



A história da identidade visual da Trinidad and Tobago Airways, a BWIA, ou BWEE é incrível e trágica.
A empresa foi fundada em 1940, e chegou a ser a mais importante empresa aerea do Caribe.
Nos anos 70 e 80 cortava os ceus em belos TriStars 500, pintados com seu esquema de cores clássico, elegante e original, com a faixa amarelo-ocre cortando a fuselagem branca, acompanhada por um fio horizontal verde escuro e o texto “BWIA” aplicado em magenta, com a logo na cauda que, apesar de se utilizar de tantas cores, era estranhamente agradável.
Só que na virada do século 21 algo de terrível deve ter acontecido com o oxigênio ou com a água que se bebe nas ilhas, talvez uma forte contaminação de coliformes fecais, pois promoveram uma das mais catastróficas modernizações de identidade visual de que se tem notícia.
A identidade visual nova, que tem como elemento base o instrumento musical típico da região, o tambor de aço, é tão horrorosa que pode ser comparada a reformulação do design que a Varig fez nos anos 90.
É de arrepiar.
Confira com seus próprios olhos.
Em 2006 a empresa anunciou que encerraria seus serviços.
Claro, com uma pintura dessas os aviões da companhia devem ter sido proibidos de voar pelo espaço aéreo de vários paises do mundo.
É de cortar o coração ver um lindo L-1011 ser tratado de uma forma tão humilhante.
Tem um tiozinho que fica tocando (martelando seria mais apropriado) esse instrumento lá em Ipanema, ao alcance auditivo da barraca da Fátima.
Os designers que tiveram essa “sacada” deveriam ser condenados a escutar tal performance até o fim dos tempos…