Estávamos eu, Hans e Jakes bebendo umas cervejas no bar do Antônio, no Sumaré, em uma tarde de um fim de semana qualquer do final dos anos 80 ou início dos 90.
Enquanto Hans ou Jakes pagava a conta (eu nunca pagava a conta), eu aguardava sentado no capô da Panorama do Hans, o retorno do pagante, e reparava em umas três ou quatro criancinhas que subiam a escada que vinha da Favela Paula Ramos, e que brincavam animadamente com uma lata sem rótulo, que pelo tamanho parecia ser uma lata de Nescau, ou de leite Ninho, novinha e muito brilhante, que traziam com eles.
Meu coração se enchia de alegria ao ver como uma simples lata vazia podia divertir tanto aquelas pobres crianças.
Todas as brincadeiras deles envolviam a lata, eles chutavam a lata, jogavam a lata, batiam na lata, pulavam a lata, rolavam a lata pelo descampado onde estava também estacionado o carro do Hans.
Nisso voltam Hans e Jakes com a conta paga, entramos todos na Panorama, e Hans foi manobrar para fazer a volta e irmos embora dali.
Foi à frente, deu a ré para fazer a manobra, e como Hans sempre foi muito barbeiro, deu marcha a ré até muito além do que seria necessário para a sua realização, e em meio aos gritos das criancinhas de fora do carro, ouviu-se um ruído “SCROTCH”.
Era a lata das crianças.
Quando Hans arrancou com o carro, pude ver pelo vidro de trás um menininho desolado indo ver o que restou da sua lata, que estava achatada como uma panqueca… enquanto os outros procuravam pedras para atirar no nosso carro aos gritos de “filho da puta, filho da puta”.
Parabéns, mengão querido, bicampeão estadual 2007-08, desta vez de uma forma menos traumatizante para os bofoguenses, que ontem já subiram para o gramado semi-derrotados, quase satisfeitos, pois o caixão começou a ser fechado no 1×0 de domingo passado, e que a essa altura já tinham a consciência de que o Flamengo é mesmo o melhor do Rio.
É sempre gostoso ganhar um campeonato estadual por que os adversários estão por aí pelas ruas, pelos escritórios, e são obrigados a conviver com o mar de camisas rubro-negras que invade a cidade, tornando-se figuras extremamente vulneráveis às chacotas e achincalhos dos campeões, enquanto que vencer um brasileiro contra um Internacional ou um mundial contra um Liverpool não proporciona um dia seguinte tão divertido devido a distância que nos separa dos torcedores vice-campeões.
Mas agora é hora de falar sério.
O Flamengo tem a missão e o dever de resgatar a imagem do futebol carioca fazendo bonito no campeonato brasileiro.
A ida do Joel é uma tristeza, mas o Caio Jr. (fechou com ele, né?) vai pegar o time arrumadinho e pronto para nos dar ainda muitas alegrias nesse ano de 2008.
Agora o bicho vai começar a pegar de verdade.
Obrigado, Joel, obrigado mengão, bola pra frente.
Rumo ao Hexa e Yokohama.

Daqui a um mês Laura faz um ano.
Fotos do 11º mês…





Mais um capítulo do maior Super Trunfo do universo… e não, leitor, você não está louco.
O post que falava das séries E e F dizia mesmo “#3/7″, mas como de lá para cá foram incorporadas mais duas séries, precisei incluir um oitavo capítulo… e se depender do meu tesão por aviões esse treco vai até o “Z”.
G1 – Lockheed Constellation;
G2 – Airbus A310;
G3 – Airbus A330-300;
G4 – Boeing 747SP;
H1 – Lockheed L-1011 TriStar;
H2 – McDonnell Douglas DC-10;
H3 – McDonnell Douglas MD-11;
H4 – Airbus A340-600.
Clique aqui para ver as séries E e F.







