Mairus Webber

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Posts do mês de Abril de 2008

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2008
Jogar em outro hemisfério e contra time convidado provoca revolta na Fla-Nerd
Quarta-feira, 30 de Abril de 2008 - 17:38
Mairus Webber - 711 visitas, 12 comentários

Nosso ilustre leitor Cristiano Dias enviou-nos um e-mail sugerindo levantar uma questão neste humilde porém liberal meio de comunicação.
A pauta sugerida refere-se a se é justo ou não o nosso querido rubro-negro da Gávea ter que ir jogar uma partida em latitude bem acima do Equador, quase no Trópico de Câncer… enfim, lá onde o redemoinho do ralo da pia gira no sentido horário.
Eu compartinho do questionamento do valoroso leitor no que tange ao fato de tratar-se de um time da Concacaf participando de um campeonato da Conmebol, e sobretudo se formos considerar o nível técnico dos elencos desta última, bem superior ao da primeira, ou seja, o que um time que está em último lugar no Campeonato Mexicano ainda tem que se meter a jogar um campeonato que envolve times bem mais fortes que os da sua própria confederação?
Mas por outro lado, todos sabiam que iriam poder cruzar (no bom sentido) com os mexicanos ao longo do campeonato, e começar a reclamar agora que o campeonato está no meio, e coincidentemente às vesperas da partida me soa a coisa de botafoguense.
Vai ser muito chato cansar o elenco rubro-negro jogando uma partida lá “na casa do cacete” enquanto o vice atual descansa em meio a banhos de sais e sessões de hidromassagem, mas tudo bem… afinal a prioridade é a libertadores e o bi-mundial, depois não dá para o Flamengo ficar se preocupando com time pequeno.
Campeonato estadual é obrigação.
Não tem nem o que comemorar.

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2008
A chatinha corrida de ontem na Espanha
Segunda-feira, 28 de Abril de 2008 - 11:22
Mairus Webber - 572 visitas, 5 comentários

“Kovaleinen” dizia a legenda na TV.

A melhor parte da corrida de ontem foi quando Galvao e sua turma mencionaram que a Fia cogita a volta dos pneus slick para ano que vem, por proporcionarem mais aderência, aumentando a possibilidade de os carros fazerem as curvas mais próximos uns dos outros e conseqüentemente, de ultrapassagens, já que a quase ausência destas na F1 atual ocorre principalmente por que os carros não conseguem sair da curva no vácuo no carro da frente já que a estabilidade fica mais a cargo da pressão aerodinâmica… demorô, hein?
Ainda digo mais – quem foi o imbecil que inventou esses pneus idiotas de hoje em dia? Fala sério.
Lewis Hamilton comemorou muito o terceiro lugar na corrida de ontem, e com motivo, pois após o primeiro lugar na estréia foram duas corridas sem pódium, sendo que na última, do Bahrein, ele nem pontuou… agora ele garante a segunda colocação isolada no campeonato, deixando para trás o polaco católico (que anda pra caramba, mas tem que ser sacaneado por isso).
Burti fala que a McLaren anda com problemas de suspensão, e Tio Galvão diz que é a pressão, já que agora Hamilton não é mais um estreante-revelação, e já pesa sobre ele a responsailidade pelo sucesso da McLaren, cargo que ano passado cabia ao Fernando Alonso… Mairus Webber ainda levanta mais um motivo para o desempenho do ingles não estar sendo tão bom como o do ano passado, que é a ausência do controle de tração.
Tenho visto Hamilton rebolando, e tendo bastante trabalho para manter seu carro na pista, e como disse o Galvao, o Kovaleinen não tem tido o mesmo problema… Kovaleinen veio de uma Renault caidaça para um carro bem melhor, enquanto Hamilton veio de uma McLaren muito melhor do que a que eles dirigem hoje.
Para fortalecer mais ainda as minhas suspeitas de que ele está se engoiabando por conta da ausência do controle de tração, a boa largada da corrida de ontem foi uma exceção às pessimas largadas que o Ingles fez nas duas últimas corridas.
Mas o Hamilton é bom e continuo torcendo por ele.
A porrada do Kovaleinen foi mesmo feia… ele deve ter ficado vendo estrelinhas por um bom tempo enquanto os fiscais de prova ficavam tentando desesperadamente retirar o seu carro de baixo dos pneus de proteção… fico imaginando como teria sido se o carro tivesse pegado fogo… Kovaleinen ia ficar igual a aquele cara que foi para o microôndas no Tropa de Elite… mas o que mais me impressionou foi que a TV não mostrou NADA.
Mais uma censura a que nós, humildes cidadãos temos que ser submetidos em um mundo cada vez mais feito de mentiras e tapumes.
Ridículo.
Fiquei imaginando a família do cara querendo saber notícias do cara e a TV mostrando os carros, a torcida, os passarinhos… lamentável.
Estou começando a achar que o Jenson Button dá mesmo “banho de boléia” no Rubinho Barrichelo, pois ontem o inglês conseguiu um expressivo sexto lugar, chegando à frente das duas Williams e das duas Toyotas, enquanto Rubinho continuava às voltas com suas zebras e caixas de brita… acho que a única motivação do Rubinho para correr é bater o recorde de participações do Ricardo Patrás, e como para isso não precisa ter muita pressa…
Galvão ano passado falava mal do Kovaleinen, que estava com a corda no pescoço na Renault, ontem falou do Timo Glock, que está por um fio na Toyota, mas e o nosso querido Piquezinho?
Piquezinho deve estar levando umas chineladas com o Rider do pai, que deu férias para seus pés em Indianápolis, por que tá demorando para ele conseguir sair do zero no campeonato… e ontem a sua corrida foi uma grande lambança.
Torço muito para que ele se encontre e ainda dê um coro no mala do Alonso.
É isso.
Agora é torcer para a próxima corrida, na Turquia, seja mais emocionante.

