Os fungos vêm tomando conta das magníficas lente Carl Zeiss da minha fabulosa xereta metida a profissional, a Sony CyberShot H50, e eu venho experimentando distorções indesejáveis nas fotos, quando examinadas em resolução de tela… na verdade nem sei se são por causa dos tais fungos, mas estes vêm se alastrando preocupantemente, o que tem me deixado preocupado.
Repare nas fotos abaixo, da Ilha da Laje.



A primeira e a segunda tiveram resize no Photoshop antes do Crop, e a terceira está na resolução com que vem da máquina.
Eu não quero aquela confusão de píxels, quero nitidez absoluta!
O dia estava claro e limpo, a foto não está tremida, a velocidade é rápida e o zoom é ótico.
Será que aquilo é causado pelos fungos da minha lente ou é mesmo até onde vai a minha xereta de luxo?
É Carl Zeiss, pô, não é possível, e não é nenhuma lentinha daquelas de olho mágico, a lente parece um pistão de Dodge Dart!
Andei lendo no Internet que a qualidade das fotos dessa máquina é de foto profissional, então ou tem algo errado com a minha ou com o que eu andei lendo poraí…
Daí eu levei a máquina em uma assistência técnica da Sony em Copacabana, esquina com aquela praça da Cedae, onde a primeira coisa que o cara do balcão fez quando pegou a minha máquina foi esfregar o dedo gorduroso na lente, o que já me deixou puto, mas me contive… depois ele levou a máquina lá pra dentro e voltou dizendo que o especialista tinha olhado e que iria me custar R$ 300,00 para eles limparem os fungos da minha lente, e eu logicamente declinei do orçamento…
E ontem eu fui em outro lugar indicado pela loja onde eu comprei a máquina, no Edifício Avenida Central, 803, onde a primeira coisa que o malandro fez foi esfregar bastante o dedo melequento na lente da minha pobre H50!!! De novo!!! Malditas câmeras de telefones celulares!!! Daí o cara me perguntou – Ué, mas cadê a sujeira da lente?
– Tirando a que você acabou de deixar com o seu dedo, está nas lentes internas.
Ele muito seguro de si, ligou a máquina e tirou uma foto da estante da sala, olhou no visor de LCD e disse – está perfeita – eu suspirei de tristeza.
Pra concluír o cabra me disse que aquilo era causado pelo vento, e que me cobraria R$ 200,00 para limpar a lente… limpar a sujeira que ele nem viu que existia. PELO VENTO!!!
Me devolveu a máquina com a lente toda emporcalhada com as digitais dele e eu percebi que o buraco seria mais embaixo.
Cheguei a comprar um joguinho de mini-chaves de fenda para tentar eu mesmo realizar a tarefa, mas ainda não me convenci se é a melhor alternativa, a única conclusão que cheguei foi que está difícil de achar alguém em quem eu sinta firmeza em deixar a minha preciosidade germano-japonesa para uma cotonetada interna…
Será que alguém tem alguma sugestão?
…é sacanagem, só pode ser.
Eu já tinha visto essa… esse… isso em algum lugar, não sei onde, rotulado de “a logo da copa do Brasil de 2014″, mas nem dei importância… “deve ser sacanagem, não é possível”, mas acabo de receber um link do Brunus por e-Mail para a mesma aglomeração desagradável de píxels no site da Folha de São Paulo, e daí comecei a ficar preocupado de verdade… será que é isso mesmo? A logo da copa do brasil vai ser esse treco? Alguém me belisque, por favor. Ainda bem que o mundo acaba em 2012.

O anti-Robin Hood Edir Macedo continua mais forte do que nunca.
Hoje aqui perto de casa era um festival de grupos de pessoas perdidas perambulando com placas do tipo “Van 57 – Marechal Hermes”, e meninas com camisetas “Obreiro(a)”, seja lá o que queira isso dizer.
Tem babaca pra tudo.
O prefeito pediu desculpas e disse que tais eventos não mais se repetirão na cidade… tão mal agradecido com os pastores das igrejas evangélicas que orientavam os fiéis a votarem nele…
Um pensamento que me “consola” é que esses que lotaram a Praia de Botafogo hoje não são mais trouxas do que os pedophile lovers católicos.
“Trouxas”.
Achei a palavra.

