Tudo bem que o álcool e direção não combinam, mas essa medida de 0% que foi tomada foi absolutamente talibanesca e só vai servir para aumentar a “cervejinha” dos policiais.
Em vez de o Brasil seguir o caminho civilizado e natural de legalizar a maconha e assumir posturas mais moderadas e assistenciais com as drogas mais pesadas, o que se vê é uma repressão cada vez maior.
Já proibiram o cigarro em lugares públicos, e agora estão se empenhando em acabar com uma das nossas mais gostosas e aliviantes tradições, que é o chopinho de depois do expediente.
Só para não parecer que eu sou anarquista enlouquecido irresponsável, vou dissertar um pouco sobre as minhas posições sobre os ítens acima.
Maconha: Deve ser liberada e ponto. Causa muito menos mal ao consumidor e aos outros do que o álcool e mesmo do que o cigarro. A “onda” da maconha não provoca qualquer tipo de comportamento agressivo no usuário, muito pelo contrário, deixa o sujeito passivo, introspectivo e “viajandão”.
No meu ver o único motivo para a maconha ser proibida é a ignorância da população, que “não viu e não gostou”, incentivada por uma imprensa tendenciosa, que associa a erva ao crime organizado.
Assim é fácil, pois se proibirem o Danoninho, em breve ele será associado ao crime organizado também.
Cocaina, crack, extasy, LSD, etc: Don Corleone em “O Poderoso Chefão” disse “mantenha seus amigos próximos, e seus inimigos mais próximos ainda”, e eu acho que este pensamento se aplica perefeitamente no caso das drogas ditas “pesadas”.
O caso é o seguinte: não adianta proibir. Estas drogas são proibidas em todos os países do mundo (ou quase todos, não sei), e todo mundo consome cada vez mais a cada dia que passa, então está claro que a solução do problema não é por aí.
Talvez o estado tivesse muito mais controle e sucesso no combate a essas drogas se o seu uso fosse admitido, monitorado e controlado.
Assistência, pesquisa, estudo.
Não adianta simplesmente proibir, enfiar a porrada e fechar os olhos como se o problema estivesse resolvido.
Além do que a proibição dá um enorme poder de extorsão para a nossa polícia, que é truculenta, corrupta e se associa com o crime organizado em muitos casos, taí o jornal que não me deixa mentir… além do próprio crime organizado, que com um cenário de drogas liberadas, teria de ir procurar outra forma de ganhar dinheiro para comprar armas.
A ilegalidade faz do tráfico de drogas um negócio altamente rentável.
Cigarro: Eu fumo, e a fumaça do meu próprio cigarro me incomoda, sempre me incomodou.
Sempre tive a consciência de não fumar em lugares fechados, e não tenho problema nenhum em me levantar da mesa do restaurante e ir fumar lá fora, mas o problema é que a campanha anti-tabaco que vem ocorrendo vem deixando a população (ou a grande massa de manobras), totalmente xiita e intolerante com o uso do tabaco.
Proibir fumar em shopping center é um absurdo… um lugar âmplo daqueles… você acende um cigarro na rua e tem um monte de gente fazendo cara feia pra você… outro dia eu acendi um cigarro nas Paineiras, e passou um cara correndo e ficou falando pra caramba, palavrões e tudo, o filho duma #$&% do cacete, ele que vá tomar no centro do #& dele junto com aquela língua suja de @#*&$ que ele tem.
Sorry.
Consciência.
É a solução para a boa convivência entre os fumantes e os não fumantes.
Porra, eu cresci vendo na TV que fumar era lindo, envolvia iates, carros, mulheres, aviões, e agora, quando eu posso ter tudo isso, eles vem e jogam água o meu chope?
Fala sério.
Álcool: Nós tinhamos uma lei que era rígida, e que não funcionava pela simples inexistência dos tais temidos bafômetros.
Daí eles resolvem tornar a lei absolutamente intolerante, já que a lei velha não dava resultado.
