Já ouviu falar na Bios 15?
Claro que não, nem eu, e só sei que a loja tem esse nome por que está escrito na nota fiscal… acho que nem o cabra que me atendeu sabe o nome da empresa em que trabalha.
Bios 15 é uma das baias de uma daquelas feirinhas de informática que oferecem produtos e serviços no Edifício Avenida Central, e foi lá que eu paguei anteontem a razão de R$59,99 por uma placa de som da famosa marca “Xingling” para subsitituir a onBoard do meu computador que tinha ido para a casa do cacete, e por mais estranho que possa parecer, o motivo de eu ficar tão satisfeito e feliz com a Bios 15 foi o fato de eu ter perdido a manhã inteira tentando botar aquela encrenca para funcionar, o que não aconteceu nem por um decreto.
Instalei o driver pelo cedezinho, deixei o windows tentar instalar automaticamente, troquei de driver, baixei da internet, troquei de PCI, acendi vela, mas não teve cristo que fizesse a minha placa de som emitir um mero “pi” sequer.
Apesar de todos os meus esforços a placa de som entrou muda e saiu calada do meu computador.
Caramba – pensei – agora eu tô fodido para trocar essa meleca naquela lojinha desgraçada, que se vacilar já nem vai mais existir quando eu for lá trocar a minha placa… aquele pagodeiro safado vai me enrolar até não poder mais.
Para a minha completa decepção, o desfecho da história foi melhor do que a minha perspectiva mais otimista conseguia vislumbrar, pois eu cheguei na baia do sujeito e disse que a “placa não tinha funcionado nem por um decreto”, fiz isso, fiz aquilo, mas não teve jeito de aquilo funcionar… e já prevendo que ia ser difícil me livrar daquele mico preto, disse “será que eu deixei de fazer alguma coisa na instalação? será que você tem alguma outra placa de outra marca? ou então talvez possa me dizer o que eu fiz de err…” ele me interrompeu e disse singelamente “vou te devolver teu dinheiro, isso aqui é só instalar o driver, e se não funcionou é por que está quebrada mesmo, toma aqui”.
Cara, eu nem precisei mostrar a nota fiscal, e o cabra nem olhou a placa que eu devolvi.
Me devolveu o dinheiro sorrindo e tchau.
Impressionante, se fosse em uma daquelas butiques de informática todas empombadas, cheias dos planos de fidelidade e que só vendem produtos cheios de pedigree o malandro ia querer levar a placa para análise, para me devolver em um mês, após resposta da equipe de especialistas do fabricante, como já fizeram comigo uma vez, quando comprei um teclado da Microsoft com defeito… por isso é que de agora em diante, quando eu tiver que comprar quinquilharias informáticas, vou dar uma chance a Bios 15.
Abaixo o recibo que nunca precisei usar para receber meu dinheiro de volta.

Caramba, que comédia, eu vivo cantando essa musiquinha… hoje descobri que é de um anúncio de 1994… me senti um tanto… ultrapassado.
15 anos atrás… como o tempo passa rápido!
A fila anda.
O anúncio é legal.
Mais um post da série Enchendo Lingüi… eerrr… Carros Clássicos dos anos 70.
O Passat foi lançado em 1974, nas versões L, LM e LS, e em 1975 foram lançadas as respectivas versões de 4 portas.
Seus 78 cavalos desenvolviam de 0-08 km/h em 10,6 segundos, rodando 12 km por litro de gasolina azul.
Você pode adquirir um como o da foto pela bagatela de Cr$ 43.450,00.
Um dia eu chego lá.

A árvore da Lagoa, que é o presente de um banco qualquer para a família brasileira (como se algum banco se preocupasse com a família brasileira), pode ser linda de noite, mas de dia ela parece um resto de incêndio… nada menos que horrorosa, e como estamos no verão, quando os dias são mais longos que as noites, posso concluir que se o preço para a sua construção foi de zero reais e zero centavos, ela já deu prejuízo.
Agora vem ano novo e depois, dois meses escutando samba esperando o carnaval… caramba, será que ainda vou sentir saudades da árvore da Lagoa?
Agüente firme, Mairus, que em março tem Radiohead na apoteose.


