Mairus Webber

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Posts do assunto ‘Consumismo’

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2009
Esculhambar com o Kiss é mole, difícil é admitir que eles fizeram muita coisa boa
Sexta-feira, 27 de Março de 2009 - 10:43
Mairus Webber - 6,468 visitas, 9 comentários

Foi publicada no dia 25/3/2009, no Globo OnLine, uma matéria engraçadíssima, escrita por Jamari França, que listava um monte de quinquilharias esdrúxulas que são vendidas na loja do site da banda, ítens que vão desde isqueiros, chaveiros e bottons até babadores para nenens, patinhos de borracha infernais do Gene Simmons e até um caixão de defunto que serve, enquanto o dono ainda está vivo, para gelar cerveja.

Eu me diverti muito lendo a matéria, mas ela pinta o Kiss como os maiores mercenários da história do rock.
Até concordo que eles usam e abusam dos produtos promocionais a venda no site, mas tudo bem, afinal, compra quem quer… eu por exemplo, quando era adolescente e fã da banda, faria de tudo para conseguir um patinho de borracha demoníaco com o semblante maligno do Gene Simmons.
O problema é que as pessoas querem levar o comportamento do Kiss a sério, enquanto que os caras são grandissíssimos gozadores… e aquilo é divertido pra caramba, se eu não tivesse gastado uma fortuna para ir com a Roberta no show da melhor banda de todos os tempos, o Radiohead, eu iria cogitar seriamente uma ida no show do Kiss.
Uma pena mesmo eu estar mal de grana e o ingresso ser tão caro, pois eu adoraria assistir a um show do Kiss, com a cara pintada, em sua formação original, com direito a Gene Simmons babando sangue e cuspindo fogo, Paul Stanley quebrando a guitarra, Ace Frehley explodindo a sua por controle remoto e Peter Criss, mais comedido, fazendo um daqueles solos de bateria de dez minutos, e o melhor, se eles tiverem boa vontade, escutando rock and roll da melhor qualidade… sim, pois apesar do que a maioria pensa, Kiss não é só pirotecnia, Rock and Roll All Nite, I Love It Loud e Lick It Up.
Kiss tem uma penca de músicas muito boas de serem ouvidas, sobretudo dos seus primeiro seis discos de estúdio e seus dois irretocáveis primeiros discos ao vivo.
E é com prazer que eu apresento uma breve listinha com alguns pontos relevantes desse material supracitado, que serve para acabar com qualquer preconceito que um bom apreciador de rock and roll possa ter com os reis do merchandising.
É uma contribuição que eu, enquanto autoridade nesse período da banda, me vejo obrigado a dar para os roqueiros desse Brasil.
Kiss (1974) – Disco bom pra caramba, com um rock rasgado da melhor qualidade. Tem faixas simples e alegres como Kissin’ Time e a ótima Let Me Know, as clássicas Cold Gin e Deuce e as épicas e excelentes 100.000 Years e Black Diamond, além da conhecida de qualquer jogador de GTA San Andreas, Strutter.
Hotter Than Hell (1974) – Talvez o meu disco preferido da banda, apresenta um pacote de músicas esquisitas e um tanto depressivas e guitarras sujas e chiadas. Got To Choose abre o disco dando o tom do que vem por aí, na excelente Goin’ Blind, Gene Simmons canta a angústia de um sujeito de 93 anos que namora uma moça de 16, A clássica é Let Me Go, Rock And Roll, é uma das músicas mais alegres e empolgantes da banda, sobretudo na versão extendida com longas conversas de guitarra entre Ace Frehley e Paul Stanley no disco Alive!, primeiro ao vivo da banda, de 1975… Watching You e Strange Ways e Parasite são bons exemplos de músicas tortuosas do álbum, e ainda tem a alegre Mainline, cantada pela bela e rouca voz do baterista Peter Criss.
