Mairus Webber

Presunto

Posts do assunto ‘Automobilismo’

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Silverstone 2009
Domingo, 21 de Junho de 2009 - 11:53
Mairus Webber - 59 visitas, 6 comentários

O quarto de trás para a frente é Giancarlo Fisichella, o Troféu Presunto do dia.

Silverstone, antiga base aérea dos aliados nos tempos de segunda guerra mundial, hoje teve que aturar um hino alemão seguido de um austríaco ao final do GP da Inglaterra de hoje de manhã.
Vettel, o monstrinho, andou muito com a sua RedBull, e seguido do australiano Mark Webber, seu companheiro de equipe e meu chará fake, fizeram a dobradinha da equipe do búfalo vermelho, seguidos do ídolo maior nacional, RRRRRRRRRRubens Barrichello, que segue firme na segunda colocação do campeonato, agora se aproximando um pouco do Jenson Button, que chegou na mesma 6ª posição em que largou.
Legal foi quando no pódium os engravatados que foram entregar os troféus tentaram fugir dos respingos de champanhe foram impiedosamente perseguidos, alvejados e encharcados pelos dois pilotos da RedBull.
O destaque obscuro do dia foi Giancarlo Fisichella, que após largar em 16º conseguiu chegar em 10º com a sua linda Force India, à frente de duas BMWs, duas Renaults, duas McLarens, duas STRs e uma Williams.
Nelsinho Piquet também deve estar feliz por ter conseguido chegar à frente do seu companheiro de equipe Fernando Alonso, e Felipe Massa também teve excelente atuação, chegando em 4º depois de ter largado em 11º, também superando seu companheiro de equipe Kimi Raikkonen, que largou em 9º e chegou em 8º, em uma corrida bem mais burocrática.
Os três brasileiros então ganharam os duelos contra seus companheiros de equipe.
Só para terminar, o Galvão fala mesmo muita bobagem, mas é um poeta quando comparado com o Kleber Machado… a impressão que dá é que ele não se interessa muito por Formula 1 não… a Globo devia contratar o Silvio Luiz para narrar as corridas, daí sim as manhãs de domingo estariam completas.

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Equipes Inesquecíveis da F1 (#1): ATS
Sábado, 13 de Junho de 2009 - 22:04
Mairus Webber - 69 visitas, 6 comentários

ATS D7 de Manfred Winkelhock – 1984

ATS D6 de Manfred Winkelhock – 1983

A ATS D5 de Manfred Winkelhock – 1982

ATS D4 “ABBA” de Slim Borgudd – 1981

ATS é a sigla para a empresa alemã Auto Technisches Spezialzubehör, que fabricava rodas de liga leve nos anos 70 e 80, e que teve a sua própria equipe na formula um entre os anos de 1977 e 1984, a ATS Wheels.
O dono da equipe, Günther Schmidt, sujeito bastante temperamental, não pensava duas vezes antes de demitir pilotos e engenheiros, e por conta disso a equipe chegou a contar com sete pilotos em uma só temporada, a de 1978.
Um dos seus chiliques aconteceu quando o engenheiro Hervé Guilpin instalou uma asa nova no carro de Jan Lammers sem a aprovação de Günther, que ao saber do ato de insubordinação, saltitou seguidamente sobre o equipamento até destruí-lo, para em seguida tratar de demitir o engenheiro subversivo… e o pior é que a asa havia sido testada pelo piloto, e melhorava mesmo o tempo do carro.
O piloto mais fiel que correu pela equipe, ou o que conseguiu aguentar por mais tempo o gênio do patrão, foi o alemão Manfred Winkelhock, que disputou as temporadas de 1982, 83 e 84, e foi no ano de 1982 que a equipe conseguiu seus melhores reaultados, duas quintas posições, uma com Winkelhock no GP do Brasil e a outra com o chileno Eliseo Salazar, em San Marino.
Salazar ficou famoso por levar uns bons sopapos do brasileiro Nelson Piquet após provocar um acidente quando era ulptrapassado em uma chicane de Hockenheim, uma boa patetice, que pode ser conferida no vídeo abaixo.

