Mairus Webber

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“Spa Francorchamps 2009″ ou “Rubinho, vai ver se eu estou lá na esquina”
Domingo, 30 de Agosto de 2009 - 22:24
Mairus Webber - 468 visitas, 9 comentários


Primeiros pontos da Force India na história, com Giancarlo Fisichella em segundo em Spa Francorchamps 2009

Foi uma corrida cheia de surpresas, aliás, desde os treinos, com a pole position do Giancarlo Fisichella… o grid foi todo bizarro, com Jarno Trulli em segundo, Nick Heidfeld em terceiro, o Homem-Derrota em quarto e Robert Kubica em quinto.
Incrível como rendeu aquela Force India do Fisichella, segurando com garbo e elegância a segunda posição até o final da prova, e com direito a momentos de botar sufoco no Kimi e os cambau… bela performance também do Sebastian Vettel, que largou em oitavo, foi comendo pelas beiradinhas e acabou ainda arrumando um bronze… acaba sendo boa essa tática da RBR de queimar logo todos os motores para conseguir boas colocações e assim expor seus pilotos e patrocinadores, mesmo que agora eles caiam de rendimento, pelo menos já conseguiram fazer bonito e deixar a sua marca… melhor do que nem isso.
Incrível aquele Luca Badoer, hein… ou segundo Galvao, “Luca BadYouAre”… não me lembro de ter visto uma corrida em que os dois carros da mesma equipe chegaram um em último e o outro em primeiro… Luca é o detentor do recorde de participações em corridas de F1 sem marcar um único ponto. Sua melhor colocação foi um sétimo lugar pela Lola Scuderia Italia, no GP de San Marino de 1993, só que naquela época só marcava ponto até o sexto.
Hoje de manhã eu torci muito mesmo foi pela Force India do Fisichella… aliás teve uma coisa que eu torci mais, foi para que o motor do carro do Rubinho explodisse na última volta, aliás não só o motor, o carro inteiro, com ele junto… e vem dizer que deu pau na embreagem… é ruim, hein? ele já peidou na largada em outra corrida este ano… com tudo automático só mesmo o Rubinho para conseguir ficar parado na largada… e eu achando que aquilo tinha chance de ser campeão… uma vez loser, sempre loser.

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Valência 2009: a corrida mais importante da vida de Rubens Barrichello
Segunda-feira, 24 de Agosto de 2009 - 17:31
Mairus Webber - 506 visitas, 3 comentários
RubinhoBrawn
Rubinho em sua Brawn GP

Ele deu a medonha sambadinha, mas mesmo esta tinha um ar diferente, de sobriedade, de maturidade, de tranquilidade.
O Rubinho ontem depois da corrida estava em paz consigo mesmo, pois enfim conseguiu uma vitória na F1 depois que se livrou da tirania da Ferrari e das lamentáveis condições que a ele eram impostas enquanto segundo piloto do Michael Schumacher pela equipe vermelha… só para lembrar, condições estas que ele aceitou de papel passado, e que lhe renderam muuuuita grana.
Rubinho aceitou o pacto, seria um zero à esquerda para a F1, vivendo sempre à sombra do alemão maior do mundo, abrindo mão de qualquer possibilidade de proporcionar de alegria para a sua torcida… imagino que 99,9% dessa torcida que o condena por ter topado esse trato teria assinado o mesmo papel por um décimo do valor, mas não importa, pois a F1 não é considerada a mais importante categoria do automobilismo graças aos seus segundos pilotos… e Rubinho aceitou o pacto com a Ferrari, e por seis temporadas engoliu sapos de diversas cores, tamanhos e texturas, que lhe renderam riqueza e… fama.
Com certeza foram seis anos de desilusões, tristezas e frustrações, até que, cansado de esperar pela eterna promessa de um dia ser o primeiro, quando da aposentadoria do Shummy, deu o mais louvável passo da sua carreira, que foi abandonar o conforto do cockpit da melhor equipe da F1 para tentar a sorte em uma equipe mediana, a BAR, que depois viraria Honda, e hoje, Brawn.
As nove vitórias pela Ferrari tiveram um sabor inssosso, quase amargo, eram as migalhas que sobravam dos triunfos do alemão sensacional, mas a de ontem não, ontem foi, na minha opinião, a primeira vitória legítima do Rubinho na sua longeva e média carreira, uma vitória que ele tem que curtir muito, que comemorar e regozijar-se.
Hoje ele está em segundo no campeonato e a 18 pontos do seu companheiro Button, sendo que faltam seius corridas para o final da temporada… Rubinho precisa tirar três pontos por corrida para alcançar o inglês… pode até ser, hein? Rubinho campeão? Será que os deuses da F1 permitiriam? Acho que o maior adversário do Rubinho é ele mesmo, é superar esse estigma de derrotado, o peso da camisa… uma coisa meio tipo Botafogo… melhor não falar sobre futebol.
Domingo que vem tem Spa Francorchamps, dos meus circuitos favoritos, o único que ainda tem “a parte da floresta”… já pilotei muito em Spa nos meus tempos de GPrix 2, mas naquela época era muito melhor… bons tempos, antes da chicane… GPrix 2 era para homens de verdade.
E Parabéns, Rubinho.
Seja campeão.

mapa_valencia2009
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2009
A morte do meu iPod
Sábado, 8 de Agosto de 2009 - 15:53
Mairus Webber - 637 visitas, 18 comentários

Meu iPod morreu.
Eu já tinha conhecimento de que os iPods morrem ao atingirem os dois anos de idade, por sua bateria ser inacessível e insubstituível, mas o que eu não sabia que era uma coisa tão repentina, tão sem aviso, como um replicante que chegou à hora de sua morte, e só tem tempo para chorar um pouquinho, falar sobre as lágrimas na chuva (lindo o final daquele filme), soltar o pombinho e tchau… com o iPod, nem isso.
Meu iPod estava funcionando perfeitamente, a sua bateria continuava carregando e durando o mesmo de sempre, o que até me fazia pensar que meu modelo era especial, mas eu desliguei para almoçar, e quando fui ligar de novo para voltar ao trabalho, não ligou mais e fim de papo.
A bateria do meu notebook, por exemplo, assim como a dos meus telefones celulares e da minha Mavica velha, foi tendo diminuido o seu tempo de carga a cada dia, até chegar uma hora que só funcionava quando ligado na tomada… é mesmo, com o iPod, nem ligado na USB ele liga mais, como se tivesse um timer dentro dele que chegou ao fim, como acontecia com os Nexux 6 de Blade Runner.
Não gostei não… ficou com o maior cheiro de “nós da Apple resolvemos que está na hora de você comprar um novo iPod muito mais moderno e com novas maravilhosas funcionalidades”.
Os fashion-nerds que me perdoem, mas meu próximo MP3 Player não vai ser da maçãzinha não, ele vai entrar no meu computador e ser alimentado pelo sistema de arquivos do meu Windows, sem ter que vir com um iTunes de dez toneladas pendurado, que a cada inicialização quer mudar toda a árvore de diretórios do meu PC… e sem falar que a cada vez que a bateria acabava por inteiro eu tinha que formatar o iPod e copiar todas as músicas para dentro dele de novo, o que da primeira vez foi altamente traumatizante, pois eu havia feito “a grande e definitiva playlist”, e achava que nunca mais precisaria modifica-la… tive que fazer isso umas quatro vezes, sai fora.
Adeus, iPod, adeus iTunes.
Steve Jobs que vá complicar a vida lá das nêgas dele.

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Mairus Webber Comunicação Visual 1990-2008