Dressed To Kill (1975) – O disco abre com a alegre Room Service, merecem destaque as excelentes Ladies In Waiting e C’mon And Love Me, e é desse disco a talvez mais famosa música do Kiss, a “Rock Esperto”, Rock And Roll All Nite.
Este é o último dos primeiros três discos, que forneceram as músicas para o primeiro disco ao vivo que viria em seguida, o imperdível Alive!.
Destroyer (1976) – É considerado por muitos o melhor disco do Kiss, mas eu sinceramente não entendo muito bem essa opinião, talvez seja pelo tom mais elaborado dado pelo famoso produtor Bob Ezrin. O disco abre com a maravilhosa Detroit Rock City, que emenda na boa King Of The Night Time World, depois vem outra excelente, God Of Thunder, só que depois disso para mim o disco acabou, com boa vontade eu viro o lado B para ouvir Peter Criss Cantar Beth ao piano, se estiver em um dia apaixonado, e é só.
Rock And Roll Over (1976) – Na minha opinião, muito melhor que Destroyer, o disco volta ao Rock Rasgado e crú, não tão sujo como Hotter Than Hell mas alegre como Kiss e Dressed To Kill, e apresenta músicas pouco elaboradas e fáceis de serem ouvidas. Destaques para Take Me, Ladies Room, Baby Driver, a excelente Mr. Speed, See You In Your Dreams e Makin’ Love (quase tudo), o disco passa mesmo voando.
A lindíssima balada Hard Luck Woman, acabo de descobrir na Wikipedia, foi composta por Paul Stanley e oferecida ao Rod Stewart, que recusou-se a grava-la, indo parar então no disco do próprio Kiss, na voz do baladeiro oficial, Peter Criss. Excelente disco, talvez o melhor da banda, e também o que tem a capa mais bonita… se você quer ter apenas um disco do Kiss, é possível que esse disco seja Rock And Roll Over.
Love Gun (1977) – É o sexto disco do Kiss, e o último da segunda trilogia, de onde são retiradas as músicas que são apresentadas ao vivo no ótimo Alive II.
A crítica também fala muito bem desse disco, que conta com ótimas faixas, como a título, Love Gun, I Stole Your Love, Christine Sixteen, e a primeira música cantada pelo guitarrista solo Ace Frehley, Shock Me.
Depois de Love Gun, como já foi dito, veio Alive II, que tem um Q de “The Wall” do Kiss, pois depois dele cada membro gravou um disco solo, dando uma idéia de fim de festa, e a coisa deu mesmo uma enfraquecida… mas o dinheiro parece que falou mais alto.
Dynasty (1979) – Nesse disco a banda começou a soltar a franga, entrando firme na onda disco (!!!). O álbum tem as boas I Was Made For Loving You, Sure Know Something e a cover dos Stones, 2,000 Man. Dynasty marca o início de uma fase negra na trajetória da banda, que só voltaria ao rock and roll mais tarde, em 1982, com Creatures Of The Night, mas isso é papo para outro dia…
Se Dynasty já incomodou os fãs por se distanciar do bom e velho rock and roll, com o lançamento de Unmasked (1980), os metaleiros enfiaram o dedo naquele lugar e rasgaram de uma vez, pois o disco, parafraseando Chico Buarque em Bye, Bye, Brasil, “o som é que nem os Bee Gees”, mas apesar disso, é bom pra caramba, com destaque para a fofinha Shandi, e com as outras Is That You, Naked City, Tomorrow e Talk To Me, o disco desce fácil, fácil… só não é rock and roll.
Bem, é isso.
É por conta de tudo isso que escrevi acima que eu tenho um carinho todo especial pela banda “farofa” mais significativa do planeta.
Quem sabe eu não despiroco e ainda compro um ingresso para o show deles na apoteose… duro é pagar 350 pratas.