Correram também pela ATS outros nomes famosos como Jean-Pierre Jarier, Keke Rosberg e Gerhard Berger.
Outro piloto “famoso” que correu pela escuderia foi o sueco Slim Borgudd, que era baterista da sensacional banda sueca ABBA, cuja logo embelezou o carro da equipe no ano de 1981.

Fontes: Wikipedia, Continental Circus e www.4mula1.ro

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Mônaco GP ‘09
Terça-feira, 26 de Maio de 2009 - 11:18
Mairus Webber - 63 visitas, 3 comentários

Jenson Button rumo ao título 2009

A corrida de Mônaco é das minhas preferidas, por ser a mais apertada de todas, onde a gente vê os carros de perto, e sente aquele cheirinho delicioso de pneu queimado fresquinho misturado com a maresia do mediterrâneo com os bronzeadores daquelas mocinhas em todos aqueles barquinhos… ah, que lugar maravilhoso… Mônaco é a minha cara, não nasci lá por um mero detalhe.
As Brawn massacraram de novo e Rubinho Barrichello vem se firmando como o maior segundo piloto da história da Formula um, deixando Ricardo “Patrás” e Gerhard Berger no chinelo.
Se o Rubinho for para a Force India no lugar do Fisichella (outro que é duro de defender) vai com certeza comer poeira do Adrian Sutil, que ficou com a honrosa última colocação na corrida de domingo.
Felipe Massinha é que estava querendo mostrar serviço, pressionando Sebastian Vettel do jeito que dava, até que errou na chicane e ao devolver a posição para o alemão acabou perdendo para o espertinho Nico Rosberg, depois continuou “pushando”, e acabou tomando um aviso dos boxes para parar de cortar a chicane, daí sossegou.
Depois eu reparei que todo mundo estava cortando aquela chicane.
Vettel foi o “caminhão na serra” do dia, devia estar com problemas no seu “RideBurro”, pois segurou um monte de gente atrás dele, e depois acabou abandonando… parecia até que tinha levado “algum” da Brawn.
Galvão inclusive falou uma frase maravilhosa, que me fez rir por several minutes, que foi mais ou menos essa pérola: “Massa tinha que ter voltado à frente do Button, pois voltando atrás fica limitado a velocidade do inglês, que é alta”… tudo bem Galvão, a gente entendeu.
E o nosso Nelsinho Piquet deve ter ficado orgulhoso em não ter sido desta vez o culpado pelo seu próprio abandono, já que Sebastien Buemi se encarregou da tarefa, dando uma bela encaçapada na traseira do brasileiro, que deve ter ficado meio tonto, pois saiu do carro dizendo coisas sem sentido como “não deviam deixar esses pilotos novos e inexperientes correrem na categoria”, seguido de um “ele quase machucou meu pescocinho”… vira homem, Piquezinho… na verdade eu acho que o Nelsinho foi prejudicado pela pressão de entrar logo em uma equipe de ponta como a Renault, pois se tivesse começado por uma STR, ou uma Force India, a coisa poderia ser diferente… o tiro do Piquezão acaba saíndo pela culatra.
Tomara que o Bruno Senna comece mesmo por uma equipe bem bunda, para ir pegando o sotaque da categoria aos poucos…
É isso.
F1 é a maior diversão.

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O GP da Catalunia de 2009
Segunda-feira, 11 de Maio de 2009 - 16:15
Mairus Webber - 88 visitas, 2 comentários

O Sutil não contou com a mesma sorte que o Kovalainen e o Alonso no acidente da primeira volta. Além dele as duas STR e o louco Truli também ficaram de fora.

