…com tempos de exposição variados… e sem tripé, apoiando a câmera de forma mambembe aonde desse… consegui pegar alguns aviões decolando do SDU… divertido.
Esse é o primeiro capítulo, o das fotos externas, com os meu aviões favoritos, os mais velhos e poeirentos.
Mais fotos em breve, dos outros aviões que fotografei no pátio externo e dos milhares em exposição no museu… que lugar maravilhoso, o paraíso para quem gosta de aviação.
Outro título bom para esse post seria “Oba, mais fotos para serem recusadas pelo Airliners.net!”
E agora apresentadas com o fabuloso, moderníssimo e inovador recurso LightBox.
Clique na imagem para ve-la ampliada.
Acima o que foi talvez o último avião da Varig que me levou para o alto em suas entranhas, e abaixo a Ilha Redonda vista por sua janela.
Acima as caudas de um 737-700 da Gol e um A319 da Tam ancorados em Congonhas, e abaixo a taxiway do SDU vista através do vidro do novo aquário de espera do embarque.
Acima um dos últimos F100 da Ocean Air que ainda não foi repintado de Avianca, e abaixo uma composição com guarita da Infraero deitada e plataformas de petróleo, tirada da cabeceira do SDU.
Acima uma foto clássica de decolagem de um 737 da WebJet, e abaixo, detalhes fetichescos do EMB190 da Azul que me levou até Viracopos.
Acima outra foto pornográfica do EMB190 da Azul e abaixo detalhe da graduação do profundor (espero que o piloto nunca precise conferir o ângulo por ali).
Acima o momento do toque na pista do SDU em um fim de tarde de luz engraçada, e abaixo um pouco antes de o meu EMB190 parar na sua vaga.
Acima e abaixo: talvez o último F100 da Ocean Air cujos fotons tenham atravessado minhas enfungadas lentes.
Acima uma bela decolagem de um belo 737-700 da Gol e abaixo o “buzú” da milicada cruzando a cabeceira.
Acima um Fokker-F27 da Avianca: “O avião não é um Fokker 100 e a Avianca não é colombiana”, e abaixo um 737-700 da Gol chegando no Rio de Janeiro.
Acima uma linda foto de um A319 da Avianca decolando do SDU e abaixo o que restou do letreiro da Varig que foi triste e lamentavelmente desativado do telhado do SDU… vou ficar menos triste se a Tam e a Gol providenciarem letreiros novos.
Acima, a retirada do letreiro da Vasp revelou a o que restou da logo antiga da empresa pintada na caixa d’água do SDU, e abaixo um Beech F90 King Air prestes a atreeissar no SDU.
A primeira vez que viajei em um avião a jato da Embraer foi em 2002, em um vôo noturno a bordo de um ERJ-145 da Rio Sul, SDU-PLU (Pampulha).
Foi um vôo muito gostoso, a noite estava muito limpa, e em um dado momento eu olhava para trás e via o Rio de Janeiro, e para a frente via as luzes de Belo Horizonte… seres felizes devem ser os pilotos de avião.
O avião é apertadinho, e eu fui no lado esquerdo, onde a fila é apenas de uma cadeira. Do outro lado são duas… e é arisco, decola sem piedade dos nossos estômagos e faz as curvas em movimentos rápidos como os de um caça… eu nunca voei de caça, se tivesse voado provavelmente não diria isso… mas a impressão foi muito boa, um aviãozinho muito gostoso… o trem de pouso é duro, coisa que reparei em todos os vôos que fiz nesse modelo, bate seco na pista, na aterrissagem… teve um que chegou a quebrar no meio em Curitiba (CWB).
Fiquei empolgado ao comprar minha passagem de Azul, com a primeira viagem que iria fazer em um dos moderníssimos EMB-195 da empresa, os “filhotes de 737″ que são as meninas dos olhos da Embraer, e valeu cada centavo, o avião é sensacional, e a decolagem e curvas radicais me fizeram me lembrar dos meus vôos de ERJ-145 de oito anos atrás.
O EMB-195 é confortável, rápido, radical, e apesar disso passa segurança.
Um puta avião, que com certeza coloca a Embraer entre as maiores.
A chegada em Viracopos (CPQ ou VCP) é muito bonita, muito verde, Campinas é muito bonita vista de cima, e o aeroporto conta com um terminal de cargas com várias velharias ancoradas, como B747-200s, B707s e DC-8s… e um mar de EMB-195s da Azul.

