




Valeu a pena esperar para fazer este post, pois nunca gostei muito daquela logo velha da Tam, com aquela fonte que parece que foi feita com tiras de fita isolante, e por conta disso ficava adiando esse dia.
Eu me revoltava com o fato de a empresa não usar uma fonte clássica, como uma Helvética ou Futura… tá bom, pra não me chamarem de xiita, que fosse uma Frutiger ou uma… Trebuchet?
É bem verdade que a logo nova ficou bem “dejavuzinha”, seguindo a mesma tendência moderninha da Varig de usar aquela fonte que tem o “azinho sem a barrinha”, e ainda com o agravante de a barrinha ser substituida pela gaivotinha… em uma solução que eu tenho a impressão de já ter visto em desde embalagens de filtro solar até leite em pó dietético… plano de saúde fácil.
Mas deixando essas chatices de lado, a Tam nunca teve uma identidade visual tão bonita como essa nova, recém lançada.
O avião ficou muito agradável, com a marca “TAM” na diagonal, acompanhando a inclinação do leme… a composição ficou muito boa, os pesos das letras, os contrastes, enfim, é muito confortável para os olhos… lembrou a pintura da LTU… os designers devem levar as mãos aos céus por não existirem mais lemes tão inclinados como o do Boeing 727, que dominava os céus nos anos 70 e 80… que sempre acabavam criando problemas na hora de receber as aplicações das logos das empresas aéreas… ainda mais em um caso desses, onde o ângulo do texto acompanha o do leme, eles teriam um problemão para pintar um 727 com essa plumagem… acho que até nos Fokker 100 pode ficar complicado… a Tam ainda tem F100?
Acho que pode-se até dizer que esta é a primeira identidade visual séria da Tam, pois até então era um balaio de gatos, dando a impressão de que todo mundo metia o bedelho, desde a aeromoça sexy até o operador de push-back… era uma hora com a letra vermelha no fundo azul, daí não deu pra ler e bota outline branco… pinta a borda do leme de verde e amarelo… e por aí vai.
Então, observando por esse prisma, a mudança foi mesmo muito positiva, enriquecendo a apresentação da empresa, e de quebra a cara da aviação brasileira… pelo menos a cara, já que malinha com Forrestier na classe econômica, nunca mais… botar querosene no tanque já está difícil…
Sabe que estou com um post em draft sobre? Viajei ontem de TAM e vi o A330 com a pintura nova. Ahh, e sim, é apenas para o lançamento a pintura, que na verdade são adesivos com as assinaturas dos funcionários.
Gostei muito também, a gaivota ficou bem colocada, porém eu ainda sou fã das turbinas pintadas, e o fato de deixarem a turbina branca infelizmente ficou ruim na minha visão. É difícil se desligar das heraças variguianas, hahaha. Nunca vou conseguir pensar em aviões sem lembrar daquela pintura linda das águias azuis.
Agora aquela terceira foto que tu colocaste, do Fokker 100 com a cauda azul era bem bonita, mas concordo que a fonte é um horror.
E respondendo a tua pergunta, a TAM não opera mais Fokker 100, o último voou FLN/GRU se não me engano em 25 de dezembro do ano passado. Os únicos Fokker 100 (3) estão agora na TAM Mercosur. Há um boato que a TAM vai colocar alguns Fokker na PTN (ela possui 54% se não me engano da empresa).
Caríssimo M. Webber,
mais uma vez divergimos na questão do design. Acho que a fonte pangaré esparadrapo da TAM e suas turbinas vermelhas (coca-cola) eram o que a estava diferenciando da pasteurização visual no segmento. Uma pena, a logomarca agora é totalmente sem personalidade e vc mesmo admite que já viu similares antes várias vezes. Me lembrou a mudança de identidade do Bob’s.
Otávio: Caramba, aquelas assinaturas não adesivos? O avião deve estar uma tonelada mais pesado com tantos adesivos… eu pensava que tinham feito uma fila de funcionários, entregue um pincel atômico e uma escada pra cada um… mas se você disse que viu um A330, já vai ficando complicado… e tu perdeste a chance de ser o primeiro a mandar para o Airliners.net a foto desse A330 com a pintura nova, pois não o vi por lá. Quanto à turbina vermelha eu também achava bonita, mas não cheguei a ficar incomodado com pintura branca da nova… mais uma vez seguindo a linha a Varig. E obrigado pela resposta à questão dos F100. Abraço.
Boechat: Eu me amarrava nas turbinas-latas-de-coca-cola, mas quanto a aquela fonte da logo velha, até ficava bem nos Fokker 50, que parece uma Kombi mesmo, pois pra mim aquilo é fonte de companhia de mudanças… como eu já disse, apesar de a solução ser óbvia pra cacete, ficou muito bem executada e os aviões ficaram muito bonitos. Não estou falando só do conceito, mas de composição também.
Mairus, uma amiga que trabalha na TAM comentou que recebeu uma cartolina para ela assinar o nome dela. Então foi tudo enviado pra SP, aquilo virou um adesivo e foi colado na aeronave (se não me engano foram em duas). Eu preferia assinatura com pincel atomico, mas imagina juntar tudos os funcionários da TAM em GRU, hehehe.
A foto dele tá aqui: Link. Ficou um horror pq esqueci da camera em casa, então foi com o celular mesmo, que não tem zoom nem prepato para fotos noturnas.
Abraços
Pois é, o problema ia ser limpar o avião depois… apesar de que adesivo de avião deve ter uma cola muito boa também…
adorei o post…hehehehe
Eu adorei o avião com as assinaturas, meu filho ficou na história da TAM o nome dele está na aeronave!!!!
Será a distribuição dos nominhos pela fuselagem foi random ou alfabética?
Quem ficou perto da Porta de deu bem…
Já quem ficou ali perto do conector de higienização…