Agora vai.
No início deste mês de dezembro me internei de novo no meu já conhecido Copa d’Or para a instalação de novos parafusos e placas de titânio, que irão enfim acabar com essa pentelhação de não poder jogar tênis e andar de motoca… e sem muito melodrama, algumas fotos artísticas retratando minha estadia na suíte vip, com sua decoração luxuosa, TV de LCD, onde meu PS2 foi devidamente instalado, e cama customizavel, ambiente perfeito para uma temporada sob efeito de narcóticos.
É sempre surpreendente o efeito dessas substâncias no nosso organismo… mais precisamente nos nossos receptores opióides neuronais… estranhíssimo como no auge da “onda”, que foi no domingo da última rodada do brasileirão, a cama aparentava mudar de lugar constantemente, assim como o tamanho do ambiente, acho que era o efeito das diferentes origens das vozes das pessoas, que conversavam a minha volta.
A minha maior diversão enquanto esperava pela próxima dose do opiáceo era mijar no pato, chamar a enfermeira para esvazia-lo, beber mais água e repetir o cíclo… quando a moça injetava o incrível líquido na minha veia, todo o meu corpo era tomado por um aconchegante calor, que vinha acompanhado quase que imediatamente por uma sensação de relaxamento, em que eu não sabia se estava dormindo ou acordado, entrando em uma onda muito louca… Trainspotting total.
Dá para entender como esse negócio vicia… em minhas pesquisas sobre o que eu andava tomando nas veias para aliviar as dores que sentia, fiz uma descoberta interessante, que é a origem do nome “Morfina“, que vem do deus grego do sono, Morfeu.





