com um furinho) e um filme muito pouco sensível (muito pouco mesmo) apontada para a Potsdamer Platz em Berlin durante mais de dois anos. Isso mesmo DOIS anos! Para quem é bom de história, Berlin, nessa época, pós queda do muro, passava por um furioso processo de revitalização e construção.


Na foto que se vê acima, os raios diagonais no céu são produzidos pelo Sol se deslocando. As faixas mais fracas correspondem aos periodos de inverno. O horizonte pode ser percebido através dos prédios recém construidos, pois o horizonte sempre esteve lá desde o início da exposição e os prédios foram sendo construídos depois.

Uma bela reflexão sobre o tempo.

Recentemente, Wesely fez alguns trabalhos em Brasilia, com apenas 12 horas de exposição e com uma camera especial.

Fotos muito interessantes, sem gente e sem sombras.

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2007
Os dinheiros do Brasil: o Cruzado (#4/7)
Sexta-feira, 14 de Dezembro de 2007 - 16:53
Mairus Webber - 1,064 visitas, Um comentário

Essa família seguiu a mesma linha das últimas notas de cruzeiro, de 10 mil, 50 mil e 100 mil, que foram inclusive reutilizadas para a nova moeda, tendo o valor mudado com os três zeros cortados, o nome, de Cruzeiro para Cruzado, e a inscrição “Deus seja Louvado”… seria melhor “O que é bom para os EUA é bom para nós”.
A nota de CZ$10.000 não necessariamente entrou em circulação valendo mais do que a de CZ$10, quando esta foi criada.
As notas entravam valendo uma fortuna e em alguns meses eram dadas de gorgeta.
É interessante perceber como eu me lembro muito melhor das notas mais velhas do que das mais novas… deve ser uma boa forma de se medir a perda da memória recente…
A colorida família povoou nossas carteiras entre 28/2/1986 e 15/1/1989.
Veja o capitulo anterior da série “Os dinheiros do Brasil”.
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Fonte: Wikipedia

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2007
Honda CBX 1000 ’79: um ótimo exemplo do design clean que tinham as motos da época
Quinta-feira, 13 de Dezembro de 2007 - 15:25
Mairus Webber - 5,277 visitas, 9 comentários
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A Honda CBX 1000 ’79 e seus escapes six into two… incrível… o motor nem cabe na moto…

Seis cilindros, quatro válvulas por cilindro em um motor de 1047 centímetros cúbicos que chega a 103hp a 9000 rpm.
E tudo isso não valeria de nada se ela não fosse platonicamente linda.
Ela nasceu na época e no lugar onde foram fabricadas as motocicletas mais belas que já existiram, que foi o Japão dos anos 70.
Naquela época imperavam as motos estradeiras naked.

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A capa do Super Trunfo com a nossa musa em destaque

O Design era clean, com formas simples, muitos cromados, poucas carenagens… era raro uma moto que viesse com adesivos, os emblemas eram na sua maioria as velhas plaquinhas parafusadas nos tanques e nas laterais… e mesmo se viesse com um ou outro adesivo, eram discretos, ao contrário de hoje em dia, que se você comprar uma moto zero e retirar todos os adesivos coloridíssimos que vem colados no tanque, laterais e carenagens, a moto vai ficar pesando uns dez quilos a menos… sem falar que é difícil encontrar um modelo naked (no Brazil, é claro), pois hoje as motos ou são de corrida, para os pitboys mostrarem as bundas das namoradas, ou são choppers, para os coroas empapagaiarem elas todas e pilotarem com lencinho na cabeça, ou são cross, as mais adequadas as nossas ruas de buracos… justiça seja feita com a lindíssima Hornet 600 da Honda.
Minha primeira motoca foi uma Honda 125 ML 1981, que seguia o mesmo estilo, naked, de tanque redondo, faróis, lanternas e piscas destacados do corpo da moto, para-lamas e escapes cromados, laterais independentes do tanque, parecia um chaveiro de 750 Four… pra mim, moto tem que ser assim.
Clássica.
Eu nunca vi um estilo de moto ser tão bem resolvido como as nakeds dos anos 70, onde a beleza vinha da simplicidade das soluções de design.
Assim é a Honda CBX 1000 1979.
O sonho de consumo de qualquer um que entenda de motos e de design.
Era ela que aparecia em destaque na capa do Super Trunfo de motos da época.
Abaixo algumas cartas do baralho mostrando outras motos japonesas da mesma época… lágrimas me vem aos olhos.
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Mairus Webber Comunicação Visual 1990-2008