Aqui em meu novo domicílio, andar térreo no Flamengo, desenvolvi o ódio pelos pernilongos desgraçados sugadores de sangue de criancinhas de três anos e de designers que trabalham descalços… minhas raquetes elétricas trabalham pra valer, e hoje eu posso dizer, parafraseando o Colonel Kilgore, dos meus personagens preferidos do melhor filme do mundo, que eu amo o cheiro de mosquitos queimados pela manhã.
A maior parte dos insetos desta exposição foram exterminados pelo arame da justiça das minhas raquetes elétricas, e alguns posteriormente esmagados a fim de se obter um resultado mais dramático.
Fotografar esses bichinhos não é fácil, tem que ter muita luz, vinda de vários ângulos, o que é difícil, pois a própria lente da máquina a 1cm do falecido já impede a entrada da maior parte dela, inclusive do próprio flash da máquina… muitas vezes me aproveitei de telefones e iPods como base para as fotos graças aos seus backlights.
A homenagem do Presunto ao velho Dennis Hopper, que se foi ontem.
Ele aparece abaixo em três momentos: no primeiro, comentando com o Capitão Willard (Martin Sheen) sobre a genialidade do Coronel Kurtz (Marlon Brando), no melhor filme de todos os tempos, Apocalypse Now; depois ameaçando a pobre e indefesa Sandra Bullock em Speed; e no último fumando um dos 3.456 baseados que foram fumados (de verdade) com o “Capitão América” Peter Fonda, em Easy Rider.



Andar a pé tem dessas coisas.
A gente pode parar pra ver e tirar uma foto.
E como agora em pleno século XXI todo mundo tem um celular com câmera, ficou mais fácil ainda registrar esse muro grafitado na rua das Laranjeiras.

Via Fubiz
Sonar from Renaud Hallée on Vimeo.
Quando eu vi pela primeira vez uma propaganda de banco usando essa técnica “tilt-shift“, eu achei uma gracinha o efeito de maquete, apesar de ser propaganda de banco (eu tenho uma bronca danada de banco), mas demorei (menos que os 30 segundos) até descobrir que não se tratava mesmo de uma maquete, e fiquei fascinado com a ilusão causada em meu cerebelo.
Hoje São Google Reader me presenteou com este filmezinho, “The Sandpit“, que mostra cenas de NY, que além do tilt-shift, são reproduzidas em alta velocidade, criando um efeito muito bacana, vale a pena gastar esses cinco minutos e meio.
Desde a primeira vez que tive contato com o efeito, eu achei que tratava-se de uma câmera com uma profundidade de campo microscópica, que existe mesmo, segundo a wikipedia foi inventada em 1973, mas olhando com atenção ao filme conclui que o efeito, ao menos em algumas tomadas, é obtido com a simples aplicação de blur nas partes superior e inferior da imagem, deixando apenas a parte do centro no foco, pois ao longo do filme, nunca a parte superior fica em foco, mesmo que o objeto esteja no mesmo plano que o da parte central da imagem, que está no foco… repare na foto do guindaste. A cabine está no foco, mas o braço, apesar de estar no mesmo plano que a cabine, está desfocado… se o efeito fosse dado por a profundidade de campo ser de uma lâmina, o braço do guindaste estaria no mesmo foco que a cabine, pois âmbos estão no mesmo plano… faz sentido? Segundo as explicações do autor, tudo que eu falei até agora não passa de baboseira, mas meus argumentos fazem algum sentido sim… não sei dos pormenores dessa lente da Nikon, mas que uma simples aplicação de Photoshop é capaz de gerar um tilt-shift bem convicente, isso é.
De qualquer forma, no final pouco importa se o desfocado é fake ou não, pois o nosso cerebelo é enganado do mesmo jeito, e o efeito mágico que faz as imagens parecerem um monte de brinquedinhos continua sendo incrível.

The Sandpit from Sam O'Hare on Vimeo.
Até que o twitter serve mesmo para alguma coisa… Em segundíssima mão, aqui no Presunto, as novas notas de Real lançadas pelo Banco Central… estão tão bonitas que aposto que o trabalho foi terceirizado, viu… e pelo jeito não vai mesmo ter mais nota de um real… ridículo! me lembra até aquela época em que tinha nota de 300.000.000 de cruzados novíssimos… mas não se preocupem, brasileiros metódicos, nota de um real nova em breve aqui no Presunto, o blog que se preocupa com a sua estabilidade mental.

Flagrantes do mais poético e charmoso bairro do Rio de Janeiro… alguns revelam características inconfundíveis dos nossos colonizadores.


Mais uma instalação da Cedae.