Qualquer dúvida, deixe um comentário que eu explico com prazer… mas a idéia é que não haja nenhuma.











Esta foi minha última contribuição para meu prédio.
Cansei de as minhas pizzas voltarem.
Fiquei na dúvida se era “isto” ou “isso”… eu nunca sei essa bosta.
Mas a referência ao Magritte ficou chique pra caramba!

Parece que desta vez a minha idéia não foi tão atrasada assim, pois o Super Trunfo de tipografias, que se chama Type Trumps, foi feito só em 2008, pela Face 37.
Um amigo meu que estava em Londres à época do meu post sobre Helvetica, Futura e BigBob, leu e tratou de ir na própria loja dos caras comprar a iguaria e me presentear, me tornando um feliz proprietario do segmentado brinquedo.
Senti falta da minha fonte favorita no baralho, a Futura, que poderia facilmente entrar no lugar de Arial e Comic Sans, mas entendo que a presença delas de deva a melhoria da jogabilidade, fazendo o mesmo papel do Toyota Celica ST no de GT Gtan Turismo, ou do Submarino alemão U-29 no de navios de guerra… anyway, um bibelô.
E Felipe Vaz, obrigado pelo link nos comentários do post, pois foi graças a ele que o Cristiano chegou até a loja que vende o baralho.
E em breve, o Super Trunfo de tipografias, versão Presunto, em um computador perto de você.

Eu já polarizo a pergunta para deixar claro que este post não é direcionado para usuários de Comic Sans, e se você acha um absurdo eu nem cogitar levar uma Garamond, uma Bodoni, uma Times, uma Century, uma Frutiger, uma Din (lindíssima), uma Optima… espera aí, Optima não, Optima é ridícula, parece que esqueceu a serifa em casa… Optima é fonte de fonte de engenheiro que fez o curso “Aprenda Design Dormindo”, e a adotou por considera-la a fonte mais moderna, elegante e chique do mundo… e que fica linda com Comic Sans… mas tirando a Optima, eu posso dizer que algumas dessas fontes são mesmo cabeças-de-chave e merecem todo o nosso respeito, só que tocando a real, chegam no máximo até a semi-final, quando então cruzarão com as barbadas Helvetica e Futura.
Se a tabela for bem feita, essas duas não podem se encontrar antes da grande finalíssima.

(parênteses: Acabei de ter uma idéia maravilhosa que em breve populará as páginas do Presunto, o maior blog do universo, um incrível super-trunfo de tipografias. Foi mal, mas falei primeiro, a idéia foi minha, se você encontrar algo do tipo no Internet é por que algum leitor inescrupuloso leu aqui e copiou.)
De volta à ilha deserta, quanto às outras candidatas que foram excluídas do título desse post, eu posso dizer que muitas vezes tento fugir das duas finalistas, mas as chances de eu usar uma fonte que não seja Futura ou Helvetica é eu nem testa-las, nem passar perto, pois se eu só por acaso resolver ver como fica com uma delas, a chance de eu mudar de fonte vai ser muito grande.

Já aconteceu várias vezes de eu estar preparando uma logo que está ficando linda, usando Humanist ou Franklin, e eu ir lá e testar com Futura só por curiosidade, e pronto, batata.
Fica a Futura.
Futura é uma obra de arte.
Sua caixa alta bold condensed é de uma beleza que só encontra semelhante plasticidade formal no corpo feminino ou na fuselagem de um Constellation.
Ao pensar na questão proposta no título do post, a primeira fonte que me vem na cabeça para a realização de meus trabalhos de design pós naufrágio é mesmo a Futura, por sua versão condensed, a minha preferida, a fonte mais linda do universo.