Nada mais burro, idiota e estúpido.
O motivo de um criminoso do trânsito não ir para a cadeia é a total inoperância da justiça, por que leis para isso existiam.
Daí, como a justiça não funciona, eles dão o poder para a polícia e seus bafômetros.
É muito fácil dizer “eu estou zelando pela segurança da população” e para isso proibir o condutor de um automóvel de ter qualquer concentração de álcool no sangue.
“Na Europa é assim”, “Nos EUA é assim”.
Foda-se, aqui não é Europa nem Estados Unidos.
Lá eles tem um diferencial que ninguém considera quando cria uma lei dessas, que é o simples fato de que lá eles tem transporte coletivo de qualidade.
As grandes cidades deles não são orientadas ao automóvel como as nossas.
Só que em vez de combater a máfia dos ônibus, de fazer Metrô, ou tentar resolver a questão do transporte de forma a retirar os carros das ruas, não.
Criam uma mais lei que proíbe coisas.
Muito prático, muito mais barato, e até mesmo lucrativo do que fazer metrô.
E foda-se o efeito estufa.
Enquanto isso os bares da cidade vão fechando as portas, as ruas vão ficando vazias… cada um enchendo a cara dentro da sua casa… que merda.
E o populacho bate palmas.
Escrevi esse post inspirado nos comentários que eu postei nos blogs do Cristiano e do Zé Mauro, em posts que tratavam desse mesmo assunto.
Estou mais aliviado agora.
Na verdade eu tenho a esperança de que, com o esquecimento do assunto pela imprensa, as coisas se acomodem de uma forma razoável para todo mundo.
Essa imprensinha de bosta que nós temos.
É só esperar pela próxima chacina.

















A Braniff International Airways operou entre os anos de 1928 e 1982, e seu fim foi resultado da não adaptação as novas realidades da aviação, que ia deixando de ser uma atividade glamurosa e alegre para se tornar prática e impessoal.
Muitas companhias aereas como a PanAm, Sabena e a Swissair quebraram por insistirem nos velhos modelos de operação… um exemplo mais próximo é a nossa Varig, só que esta continua voando mesmo quebrada.
Entre os anos 30 e 50, a Braniff voava com DC-2s, DC-3s, DC-6s, C-46s, entre outros aviões de motor a pistão, pintados com esquemas de cor com ornamentos azuis e vermelhos em cima da fuselagem branca.
Na entrada na era do jato, em 1959, com a introdução à frota do Boeing 707-227, a companhia ganhou prêmio de design com o “The El Dorado Super Jet”… os esquemas de cor da Braniff (quase) sempre foram alegres e bem bolados.
Mas foi nos anos 60 com a intervenção do arquiteto Alexander Girard e do designer de moda italiano Emilio Pucci, com a campanha “End of the Plain Plane”, que a Braniff se soltou pra valer.
A identidade visual da companhia foi radicalmente modificada, e os aviões passaram a ter suas fuselagens pintadas em apenas uma cor sólida, escolhida entre as sete definidas por Girard, e tinha as asas e lemes brancos.
Foi adotada também a utilização da sigla “BI” em suas caudas.
O novo esquema de cor era revolucionário para a época, quando as companhias aéreas ainda usavam pinturas discretas, com aplicações de textos espartanas, em corpos de fonte modestos… este esquema inspiraria mais tarde a noss velha TransBrasil a criar a sua série “Energia Colorida“, no início dos anos 70.
Pucci, que era designer de moda, criou vários modelos de uniformes psicodélicos para a tripulação, incluindo até um capacete-bolha para as aeromoças, no melhor estilo espacial, muito em voga na época.
Pode-se dizer que a Braniff era uma companhia alegre, que valorizava o ato de voar.
Em 1968, a empresa lançou uma campanha “if you’ve got it — flaunt it!”, que eu ainda vou descobrir o que significa, e tinha como garotos-propaganda personagens do naipe de Andy Warhol e Salvador Dali (tubes no bottom do post).
