Nos meados dos anos 80, eu flertei com o Rock and Roll, chegando a ser baterista de uma banda de Rock, o “Gelo Quente”, composta por Rodrigo Rangel nos vocais, Pelí na guitarra base e Guilherme na guitarra solo (não tinha baixista).
Cheguei a participar de alguns ensaios da banda no apartamento do Pelí, onde eram realizados, mas logo fui afastado por bater muito forte no prato da bateria do irmão do pelí, cedida por ele para os ensaios da banda, além de esfarelar as baquetas do menino por fazer a base “caixa-contra-tempo” com as mãos invertidas.
O odioso Jakes Daniels, que assumiu as baquetas após o meu afastamento da banda, mostrou-se um baterista mais completo do que eu, apesar de eu preferir o meu estilo mais… “ramônico”, digamos.
Mas minha contribuição para o Rock dos anos 80 fui muito maior do que a breve passagem pela bateria do Gelo quente.
“Badalhoca” é uma música de minha autoria, que foi executada em vários saraus pelo Rio de Janeiro a fora, como Festicap, Fesói e São Vicente, além de ter sua letra publicada na Forja, o jornal do Grêmio do Cap-UFRJ.
É possível que ainda exista um exemplar da nossa fita demo, com os quatro primeiros sucessos… Badalhoca e mais três.
Até hoje me vêm lágrimas aos olhos quando me lembro desses versos sendo proclamados debaixo da lona sagrada do Circo Voador, para o delírio da multidão…
Realmente um sucesso! Mas em qual FESTICAP vcs tocaram?
mas e a pergunta que não quer calar – de onde veio a inspiração pra tamanha obra (de arte)?
Noooossa. Me lembrei dessa pérola do cancioneiro capiano. Não lembrava que era de sua autoria.
Cara, eu acho, só acho que ela foi tocada em algum festicap, mas como eu nesta época eu já vivia só dos direitos autorais, não posso afirmar com certeza. nem mesmo se foi tocada em algum festicap, já que não tinha nenhum capiano na banda.
Sei que o Gelo Quente foi a última banda a se apresentar em um sarau do São Vicente, onde na plateia, além de mim havia apenas uma outra pessoa, que dançava muito, virava cambalhotas e tal.
E na Fesói, badalhoca foi tocada também, e o Gelo Quente foi também a última banda a apresentar-se, mas não para fechar o evento, mas por que os padres haviam feito uma única exigência para o sarau, que era que em hipótese alguma fosse tocada a música “Igreja”, doa Titãs… adivinhem qual a música que encerrou o show do Gelo Quente? Azar de quem tocaria depois.
Ah, e respondendo à Clarice…
Eu estava sentado na privada, fazendo outra obra de arte, quando tive esta súbita inspiração. A música foi composta em todas as suas estrofes em menos de quinze minutos… é como os gênios funcionam.