Uma bela corrida de F1, já com uma linda porrada na largada, e uma largada boa dos brasileiros, com Rubinho assumindo a ponta e Massinha superando Vettel com sua Ferrrari, que vêm se recuperando, aos trancos e barrancos, é verdade, mas vêm se recuperando.
Não sei o que acontece com a Ferrari, será que é sabotagem aquilo? Por que é muita incompetência junta… Primeiro deixaram o Kimi Raikkonen parado no Q1, achando que o tempo dele dava para classificar, e no final não deu e ele teve que largar lá para trás, e depois aquele lamentável final de corrida do Massinha, levando o carro “na banguela” para conseguir terminar… parecia a histórinha do coelho e da tartaruga… até eu, que nem sou muito chegado no zaquinha, estava torcendo para ele conseguir fazer seus primeiros pontos na temporada…
Galvão e sua turma ficaram lamentando o “erro” da estratégia adotada pela Brawn para o Rubinho, de fazer três paradas enquanto seu companheiro de equipe Jenson Button fazia só duas… tadinhos, só não vê quem não quer que não houve erro de estratégia algum.
O Rubinho é o segundo piloto da Brawn, e desempenhou seu papel com maestria, ponto.
E aquela porrada na largada, hein? Nada como uma bela cacetada envolvendo um monte de carros logo na largada para começar bem o Domingo esportivo (que não terminaria tão bem assim)… pelo que eu entendi o Alonso fechou o Nico Rosberg, que jogou o Truli lá para as capoeiras, que voltou igual a um tapir enlouquecido para o meio da pista, rebocando quem estivesse pela frente… quatro carros fora antes de completarem a primeira volta, carro de segurança na pista, e a chatíssima bandeira amarela.
Depois ainda teve uma bela disputa de posições entre o Alonso e o Mark Webber no retão, que foi bonita de assistir.
Uma bela corrida.

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China Wet Race 2009
Domingo, 19 de Abril de 2009 - 14:54
Mairus Webber - 85 visitas, 3 comentários

Vettel

Eu sempre torço para chover no dia da corrida, pois as condições adversas sempre a tornam cheia de surpresas e emoções, com derrapadas, rodadas, trocas de posições e tal.
O GP da China de 2009, apesar de ter contado com este úmido ingrediente, não chegou a ser exatamente emocionante, com as primeiras posições sendo disputadas pelas duas “grandes” equipes de hoje em dia, a Brawn e a RedBull, enquanto que as equipes “zebra”, Ferrari, Renault, McLaren, BMW, ficavam lá para trás comendo spray, rodando e enguiçando.
Eu posso concluír que só chuva não garante uma corrida emocionante, e que o que garante emoção é a variação das condições da pista, é começar com sol, chover no meio e depois ameaçar fazer sol de novo, mas voltar a chover, por exemplo, o que leva pilotos a pararem nos boxes freneticamente para trocar pneus, sempre assumindo riscos na tentativa de prever como irão se comportar as condições climáticas, o que invariavelmente nos rende muitas gargalhadas em frente a TV.