Não chega a ser uma máquina fotográfica profissional, mas a CyberShot H50 da Sony pode ser considerada uma “Xereta de luxo”, já que possibilita várias regulagens manuais, como a regulagem da abertura do diafragma, da velocidade do obturador, da asa (iso) do “filme”, além de uma outra variável, chamada “exposure”, que sinceramente eu não entendi do que se trata, sendo medida em “OEV”, além é claro, da opção dos modos automáticos tradicionais.
Mas a coisa funciona de uma forma que fica muito difícil de o fotógrafo fazer cagada, tipo, se você opta por regular o tempo de abertura do obturador, a maquina automaticamente mexe nas outras variáveis para obter o melhor resultado possível… bem entendido, o melhor resultado para o robozinho que mora dentro dela, não para o nerd que está por trás do LCD.
Outro recurso que eu só acreditei quando vi é o risível (literalmente) “Smile Detector“, que quando selecionado, o fotógrafo faz tudo igualzinho a como se fosse tirar uma foto normalmente, mas o obturador só dispara quando a modelo sorri. Incrível, mas funciona. E depois que a modelo começa a sorrir a máquina começa a bater fotos enlouquecidamente, até que alguém interfira na situação, sendo desligando o “smile mode” ou dando uma canelada na moça…
A máquina tem 9,1 megapíxels, o que para mim é megapíxel que não acaba mais, e é evidentemente uma vantagem significativa, além dessa resolução monstra, outra característica que me atraiu foi a semi-manualidade com que ela permite ser operada… o “smile shutter” com certeza não foi um dos motivos que me levou a adquiri-la, mas por outro lado, foram determinantes na minha decisão a macro de 1cm, que permite tirar fotos de assuntos praticamente encostados na lente… quase um microscópio, e principalmente, o que me reacendeu a esperança de ter alguma foto aceita no airliners.net, foi o zoom de 15x, ótico… não é aquela historinha de zoom digital não, que pega um píxel, divide por quatro e diz que deu zoom de 2x… fora isso, a qualidade da lente, uma Carl Zeiss, de um diâmetro considerável, afinal não adianta nada ter 9,1 megapíxels se a lente da sua máquina for igual a um olho-mágico…
Agora eu quero ver aquele sueco safado do Airliners continuar recusando minhas planespottings.
Abaixo vão alguns testes que eu fiz com alguns dos recursos supracitados do novo brinquedo.
As seis primeiras fotos são exemplos da macro de 1cm…






Abaixo algumas aplicações do zoom ótico de até 15x…







Abaixo, fotos da janela tiradas de noite, com tripé e exposição de 4 segundos, Iso 100 e o resto o que ela decidiu…


Bom, é isso.
Possibilidades multiplicadas.
Ninguém segura mais Mairus Salgado, o famoso fotógrafo.
Isso sim pode ser chamado de uma iguaria.
Achei no fundo de uma gaveta e pensei “já sei onde é o melhor lugar para guarda-lo”.
Aí está.
Foi um show e tanto… tirando a parte de eles terem trocado o nome da música “Radioactivity” para “Stop Radioactivity” e a terem enfarofado completamente, foi uma noite civilizadíssima.
Na verdade eu senti falta do Kraftwerk “roots“, mas valeu pra caramba.

É bom demais para ser verdade.
Como se não bastasse ter a oportunidade de assistir a um show da mais prodigiosa banda do universo, o Radiohead, o evento vai ser aberto por nada menos que a mais prodigiosa banda do universo, o Kraftwerk.
Não sei de quem é a honra maior, se do Kraftwerk, que abrirá um show do Radiohead, ou se da própria banda de Thom Yorke, que terá o tapete vermelho estendido pelos alemães que inventaram a música digital industrial construtivista.
Que noite!
Quem viver, verá.