Nessa época companhia modificou o esquema de cores com que voava desde o início da decada de 60, com o novo “Flying Colors”, que adotava 15 composições diferentes, desta vez pintando também as asas e as caudas dos aviões nas cores da fuselagem… havia também uma pintura exclusiva para os Boeings 747 e 747SP da companhia, também conhecidos por “747 Braniff Place” e “The Most Exclusive Address In The Sky”, a “The Big Orange”.
Apesar de não me ligar muito em pinturas artísticas em fuselagens de aviões, não posso deixar de citar os famosos aviões da Braniff pintados pelo artista plástico Alexander Calder, que criou os esquemas exclusivos “Flying Colors of the United States” e “Flying Colors of Mexico”, mas este último nunca chegou a ser aplicado a nenhum avião da companhia.
Em 1977 a companhia dispensou os trabalhos do designer fashion Pucci e contratou o designer americano Roy Halston, no intuito de dar um visual mais americanizado para a companhia, alterando inclusive o esquema “Flying Colors”, aplicando o nome “Braniff” em uma fonte “no estilo manuscrita” (argh), e incorporando esquemas de cor mais ousados, como os pretos e dourados à frota… no meu ver perderam a mão feio.
Em 1978, a empresa fez um acordo com a British Airways e com a Air France para operar com o Concorde.
Alguns vôos chegaram a ser realizados com os aviões supersônicos ainda nas cores das companhias originais e com a tripulação da Braniff, mas a idéia não deu muito certo… parece que na verdade foi mesmo um fracasso.
As cores da Braniff chegaram a ser aplicadas em um dos lados de um dos Concordes para que fosse fotografado e utilizado na publicidade da empresa, mas nunca chegou a voar regularmente um Concorde pintado de Braniff.
Em 1978 a empresa investiu maciçamente em estratégias que depois se mostraram equivocadas, e em 15 de maio de 1982, a Braniff foi a primeira empresa aérea americana a abrir falência.
Em 1984 houve uma tentativa de reativar a empresa, com novo conceito e identidade visual, e 1988, faliu de novo.
Em 1991/1992, foi feita outra tentativa fracassada de se trazer a Braniff de volta aos ceus, e fim.
Durante a época de ouro da Braniff International Airways eu ainda nem povoava este planeta, mas não tenho como deixar de me fascinar com o jeito que o ato de voar era visto naquela época, época do jato puro, dos aviões barulhentos e fumacentos, dos fartos serviços de bordo, época em que voar era uma atividade glamurosa, sempre associada a alegria e diversão… época dos terraços panorâmicos abertos para que os spotters pudessem ouvir as turbinas em todos os seus decibéis em meio e deliciosas baforadas de querosene… e a Braniff era a síntese deste pensamento.
Por isso que não existe mais.
Hoje é Nutry e boca seca.
Abaixo os vídeos do YouTube das propagandas da empresa protagonizadas pelos megastars Andy Warhol e Salvador Dali.
Fontes:
- Braniff International;
- Wikipedia;
- Boeing 727 Datacenter;
- Braniff Pages.
Pois é.
Minha doce Roberta foi pagar o boleto vencido da Amil do plano de saúde da nenem pela internet, e cometeu a infelicidade de escrever no campo da mora, ou da multa, não sei direito, o valor da mensalidade novamente, o que resultou em um pagamento do dobro do valor do valor original do boleto.
E lá fui eu ligar para os caras.
Três três um um, mil.
Após algumas tentativas dando ocupado, o que já é um mau sinal, consegui que me atendessem.
Contei para a moça a minha história triste e ela me disse que eu teria que esperar a compensação do boleto para então me dirigir a uma agência da Amil para pegar o dinheiro que foi pago a mais.