Eu até cheguei a pensar que o alemão Vettel estava desequilibrando, pelo arrojo que já demonstrou nas pistas molhadas, mas não foi o caso de hoje, já que nas tres posições subsequentes, chegaram outros dois pilotos regulares, Webber e Button, e até aí tudo bem, mas quando olhamos para o quatro colocado, o lamentavel, o medíocre, o roda presa, o pessimo Rubens Barrichello, aí percebemos que há algo de muito estranho no campeonato de 2009.
Cara, sem sacanagem, que economia burra fez a Brawn ao ter contratado a ostra do Rubinho por ele ter topado ganhar sei lá quantas vezes menos… Rubinho, chega! Pare de envergonhar a pátria! Vai virar comentarista do Galvão, vai fazer Criança Esperança com a Xuxa e o Didi, quem sabe ele não joga tortas na sua cara e você não muda de hobby!
Não sei o que é pior, se quando ele, em dias de alinhamento de Urano com Netuno, ganha uma corrida e dá aquela sambadinha ridícula no pódium, ou se quando ele chega em décimo e sai dizendo ao repórter que a corrida foi ótima e que se divertiu muito, posando de piloto mais experiente da categoria… experiente em comer poeira, como disse o Luiz, recordista de derrotas na categoria, isso sim… e daí chega o cara e pede para a torcida fazer dança da chuva, como se fosse um ás da pista molhada… então, chove e ele não faz nada de diferente, come poeira, no caso, come spray, roda, vai na grama, atrapalha quem quer correr… o Rubinho é igual a caminhão subindo a serra em pista de mão dupla, fica uma fila atrás dele esperando a oportunidade de se livrar da mala… chega de falar do Rubinho, estou ficando estressado.
Lewis Hamilton é o bicho. O negócio dele é pisar fundo, e se tiver alguém na frente, ultrapassar. É um cara pragmático. Com ele não tem muito essa história de administrar posição, o cara é binário, ou está pisando muito, ou está em casa dormindo, e é por isso que eu o admiro pra caramba.
Hoje Lewis Hamilton ultrapassou quatro vezes ao Kimi Raikkonen, que aliás é o novo Montoya burocrata da F1, só que ainda deu mais sorte do que o colombiano por que ainda conseguiu ser campeão, em uma cagada monumental, mas conseguiu.
Do Massinha não dava pra esperar muito, pois é sabido que corrida na chuva não é o forte dele, mas, tomara que eu não esteja errado, tenho notado uma postura mais humilde, menos arrogante da parte do Brasileiro, o que tem feito aumentar a (pouca) simpatia que tenho por ele… pisa fundo massinha.
Caramba, eu comecei a escrever esse post pensando em fazer um micropost, para não encher o saco dos leitores… já está grande pra caramba… de quem falta eu falar ainda… ah, o Sutil, ia fazendo uma belíssima corrida pela Force India, foi uma pena quando ele bateu lá para o finzinho da prova, quando estava em sexto… esporte ingrato… ainda não foi desta vez, Sutil, mas não tem nada, Mônaco vem aí, daí é só torcer para chover e largar de pneus lisos, a receita do sucesso.