Postado no assunto Atualidades, Consumismo, Diversão, Evolução, História, Música | 9 comentários »
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Na Bios 15 o cliente sempre sai satisfeito
Quarta-feira, 11 de Fevereiro de 2009 - 17:31
Mairus Webber - 2,043 visitas, 2 comentários

Já ouviu falar na Bios 15?
Claro que não, nem eu, e só sei que a loja tem esse nome por que está escrito na nota fiscal… acho que nem o cabra que me atendeu sabe o nome da empresa em que trabalha.
Bios 15 é uma das baias de uma daquelas feirinhas de informática que oferecem produtos e serviços no Edifício Avenida Central, e foi lá que eu paguei anteontem a razão de R$59,99 por uma placa de som da famosa marca “Xingling” para subsitituir a onBoard do meu computador que tinha ido para a casa do cacete, e por mais estranho que possa parecer, o motivo de eu ficar tão satisfeito e feliz com a Bios 15 foi o fato de eu ter perdido a manhã inteira tentando botar aquela encrenca para funcionar, o que não aconteceu nem por um decreto.
Instalei o driver pelo cedezinho, deixei o windows tentar instalar automaticamente, troquei de driver, baixei da internet, troquei de PCI, acendi vela, mas não teve cristo que fizesse a minha placa de som emitir um mero “pi” sequer.
Apesar de todos os meus esforços a placa de som entrou muda e saiu calada do meu computador.
Caramba – pensei – agora eu tô fodido para trocar essa meleca naquela lojinha desgraçada, que se vacilar já nem vai mais existir quando eu for lá trocar a minha placa… aquele pagodeiro safado vai me enrolar até não poder mais.
Para a minha completa decepção, o desfecho da história foi melhor do que a minha perspectiva mais otimista conseguia vislumbrar, pois eu cheguei na baia do sujeito e disse que a “placa não tinha funcionado nem por um decreto”, fiz isso, fiz aquilo, mas não teve jeito de aquilo funcionar… e já prevendo que ia ser difícil me livrar daquele mico preto, disse “será que eu deixei de fazer alguma coisa na instalação? será que você tem alguma outra placa de outra marca? ou então talvez possa me dizer o que eu fiz de err…” ele me interrompeu e disse singelamente “vou te devolver teu dinheiro, isso aqui é só instalar o driver, e se não funcionou é por que está quebrada mesmo, toma aqui”.
Cara, eu nem precisei mostrar a nota fiscal, e o cabra nem olhou a placa que eu devolvi.
Me devolveu o dinheiro sorrindo e tchau.
Impressionante, se fosse em uma daquelas butiques de informática todas empombadas, cheias dos planos de fidelidade e que só vendem produtos cheios de pedigree o malandro ia querer levar a placa para análise, para me devolver em um mês, após resposta da equipe de especialistas do fabricante, como já fizeram comigo uma vez, quando comprei um teclado da Microsoft com defeito… por isso é que de agora em diante, quando eu tiver que comprar quinquilharias informáticas, vou dar uma chance a Bios 15.
Abaixo o recibo que nunca precisei usar para receber meu dinheiro de volta.

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Mesbla a loja do Brasil
Terça-feira, 27 de Janeiro de 2009 - 13:41
Mairus Webber - 595 visitas, 9 comentários

Caramba, que comédia, eu vivo cantando essa musiquinha… hoje descobri que é de um anúncio de 1994… me senti um tanto… ultrapassado.
15 anos atrás… como o tempo passa rápido!
A fila anda.
O anúncio é legal.

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Passat L 1975
Quinta-feira, 22 de Janeiro de 2009 - 11:56
Mairus Webber - 994 visitas, Um comentário

Mais um post da série Enchendo Lingüi… eerrr… Carros Clássicos dos anos 70.
O Passat foi lançado em 1974, nas versões L, LM e LS, e em 1975 foram lançadas as respectivas versões de 4 portas.
Seus 78 cavalos desenvolviam de 0-08 km/h em 10,6 segundos, rodando 12 km por litro de gasolina azul.
Você pode adquirir um como o da foto pela bagatela de Cr$ 43.450,00.
Um dia eu chego lá.

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Árvore de Natal da Lagoa: dizem que de noite ela fica bonita…
Segunda-feira, 29 de Dezembro de 2008 - 20:03
Mairus Webber - 573 visitas, 4 comentários

A árvore da Lagoa, que é o presente de um banco qualquer para a família brasileira (como se algum banco se preocupasse com a família brasileira), pode ser linda de noite, mas de dia ela parece um resto de incêndio… nada menos que horrorosa, e como estamos no verão, quando os dias são mais longos que as noites, posso concluir que se o preço para a sua construção foi de zero reais e zero centavos, ela já deu prejuízo.
Agora vem ano novo e depois, dois meses escutando samba esperando o carnaval… caramba, será que ainda vou sentir saudades da árvore da Lagoa?
Agüente firme, Mairus, que em março tem Radiohead na apoteose.