Me disse ainda que não é perimitido o pagamento de boletos vencidos pelo internet, pois iriamos calcular o treco todo errado (não foi com essas palavras, mas o motivo é este)… pelo jeito eles esqueceram de avisar isso para o banco do boleto, o Itaú.
Beleza.
Educadamente expus para a moça que da mesma forma que eu não os faço terem que vir à minha casa para recolherem minha mensalidade, eu gostaria, por uma questão de reciprocidade, que tivessem a gentileza de não me fazerem ter que ir à casa deles quando fosse a minha vez de receber.
Simples.
Nada mais justo.
A moça foi falar com o supervisor e voltou dizendo que a única maneira de eu reaver o meu dinheiro pago a mais era mesmo ir a uma agência da Amil.
Daí eu já me emputecendo, argumentei – Olha, minha linda, eu não vou a agência da Amil nenhuma. Eu quero que você resolva meu problema. Se por razões burocráticas vocês não podem me devolver meu dinheiro, então que me enviem um boleto para o mês que vem, descontando o valor que eu paguei a mais. Me parece uma solução simples razoável para todos nós.
Na verdade é uma solução óbvia.
– Meu senhor, isso é impossível, pois eu não tenho acesso ao seu boleto.
– Mas como não tem acesso ao meu boleto? Você não é a Amil? Se você não tem acesso ao meu boleto, quem tem então?
– Impossível senhor.
– Vocês não se auto-entitulam “Serviço de Atendimento ao Consumidor”? Pois bem, eu sou um consumidor. Me atenda. Resolva meu problema.
– Senhor, eu já falei com meu supervisor e ele já me disse que o único procedimento é o senhor ir a uma de nossas agências.
– E se eu não for, o que acontece?
– Daí o seu dinheiro vai ficar aqui até que o senhor venha pega-lo.
É isso.
A mocinha estava simplesmente me dizendo que eles iam gentilmente ficar com o meu dinheiro.
“Perdeu, preibói”.
Se eu estivesse em casa, não deixaria pedra sobre pedra, mas não cabia continuar com esse show no meio do escritório… é nessas horas que eu me arrependo de ter desistido de tentar comprar as minhas tão sonhadas bazucas.
Despedi-me, desliguei o telefone e saí da sala cuspindo marimbondo.
E pensar que cada posição de tele-atendimento em uma central dessas sai por volta de quatro mil reais por mês.
Tanto dinheiro para realizar uma merda de serviço como este.
Se pegassem esse dinheiro e abrissem uma zona, com luz vermelha na entrada e tudo, com certeza ofereceriam um serviço bem mais útil para a população.
Já viram aquela propaganda da Net, que mostra uma família de soviéticos imbecis em uma casa congelada, entediados por que não tem banda larga ou TV digital, e para espantar o tédio atiram bolas de neve um na cabeça do outro enquanto toca a musiquinha “Na Sibéria não tem nada disso”?
Pois bem, eu moro na Sibéria.
Aqui não tem nada disso de Virtua.
Já telefonei pra lá, pedi para eles, mas não existe qualquer previsão de disponibilizarem o serviço para o condomínio onde eu moro… Velox a mesma coisa.
Não deve valer a pena a relação custo x benefício… ah, a propaganda que ridiculariza a minha família, esta chega sim… talvez para eu sempre me lembrar do zero à esquerda que represento para eles.
Me vejo todos os dias na tela da TV fazendo cara de otário e tentando assistir a TV do vizinho com o meu binóculo.
Quer saber?
Caguei para eles.
Eu tenho WB Internet.
WB Internet é a opção para quem mora aqui e precisa de banda larga.
É uma empresa de Internet a rádio que odefece o serviço para o meu condomínio.
