Belinha é a Fox Paulistinha e Oto Otto é o Boxer.
Os dois tem três meses (cada um).






A primeira vez que viajei em um avião a jato da Embraer foi em 2002, em um vôo noturno a bordo de um ERJ-145 da Rio Sul, SDU-PLU (Pampulha).
Foi um vôo muito gostoso, a noite estava muito limpa, e em um dado momento eu olhava para trás e via o Rio de Janeiro, e para a frente via as luzes de Belo Horizonte… seres felizes devem ser os pilotos de avião.
O avião é apertadinho, e eu fui no lado esquerdo, onde a fila é apenas de uma cadeira. Do outro lado são duas… e é arisco, decola sem piedade dos nossos estômagos e faz as curvas em movimentos rápidos como os de um caça… eu nunca voei de caça, se tivesse voado provavelmente não diria isso… mas a impressão foi muito boa, um aviãozinho muito gostoso… o trem de pouso é duro, coisa que reparei em todos os vôos que fiz nesse modelo, bate seco na pista, na aterrissagem… teve um que chegou a quebrar no meio em Curitiba (CWB).
Fiquei empolgado ao comprar minha passagem de Azul, com a primeira viagem que iria fazer em um dos moderníssimos EMB-195 da empresa, os “filhotes de 737″ que são as meninas dos olhos da Embraer, e valeu cada centavo, o avião é sensacional, e a decolagem e curvas radicais me fizeram me lembrar dos meus vôos de ERJ-145 de oito anos atrás.
O EMB-195 é confortável, rápido, radical, e apesar disso passa segurança.
Um puta avião, que com certeza coloca a Embraer entre as maiores.
A chegada em Viracopos (CPQ ou VCP) é muito bonita, muito verde, Campinas é muito bonita vista de cima, e o aeroporto conta com um terminal de cargas com várias velharias ancoradas, como B747-200s, B707s e DC-8s… e um mar de EMB-195s da Azul.

O outro avião da Embraer que eu já voei foi um Brasília, no início dos anos 90, em outro vôo noturno, de Navegantes (NVT) para o SDU, muito diferente dos jatinhos citados acima, o turbohélice é barulhento dentro da cabine, e por voar mais devagar, permite que os passageiros curtam muito mais as rajadas de vento, turbulencias e tal… outro fator que contribuiu com a diversão da viagem foi a chuva, que sempre torna as coisas mais conturbadas… uma impressão engraçada dos aviões a hélice é a de que ele se recusa em descer… me lembro que na descida da rampa para o SDU, o avião inclinou o bico para baixo que parecia que ia dar um mergulho de cabeça na baía. Hehe, uma mocinha veio conversando comigo no avião, dizendo que eu era a cara do Brad Pitt… sério. Hoje me acham parecido com o Philip Seymour Hoffman… o mundo dá voltas.
Andar a pé tem dessas coisas.
A gente pode parar pra ver e tirar uma foto.
E como agora em pleno século XXI todo mundo tem um celular com câmera, ficou mais fácil ainda registrar esse muro grafitado na rua das Laranjeiras.