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Então vamos falar de Formula 1 2009
Domingo, 5 de Abril de 2009 - 13:44
Mairus Webber - 201 visitas, 4 comentários

Atendendo as mensagens enviadas pelos milhões de leitores da seção de Formula 1 deste periódico (por “milhões de leitores” entenda-se “Sandro Dias“), digito agora o primeiro post de formula 1 do Presunto de 2009.
Por problemas de força maior não assisti ao primeiro grande prêmio do ano, o que me encheu de tristeza, e também por problemas de força maior, só liguei a TV hoje de manhã quando a corrida já havia sido interrompida, mais tarde eu saberia que definitivamente, mas deu para ver o compacto do que tinha acontecido, e o que viria depois.
Meu primeiro comentário sobre a corrida da Malaysia é que se eu tivesse pago uma fortuna por um ingresso para ir ao autódromo assistir à corrida eu teria ficado MUITO PUTO pela falta de consideração da Fia com o público local, afinal a corrida foi interrompida não por falta de condições na pista, mas por falta de luz, pois já estava anoitecendo por lá.
Acontece que para a corrida não ser transmitida de madrugada para a Europa como acontece para os indígenas da América Latina, escolheram este horário no fim de tarde, 17h no horário local, com o pensamento de que se a corrida tiver que terminar pelo tempo, termina no máximo às 19h, quando apesar de a luz já estar acabando, ainda dá para ver os patrocínios dos macacões dos pilotos no pódium.
Então, se a corrida tivesse sido em qualquer outro lugar, haveria uma relargada e a corrida iria até o fim, mas como os europeus não gostam de acordar de madrugada e os charlies, que não surfam mesmo, que dêem graças a deus, se é que eles tem isso, pela Fia ser caridosa e trazer um pedacinho do primeiro mundo para aquela terra de selvageria.
Lewis Hamilton: Cara, que papelão ridículo fez o Lewis Hamilton, mostrando-se sério e competente candidato a herdar o título de Dick Vigarista que ficou sem dono após a saída da categoria do alemão voador, Michael Schumacher, só que eu já vi o Schumacher se atravessar no qualifying de Mônaco para impedir que outros tirassem a sua pole, já o vi espalhar diversas vezes pra cima de deus e o mundo, fazendo-os irem ter com a grama e com a brita… mas o que Lewis Hamilton e a sua equipe McLaren fizeram, ou tentaram fazer com o Trulli no final do GP de Melbourne eu nunca vi ninguém fazer, aquilo foi altamente sujo e antidesportivo.
Lewis Hamilton, o campeão do mundo, melhor piloto da atualidade não precisava disso, e vai ter que rebolar para conseguir reconquistar a simpatia do público.
Eu me sinto completamente traído pelo afro-descendente, pois fui seu defensor, admirador e torcedor assumido na temporada passada.
Agora sou Vettel desde criança.
Que maravilhosa surpresa a Brawn GP conseguir montar um carro tão competitivo, mostrando que a F1 é mesmo uma caixinha de surpresas, pois tudo o que a Honda foi de decepção nos últimos dois anos, a Brawn está sendo de alegria para o público… a Honda inclusive deve estar tirando a cueca pela cabeça com esse sucesso da Brawn, pois na primeira análise pode-se concluír que o que estava estragando eram aqueles japoneses incompetentes… e na competição interna da equipe, parece quie não restam mais dúvidas de que o segundo piloto da Brawn é mesmo o brasileiríssimo Rubinho Barriquinha, o homem sem estrela.
Me faça calar a boca, Rubinho, mas por favor, não faça aquela sua sambadinha no pódium por que eu morro de vergonha.
No mais, prometo me empenhar mais para conseguir assistir às corridas que faltam.
Pra terminar, a Renault 2009, o R29, é um dos carros de F1 mais lindos de todos os tempos.

Malaysia 2009
Melbourne 2009
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A última corrida de 2008, em Interlagos, onde Lewis Hamilton foi campeão
Terça-feira, 4 de Novembro de 2008 - 10:11
Mairus Webber - 367 visitas, 6 comentários