Ora, eu já fui, aliás, ainda sou cliente do Coronel Tchutchenko, pois possuo o plano básico da Net para TV por assinatura, aquele que a cada semestre tem um canal a menos, pois meu plano nunca me deu direito ao canal que foi cortado, ele só aparecia na minha grade por que eles me davam de lambuja (explicação que me deram quando perguntei por que meus canais estavam sumindo), e sei dos problemas de atendimento da Net, que vive saindo do ar, que se você atrasa o pagamento eles cortam o seu sinal, mas se eles te deixam sem sinal, você tem que rebolar por horas com a central de atendimento até que eles te devolvam os R$2,28 referentes ao tempo que ficou sem TV, se você marca uma visita e o técnico não aparece, é normal, mas se o técnico vem e você não está, você paga cinquenta e tantos reais de multa… em suma, eu sei que a Net é uma empresa que caga na cabeça do consumidor, mas o grau de desleixo da Net em nada se compara com o da WB Internet.
Depois de ser cliente por alguns anos da empresa, já não me surpreendo mais com algumas características do serviço que eles oferecem.
Para começar, a única maneira que existe para se comunicar com eles no caso de a Internet cair é por e-mail, pois o telefone do suporte só dá ocupado… e convenhamos que enviar e-mail quando a Internet cai torna-se uma tarefa bastante complicada… mas também não faz muita diferença, pois não são respondidos mesmo.
Eu que já tenho a manha de cliente antigo, quando enfrento esse tipo de problema, telefono para lá e sempre escolho a opção “Vendas”, daí quando a moça atende, e é claro que ela atente, eu falo, “Suporte, por favor”, daí ela transfere.
Outra característica interessante da WB Internet é a precificação dos planos.
O meu plano é o mais chulé de todos, de 256kb/s, pois é o que oferece o preço por kb/s mais barato, indo no sentido totalmente oposto ao da laranja bob’s.
O preço do meu plano de 256kb/s é R$50,00, e eles oferecem outros dois, um de 384kb/s, por arredondados cem e outro de 512kb/s, por duzentos… isso é que é estratégia, tipo “Você quer ter mais? Então pague MUITO mais.”
Eu já disse que quando a internet cai o suporte fica quase impossível de ser acessado? Já, né… mas sabe o que acontece quando a internet cai durante o final de semana?
Simples.
Segunda-feira eles consertam.
Felizes e sorridentes.
Afinal para que você vai querer Internet durante o fim de semana?
Fim de semana é para ir para a praia encher a cara de cachaça.
Outro dia a internet caiu no primeiro dia de um feriado prolongado… saldo: quatro dias sem Internet.
É claro que eles enforcaram o feriadão, tinha alguma dúvida?
Pra que eu vou pagar para ficar gente de plantão no fim de semana se no próximo dia útil os meus pobres clientes vão continuar comigo?
Eles não tem opção mesmo…
É assim que a WB Internet trata os seus clientes.
Eu já sou um devoto de São Random, e agora sou devoto também da Santa Concorrência.
Leitor, se você se aborrece com o atendimento da Net, e sempre que liga para lá se decepciona por que o Coronel Tchutchenko nunca pode te atender, levante as mãos para os céus, pois poderia ser muito pior.
Você poderia ser cliente da WB Internet.
PS.: Este post foi todo escrito no Notepad, em um domingo inteiro sem Internet, e no telefone da WB Internet, era assim: atende a musiquinha, “Obrigado por ligar para a WB Internet, blá, blá, blá…” depois vem uma mensagem “você é o próximo a ser atendido”, que se repete por três vezes ao longo de uns cinco minutos, depois vem a incrível mensagem, com tudo emendado “sinto muito, mas o telefone 2222 não atende no momento. Deixe seu recado após o bip, e após a mensagem, desligue o telefone ou digite tralha; sinto muito, mas a caixa postal de mensagens dos usuários está lotada.”, depois disso a ligação cai.
Fiquei esperando para ver se a robô cantava “Daisy” no final, mas não rolou.
Tente você mesmo.
Lique para 3724-3409 e conheça um novo sentido para a expressão “péssimo atendimento”.

