

Os Fãs do Pink Floyd se dividiram no momento que eles se separaram.
Ou mesmo quando Roger Waters resolveu falar de seus grilos existenciais no The Wall.
Teve alguns que também não gostaram do Animals.
E o Wish You Were Here foi quase o último disco deles.
Quando o Pink Floyd acabou depois do Final Cut em 83, david Gilmour ficou tocando com várias bandas, e tentou até fazer uma carreira solo, mas não rolou.
Decidiu então voltar com o Floyd sem Waters, que não gostou da idéia.
Rolou uma briga na justiça, e Waters perdeu.
Muitos fãs do Pink Floyd detestaram A Momentary Lapse Of Reason.
Chamaram de Farofloyd.
Por outro lado, Roger Waters continuava a escrever músicas, e lançou Radio Kaos ao mesmo tempo que David Gilmour fazia uma turne com Nick Mason e Rick Wright com o nome Pink Floyd.
Tem uma história que Roger Waters estava num avião e lhe perguntaram quem ele era.
Do Pink Floyd? A banda que está afazendo o maior sucesso com aquela música On The Turning Away? (Faixa do Momentary Lapse Of Reason)
Imaginem a cara do Roger Waters…
Realmente, poucas pessoas se ligaram no trabalho solo de Waters.
Mas para quem se amarra em tudo do Floyd, e seguiu os passos dos ex integrantes, inclusive o do Roger Waters, vale apena se ligar no último CD do David Gilmour, lançado em setembro de 2008- Live in Gdansk.
Gilmour toca várias músicas do Floyd inclusive Echoes.
Também em Shine On You Crazy Diamond, foi convidado um músico para tocar taças de cristal.
O Floyd já havia feito isso anteriormente nas primeiras turnes de 1975.
O som é fantastico!
No DVD David Gilmour in Concert, alias, no Remember That Night – Live at the Royal Albert Hall, de 2007, da turne do seu disco solo “On An Island” de 2006, aparece uma cena em que ele encontra um músico tirando um som de umas Taças de Vinho na rua em Veneza, e o convida para tocar no show dele à noite.

Bem, em minha modesta opinião o Pink Floyd iniciou seu processo de despinkfloydização com a saída forçada de Syd Barret…
johnny, eu sou um ignorante. Na verdade só estava querendo dizer que o album que eu mais gosto e que na minha opinião, sintetiza todo o Floyd é o Piper. Mas isso não impede que eu adore o Saucerful, o Ummagumma, o Atom Heart Mother, o Meddle, o obscured, o dark side, o animals, o wish you were here e até o The Wall…
Os discos do Floyd, junto com os dos Beatles são os discos que eu mais escutei repetidas vezes.
Tava ouvindo “Pow R. Toc H.” outro dia e continua fresco como da primeira vez…
Bom post, Johnny. O Farofloyd também era conhecido como Play Floyd.
Sou um dos que já acha o The Wall meio mala. Esse último disco do Gilmour é bom mesmo.
Você curtiu quando eles tocaram todos juntos naquele Live Aid ou coisa que o valha?
Ok, tudo bem, então vamos supor que The Piper At The Gates Of Dawn seja o único disco do Pink Floyd.
Como assim, saída forçada do Pink Floyd?
Syd Barrett, entrou noutra onda e não rolou mais.
David Gilmour nunca deixou seu amigo.
Ele falou de Syd em algumas de suas músicas, e sempre canta alguma em seus shows.
Em seu último álbum- On An Island, a faixa ” A pocketful of stones”. tem um q de Syd.
Em Sorrow do Momentary Lapse of Reason.
Também fala do Syd.
Pra completar, Richard Wright foi o herói desmerecido do Floyd.
Quem foi o único que tocou com Rick até o
fim?
David Gilmour.
Em 1977, David Gilmour encontrou o domínio perfeito dos equipamentos e sintonizar o timbre de sua guitarra que foi a assinatura que marcou uma era em sua carreira de músico.
Até o final da década de 80, aquele timbre caracterizou todos os seus solos.
No Division Bell, já estava um pouco diferente, e em seu último álbum, ele ficou mais rápido no gatilho e faz uns solos bem nervosos.
O timbre da guitarra também está um pouco diferente.
Deve ser porque ele também andou tocando com uma Gibson.
Durante o Floyd, 1970, Waters lançou “Music From The Body” com Ron Geesin.
Um lado do disco é todo sons do corpo humano, e tem até barulho de peido na parada.
O outro lado, tem músicas “normais”.
Depois do Floyd, Waters chamou Eric Clapton pra gravar “The Pros & Cons Of Hitch Hiking”, que ele compôs em 1978, mesma época que compôs o The Wall, mas a galera achou uma onda muito pessoal do Waters e preferiu investir no The Wall…
Pros & Cons foi considerado uma espécie de “Final Wall”.
É um disco legal, e a guitarra de Clapton é espetacular.
Mas há quem deteste.
Nessa época também saiu um tal de “When The Windo Blows”, sobre a guerra fria, mas só vi esse disco em discografia.
Depois veio o Radio Kaos em 87, também sobre a guerra fria.
A galera não gostou da “voz de robozinho” que tem no disco e muito menos da voz do Waters.
Tem umas músicas legais, como Who Needs Information, The Powers That Be, Home…
E em 92 veio o Amused To Death.