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Novas possibilidades com a recém adquirida H50 da Sony
Segunda-feira, 29 de Dezembro de 2008 - 11:22
Mairus Webber - 2,315 visitas, 8 comentários

Não chega a ser uma máquina fotográfica profissional, mas a CyberShot H50 da Sony pode ser considerada uma “Xereta de luxo”, já que possibilita várias regulagens manuais, como a regulagem da abertura do diafragma, da velocidade do obturador, da asa (iso) do “filme”, além de uma outra variável, chamada “exposure”, que sinceramente eu não entendi do que se trata, sendo medida em “OEV”, além é claro, da opção dos modos automáticos tradicionais.
Mas a coisa funciona de uma forma que fica muito difícil de o fotógrafo fazer cagada, tipo, se você opta por regular o tempo de abertura do obturador, a maquina automaticamente mexe nas outras variáveis para obter o melhor resultado possível… bem entendido, o melhor resultado para o robozinho que mora dentro dela, não para o nerd que está por trás do LCD.

Update: Na verdade a máquina tem um modo totalmente manual, onde o nerd regula tudo, como uma velha máquina mecânica de filme, ou seja, Asa (iso), abertura e tempo de exposição… além do tal do “oev”, que um dia eu ainda descubro do que se trata.

Outro recurso que eu só acreditei quando vi é o risível (literalmente) “Smile Detector“, que quando selecionado, o fotógrafo faz tudo igualzinho a como se fosse tirar uma foto normalmente, mas o obturador só dispara quando a modelo sorri. Incrível, mas funciona. E depois que a modelo começa a sorrir a máquina começa a bater fotos enlouquecidamente, até que alguém interfira na situação, sendo desligando o “smile mode” ou dando uma canelada na moça…
A máquina tem 9,1 megapíxels, o que para mim é megapíxel que não acaba mais, e é evidentemente uma vantagem significativa, além dessa resolução monstra, outra característica que me atraiu foi a semi-manualidade com que ela permite ser operada… o “smile shutter” com certeza não foi um dos motivos que me levou a adquiri-la, mas por outro lado, foram determinantes na minha decisão a macro de 1cm, que permite tirar fotos de assuntos praticamente encostados na lente… quase um microscópio, e principalmente, o que me reacendeu a esperança de ter alguma foto aceita no airliners.net, foi o zoom de 15x, ótico… não é aquela historinha de zoom digital não, que pega um píxel, divide por quatro e diz que deu zoom de 2x… fora isso, a qualidade da lente, uma Carl Zeiss, de um diâmetro considerável, afinal não adianta nada ter 9,1 megapíxels se a lente da sua máquina for igual a um olho-mágico…
Agora eu quero ver aquele sueco safado do Airliners continuar recusando minhas planespottings.
Abaixo vão alguns testes que eu fiz com alguns dos recursos supracitados do novo brinquedo.
As seis primeiras fotos são exemplos da macro de 1cm…


As fotos acima são do Boeing 747-SP, com pintura da época da australiana Qantas, a empresa que, segundo Rain Man, nunca caíu, que me foi presenteado pelo Hans…

Esse DC-3 daí de cima, com pintura histórica da KLM, me foi também presenteado pelo Hans, e é realmente pequeno, um bom desafio para a macro da superxereta.

O A300 da extinta Swissair, foi doado para a minha coleção pelo Guigo, depois de inúmeros vôos pelo mundo, como evidenciam as marcas adquiridas em suas missões.

Abaixo algumas aplicações do zoom ótico de até 15x…


As três acima são diferentes níveis de zoom do outro lado do vale que se vê da janela da minha casa…

Outro ângulo da vista da minha janela, desta vez com quatro níveis de zoom do estádio do Flamengo…

Abaixo, fotos da janela tiradas de noite, com tripé e exposição de 4 segundos, Iso 100 e o resto o que ela decidiu…


Na verdade são dois crops da mesma foto… o foco nessas fotos tem que ser colocado no infinito manualmente, pois no escuro o robô do foco fica maluquinho.

Bom, é isso.
Possibilidades multiplicadas.
Ninguém segura mais Mairus Salgado, o famoso fotógrafo.

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Meu ingresso do show do Kraftwerk de 6 de novembro de 2004
Terça-feira, 23 de Dezembro de 2008 - 17:25
Mairus Webber - 498 visitas, Nenhum comentário

Isso sim pode ser chamado de uma iguaria.
Achei no fundo de uma gaveta e pensei “já sei onde é o melhor lugar para guarda-lo”.
Aí está.
Foi um show e tanto… tirando a parte de eles terem trocado o nome da música “Radioactivity” para “Stop Radioactivity” e a terem enfarofado completamente, foi uma noite civilizadíssima.
Na verdade eu senti falta do Kraftwerk “roots“, mas valeu pra caramba.

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Mairus Webber Comunicação Visual 1990-2008