Outro dia estava eu passeando no paraíso do consumo Nerd, o Edifício Avenida Central, no Centro da Galáxia, e resolvi comprar um NoBreak, ítem muito útil para pessoas que como eu moram em lugares “fim de mundo”, onde a luz pisca com freqüência, e já estão de saco cheio de perder o trabalho por que não salvaram e a luz piscou.
Fui em uma das minhas lojas preferidas e o vendedor me indicou este cara aí da foto, que inclusive estava na promoção… cento e tantas pratas por quinze minutos de computador ligado depois que a energia acabar, comprei.
“Agora serei uma pessoa mais feliz, quando a luz faltar eu vou dar gargalhadas enlouquecidas.”
Cheguei em casa, li o manual, instalei o bagulho, tudo lindo.
“Agora estou seguro.”
Hoje de manhã estava eu computando quando a luz apagou, e eu enfim tive a oportunidade de constatar que aqueles quinze minutos que são mencionados no manual não são bem quinze minutos, são na verdade um pouco menos… para ser mais preciso, três segundos.
Cronometrados.
E depois desses três segundos, quando apaga tudo e o seu trabalho vai pra casa do cacete, o NoBreak começa a apitar feito um desgraçado… talvez seja por isso que ele só dure três segundos, para poder guardar energia suficiente para apitar a plenos pulmões, avisando que seu trabalho foi perdido… e não adianta tirar da tomada que ele continua apitando.
Conclusão, se você consegue salvar seus trabalhos e desligar seu equipamento em menos de três segundos, este NoBreak foi feito para você… eu infelizmente demorei um pouco mais do que isso.
O título deste post fala sobre o meu NoBreak ter mostrado enfim o seu valor.
Mostrou mesmo.
Eu não o troco por um saco cheio de merda, pois apesar de o seu apito doer nos tímpanos, pelo menos ele não fede.
Esta é a série da Praça XV, um dos lugares mais maravilhosos do planeta Terra.
De um lado o antiqüíssimo Paço Imperial, verdadeiro chafariz de cultura, que é uma das construções mais antigas do centro do Rio, do outro o Arco do Telles, com seus barzinhos ideais para aquela conversa romantica com a maravilhosa estagiária recém contratada… ao fundo o estratégico e enlouquecido centro da cidade e a frente o ambiente náutico da estação das barcas e aerobarcos, do arsenal de Marinha, a Ilha Fiscal, a cabeceira do Santos Dumont, a menor pista do mundo operada por 737s… logo ali se pode apreciar belíssimas aproximações, e se o observador der sorte, quem sabe uma emocionante arremetida… a ancestral Tabacaria Africana e o dinossauro Albamar.
Um lugar altamente poético e inspirador.
O post anterior desta série mostrou as gravuras que ilustram a evolução da ocupação urbana do Largo da Carioca.
Imagens baixadas do site da “Evolução e Ocupação Urbana“, da Prefeitura do Rio de Janeiro.









Alegria de pobre dura pouco mesmo.
Estava eu todo feliz usando os serviços de revelação digital da Digipix, que são oferecidos no site da Saraiva.com.br, mandei revelar uma penca de fotos da nossa nenem Laura, gastamos uma grana violenta com eles… maior conforto, as fotos chegam em casa, tudo lindo, estávamos em lua de mel.
Até que eu tive a idéia de mandar imprimir as cartas do baralho de super trunfo que eu fiz com os aviões do Airliners… beleza, já tinha intimidade com o programinha deles, que tive que instalar no meu computador para fazer o upload e para configurar como eu ia querer as fotos e tal… o sistema só roda no Microsoft Internet Explorer.
Eu devia ter desconfiado.
Fui lá, criei arquivos no tamanho exato de 10×15, para não ter erro, e coloquei tooooodas as cartinhas do baralho que eu fiz, duas a duas em cada um dos 32 arquivos que eu criei.
