Que pena que a Alemanha não foi para a final dessa Copa do Mundo de 2010.
Eu confesso que torci muito por eles, e que sofri quase o mesmo quando perderam nas semi-finais para a Espanha o quanto eu sofri na derrota do Brasil para a Holanda nas quartas-de-final… é bem verdade que o sentimento de tristeza pela derrota do Brasil foi anestesiado pelas atitudes vergonhosas do nosso técnico Dunga, que retirou-se de campo assim que o juiz apitou, sem cumprimentar o técnico da Holanda e sem ir receber e consolar os seus combatentes derrotados no caminho do gramado para os chuveiros… engraçado que nos jogos anteriores o Dunga cumprimentou os técnicos adversários, quando os tinha vencido, ou naquele pífio empate de comadres contra Portugal… o Brasil só chutou cachorro morto nessa copa mesmo, assim como a Argentina, e como a Espanha, o DreamTeam do um a zero, até o jogo em que eliminou aquela irreconhecível Alemanha.
Depois que caiu a ficha da eliminação brasileira eu até gostei que o Brasil tenha sido eliminado, como diz o rei, “bom pro futebol”.
Mas a Alemanha não, com seu técnico comedor de meleca, Joachim Loew, a Alemanha jogou bonito, com objetividade, orientada ao coletivo, como um organismo, sem individualismos ou firulas, buscando sempre o caminho mais curto para o Gol… isso é que é pragmatismo, um futebol bauhausiano. A forma segue a função.
Infelizmente o time não era imbatível, e mais uma vez o time que mais encantou os espectadores não vai ser o campeão do mundo, assim como o Brasil de 82, a Holanda de 74, Portugal de 66, a Hungria de 54… caramba, em todas essas copas citadas a Alemanha foi finalista… e das quatro foi campeã em duas… será um castigo dos deuses do futebol?
De qualquer forma essa copa do mundo foi maravilhosa, com emoção e lágrimas em jogos inesquecíveis, justificando a grandiosidade que o evento carrega.
Ainda não foi desta vez que o melhor futebol foi premiado com o caneco.
Esperemos agora pela Copa “Chico Xavier” de 2014, onde se tudo correr bem o Brasil vai enfim poder, como o meu Flamengo, ostentar o título de HexaCampeão… e nessa final sou Holanda desde criancinha.







Todas as fotos são do site da Fifa.
A homenagem do Presunto ao velho Dennis Hopper, que se foi ontem.
Ele aparece abaixo em três momentos: no primeiro, comentando com o Capitão Willard (Martin Sheen) sobre a genialidade do Coronel Kurtz (Marlon Brando), no melhor filme de todos os tempos, Apocalypse Now; depois ameaçando a pobre e indefesa Sandra Bullock em Speed; e no último fumando um dos 3.456 baseados que foram fumados (de verdade) com o “Capitão América” Peter Fonda, em Easy Rider.



Anos de ouro do Edifício Hyde Park.
Nero Barrett e os Pricilas Atômicos, Soldado Taylor: “O gordinho é quem manda”, CPI: “Zico ou Maestro?”, Álma de Borracha, UTI Móvel, enfim um pupurrí de piadas internas para celebrar duas décadas de uma época divertida que ainda bem que não vai mais voltar.
E para celebrar a data, a publicação de seu documento mais emblemático.

Estas notas vigoraram entre 1990 e 1993, quando foi lançado o cruzeiro real.
Chegaram a cogitar o lançamento de uma nota de Cr$ 1.000.000,00, mas acabaram ficando só na de 500.000 mesmo.
Como podem notar era fácil ser milionário naquela época.
Pior que o nosso cruzeiro dessa época só os Passos de Bonde, moeda de Vulcanóvia.
Veja o capitulo anterior da série “Os dinheiros do Brasil”.




















Fui jogar tenis ontem e ao guardar a motoca na garagem me deparei com esse nem tão bem conservado exemplar de Mercedes-Benz 250, que segundo minhas pesquisas é modelo 1975… tratei de registrar o momento.
O modelo pertence à família W114/W115, que foi fabricado entre os anos de 1967 e 1976.
O W114 era carro de barão nos anos 70, e exemplares bem conservados valem um bom dinheiro nos dias de hoje.
Um belíssimo sedan.
O automóvel é muito comum em filmes da época, geralmente pertencendo a algum alemão malvado que escapou de Nurenberg.

É o carro que aparece no início da nova versão do clássico “A Noite dos Mortos Vivos” de 1990.
Graças a ele que meu carro preferido no GTA é o “Admiral”, só que este trata de um modelo mais recente de Mercedes, algo em torno do início dos anos 90.

As fotos menores no meio do texto mostram exemplares do modelo, digamos, em dias melhores, e as fotos abaixo são as que eu tirei.





Da CBF pode-se esperar tudo, ainda mais quando se trata de um assunto tão desmoralizante para o órgão como foi o motim movido em 1987 pelos clubes interessados em salvar o campeonato brasileiro do absoluto ridículo.
A turma do Ricardo Teixeira resolveu o que já era de se esperar, que foi a entrega da taça das bolinhas, que é o prêmio da entidade ao primeiro pentacampeão brasileiro, ao São Paulo Futebol Clube.
Agora resta uma enorme saia justa ao tricolor paulista, pois vai receber em sua sede, no Morumbi um troféu que reconhece pertencer ao Flamengo, ou ao menos reconheceu em 1987, quando enquanto membro do Clube dos 13, acatou a decisão de boicotar a bizarra decisão de realizar um quadrangular final contra os vencedores da segunda divisão, que naquela época se chamava “módulo amarelo”.
O São Paulo F. C. é um time grande, que ostenta uma coleção invejável de títulos, que tem uma história respeitável, e que de forma nenhuma vai aceitar compactuar com tal injustiça.
Pensando bem, eu tenho certeza absoluta de que o tricolor paulista do Morumbi, assim que receber a reformada taça das bolinhas, irá dar a ela o destino que ela merece, entregando-a ao verdadeiro dono, o Clube de Regatas do Flamengo.
Seria demais esperar uma cerimônia solene para marcar a efetivação da justiça, mas a dignidade de um grande clube vai falar mais alto do que a ganância e a politicagem, e no dia seguinte da entrega do troféu ao segundo pentacampeão brasileiro, o São Paulo F. C., essa taça, por mais tristeza que possa causar a aquela torcida, estará dentro de uma caixa, recheada de fandangos de isopor, dentro de um avião da ponte aérea, com destino ao aeroporto Santos Dummont, para ir ocupar o lugar onde deveria estar desde 1992, que é uma das milhares de prateleiras da sala dos troféus do mais querido do Brasil, o rubro-negro da Gávea.
Parabéns, mengão, primeiro pentacampeão brasileiro.
A gente nunca sabe quando vai precisar de uma…
