Depois do Papelão nas Estrelas, nossos leitores merecem material mais elaborado. Aqui uma boa coleção de videos. Aguns eu já tinha visto outros ainda não. Esse aqui eu achei particularmente bem feito e bem bolado. Mãos ao alto, passe oito minutos de sua vida para ver: “George Lucas in love…”
Diversão garantida!!! pelo menos para os produtores/atores/diretores deste instant classic!!!
Nos anos 70 arqueólogos italianos escavaram da cidade queimada no Iran um pequeno potinho que mostrava imagens de um bode saltando. Mas apenas recetemente pesquisadores Iranianos constataram se tratar de uma sofisticada animação.saiba mais
Bem, este post era para ter sido escrito em dezembro, e ser uma dica de presente de natal. Devido as críticas a minha preguiça (totalmente reais) e aproveitando que o Cris Dias postou sobre o lançamento da versão definitiva-final-redux-unabridged do filme do Riddley Scott, “Blade Runner” baseado neste livro, arregaço as mangas e ao trabalho.
Bem para começar eu acho um saco esse negócio do diretor ficar mudando o filme e dizendo que agora finalmente está como ele queria. Eu acredito que o filme é o que passou no cinema e eu vi. Editar um filme para que ele se torne um produto comercial é um problema comum a todos os diretores. Só para citar alguns, Polanski, Kubrick e Coppola nunca ficaram com esse nhém-nhém-nhém de ficar mudando o filme, incluindo cenas cortadas na edição no DVD. E olha que alguns filmes destes diretores citados, foram sucesso de bilheteria com mais de 3 horas de filme (Tess, 2001 e Apocalipse Now por exemplo). Tá bom, o Coppola lançou uma versão redux do Apocalipse, mas isso foi uma besteirinha perto das pelo menos 5 versões diferentes que Blade Runner já teve. Outra coisa irritante é o George Lucas ficar alterando o Star Wars e o Spielberg ficar tirando arminha e trocando por walkie-talkies no ET, mas isso são outros quinhentos.
Só para constar, uma versão para os cinemas americanos, uma para os cinemas mundiais, uma para a TV, uma versão autorizada do diretor e agora essa “Final Cut”.
Aluguei e assisti essa última, e sério, é um filmaço, mas muito mais óbvio do que o original. A experiência continua sendo muito legal, aquele visual dark inspirado no quadro “Nighthawks” do Hopper e na estória em quadrinhos “The long Tomorrow” de Moebius/O’Bannon (colei da wiki) e o visual brega retrô dos figurinos, carros e moveis.
Quando assisti a este filme no cinema, fiquei muito mais com uma sensação geral do que com um entendimento linear da estória. E esta sensacão era inquietante. O futuro não seria limpinho? Cheirosinho? Cheio de naves e lasers? Aquele futuro, brilhantemente filmado por Scott, acendeu, ou melhor apagou uma luz em minha cabeça. Guarda-chuvas, Yakisobas e dubiedade entravam definitivamente no repertório do futuro, William Gibson que o diga.

Um belo dia em uma Siciliano (no tempo em que a Siciliano era uma puta livraria e não essa loja americana de livro que é hoje) eu achei o livrinho “Blade Runner - Perigo iminente” da coleção de bolso de ficção científica da Europa-América. Esta coleção, portuguesa, salvou os leitores de sci-fi brasileiros de morrer a míngua durante os anos 80. E tirando o papel vagabundo e o português de portugal ( que troca tela por ecrã, nave por foguetão e por ai vai…) eram (e são) ótimos livrinhos.





