
A embalagem velha era perfeita, fechadinha, clássica, bonita… mas a empresa tem que fazer a manutenção do produto para estender ao máximo a sua maturidade, e foi na onda da feliz modificação da embalagem do Leite Moça, lançou uma nova embalagem plástica com “cintura” e tampa de rosca em substituição das tradicionais e semi-extintas embalagens de papel.
Já se foi a do Polvilho Antisseptico Granado, que inclusive ficou outra merda, a caixinha de madeira do Catupiry também foi substituida por outra de plástico.
Tudo bem que as embalagens se modernizem, até para facilitar a vida do consumidor, oferecendo maiores vantagens, além de outra coisa que anda muito na moda, que é a preocupação com a ecologia… ecologia? bem, acho que a parte da ecologia deve ter ficado para outro dia, pois imagino que seja muito menos agressiva ao meio ambiente uma embalagem de papel e ferro do que uma de plástico… mas e o design?
O velho visual “Ummagumma” da embalagem do Royal sofreu uma releitura, só que, foi mal, tudo piorou.
A marca “Royal” ganhou um degradê inutil, que dá a impressão de que a tinta está borrada, a janelinha redonda com o desenho da latinha em traço, que era uma gracinha, foi substituida por uma janela nova, meio com cara de web 2.0, com uma foto ordinária, e detalhe, a foto é da latinha antiga, não da nova embalagem neo-nouveau… além do que é uma bosta!
Não dá para entender!
A tipografia old-fashion do texto “Fermento em Pó Quimico” era muito bem aplicada, chamava atenção e conversava com a da marca da Royal, envolvendo harmonicamente a janelinha “ummagumma” redonda da latinha traço, que também tinha a mesma linguagem… o abuso de degradês, sombreados… PORRA!!!
Ou sou que estou ficando velho ou alguém por favor me explique para onde está indo o design de embalagens desse país?
O que foi aquilo?
Estagiário?
O cafezinho virou na prancheta?
Alguém me explique por favor.


Segundo as leis do Marketing, para o seu produto se descomoditizar e assim fidelizar seu público consumidor, deve procurar oferecer um diferencial, caracterizando, segundo Philip Kotler, o “produto ampliado”.
Quando este diferencial é copiado pelos concorrentes, deixa de ser um diferencial e seu produto passa a virar commodities novamente, voltando à situação de “produto esperado”.
Foi o que fez o leite de caixinha “Da Matta”, que adotou a “tampinha-plástica-que-fecha-fácil”, não sei se inovando para oferecer o tal diferencial, ou se copiando a concorrência para não ficar para trás.
Muito bem, adequou as suas embalagens à novidade, para além de agregar o valor de qualidade (como necessário), agregar também o valor de informação (com o necessário), através da disponibilização de um storyboard com as instruções de uso para a inovadora tampinha.
Só que tem outra lei do Marketing que diz que quando o produto atinge a maturidade, pode ter diminuido o seu custo de produção, através da eliminação de atributos que não sejam percebidos pelo consumidor como geradores de valor, aumentando assim a margem de contribuição, e consequentemente o lucro.
Foi o que fez o leite “Da Matta”.
Após, possívelmente através de pesquisa de opinião, chegar à conclusão de que o seu atributo diferenciador não era percebido pelo consumidor como um “realizador de sonhos”, passou a baratear a produção das embalagens de leite, eliminando o tal “fecho-plástico-que-fecha-fácil”, só que sem se preocupar em eliminar as instruções de uso do referido atributo da embalagem do produto, o que acabou gerando o assinalado hiato na comunicação.
Talvez os referidos fornecedores de leite em embalagens tetra-pak estejam ainda avaliando se as vendas vão se manter estáveis com a retirada do fecho fácil, para depois contratar um pobre coitado de um artista afeminado morto de fome que usa roupas bobas, também conhecido como designer, para refazer a embalagem do produto… e assim caminha a humanidade.
Depois de um ano de idade, conforme o previsto, os posts comemorativos do avanço da idade da Laura passam a ser bimestrais.
Fotos.





Dizem que vieram da Amazonia e se adaptaram tão bem ao ambiente daqui que estão pondo em risco os locais, macacos pregos… dizem que graças a eles a população de gaviões também cresceu… o povo diz um monte de coisas mesmo.
Consegui tirar uma foto razoavelmente decente de um dos vários que passam por lá pela mansão diariamente…

Fotos da nenem agora só de dois em dois meses…
Abaixo algumas do último bimestre.



O cidadão em Berlin, fez uma anti camera. Ela não bate fotos, ela projeta imagens sobre a cena. E ainda, é disparada quando detecta um flash de outra camera sendo disparada. Resultado, o turistão cheio de vontade de bater fotos, leva para casa algo mais.
A parada foi feita para aparecer em uma exposição de arte digital, mas o cara virou uma celebridade instantânea quando as empresas pensaram sobre a utilização comercial.
Para não esquecer da senha para escrever no Presunto e para tirar este post reclamante AMIL do Mairus do topo do blog, escrevo para variar…
Olha só que maneiro este trabalho antigo de Alexey Titarenko. Ele bateu fotografias de longa exposição de São Petesburgo, e a massa de pessoas circulando se transformou nessa fumaça fantasmagórica. Boa reflexão sobre a evanescente e fugidia presença humana. Somos fumaça.