O campeão Lewis Hamilton

“Pisa bruto, Felipe Massa” bradava o esclerosado Galvão Bueno após o final do qualifying que definiu o grid de largada para o GP do Brasil no sábado, com Massinha na pole, o surpreendente Jarno Trulli ao seu lado, em segundo, Kimi Raikkonen em terceiro e o até então melhor piloto do mundo, Lewis Hamilton em quarto.
Felipe Massa desceu do carro com cara de malvado, retirou as luvas e a pescoceira com gestos bruscos, tal qual um galinho de briga prestes a entrar na arena… minha nenem chorou de medo e tudo… ele bateu na sua caixa toraxica e berrou “Mônaco! Perdão… Brasil!”
Domingo, duas e meia, liguei a TV no canal da corrida, fui assolado por um princípio de pavor ao me deparar com o semblante da Fafá de Belém, que parecia cantarolar alguma coisa… sorte a minha a TV estar no mute e David Bowie tocando na vitrola, mais precisamente “Quicksand”, Recomendo.
Grid de largada, Mairus concentradíssimo para não se deixar levar pela tietagem do louco Galvão, que babava e espumava no microfone, berrando palavras de ordem, em um “minuto do ódio”, pelos ingleses, pela McLaren, pelos negros, pelos de dentes separados, em meio a marchas militares, do tipo “o Brasil sempre foi aliado da Ferrari e sempre esteve em guerra contra a McLaren”… caramba, mas e a corrida? Perdão, pois estou um tanto divagante hoje…
Grid alinhado, caiu aquele pé d’água monstro, molhando tudo e adiando a largada em dez minutos, enquanto Mairus dava pulos e gritos, excitadíssimo, em frente da TV.
Dez minutos se passaram, todo mundo de pneu intermediário, eu até comentei com a Roberta, que fingia com eficiência estar interessada no que eu dizia, que se estivesse lá atrás, com uma Force India, ou uma Honda, arriscaria largar com pneus lisos, o que mais tarde se mostraria uma boa estratégia, isto é, se o cabra conseguisse se manter na pista na parte molhada, que incluía a parte da freiada depois da reta dos boxes e o “esse do Senna”.
E apesar da pista molhada, largada de macho, nada de frescura de carro madrinha, momentos tensos, largada espartana de todo mundo, posições mantidas, exceto pelo Fernando Alonso, que mostrou que quando precisa sabe meter o pé no fundo, conquistando valiosos pontos com o crítico que vos digita, e mais ainda, pelo monstrinho, pelo futuro Mike Tyson da F1, o indomável Sebastian Vettel, que ainda iria dar muito o que falar nessa corrida.
Dou minha cara a tapa se esse moleque não for campeão do mundo até a copa do mundo do Brasil.
É um animal esse Vettel.
A corrida seguiu chata, com os líderes fazendo aquele feijãozinho com arroz, e Hamilton excessivamente precavido, até medroso, sentindo a pressão da torcida.
Destaque para Giancarlo Fisichela e sua Force India, que ninguém sabia explicar como, chegou a estar em quinto, e deu trabalho por algumas voltas para Lewis Hamilton, depois do seu primeiro pit-stop… mas depois o italiano ex-Renault, voltou para seu habitat natural e chegou em último.
O cagaço de Hamilton acabou por esfriar nosso herói inglês, como ocorria com o velho Nigel Mansell, que só sabia pilotar de pé no fundo, caso contrário se desconcentrava… Hamilton acabou, permitam-me a adaptação da gíria do tênis, encurtando o pé, e quando começou a sofrer pressão do Vettel no final da prova, já estava irremediavelmente pilotando no “modo burocrata”, e não teve jeito, o alemãozinho colou no inglês e não quis saber se era campeonato que estava em jogo, meteu o pé, apareceu no retrovisor, deixou Lewis todo arrepiado, e não teve pena, faltando apenas duas voltas, passou batido, para a alegria da brasileirada e para o desespero do cardiologista do Galvão Bueno… Cheguei a comentar com a Roberta “é Felipe Massa Campeão”.
E em um incrível final de corrida, o Felipe Massa cruzou a linha de chegada campeão, só que o Timo Glock, quarto colocado, não tinha parado para botar pneus intermediários, e o final da história todo mundo já conhece, quando eu já pensava que o campeonato estava perdido para o Inglês, na última curva, Glock já não se agüentava em pé, e passou Vettel, passou Hamilton, e foi isso.
Hamilton cruzou em quinto e foi campeão, enquanto Felipe Massa chorou feito criança que perdeu o pirulito… a Ferrari não deve nem querer ouvir falar em pirulito.
No pódium Massa batia no peito, fazia cara de macho e gritava “Mônaco, Mônaco”, como um autêntico argentino revoltado com a injustiça da infinitude… se formos analisar a corrida isoladamente, foi injustiça mesmo, pois Massa fez tudo certinho e chegou na posição que precisava chegar, é verdade, sem muitas dificuldades, deixando lá para trás um covarde Lewis Hamilton, que de tão precavido quase acabou perdendo novamente o título, mas se a análise for feita em todo o campeonato, Lewis Hamilton mereceu ser o campeão, por ser o que mais arriscou, o que mais mostrou tudo o que todos queremos ver em um piloto de Formula 1.
Parabéns, Lewis Hamilton, o grande campeão, e o Massinha que aproveite para correr atrás do caneco no ano que vem, pois o Vettel ainda vai estar na RBR, pois em 2010 eu acho ruim de ele não estar em uma equipe grande, e aí não vai ter para ninguém.
Vai ser outro alemão acabando com a graça da formula um.

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Mairus Webber Comunicação Visual 1990-2008