Aproveitando o belo post publicado pelo Hans mais cedo, que torna possível a compreensão dos tamanhos de coisas desde a escala dos átomos até a das galáxias, eu me empolguei, e resolvi escrever sobre um trecho de um livro de astronomia que comprei nos anos 80, “Os Planetas”, de André de Cayeux e Serge Brunier, que faz uma comparação muito interessante, simples e elucidativa de algumas distâncias espaciais.
Então, a comparação diz que se o Sol fosse do tamanho de uma bola de tênis, com 10 centímetros de diâmetro, a terra teria um milímetro de diâmetro, e estaria situada a 11 metros de distância.
Saturno teria um pouco menos de um centímetro de diâmetro e estaria a 100 metros de distância da bolinha de tênis.
Plutão, que naquele tempo ainda era um planeta, teria 0,3 milímetro de diâmetro, e distanciaria 400 metros do sol-bola-de-tênis.
E na mesma escala, a estrela mais próxima estaria distante 2.000 quilômetros.
Levando em conta que o homem ainda não conseguiu pôr os pés nem em Marte, dá para se ter uma idéia de quão estamos longe das viagens interestelares.
A gente chega lá.

Então se o sol tivesse 1mm de diâmetro a estrela mais próxima Alpha Centauri C que dista a 4,2 anos-luz estaria a 20m de distância? (Que atraso, até hoje não chegamos nem na estrela mais próxima e viajar até qualquer planeta do nosso próprio sistema é a maior dificuldade. Pra piorar, é dito que nada pode ultrapassar a velocidade da luz, sendo que até mesmo esta é lerda para viajar pelo espaço, pois se enviarmos uma mensagem de rádio (velocidade da luz) para uma futuristica e hipotética colônia habitando nossa estrela mais próxima, a resposta só poderia ser recebida 8,4 anos mais tarde.Fico entediado quando estou nos sites de astronomia lendo sobre estrelas, nebulosas, quasares, galáxias, mas isso pode até ser interessante, o pior são as suposições, as partículas hipotéticas, e a campeã do ridículo me lembro muito bem quando lia que talvez possa existir água na lua, sim uma camada de 0,01mm que não pode ser vista a olho nu… enquanto poderíamos estar lendo sobre essa ou aquela civilização habitando tal ou qual sistema estelar, pois é óbvio que o universso está abarrotado de vida. Essas distâncias servem para nos mostrar porque até hoje não encontramos nem fomos encontrados por outros seres).