É o ploter de adesivo vinílico a serviço do homem.
Pela logo o apelido da autoridade máxima nas quatro linhas deve ser “Gegê”.

Lindos, lindos, lindos, lindos!!!
Que trabalho maravilhoso de design!
Que linda aplicação de helvética!
Que escolha feliz de cores!
Garanto a vocês que os donos da empresa deixaram os designers trabalhar em paz, sem ficar dando um monte de palpites idiotas, do tipo “mas a estrela da logo da barriga tem que ser da mesma cor que a estrela do leme que se não vai descaracterizar a marca”, “dos dois lados do leme a estrela tem que ficar no alto”, “nhe, nhe, nhe!!!”.
Eu me emociono com um belo trabalho como este.
Meus olhos lacrimejam de alegria ao ter composições tão agradáveis projetadas em suas retinas.
Até a aplicação do tubarão do Sea World ficou uma gracinha!
E muito legal também como eles valorizaram a barriga do avião, que é das partes mais vistas por quem está em terra.
Irretocável.
Palmas.
Cristiano me enviou este link por e-mail, e em vez de encaminhar para todo mundo preferi botar no blog logo de uma vez.
Bom pra caramba!
A primeira impressão que se tem quando se vê uma peça de design é muito importante, adaptando a expressão usada pelo meu professor de varejo Roberto Kanter, “não existe uma segunda chance para se causar uma primeira impressão”, e quando eu vi pela primeira vez os aviões da My Travel, simpatizei muito com elas, não sei se pela originalidade e ousadia de se propor uma solução diferente, ou se simplesmente por que eu gosto de ovais.
De qualquer forma a minha primeira impressão foi boa.
Achei a plumagem moderna sem ser clichê, achei forte mas não excessiva… na verdade eu achei linda.
Daí fui tentar entender a logo, e foi quando comecei a desconfiar que estava sendo enganado… a loguinho é meio safadinha, com aquela fonte angulosa aplicada na oval, sem nenhuma conversa entre as duas, e aquele “y” com aquela bolinha vermelha, será que é uma pessoa de braços abertos? Ou quem sabe o alienigena do Contatos Imediatos do Terceiro Grau…
Daí, quando eu impliquei com a logo, passei a desconfiar mais da plumagem, aplicando os ensinamentos do Eppinghaus, meu professor de Meios e Métodos de Representação na Esdi, que dizia que mesmo que o seu trabalho esteja lindo e maravilhoso, se ele tiver uma imperfeição, será ela a primeira coisa a ser notada, e todo o trabalho estará comprometido.
Eu ainda gosto dos aviões da My Travel, mas não tanto quanto eu gostei da primeira vez que os vi.
Esta foi minha última contribuição para meu prédio.
Cansei de as minhas pizzas voltarem.
Fiquei na dúvida se era “isto” ou “isso”… eu nunca sei essa bosta.
Mas a referência ao Magritte ficou chique pra caramba!

– Vai dizer que aquele cara ia fazer melhor do que isso? Sente o conceito! Um pote de capsulas, que são o centro do seu negócio, onde o “D”, da palavra “drogaria”, gostou tanto do efeito da capsula que já está na sua barriguinha, que está tentando entrar no potinho para pegar mais capsulas, nem dando bola para as duas que já estão jogadas na mesa…
– Nossa, mas que idéia genial… mas me diga uma coisa, precisa mesmo daquele “dois pontos” depois do “Rede de”? Não seria mais simples apenas “Rede de Drogarias”, sem os dois pontos depois do “de”?
– Pare de pensar pequeno, e as expansões do negócio? Você quer ter que trocar de logo quando seu negócio englobar também uma rede de mototaxis? Os dois pontos já estão lá para isso. Daí o texto fica “Rede de: Drogarias e Mototaxis”, daí com uma breve adaptação na logo, com a aplicação de um farolzinho no meio do “T” de “Tambaú”, o “T” vira uma motoquinha, ou você acha que eu botei aquele “T” ali a toa?
– Meu sobrinho é um gêniozinho mesmo… imagina quanto terminar a faculdade de medicina? Vai fazer trabalhos ainda melhores…


Foi no Technorati que eu vi pela primeira vez essa aplicação de helvetica black italic em blocos de texto… a fonte é tão pequena, e fica tão descaracterizada por causa da pixelização, que nem dá para saber se é Helvetica ou Arial… na verdade eu acho que deve ser a segunda no caso de o computador do navegante não possuir a primeira… de qualquer forma o resultado é muito ruim, com uma deformação notável de certos caracteres… mesmo que a fonte que eu esteja vendo seja a substituta, o que eu duvido, pois tenho as duas em meu sistema e acho difícil que a Arial apareça à frente na lista do que a Helvetica, não é desculpa, pois a esmagadora maioria dos navegadores operam em cima de Windows, e poucos Windows tem Helvetica, e é lógico que isso deve ser levado em consideração na hora de se projetar um site, além do que, todas as fontes substitutas tem que funcionar direito, se não é melhor nem substituirem ninguém.
Uma coisa que pode estar acontecendo é o que eu consideraria um erro primário de webdesign, que é o de usar uma fonte para texto corrido que não seja projetada para os píxels… ironicamente nesse caso, e imagino que em nenhum outro, a Arial funcionaria melhor do que a Helvetica… anyway eu considero a aplicação de bold-italic uma solução bastante equivocada, basta dar uma olhada nos textos, rodapés, e mesmo títulos e menus… a intenção é boa, de se fugir das batidas fontes-píxel Arial, Times, Verdana, Trebuchet, e tal, mas não dá.
Mesmo para título, onde a fonte é menos descaracterizada pela maior quantidade de píxels na sua matriz, o resultado também não fica legal, pois o anti-alias do browser não se compara ao anti-alias do Photoshop.
Então, até que me provem o contrário, texto em HTML deve usar tipografia projetada para píxels e fim de papo, e texto corrido não é em bold ou italic, pois esses recursos devem ser reservados para destaques no texto e palavras em outras línguas, respectivamente.
Assim diz a Convenção de Genebra.
Podem atirar pedras.
Além do Technorati já reparei que outros sites também apresentavam seus textos da mesma forma, e ontem, para a minha surpresa, constatei que o novo Brainstorm #9, do simpático Carlos Merigo, que aliás recebeu nova e belíssima logo em Avant Garde, também conta, em sua nova identidade visual, com a mesma grotesca black italic… a moda pegou mesmo.
Moda é isso aí, as boas ficam e as ruins passam.
No futuro, quando os monitores tiverem resoluções siderúrgicas e as bandas forem muito mais largas do que são hoje, será este post que não fará mais o menor sentido, pois toda essa história de fonte para píxel será parte do passado… só que como ainda estamos no presente, e como os “es” em caixa baixa estão sendo impiedosamente transformados em bolas pretas de píxels disformes, eu não posso deixar de registrar aqui o meu protesto.