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2008
Vem mais choradeira por aí…
Terça-feira, 22 de Abril de 2008 - 13:16
Mairus Webber - 790 visitas, 10 comentários

Estou lendo um livro do Nelson Rodrigues, que me foi presenteado pelo meu querido irmão, Dude Lyra, vulgo Kaká de Ressaca, e por sua querida mãe, Celina Lyra, que são crônicas esportivas que o autor escrevia para a Manchete Esportiva na metade final dos anos 50, “O Berro Impresso das Manchetes”.
Recomendo.
Na parte do livro que eu estou lendo o Brasil ainda chora pela derrota na copa da Suíça em 1954, além é claro, da catastrófica final da copa de 1950, e endeusa a Hungria de Puskas e a Tchecoslovaquia.
É interessante notar como naquela época havia uma sensação de “quando seremos campeões do mundo?”, “não somos os melhores”… chegei a ler declarações de membros da CBD dizendo que o Brasil iria para a Copa de 1958 já sabendo que não teria nenhuma chance de levar o caneco para casa.
Esse pensamento mudou muito de lá para cá, basta lembrar do nosso “dream team”, que chegou à Alemanha em 2006 com a taça na mão, mais preocupado em dar show e bater recordes individuais do que apenas ganhar a copa, aqueles mercenários arrogantes saltos-altos desgraçados de merda.
Mas apesar de o pensamento com relação a seleção ter mudado muito desde aquele tempo para cá, o livro fala de outros conceitos que permanecem intocados mesmo depois de meio século.
Tricolor confesso, Nelson Rodrigues dizia que naquela época, a camisa rubro-negra já tinha esta mística de jogar sozinha, e também que a torcida do Botafogo já tinha a característica de alimentar-se do pessimismo e do sofrimento.
Domingo que vem começa a decisão do Campeonato Estadual 2008 entre Flamengo e Botafogo, onde o Botafogo vem motivado de uma convincente vitória sobre o Fluminense na decisão do segundo turno, e de um merecido 3×0 sobre o Flamengo na semi-final, ou seja, Botafogo vem favorito.
Já o Flamengo, além de carregar na memória a derrota chocolatesca para o Botafogo dentro do seu próprio estádio, ainda vem abalado pela notícia de que seu querido técnico, Joel Santana, está de partida para a África do Sul, onde substituirá aquele técnico cujo nome eu me recuso a pronunciar no comando da seleção daquele país.
Ainda me lembro da decisão do Campeonato Brasileiro de 1992, quando o Botafogo entrou favorito, festa da torcida antes do jogo, e levou uma SURRA logo no primeiro embate.
Depois das finais, Flamengo pentacampeão, fui ter com amigos botafoguenses, que me confessaram “eu já sabia que ia dar Flamengo”.
A conclusão, amigos, é de que todos vão ficar felizes após a conclusão destas finais do estadual deste ano, o Flamengo, por que vai levar a taça para Gávea, e o Botafogo, por que vai ganhar mais uma história de tristeza, sofrimento e lágrimas em seu currículo.

