A resposta é óbvia, mas a verdade é que Arial é sim uma fonte digna, o problema é que ela foi feita para píxel, o que a confere limitações com que uma fonte absolutamente analógica como a Helvética, não precisa se preocupar.
Este post do I Love Typography conta um pouquinho da história das duas, que descendem da dinossaura Akzidenz-Grotesk, de 1896, a mãe das fontes grotescas.
Enquanto a Helvetica foi desenhada em 1957 sob o nome de “Neue Haas Grotesque”, para em 1960 ser revisada e rebatizada para Helvetica, a Arial foi projetada em 1982, já com a cabeça nos píxels, mas seu desenho tem várias soluções formais da “Grotesque 215″, como mostra o post “How to spot Arial“, do Mark Simonson Studio.
Podemos concluír então que a Arial tem o seu valor sim, e que a culpa de ela ser tão execrada e ridicularizada é de pseudo-designers leitores de orelha de manual de CorelDraw insistem em usa-la em impressos, talvez por ser a fonte default do Windows, ou por nem saberem o que é uma tipografia.
A Arial subiu bastante no meu conceito depois de escrever este post, e a Helvetica continua sendo uma obra de arte maravilhosa e insuperavel.
Este divertido teste testa (obviamente) se você sabe diferenciar as duas fontes. Eu confesso que errei uma, ficando com 19/20, marca de que não me envergonho, pois era uma logo realmente difícil, só com caixas altas, e tal… experimente. No início o cabra fica morrendo de medo da humilhação de errar, mas o fato é que é bem fácil distinguir as duas.
[...] Wikipedia e Mairus Tweet This!Share this on del.icio.usShare this on FacebookPost this to MySpaceStumble upon [...]