Só que do outro lado do ringue tem outra monstra, a fonte mais famosa do mundo, mais legível, mais neutra, mais… impactante, versátil… a fabulosa, inconfundível, inigualável, a eterna, Helvetica.
A Helvetica é impecável em todas as suas versões, normal, bold, italic, black, light, extended, condensed, etc, etc e etc.
Só o “a” caixa baixa da Helvetica já daria uma exposição de um andar inteiro do Mam.
As Helveticas e Futuras Condensed e bold-condensed, são as fontes mais lindas de qualquer catálogo Letraset… eu diria que a Helvetica é uma fonte mais dura, mais séria, enquanto que a futura permite aplicações mais alegres, o que a torna uma fonte talvez mais versátil, mas por outro lado, na minha humilde opinião, logicamente, nenhuma versão de Futura é tão linda quanto a condensed.
Poucas vezes eu usei a Futura Normal, enquanto que a Helvetica oferece um desenho impecavelmente agradável em toda a sua extensão de linha.
Esta comparação entre as duas fontes se assemelha à comparação entre os sanduíches do Bob’s e do McDonald’s, onde apesar de o último ter a vantagem de oferecer um melhor mix, com Big Mac, McFish, Cheddar McMelt entre outros, se o trash-fooder quiser comer o melhor sanduíche, ele vai ao Bob’s, pede um Big Bob nadando no molho e na cebola e fim de papo.
Da mesma forma, se o designer quiser a fonte mais linda do universo, ele leva Futura Condensed, mas se quiser a família de fontes mais completa, ele leva Helvética.
Com base nesse pensamento eu então posso afirmar hoje que se eu tiver que escolher uma família tipográfica para uma ilha deserta, para usa-la e só a ela até o fim dos meus dias de comedor de mariscos, eu levo Helvética, pois todas as suas dezenas de versões me oferecem um pacote de tipografias em que dificilmente uma delas não irá resolver o meu problema… engraçado que entre os sanduíches eu sem pestanejar levava o Big Bob… vai entender o cerebelo humano.
Já ouviu falar na Bios 15?
Claro que não, nem eu, e só sei que a loja tem esse nome por que está escrito na nota fiscal… acho que nem o cabra que me atendeu sabe o nome da empresa em que trabalha.
Bios 15 é uma das baias de uma daquelas feirinhas de informática que oferecem produtos e serviços no Edifício Avenida Central, e foi lá que eu paguei anteontem a razão de R$59,99 por uma placa de som da famosa marca “Xingling” para subsitituir a onBoard do meu computador que tinha ido para a casa do cacete, e por mais estranho que possa parecer, o motivo de eu ficar tão satisfeito e feliz com a Bios 15 foi o fato de eu ter perdido a manhã inteira tentando botar aquela encrenca para funcionar, o que não aconteceu nem por um decreto.
Instalei o driver pelo cedezinho, deixei o windows tentar instalar automaticamente, troquei de driver, baixei da internet, troquei de PCI, acendi vela, mas não teve cristo que fizesse a minha placa de som emitir um mero “pi” sequer.
Apesar de todos os meus esforços a placa de som entrou muda e saiu calada do meu computador.
Caramba – pensei – agora eu tô fodido para trocar essa meleca naquela lojinha desgraçada, que se vacilar já nem vai mais existir quando eu for lá trocar a minha placa… aquele pagodeiro safado vai me enrolar até não poder mais.
Para a minha completa decepção, o desfecho da história foi melhor do que a minha perspectiva mais otimista conseguia vislumbrar, pois eu cheguei na baia do sujeito e disse que a “placa não tinha funcionado nem por um decreto”, fiz isso, fiz aquilo, mas não teve jeito de aquilo funcionar… e já prevendo que ia ser difícil me livrar daquele mico preto, disse “será que eu deixei de fazer alguma coisa na instalação? será que você tem alguma outra placa de outra marca? ou então talvez possa me dizer o que eu fiz de err…” ele me interrompeu e disse singelamente “vou te devolver teu dinheiro, isso aqui é só instalar o driver, e se não funcionou é por que está quebrada mesmo, toma aqui”.
Cara, eu nem precisei mostrar a nota fiscal, e o cabra nem olhou a placa que eu devolvi.
Me devolveu o dinheiro sorrindo e tchau.
Impressionante, se fosse em uma daquelas butiques de informática todas empombadas, cheias dos planos de fidelidade e que só vendem produtos cheios de pedigree o malandro ia querer levar a placa para análise, para me devolver em um mês, após resposta da equipe de especialistas do fabricante, como já fizeram comigo uma vez, quando comprei um teclado da Microsoft com defeito… por isso é que de agora em diante, quando eu tiver que comprar quinquilharias informáticas, vou dar uma chance a Bios 15.
Abaixo o recibo que nunca precisei usar para receber meu dinheiro de volta.











