A máxima que diz que uma imagem fala mais do que mil palavras se aplica bem a esse post, mas permitam-me proferir um breve comentário só para frisar a gravidade da situação.
A Viação Cometa foi fundada em 1937, em São Paulo, e desde a fundação manteve a tradicional identidade visual azul e bege.
Seus ônibus nos modelos “Dinossauro” e “Flecha Azul” eram verdadeiros clássicos da Via Dutra, com a pintura tradicionalíssima, com o nome da companhia escrito em cima das janelas naquela tipografia brasileirísisma, que lembra aqueles grafismos de para-choques de caminhão, e os próprios ônibus eram lindíssimos, altos, imponentes, passando uma impressão de serem superconfortáveis, robustos como vagões de trem.
Só que em 2001 a empresa foi comprada por outro grupo que resolveu dar uma mexida radical na identidade visual da empresa, aproveitando-se das novas trecnologias de impressão, vestiu os ônibus da companhia com uma cobertura fotográfica, que segundo a Wikipedia, mostra um registro real do Cometa Hale Bopp, em sua passagem pela terra em 1997, o que aumenta ainda mais a tristeza da história, pois além de enfeiarem, destruírem um design que era clássico e original, ainda conseguiram a proeza de usarem para isso uma linda foto do último grande cometa que passou por aqui.
O resultado foi realmente catastrófico.
É como diz um velho (e otimista) amigo meu: “o tempo estraga tudo”.
Abaixo algumas fotos da evolução dos ônibus da companhia, e por último a cataclísmica aparição do Hale Bopp.





A pintura atual deixa os ônibus parecidos com caixas de panetone.
A 1001 comprou a Cometa e deu uma aula prática sobre como jogar no lixo a história de uma companhia.
Acabaram com as carrocerias exclusivas – que se mantiveram numa mesma linha evolutiva desde os tempos do GMC Coach até o Flecha Azul. Destruíram as garagens e os padrões de manutenção. Até os clássicos uniformes dos motoristas foram mudados.
Eram elementos fazia a diferença. Um amigo argentino certa vez veio ao Rio só pra andar de Cometa! Hoje, a companhia é uma entre tantas.
Pois é, Jason.
Eu passei mal quando encontrei esse ônibus com o Hale Bopp e aquela tipografia manuscrita… deve ter sido a lumbriga do cocô do sobrinho do dono da empresa quem fez aquilo.
Faço coro as tuas palavras. Eu que andei tanto nos cometas entre São Paulo “Capitar” e Poços de Caldas acompanhei bem essa “evolução”. Os cometas eram lindos mesmo.
Minha família é natural do RS e aqui não tem cometa. E a cada viagem eu mostrava a ele as fotos. Lembro que o interior tinha uma espécie de tapete bem rustico que era usado até onde se coloca as bagagens encima da cabeça.
Na rota Poços/São Paulo tinha a Santa Cruz que fazia a mesma rota, mas eu preferia os cometas tanto pelo “style” dos ônibus, mas também porque os motoristas pisavam fundo no acelerador, hahahahah.
Abraços, excelente post. Só perdeu pro lançamento do DC-10 da Varig.
porra, meu!
vc reclama de tudo. relax… a vida é bela! das duas uma: ou vc é um chato de galocha crônico, ou se acha o melhor desiger do mundo. se situa !!!!
Olá, Juan.
Obrigado por ler o meu blog, e mais obrigado ainda por comentar.
Eu não me acho o melhor designer do mundo, eu SOU o melhor designer do mundo, chato pra caramba.
e a vida seria ainda mais bela sem a nova pintura dos ônibus da Cometa.
Abraço e seja bem-vindo.
Pois é, em 2001 a 1001 fez um belo estrago!
Menos mal que ela reteve alguns dos ônibus Scania CMA, que circulam até hoje em certas linhas, embora com a nova (e feiosa) “identidade visual”.
Concordo com vc amigo nao gostei dessa pintura e chassi.
Aqui em BH ainda aparecem CMAs de pintura antiga porem cada vez menos. O que faz a gente perceber que a COMETA está indo para uma mudanca sem volta e sem respeito a toda uma historia de sucesso.
que nada! a cometa está de parabens por ter mudado todo o visual de sua frota.as novas cores da empresa ficaram excelentes.a cor dos rodoviários ficou muito bonita;mas a cor do fretamento destoou um pouco. mas mesmo assim essas duas pinturas novas dão de 10 x o naquela pintura horrível de antigamente.nunca gostei de cometa. depois da pintura nova passei a me interessar por essa empresa.empresa essa que não para de investir na sua frota,chegando onibus novo todo o dia;querem mais o quê esses saudozistas de merda?
Concordo com voceis todos ,fizeram omesmo com os carros da cristália quando a empresa foi comprada pela santa cruz, ficou muito feio os onibus perdeu a graça.
Acho os comentários acima injustos.
As pinturas antigas eram muito lindas,mas não entram mais nos onibus modernos.
Isto porque nos onibus antigos a pintura preenchia as faixas onde não iam Silve Sides, o que não existe mais nos onibus modernos, tendo que haver outro padrão de pintura, pois a chapa é lisa e não tem como fazer faixas retas, como nas pinturas antigas onde não tinham Silver Sides.
Evolução da tecnologia, a fila anda.
Retificando:
….como nas pinturas antigas que eram todas baseadas nas áreas onde não tinham Silver Sides.
acompanho sempre as histórias das empresas, mas igual aquela empresa expresso de prata não tem igual passa o tempo e a empresa continua a mesmas, alias melhorando sempre mas preservando a tradição, alias e empresa e comandada sempre em familia de pai para filhos. grande abraço.
Putz, legais os comentários.
Confesso que também gostava muito do antigo design dos ônibus da COMETA, principalmente o da penúltima foto (Flecha Azul V).
Mas acho que a pior mudança ocorrida na empresa após sua venda para o grupo 1001 foi no uniforme dos motoristas. Eu, que já viajei muito de Cometa e adoro esse ramo de transporte público, achava muito legal o ‘cap’ dos motoristas e todo aquele ritual que eles tinham de fazer, que era o de apertar uma tomada que ficava no alto do ônibus para acender os faróis. Quem era detalhista e viajava na frente vai se lembrar disso…
Voces são um bando de desocupados isso sim!!
Vão valar uma louça!!
Grande bosta a cor e o design de um onibus,credo!!
Bando de loucos!!!
Gisele, eu trabalho com isso.
Lavar louça é também um trabalho digno e respeitável.
A vida é assim, uns lavam louça, outros trabalham com programação visual, e por aí vai.
Cara concordo plenamente e pelo jeito pensamos da mesma forma: hoje em dia quase tudo muda para pior em relação a automóveis, ônibus e em outras áreas da vida como músicas, baladas e programação de tv. Nos carros e ônibus atuais vemos pinturas feias, modelos feios e materiais pouco duráveis. Infeliz fato também aconteceu com a Viação Garcia no Paraná (hoje nem é mais da família Garcia).
Outra coisa que não entendo é por que na maioria dos ônibus rodoviários o motorista viaja tão perto do chão? Antes ia bem no alto, mais seguro e via mais longe na estrada. Realmente o tempo estraga as coisas, é lamentável.
Já viajei naqueles modelos flecha azul. Gostaria de saber qual é o modelo Pullman da década de 60 que caiu do Viaduto Vila Rica em Minas Gerais em 1967. E o de 1969 também.
Cometa é só a casca (nome), por baixo é outra coisa, é pangaré fantasiado de puro-sangue.