O sistema também inspira muita confiança, pois te dá as opções de ajustar se tem borda ou não, se a foto vai ter corte, ou se vai sobrar um espaço em branco na adequação das dimensões da foto ao tamanho do papel fotográfico que eles usam que é de 10×15, não por coincidência tamanho igual ao das minhas imagens… nem me preocupei muito, pois como as minhas imagens todas já estavam no tamanho certo, não haveria problema de adaptação, logo não haveria motivo para acontecer tudo o que eu não queria nesse mundo, que era de eles cortarem as minhas queridas cartinhas.
Lógico que, além de gerar os arquivos do tamanho exato do papel que eles iriam usar, para não ter erro eu escolhi as opções “sem borda” e “com sobra”.
Mandei todo feliz “finalmente vou imprimir meu super trunfo!!!”, paguei a conta, que de longe foi a mais barata de todas as revelações que eu já fiz com eles… foram uns R$ 30,00, tipo isso, enquanto eu já tinha feito mega-revelações de trezentos reais, com o upload dos arquivos durando a noite inteira… agora é só esperar chegar pelo correio minha mais nova criação, o meu querido super trunfo de aviões do Airliners… Recebi o comprovante do meu pedido por e-mail.

Alguns dias depois chegou o envelope, e quando abri, qual foi a minha surpresa em ver que todas as minhas cartas, todinhas mesmo, estavam cortadas.
Ai, ai… que anti-climax que foi abrir aquele envelope.
Bom, lá vou eu de novo lutar pelos meus dieitos, e tomara, mas tomara mesmo que isso não acabe virando mais um post na seção que eu menos gosto no meu blog, a chata “Cidadão Revoltado”.
A primeira coisa foi telefonar para eles.
Nada de 0800, é ligação interurbana para São Paulo mesmo.
Liguei, robozinha simpática atendendo, “para isso tecle o número tal, para aquilo tecle o número tal…”, teclei o número lá para falar com a atendente, musiquinha, lalala, lalala, a moça me atendeu, e após uma breve conversa me disse que alguém da Digipix iria me telefonar para resolver meu problema.
Não ligaram.
Mandei um e-mail explicando o erro deles e recebi resposta “copy/paste”.
Na medida em que nada acontecia, fui enviando outros e-mails e por mais duas vezes recebi a mesmíssima resposta “copy/paste”.
Liguei de novo para SP, falei denovo com o caboclo, me disse que alguém da Digipix iria me telefonar para me atender.
Ninguém me ligou denovo.
Da terceira vez que eu liguei para eles, contei que das duas vezes anteriores que eu havia telefonado, haviam me informado que alguém da Digipix iria me ligar para me atender, mas eu esperava e nunca recebia o tal telefonema… sabe o que o malandro me respondeu?
“Nós nunca telefonamos para os nossos clientes, senhor”.
Calma, Mairus.
Daí eu reclamei da inexistência de uma linha 0800, e ele me sugeriu que eu usasse o chat do tele atendimento do site da Saraiva.com.br.
– Legal – pensei.
Agora vou poder falar à vontade sem medo de gastar mais de telefone do que o valor que paguei pelo serviço.
Falei com o cara do Chat que disse para mim – no seu pedido consta “sem borda”, ou seja, “com corte”, por isso as imagens vieram cortadas.
Eu retruquei – Não senhor, na interface do sistema da Digipix existem as opções “com borda/sem borda” e “com corte/com sobra”, independentes uma da outra, o que mata o seu argumento, e que eu havia optado por “Sem borda” e “com sobra”.
O rapaz me respondeu que não havia nenhuma informação de “Corte” ou “Sobra” no meu pedido, e eu expliquei que se não havia nenhuma informação sobre isso é por que o sistema deles não estava funcionando direito, pois aquilo é um radio button, logo se eu não escolhesse alguma opção, a opção default teria vindo como a escolhida, mas nunca “nenhuma informação”, como ele estava dizendo.
Abaixo um screenshot do sistema deles para ilustrar melhor o que eu tento explica-los mas eles não me entendem de jeito nenhum… ou fingem que não entendem.

