Aproveitando o belo post publicado pelo Hans mais cedo, que torna possível a compreensão dos tamanhos de coisas desde a escala dos átomos até a das galáxias, eu me empolguei, e resolvi escrever sobre um trecho de um livro de astronomia que comprei nos anos 80, “Os Planetas”, de André de Cayeux e Serge Brunier, que faz uma comparação muito interessante, simples e elucidativa de algumas distâncias espaciais.
Então, a comparação diz que se o Sol fosse do tamanho de uma bola de tênis, com 10 centímetros de diâmetro, a terra teria um milímetro de diâmetro, e estaria situada a 11 metros de distância.
Saturno teria um pouco menos de um centímetro de diâmetro e estaria a 100 metros de distância da bolinha de tênis.
Plutão, que naquele tempo ainda era um planeta, teria 0,3 milímetro de diâmetro, e distanciaria 400 metros do sol-bola-de-tênis.
E na mesma escala, a estrela mais próxima estaria distante 2.000 quilômetros.
Levando em conta que o homem ainda não conseguiu pôr os pés nem em Marte, dá para se ter uma idéia de quão estamos longe das viagens interestelares.
A gente chega lá.

Bem, já temos a parte apocalíptica do futuro muito bem ilustrada por todos os fatos relativos ao aquecimento global, elevação do nível do mar, crescimento geométrico de bolsões de seres humanos na miséria absoluta e o valor da agua potável nas próximas décadas.
E a outra parte? A parte que eu, como amante da Ficção Científica acompanho de perto? Bem já temos o Oráculo de Google, aonde qualquer ser conectado obtém respostas vagas e nas mãos de uma pitonisa respostas exatas (”Se está na internet é verdade” Maichrovicz). Já temos também os comunicadores de Star Trek operando a pleno vapor. Falta o teleporte e os sabres de luz, mas podemos esperar mais um pouco.

Para quem leu “Reconhecimento de Padrões” de William Gibson(2003), esta aplicaçãozinha desenvolvida por uma equipe geek em Python faz todo o sentido ao visualisar e espacializar seus contatos no agregador social “Facebook”. Acho que é por ai.
Aqui o videozinho que a equipe preparou.
E o wiki sobre o aplicativo.
Dica do sempre curioso Everyone Forever …
Essas fotos foram tiradas no dia 15 de janeiro de 2008, às 20h, e não receberam nenhum tipo de tratamento para ficarem com essas cores.
Foi um fim de tarde digamos… bíblico no Rio de Janeiro.



Não há o que ser dito.
É clicar neste link, lembrar das noites passadas na adolescência jogando Enduro no Atari e chorar como uma mulher pensando “valeu a pena esperar todo esse tempo”.
Abaixo alguns print-screens que eu consegui fazer quando conseguia controlar meus músculos entorpecidos pela emoção.
Link gentilmente enviado pelo Cristiano.











Seu nome de batismo era Jesus Christ Allin, seu pai era fanático religioso e batizou-o desta forma por crer tratar-se do novo messias.
Em sua casa não haviam aparelhos eletricos e não se podia conversar após as sete da noite, seguindo as crenças religiosas do pai de GG.
Seu irmaozinho não sabia pronunciar seu nome corretamente, abreviando para “Jeje”, que acabaria por ser seu nome artístico, GG.
Nos últimos anos de vida, GG Allin declarou que sua infância complicada não tinha nenhuma relação com o comportamento bizarro que assumia no palco e fora dele.
GG Allin morreu em 1993, quando tinha 36 anos, de overdose de heroina.
Depois de ter atingida a sua maturidade artística, se é que se pode chamar desta forma, seus shows não duravam mais do que dez minutos, que era o tempo para ele sair na porrada com alguém da plateia, ou de a energia ser cortada a mando do dono dos equipamentos.
GG já entrava no palco pelado, onde defecava, comendo em seguida as suas fezes e atirando-as na platéia, cortava-se com garrafas quebradas e por vezes descia do palco coberto de sangue e merda para perseguir e engalfinhar-se com seu público.
GG costumava enriquecer estas performances executando-as com o microfone enfiado no cu.
GG tocou com várias bandas diferentes, com destaque para os “Murder Junkies”, e suas músicas tinham títulos intuitivos, como “Drink, Fight and Fuck”, “I Wanna Piss on You” e “Legalize Murder”.
Certa vez GG marcou a data do show em que se suicidaria no palco, mas talvez por sorte, passou a data marcada na cadeia.
Seu último show acabou no meio da segunda música, quando o dono dos equipamentos desligou a energia e mandou retira-los para que não fossem destruidos por GG.
GG Allin saiu então passeando pelas rua de Nova Iorque nu e coberto com sangue e fezes.
Terminou a noite em um apartamento de um amigo, onde tomou sua dose fatal de heroina.
A festa continuou até de manhã, quando seus amigos/fãs finalmente se deram conta de que GG ainda se encontrava na mesma posição há muito tempo, e quando os médicos chegaram, confirmaram a sua morte.
Com a notícia, teve início a festa macabra que foi o seu velório, onde ao som de punk rock os fãs derramavam uísque na sua boca e colocavam cigarros acesos entre seus lábios.
GG foi enterrado com um headphone nos ouvidos que tocava suas músicas, uma garrafa de Jim Beam, e especula-se que a fotografia em sua mão esquerda seja de sua filha, de quem muito pouco se sabe.
GG Allin se considerava o último verdadeiro roqueiro, e dizia que seu corpo era um templo do rock.
Clique aqui para ver um vídeo de GG Allin, The Murder Junkies e Dee Dee Ramone tocando “Bite It You Scum”.
Fontes: Wikipedia, GG Allin.com e All Music.
Sensacional peça de arte urbana de guerrilha, da facção do shopdropping, que consiste em deixar, ao invés de retirar coisas em lojas para serem consumidas como produtos.

Mais do mesmo, aqui.