Quando eu era criança e viajava muito de carro, de Curitiba para Barra Velha com meus avós e de Curitiba para o Rio com meu pai, reparava muito, era mesmo fascinado (e ainda sou) pelos caminhões que via na estrada, e sempre reparei muito nos seus estilos, seus adereços, seus modelos, suas marcas, suas pinturas… sim, eu já havia decidido que quando eu crescesse seria caminhoneiro.
Me lembro muito bem dos modelos daquela época, nos anos 70 e 80.
Os mais comuns eram os Mercedes-Benz 1111 e 1113, que tinham uma aparência suave e amistosa, uma testa franzida, um tanto feminina, eu diria, nesta mesma linha os meus preferidos eram os lindíssimos Mercedes-Benz LP-321, de Cara Chata.
Os caminhões de cara chata sempre foram os meus preferidos.
Havia também o Scania 112 “cara chata”, com linhas arestosas e agressivas, sem sentimentos, duras, era um belíssimo caminhão… havia também o Scania 112 de cabine recuada, parente direto do outro, suas linhas aparentavam um pouco mais de sentimento, mas era igualmente assustador por causa do seu tamanho e imponência… linhas modernas para a época… Outro muito parecido com esses Scania eram os Volvo N10, de linhas moderníssimas, cabine recuada, de uma expressão que sugeria potência, com 10 marchas e turbinados.
Da Scania Vabis tinham os modelos mais antigos, laranjões clássicos, Scania Vabis 110, eram amistosos, de linhas mais arredondadas e uma cara de “cachorro amigo”, que também dominavam as estradas.
Outro dia eu fiz uma pesquisa por “Scania Vabis” na wikipedia, que me levou para uma página com uma enorme galeria de caminhões e ônibus antigos, e que despertou essa curiosidade de procurar na Internet os velhos caminhões que eu via pelas estradas nos anos 70 e 80… e por conta da minha preferência pelos caminhões de cara chata, foi que eu resolvi procurar os mais assustadores e carrancudos caminhões das estradas, os D-11.000, da FNM, ou para os íntimos, os “Fenemê”.
Pesquisinha básica no Google, e acabei caindo no site do Osvaldo, o “Alfa-FNM Uma Paixão FeNoMenal” entusiasta e autoridade no assunto, um site que fornece informações detalhadas sobre os pormenores dos caminhões fabricados pela empresa Brasileira.
Suportado por outros fanáticos por FNM, o site oferece uma infinidade de fotos de época, anúncios escaneados, fotos de caminhões restaurados, alguns com chapa preta de colecionador, lindíssimos, de babar…
No site tem a descrição de todas as cabines já fabricadas pela empresa, com datas, detalhes dos seus acabamentos, quantos modelos foram fabricados de cada modelo, em quais cores (!!!)… enfim, foi para mim uma grata surpresa encontrar um site de tal quantidade e qualidade de conteúdo, e tudo organizado de forma muito competente em um site movido a WordPress em seu tema default, o Kubrick.
Se você gosta do assunto como eu vai se esbaldar com a quantidade de informações e curiosidades sobre a Fenemê, ou se nem liga muito, vale pelas pencas fotos de reluzentes caminhões que o site abriga.
Abaixo algumas fotos que o Osvaldo me enviou em alta resolução, e gentilmente me autoriuzou a usa-las para enriquecer o Presunto, o maior blog do Universo.
O caminhão de cima é um FNM D-11.000 com a cabine do modelo “Brasinca” de 1954 a 1962, o do meio é um FNM D-11.000 com a cabine standard, fabricada entre 1954 a 1965, e o de baixo, outro FNM D-11.000, com a cabine standard, fabricada de 1965 a 1972.
Obrigado Osvaldo e parabéns pelos trabalho.