Li, e reli. Através daquele livrinho eu havia descoberto o meu autor de ficção científica favorito. Não acreditei que aquele livrinho pudesse ser tão mais complexo e cheio de sutilezas do que o complexo e cheio de sutilezas, filme do Ridley Scott. Fui atrás e descobri que o Philip K. Dick era um prolífico escritor de ficção e sua estórias tinham sempre aquele que de diferença. As coisas nunca eram exatamente o que pareciam. Um livro inteiro, uma realidade sonhada pela viagem induzida por uma droga na cabeça de um dos personagens. Outro, uma cidade inteira construida ao redor de uma pessoa, sem que esta saiba que a realidade não é aquilo. Quando eu vi “O show de Trumman” no cinema fiquei até o final esperando o crédito para o livro chamado “Time out of Joint” de Dick, mas este nunca veio. A família do autor processou e não sei do resultado.
Continuando, o livro de Dick que se chama na verdade “Do androids dream of eletric sheep?” que traduzindo ficaria algo como: Será que os andróides sonham com ovelhas elétricas?, aborda as questões colocadas no filme (pós guerra poluído, migração para os planetas exteriores) e algumas outras mais. Vale muito a pena a leitura. Foi publicado no Brasil primeiro na coleção “Mundos da Ficção Científica” da Francisco Alves a reboque do lançamento do filme em 82 e agora sai de novo com outra tradução pela Rocco, mais uma vez a reboque do re-re-lançamento do filme.
Philip Dick, foi descoberto recentemente,a partir de “Blade Runner”, por Hollywood, e já tivemos vários filmes realizados a partir de seus livros. O ótimo “Total Recall” com o governador da California, O bom “Minority Report”, o não tão bom “O Pagamento” e o excelente “A Scanner Darkly” para citar alguns.
O bom desse boom é que vários livros do autor foram lançados no Brasil, saciando os (poucos) fãs, eu incluído. Li vários direto do inglês garimpados em sebos, comprei alguns pela Amazon, mas ainda existem vários outros a serem traduzidos e publicados aqui no Brasil. Existem boatos sobre a filmagem de “Ubik” e se não me engano antes de “Blade Runner um outro filme foi feito em cima de um texto de Dick, “The Second Variety”, mas não tenho certeza.
Para celebrar esta efeméride anual conhecida atualmente como Natal, ofereço aos queridos leitores esta animação de 1971 produzida pelo genial Chuck Jones. Baseada no livro de Charles Dickens “A Christmas Carol” e ganhadora do Oscar de animação para curta metragem em 1973, este foi um especial feito para televisão na rede ABC.
Atenção, não mostrar as criancinhas. Esta animação foi feita para as criancinhas dos anos 70 que estavam mais preparadas para sombras e musica sinfônica tenebrosa.
Recebi hoje do Mairus, um daqueles videos de várias coisas em camera super lenta. A bala passando pela maçã, a bexiga cheia de agua furada pelo alfinete, enfim uma compilação e tanto.
Vendo o video me lembrei de ter ouvido falar em um curso sobre um artísta alemão que tinha levado esta questão ao extremo. Mas consultando os cadernos correspondentes, cadê que eu achava a anotação. Mas graças ao Google (que tudo sabe e tudo vê) e algumas tentativas com diferentes palavras chave, achei. Michael Wesely.
Este fotográfo alemão, nascido em Munich em 67, tem um trabalho em cima de cameras e filmes especiais, de longa exposição. Não são filmes em camera lenta. São fotos com tempos de exposição longuissimos.
Por exemplo em 1997 ele colocou uma camera pin hole (uma caixa sem lente com um furinho) e um filme muito pouco sensível (muito pouco mesmo) apontada para a Potsdamer Platz em Berlin durante mais de dois anos. Isso mesmo DOIS anos! Para quem é bom de história, Berlin, nessa época, pós queda do muro, passava por um furioso processo de revitalização e construção.



Na foto que se vê acima, os raios diagonais no céu são produzidos pelo Sol se deslocando. As faixas mais fracas correspondem aos periodos de inverno. O horizonte pode ser percebido através dos prédios recém construidos, pois o horizonte sempre esteve lá desde o início da exposição e os prédios foram sendo construídos depois.
Uma bela reflexão sobre o tempo.
Recentemente, Wesely fez alguns trabalhos em Brasilia, com apenas 12 horas de exposição e com uma camera especial.
Fotos muito interessantes, sem gente e sem sombras.
Incrível série de videos com um making of mixado com o nosso querido Star Wars. Claquetes, vozes saindo dos capacetes e tal…
Caviar para fãs. Não deve durar no tubo…
Dica do Mike Linch Cartoons