Ano passado escrevi um post manifestando a minha felicidade em ver que o bonde #8 havia voltado da sua reforma em Três Rios, só que recentemente fiquei sabendo através de um panfleto distribuido pelo pessoal da Amast, que o modernizado bonde #8 não pode fazer curvas, e vai ser mandado de volta para Três Rios (ou algo assim).
Com a triste notícia, fui assolado por inevitável descrença na seriedade da administração do que é o símbolo de Santa Teresa.
Vesti então minha roupa de explorador e saí pelas ruas munido da minha câmera fotográfica para registrar os raros exemplares que ainda restam e assim fazer um “Censo” para ver quantos deles ainda circulam e em qual estado se encontram.
Consegui encontrar um bonde, que foi devidamente fotografado e catalogado, o #9… me pareceu saudável, com a voz forte e afinada do inconfundível motor White Westinghouse.
Espero em breve postar mais fotos destes seres que um dia já foram numerosos, mas hoje estão em vias de extinção.
Salvem os bondes!
Não deixem os bondes morrerem!

Tenta achar o 04, aquele que uma vez foi pintado de verde.
O Merigo tinha que patrocinar esse bonde. Adote um bonde!
O bonde tá sinixxxxxtro, chock!!!
Eu passo todo dia na Sernambetiba e aqueles caras com uns jipinhos Bandeirante abertos (imitando os do Exército), passam carregando turista pra cima e pra baixo com os “bichinhos” impecáveis! Quem tá levando uma “bola” pra manter tudo bunitinho e lotado de turista. É melhor deixar pra lá!
Tenho acompanhado - geralmente via Orkut - esta questão do Bonde Reformado. A princípio, é preciso lembrarmos que o objetivo de qualquer protótipo é mesmo apresentar falhas, para que sejam corrigidas.
Porém, pelo que tem sido comentado, parece que as falhas apresentadas por este protótipo são um tanto excessivas. Quando ouvi falar da dificuldade que o veículo tem nas curvas, aventei a hipótese de que o problema não fosse na bitola, e sim no comprimento da base rígida (o truque); posteriormente, fiquei sabendo, em conversa com pessoas inteiradas, que, nas condições topográficas do bairro (e, por conseguinte, também da via-permanente), região íngreme e de ruas muito sinuosas, é preciso que haja alguma folga (mínima, coisa bem pequena), sem o que o veículo fica “enganchando” nas curvas. Ouvi falar também de outros pormenores, segundo os quais o próprio truque antigo tem uma certa maleabilidade, característica na qual, segundo comentários, o novo deixa a desejar.
Imaginei que o caminho poderia ter sido - antes - fazer um estudo prévio das condições gerais e do sistema funcional original dos bondes, para entrar com os implementos modernos - motores de Corrente Alternada, Freio Dinâmico, etc. - dentro de uma sistemática nova, mas desenvolvida com base na tradicional.
Entretanto, como o protótipo já está lá, temos que aguardar para ver se o pessoal resolve a situação - conseguindo fazer as adaptações necessárias no truque - de modo a que o veículo demonstre o desempenho desejado e esperado, ou seja, realizando a performance para a qual foi programado, com todos os novos implementos funcionando devidamente, e trafegando com eficiência - e principalmente SEGURANÇA -, o que também é, por sinal, o objetivo da inclusão desses implementos e da modernização em termos gerais.