Mairus Webber

Presunto

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2008
Álcool, cigarro, maconha, etc, etc, e etc…
Sábado, 5 de Julho de 2008 - 14:58
Mairus Webber - 1,621 visitas

Tudo bem que o álcool e direção não combinam, mas essa medida de 0% que foi tomada foi absolutamente talibanesca e só vai servir para aumentar a “cervejinha” dos policiais.
Em vez de o Brasil seguir o caminho civilizado e natural de legalizar a maconha e assumir posturas mais moderadas e assistenciais com as drogas mais pesadas, o que se vê é uma repressão cada vez maior.
Já proibiram o cigarro em lugares públicos, e agora estão se empenhando em acabar com uma das nossas mais gostosas e aliviantes tradições, que é o chopinho de depois do expediente.
Só para não parecer que eu sou anarquista enlouquecido irresponsável, vou dissertar um pouco sobre as minhas posições sobre os ítens acima.
Maconha: Deve ser liberada e ponto. Causa muito menos mal ao consumidor e aos outros do que o álcool e mesmo do que o cigarro. A “onda” da maconha não provoca qualquer tipo de comportamento agressivo no usuário, muito pelo contrário, deixa o sujeito passivo, introspectivo e “viajandão”.
No meu ver o único motivo para a maconha ser proibida é a ignorância da população, que “não viu e não gostou”, incentivada por uma imprensa tendenciosa, que associa a erva ao crime organizado.
Assim é fácil, pois se proibirem o Danoninho, em breve ele será associado ao crime organizado também.
Cocaina, crack, extasy, LSD, etc: Don Corleone em “O Poderoso Chefão” disse “mantenha seus amigos próximos, e seus inimigos mais próximos ainda”, e eu acho que este pensamento se aplica perefeitamente no caso das drogas ditas “pesadas”.
O caso é o seguinte: não adianta proibir. Estas drogas são proibidas em todos os países do mundo (ou quase todos, não sei), e todo mundo consome cada vez mais a cada dia que passa, então está claro que a solução do problema não é por aí.
Talvez o estado tivesse muito mais controle e sucesso no combate a essas drogas se o seu uso fosse admitido, monitorado e controlado.
Assistência, pesquisa, estudo.
Não adianta simplesmente proibir, enfiar a porrada e fechar os olhos como se o problema estivesse resolvido.
Além do que a proibição dá um enorme poder de extorsão para a nossa polícia, que é truculenta, corrupta e se associa com o crime organizado em muitos casos, taí o jornal que não me deixa mentir… além do próprio crime organizado, que com um cenário de drogas liberadas, teria de ir procurar outra forma de ganhar dinheiro para comprar armas.
A ilegalidade faz do tráfico de drogas um negócio altamente rentável.
Cigarro: Eu fumo, e a fumaça do meu próprio cigarro me incomoda, sempre me incomodou.
Sempre tive a consciência de não fumar em lugares fechados, e não tenho problema nenhum em me levantar da mesa do restaurante e ir fumar lá fora, mas o problema é que a campanha anti-tabaco que vem ocorrendo vem deixando a população (ou a grande massa de manobras), totalmente xiita e intolerante com o uso do tabaco.
Proibir fumar em shopping center é um absurdo… um lugar âmplo daqueles… você acende um cigarro na rua e tem um monte de gente fazendo cara feia pra você… outro dia eu acendi um cigarro nas Paineiras, e passou um cara correndo e ficou falando pra caramba, palavrões e tudo, o filho duma #$&% do cacete, ele que vá tomar no centro do #& dele junto com aquela língua suja de @#*&$ que ele tem.
Sorry.
Consciência.
É a solução para a boa convivência entre os fumantes e os não fumantes.
Porra, eu cresci vendo na TV que fumar era lindo, envolvia iates, carros, mulheres, aviões, e agora, quando eu posso ter tudo isso, eles vem e jogam água o meu chope?
Fala sério.
Álcool: Nós tinhamos uma lei que era rígida, e que não funcionava pela simples inexistência dos tais temidos bafômetros.
Daí eles resolvem tornar a lei absolutamente intolerante, já que a lei velha não dava resultado.
Nada mais burro, idiota e estúpido.
O motivo de um criminoso do trânsito não ir para a cadeia é a total inoperância da justiça, por que leis para isso existiam.
Daí, como a justiça não funciona, eles dão o poder para a polícia e seus bafômetros.
É muito fácil dizer “eu estou zelando pela segurança da população” e para isso proibir o condutor de um automóvel de ter qualquer concentração de álcool no sangue.
“Na Europa é assim”, “Nos EUA é assim”.
Foda-se, aqui não é Europa nem Estados Unidos.
Lá eles tem um diferencial que ninguém considera quando cria uma lei dessas, que é o simples fato de que lá eles tem transporte coletivo de qualidade.
As grandes cidades deles não são orientadas ao automóvel como as nossas.
Só que em vez de combater a máfia dos ônibus, de fazer Metrô, ou tentar resolver a questão do transporte de forma a retirar os carros das ruas, não.
Criam uma mais lei que proíbe coisas.
Muito prático, muito mais barato, e até mesmo lucrativo do que fazer metrô.
E foda-se o efeito estufa.
Enquanto isso os bares da cidade vão fechando as portas, as ruas vão ficando vazias… cada um enchendo a cara dentro da sua casa… que merda.
E o populacho bate palmas.
Escrevi esse post inspirado nos comentários que eu postei nos blogs do Cristiano e do Zé Mauro, em posts que tratavam desse mesmo assunto.
Estou mais aliviado agora.
Na verdade eu tenho a esperança de que, com o esquecimento do assunto pela imprensa, as coisas se acomodem de uma forma razoável para todo mundo.
Essa imprensinha de bosta que nós temos.
É só esperar pela próxima chacina.

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8 comentários para “Álcool, cigarro, maconha, etc, etc, e etc…”

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