O outro avião da Embraer que eu já voei foi um Brasília, no início dos anos 90, em outro vôo noturno, de Navegantes (NVT) para o SDU, muito diferente dos jatinhos citados acima, o turbohélice é barulhento dentro da cabine, e por voar mais devagar, permite que os passageiros curtam muito mais as rajadas de vento, turbulencias e tal… outro fator que contribuiu com a diversão da viagem foi a chuva, que sempre torna as coisas mais conturbadas… uma impressão engraçada dos aviões a hélice é a de que ele se recusa em descer… me lembro que na descida da rampa para o SDU, o avião inclinou o bico para baixo que parecia que ia dar um mergulho de cabeça na baía. Hehe, uma mocinha veio conversando comigo no avião, dizendo que eu era a cara do Brad Pitt… sério. Hoje me acham parecido com o Philip Seymour Hoffman… o mundo dá voltas.

A Northwest Airlines já foi uma das maiores companhias americanas, mas hoje foi comprada pela Delta, e vai aos poucos tendo seus aviões pintados de Delta, em uma extinção parecida com a que aconteceu com a brasileira Cruzeiro.
Desde seus primeiros aviões a NWA utiliza como símbolo a imagem da bússola apontando, obviamente para o NW.
Na bela plumagem anterior à atual da empresa os aviões eram pintados com três faixas horizontais, de cima para baixo vermelha, cinza e preta, além da barriga branca, com a aplicação do nome “Northwest” na faixa cinza, em branco, com fonte serifada, à frente do avião, alinhado com as primeiras janelas da fuselagem, e no leme, a logo da bússola, que tinha além do ponteirinho apontando para o NW, um “N” em itálico vazando para fora do círculo e criando um balanço legal.
Interessante observar que não importa para qual lado o avião estivesse voltado, a bússola da logo sempre apontava para o NW, já que era aplicada da mesma forma nos dois lados, tendo seu ponteiro as vezes apontando para a frente e as vezes para trás… já deu para entender, né…
Muito bem, veio a reformulação da identidade visual e esta melhorou muito, com a abolição da tipografia serifada e da substituição do nome “Northwest” para a sigla “nwa”, em uma fonte grotesca, bem bold, e em caixa baixa, parcialmente dentro da bússola, e conforme for o lado para que o avião está voltado, a letra que fica dentro do círculo ora é o “n”, ora é o “a”… até aí tudo bem, mas o problema é justamente com a bússola, que, não sei se por o designer ter consultado uma cartomante ou um numerólogo, agora tem seu ponteiro apontando sempre para a frente, e conseqüentemente, quando o avião está voltado para a esquerda, a bússola da logo não mais ponta para o noroeste, mas para o nordeste.
Que beleza.
Quando eu vi a imagem do avião da NWA com a pintura nova, o A319 estava virado para a direita, com a bússola portanto apontando para o ponto cardeal correto, e pensei “vou fazer um post sobre essa pintura por que está bonitona”, e fui procurar outra foto onde o avião estivesse voltado para o outro lado, para ver como havia sido resolvida a questão da bússola apontar sempre para o NW, e daí veio a decepção, a bússola fica errada… que vacilo… será que eu sou chato demais? pois para mim parece tão elementar que a bússola deveria apontar sempre para o noroeste… até para os passageiros não acharem que vão acabar em um pouso forçado no meio da amazônia, como foi com o vôo do comandante Garcez… para mim, a pintura e a logo são bem bonitas, mas rolou um #fail.
Desde que vim morar no Flamengo, as vezes aproveito a bicicletada matinal e passo no templo sagrado da fotografia aeronáutica doméstica, também conhecido como cabeceira do SDU, e tiro algumas fotos dos aviões que estejam passando por lá… é bem verdade que o melhor horário é à tarde, quando o sol fica atrás de mim, já que os seguranças não deixam mais os pobres spotters ultrapassarem a cancela, o que limita bastante a diversão, e à tarde eu não tenho podido me dedicar ao robe, então vou de manhã mesmo… dias encobertos também ajudam muito. Tem dois 737-700, um da WebJet (sem comentários para a logo da cauda) e outro da Gol, um A319 da Tam… incrível como são parecidas as suas plumagens, trocando só a cor… várias fotos de um EMB-195 da Azul, que desfilou para mim quando o vento virou… essa eu gostei do Brasil pixelizado da cauda… um ERJ-145 da Força Aérea e uma colorida foto das caudas dos aviões estacionados no pátio do SDU. Em 2010 vai ter muito mais!!!