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Messerschmitt Me 163 Komet: o único avião-foguete a operar na segunda guerra
Quinta-feira, 17 de Abril de 2008 - 14:50
Mairus Webber - 5,436 visitas, 9 comentários

Há alguns meses atrás eu escrevi um post sobre o Ba 349 Natter, um avião-foguete de decolagem vertical, que teve um único e desastroso vôo durante os desesperados esforços do 3º Reich em evitar a inevitável derrota na segunda guerra mundial.
O Natter foi um projeto de avião-foguete que não necessitaria de uma pista de decolagem, e por conta disso poderia atingir mais facilmente os pontos estratégicos, já que o seu raio de ação era muito limitado.
O projeto do Natter utilizava o mesmo sistema de propulsão que seu primo mais velho, o Messerschmitt Me 163 Komet, que operou regularmente durante o final da guerra, e que também não chegou a causar prejuízos significativos nos bombardeiros aliados, mais precisamente 16 aviões inimigos derrubados.
O avião era originalmente um planador, que sofreu algumas modificações para receber um foguete e assim se transformar no caça mais rápido da WW2, atingindo a velocidade máxima de 960km/h, ou Mach 0,83.
O Me 163 decolava em uma pista, como qualquer outro avião, já impulsionado pelo seu foguete, e tinha 8 minutos para cumprir sua missão de interceptar as “manadas” de bombardeiros aliados até que acabasse o seu combustível, quando então retornava planando para a base, onde aterrissava sobre um trenó retratil que funcionava como trem de pouso, já que as rodas utilizadas na decolagem se desprendiam logo após o início do vôo.
A vertiginosa velocidade atingida pelo avião era um problema para os pilotos, que não estavam acostumados com tal desempenho, enquanto que os B17 aliados a serem alvejados eram por demais lentos em comparação com os Me 163, o que acabava tornando tarefa difícil a sua interceptação.
O abastecimento do Me 163 era um evento crítico, feito com dois propelentes altamente reagentes, os caminhões-tanque com os dois componentes abasteciam o avião em momentos diferentes, e entre um abastecimento o outro, o avião e o chão nas proximidades eram lavados.
A proximidade dos tanques desses dois componentes aliada a ausência de amortecedores no carrinho usado para a decolagem por vezes provocava a explosão do Me 163 ainda no solo.
Após a decolagem, existia a possibilidade de a estrutura com as rodas “quicar” no chão após a sua liberação e voltar de encontro ao avião, perfurando os tanques dos propelentes e provocando a explosão do aparelho, e a aterrissagem sobre os esquis também era igualmente crítica, pois estes também não contavam com sistema de amortecimento, e a conseqüência de um impacto mais violento com a pista era ou da explosão do resto do combustível dos tanques ou mesmo da quebra da coluna vertebral do piloto.
Por conta destas características, ao final da guerra ele era considerado mais perigoso para os seus próprios pilotos do que para os aviões inimigos.
Depois do fim da guerra, alguns Me 163 acabaram nas mãos dos aliados, e serviram de ponto de partida para o projeto do Bell X-1, o avião estadunidense que foi o primeiro a quebrar a barreira do som (com o piloto voltando vivo para contar como foi).
Mais detalhes sobre o Bell X-1 em breve, no Presunto.
Fontes: Wikipedia, Luftwaffe 39-45 e LuftArchiv.de

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Pedacinhos de Varsóvia no Rio de Janeiro
Segunda-feira, 14 de Abril de 2008 - 16:25
Mairus Webber - 476 visitas, 6 comentários

Estas fotos podem perfeitamente ser agrupadas, pois além da arquitetura imponente e opressora (e fascinante), e honesta e funcional, também são lugares em que eu não tenho tido grandes progressos ultimamente…
A primeira é do HU, o Hospital Universitário do Fundão, instituição a que devo eterna gratidão por cuidar da minha saúde desde quando eu ainda usava calças curtas, e onde eu recentemente recebi a notícia de que terei de passar por outra cirurgia, ainda por conta dos meus saltos acrobaticos de outubro último, e a segunda da minha querida Universidade do Estado do Rio de Janeiro, onde eu me formei na promissora e opulenta carreira do design já há 13 anos e ainda não consegui obter meu diploma por eles questionarem a veracidade do meu histórico escolar do segundo grau… a gente chega lá.

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Janela da minha cozinha, hoje às 6h00
Segunda-feira, 14 de Abril de 2008 - 15:45
Mairus Webber - 509 visitas, 4 comentários

Infelizmente não consegui pegar o tom do vermelhão que estava rolando… na foto dá só para se ter uma idéia.
O que não deu para mostrar na foto foi a deliciosa brisa náutica que tremulava minhas sobrancelhas.
Uma bela manhã de um dia promissor.

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BondeSpotting #3: Achei mais um.
Segunda-feira, 14 de Abril de 2008 - 15:32
Mairus Webber - 626 visitas, 3 comentários

O #12.
Então até agora são dois bondes “oficiais”, este e o #9, já que o #8 está ainda em testes.
Muito pouco para atender a duas linhas.
O Censo continua…

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Mairus Webber Comunicação Visual 1990-2008