Depois de me deixar esperando por um tempo, ele voltou, me dizendo que eles iriam avaliar a situação.
Ok.
Paralelamente, depois de enviar um e-mail reclamando das respostas “copy/paste” que eles insistiam em me mandar, finalmente recebi uma resposta por e-mail escrita por um ser humano… foi fácil perceber por conta da ausência de pontos finais nas frases:
Ora, eu não sou maluco.
Minha opção foi “Sobra”, e não “Corte”.
Respondi:
Bom – pensei – Agora eles vão acabar usando o cerebelo e admitindo que estavam errados, o que é óbvio, tinha acabar acontecendo mais cedo ou mais tarde… “mais tarde”, no caso.
Logo chegou a resposta deles:
É mole?
“Senhora Mairus”.
Para se ter idéia do grau de atenção que dedicaram ao meu e-mail, a respondedora me chamou de “Senhora Mairus”.
“Senhora” my ass.
E tome magnésia bisurada.
A partir daí, eu já começava a duvidar do empenho deles em resolver o meu problema, e mesmo da boa fé dos caras, pois afinal, de ingenuidade o inferno está cheio, e se a personagem está lá trabalhando e o trabalho dela é ler e responder e-mails, espera-se que o mínimo que esta pessoa faça seja “ler e responder e-mails”, e estava na cara que meu e-mail não foi lido.
A essa altura eu também já estava me cansando de me estressar com eles… acho que o objetivo deles, que era de me vencer pelo cansaço, estava próximo de ser atingido…
Mandei o tal do comprovante, que eu sabia não ter nenhuma informação sobre se o meu pedido foi feito com corte ou sobra, apesar de já ter checado o sistema deles e me certificado que a opção default é “corte”, e não “nenhuma opção”, como dizia o comprovante e como eles alegavam ter recebido o meu pedido… ai, ai.
Daí, me telefonaram da Digipix, e me disseram sabe o que?
Hahahahahahahaha.
Adivinhem!!!
– Boa tarde, Sr. Mairus, o seu pedido, blablabla, blablabla, a opção foi de corte, blablabla, blablabla, foi entregue corretamente, blablabla, blablabla – Cara, como eu queria que o prédio onde funciona a Saraiva em São Paulo… deixa pra lá.
Respondi para a moça com uma voz de desânimo total, absoluto, âmplo, geral e irrestrito – olha, eu não vou mais ficar repetindo mil vezes que pedi “sobra”, eu tô de saco cheio, vocês venceram, tchau, me deixe em paz, por favor – e do outro lado – a Saraiva agradece, blablabla, blablabla.
Puta que pariu! Foi mal, mas só falando palavrão mesmo.
– Pelo menos vou ter o que escrever no blog – pensei.
Mas daí eu tive um insite, e percebi que eu nunca havia argumentado que as imagens que eu mandei para eles tinham sido cuidadosamente dimensionadas e diagrmadas para caberem no tamanho exato do papel, que era de 10×15, logo, mesmo que eu tivesse selecionado “corte”, não haveria o que ser cortado.
Xeque-mate.
Respirei fundo e escrevi:
E esperei por alguns dias até que recebi a resposta.
Ou seja, estamos andando em círculos.
A mulher que me respondeu conhece tanto a interface do sistema quanto o cara do chat, lá atrás, ou seja, nada… ou então a outra opção, de tentar me vencer pelo cansaço, agindo de má fé mesmo, alternativa que eu tenho cada vez mais dificuldade em descartar.
Mandei duas respostas em seqüência.
E chegou a resposta deles do primeiro e-mail que eu mandei, que é um copy/paste da última caixa amarela acima, só que desta vez assinada por Flavio Ginevro Garcia, Atendimento ao Cliente.
Respondi:
Eu já não tenho mais nenhuma esperança de que eles admitam o erro e me enviem as fotos corretamente, mas agora tenho que ir até o fim… não sei mais o que fazer com esses caras…