Trabalhei em regime CLT entre os anos de 1996 e 2000 no extinto jornal de economia “Gazeta Mercantil”, de onde pedi demissão em abril de 2000 para ir trabalhar na fabulosa Interconnection Informática, e é lógico, hoje eu sei bem o porque, que se negaram a me demitir quando eu perguntei se havia essa possibilidade, o que me levou a ter de pedir demissão, e assim abrir mão de retirar meu modesto FGTS, de quatro anos e três meses de trabalho para o pomposo periódico que pertencia na época a família Levy.
Toquei a vida e no início de 2006, quando a próspera empresa de TI foi para o vinagre, fui retirar o meu FGTS que eles haviam depositado… na época eu consultei também se poderia retirar o benefício referente ao tempo que trabalhei para a Gazeta, mas me foi dito que para isso eu teria de ter ficado por três anos sem outro trabalho de carteira assinada, o que não tinha acontecido… tudo bem, deixei lá meu rico dinheirinho para retirar quando fosse possível.
Já em janeiro de 2010 me lembrei daquela “poupança” e, muito precisado, corri para a Caixa para enfim pôr as mãos no que era meu por direito, mas a pressão da cabine caiu completamente quando a moça da caixa me disse que o valor que a Gazeta havia depositado em minha conta era de redondos R$ 0,00.
Me orientou a procurar um advogado para entrar com processo contra o hoje dono dos direitos da Gazeta Mercantil, o Jornal do Brasil.
Epílogo: Acabo de telefonar para o advogado especialista em processar a Gazeta Mercantil, e ele me disse que eu já perdi esse dinheiro há muito tempo, que o prazo para eu ter processado o jornal era até 2002, fim de papo.
Ou seja, me fodi de verde e amarelo.
Fui descontado em 10% de cada salário que recebi da Gazeta para pagar pelos benefícios futuros que o regime “celetista” me garantia, e hoje descobri que o que a minha carteira assinada garantiu foram algumas taças de champanha e bolas de golfe para meu ex-patrão, o montado na grana Herbert Levy.
Incrível como a lei é toda feita para beneficiar quem está por cima, pois como o governo deixa os caras me roubarem esse tempo todo sem dar um pio?
Esse país é uma MERDA!
Bando de ladrões safados pilantras odiosos inescrupulosos, que morram todos.
E em fevereiro tem carnaval.
Flagrantes do mais poético e charmoso bairro do Rio de Janeiro… alguns revelam características inconfundíveis dos nossos colonizadores.


Mais uma instalação da Cedae.
Foi aprovada pela assembléia legislativa do Rio a lei que regulamenta os bailes funk e os promove ao status de “movimento cultural”.
Que bom que nosso poder público se preocupa com a cultura.
A mudança da lei já pôde ser verificada de dentro da minha própria residência, que outra noite já foi graciosamente invadida pela cultura, que vinha a plenos pulmões de comunidades nem tão próximas…
Algumas das estrofes culturais da poesia que atravessava os vidros das nossas janelas eram facilmente identificáveis:
Decisões como essas que me fazer sentir orgulho de morar em uma cidade cosmopolita como o Rio de Janeiro, onde os governantes não medem esforços para que seus cidadãos contribuintes tenham acesso à cultura sem ter sequer que colocar seus narizes para fora de casa.
Minha Laura querida, do alto dos seus dois aninhos, agradece.
Precisando hoje de manhã descobrir o telefone do Laboratório Sérgio Franco, e cansado de esperar o carregamento do maravilhoso site em flash com todos os seus incríveis recursos audiovisuais, resolvi telefonar para o velho 102 para ver se conseguia o número.
Robô: Bem-vindo ao 102, blablabla, diga se o número que procura é pessoal ou de empresa.
Eu: Empresa.
Robô: Entendi. Empresa. Agora diga se confirma.
Eu: Confirma.
Robô: Não entendi. Diga, por favor, se confirma.
Eu: Confirma.
Robô: Entendi. Agora diga por favor o nome da cidade de onde fala.
Eu: Rio de Janeiro.
Robô: Entendi. Rio de Janeiro. Agora diga se confirma.
Eu: Confirmo.
Robô: Entendi. Agora diga o nome da empresa.
Eu: Sérgio Franco.
Robô: Entendi. Sergio Franco. Agora diga se confirma.
Eu: Confirmo.
Robô: Entendi. Agora diga o Bairro desejado.
Eu: Laranjeiras.
Robô: Não Entendi. Diga somente o nome do Bairro, por exemplo, “Cacuia”.
Eu: Laranjeiras.
Robô: Não Entendi. Diga somente o nome do Bairro, por exemplo, “Cacuia”.
Eu: La-ran-jei-ras.
Robô: Não Entendi. Diga somente o nome do Bairro, por exemplo, “Cacuia”.
Eu: LARANJEIRAS.
Robô: Entendi. Laranjeiras. Agora diga se confirma.
Eu: Confirmo.
Robô: Um momento, por favor.
Daí eu fiquei uns quinze segundos ouvindo musiquinha, até que atende uma moça, de carne e osso.
Moça de carne e osso: 102, auxílio à Lista. qual a informação, por favor?
Eu: Perdão?
Moça de carne e osso: 102, auxílio à Lista. qual a informação desejada, por favor?
Eu: Mas eu já falei tudo. Agora você me diz o número, não é isso?
Moça de carne e osso: (com voz de quem já está de saco cheio) Pode repetir a informação desejada, por favor?
Eu: Não, não posso. Por que vocês me fazem então responder tudo para aquele robô?
Moça de carne e osso: (suspiros e grunhidos)
A essa altura o avaçadíssimo site em flash do Sérgio Franco já tinha terminado de baixar todos os seus recursos maravilhosos, e eu pude graciosamente desligar o telefone na cara da azeda moça 102.
YES!!! AGORA ELA APRENDEU A LIÇÃO!!!
Se quiser se estressar segunda de manhã, eu recomendo 102, Auxílio à Lista.
Boa semana a todos.