Dessa vez ele convidou Jeff Beck pra tocar guitarra.
É um bom trabalho.
Teve uns CDs que saíram da turné de 2000/2002, e em 2006 ele lançou “Ça Ira”
Uma Opera sobre a revolução Francesa.
Por incrível que pareça, tem algo de Floyd.
Nick Mason lançou “Profiles” com Rick Fenn em 1985, com a participação especial de Gilmour em ” A Lie For A Lie”.
Rick Wright tem dois solos; Wet Dream de 1979 e Broken China de 1996.
Ninguém acreditava mais que a formação original do Floyd pudesse fazer um show novamente.
Por isso, a apresentação no Live 8 foi histórica!
Eles tocaram muito bem, e pareceu que o Roger Waters era o mais empolgado da galera.
Os outros pareciam meio constrangidos e sem graça, mas no fundo também gostaram de tocar juntos.
Pena que foi a última vez realmente que isso aconteceu.
Lindo post.
E como merecido, nenhuma palavra sobre Nick Mason.
Depois que eu o vi na TV dando entreviosta falando mal do Syud Barrett, ele caiu no meu conceito para sempre.
O fantasma de Barrett seguiu o Floyd a vida toda.
Não deve ter sido nem um pouco fácil continuar sem Syd quando ele saiu fora.
Em Brain Damage, penúltima faixa do Dark Side Of The Moon, lá está Syd de volta.
And if the band you’re in starts playing in different tunes
I’ll see you on the dark side of the moon…
Em 1975, voltou no disco inteiro.
E voltou mesmo! Syd apareceu lá no estúdio quando estavam gravando Wish You Were Here.
Parece que adivinhou que estavam fazendo um disco sobre ele.
Rick Wright contou que não o reconheceram quando viram Barrett gordão e careca.
Ele e Waters Começaram a chorar.
Depois, o the Wall, tá na cara que é um mix autobiografico de Waters/Barrett.
Não podemos esquecer do Syd Barrett!
Depois do Floyd, Syd gravou Madcap Laughs e Barrett, com a ajuda de David Glmour e Rick Wright, assim ele iria garantir uma grana com direitos autorais.
Deve ter sido superdifícil gravar esses discos, porque segundo Norman Smith, já foi sinistro produzir The Piper at the gates of dawn, porque Syd nunca cantava a mesma letra, imagina Madcap Laughs, que doidera?!
Mas esses discos são imprescindíveis para qualquer colecionador de Floyd e ex Floyds.
Syd poderia ter segurado somente um pouco mais a doidera e continuado com o Pink Floyd…
Os discos de Richard Wright também são muito bons.
Wet Dream tem a guitarra de Snowy White, que tocava com o Floyd na turne do Animals e do The Wall, e que também tocou nas últimas turnés do Roger Waters inclusive no Brasil, na praça da Apoteose em 2002 e 2007.
É um supergutarrista e dá todo um toque especial no disco do Wright.
Já no Broken China de 96, o guitarrista convidado é Tim Remwick, que tocava com Eric Clapton e o proprio Floyd na turné do Division Bell.
Wright covidou Sinead O’Connor pra cantar algumas faixas nesse disco, que fala sobre a luta contra a depressão de sua esposa.
Em 1978, David Gilmour lançou seu 1° album solo, intitulado DAVID GILMOUR.
A primeira faixa, a instrumental “Mihalis” começa com um acorde de guitarra em D/Cmaj, faz toda uma sequencia progressiva, recomeça de novo e entra um solo sem pedal, na terceira ou quarta fase, Gilmour liga a distorção clássica e arrebenta num solo sideral.
Depois vem There’s no Way out of here, Cry From the Street e So Far Away…
Vira o disco; outro acorde em Dmaj; Short and Sweet, – Talvez a melhor faixa desse disco.
É toda com o baixo modal em Dmaj.
Depois vem outra instrumental toda solada, show de guitarra;
No Way, It’ Deafinitely, instrumental também e finaliza com I Can’t Breath Anymore.
Depois do Floyd, em 1984 lançou seu segundo album solo intitulado ABOUT FACE.
Começa com Until We Sleep, com uma batida bem pesada e um vocal sampleado.
Em Cruise, Gilmour fala sobre a paranóia dos rumores da guerra fria sobre a Europa na década de 80.( Cruise é o nome de um Míssil Intercontinental Americano)
About Face é uma espécie de Pink Floyd meio pop, bem anos 80.
Mas é bom.
Let’s Get Metaphysical é instrumental, show de guitarra sensacional.
Out of The Blue também é sobre guerra fria.
Como se vê, Waters e Gilmour paralelos sobre o mesmo tema.
Poderiam estar juntos.
Waters deu mole.
Resolveu dar uma de careta.
Ainda em 1984, Gilmour gravou “No More Lonely Nights” com Paul McCartney.
Nesse meio tempo, em 1985 Gilmour gravou a faixa título “Brother Where You Bound” com o Supertramp.
Faz um solo irado nessa música.
Em 1986 gravou a faixa “Pink And Velvet” do album “Count Three and Pray” do Berlin.
Em 1987, A Momentary Lapse Of Reason…
Em 1988, turné do Floyd pelos EUA e Europa.
Em 1989 gravou duas faixas em “The Sensual World” de Kate Bush, com quem Gilmour já havia produzido um outro álbum em 1978, intitulado “The Kick Inside”.
Continua depois…