Parece que desta vez a minha idéia não foi tão atrasada assim, pois o Super Trunfo de tipografias, que se chama Type Trumps, foi feito só em 2008, pela Face 37.
Um amigo meu que estava em Londres à época do meu post sobre Helvetica, Futura e BigBob, leu e tratou de ir na própria loja dos caras comprar a iguaria e me presentear, me tornando um feliz proprietario do segmentado brinquedo.
Senti falta da minha fonte favorita no baralho, a Futura, que poderia facilmente entrar no lugar de Arial e Comic Sans, mas entendo que a presença delas de deva a melhoria da jogabilidade, fazendo o mesmo papel do Toyota Celica ST no de GT Gtan Turismo, ou do Submarino alemão U-29 no de navios de guerra… anyway, um bibelô.
E Felipe Vaz, obrigado pelo link nos comentários do post, pois foi graças a ele que o Cristiano chegou até a loja que vende o baralho.
E em breve, o Super Trunfo de tipografias, versão Presunto, em um computador perto de você.











Quando eu era criança e viajava muito de carro, de Curitiba para Barra Velha com meus avós e de Curitiba para o Rio com meu pai, reparava muito, era mesmo fascinado (e ainda sou) pelos caminhões que via na estrada, e sempre reparei muito nos seus estilos, seus adereços, seus modelos, suas marcas, suas pinturas… sim, eu já havia decidido que quando eu crescesse seria caminhoneiro.
Me lembro muito bem dos modelos daquela época, nos anos 70 e 80.
Os mais comuns eram os Mercedes-Benz 1111 e 1113, que tinham uma aparência suave e amistosa, uma testa franzida, um tanto feminina, eu diria, nesta mesma linha os meus preferidos eram os lindíssimos Mercedes-Benz LP-321, de Cara Chata.
Os caminhões de cara chata sempre foram os meus preferidos.
Havia também o Scania 112 “cara chata”, com linhas arestosas e agressivas, sem sentimentos, duras, era um belíssimo caminhão… havia também o Scania 112 de cabine recuada, parente direto do outro, suas linhas aparentavam um pouco mais de sentimento, mas era igualmente assustador por causa do seu tamanho e imponência… linhas modernas para a época… Outro muito parecido com esses Scania eram os Volvo N10, de linhas moderníssimas, cabine recuada, de uma expressão que sugeria potência, com 10 marchas e turbinados.
Da Scania Vabis tinham os modelos mais antigos, laranjões clássicos, Scania Vabis 110, eram amistosos, de linhas mais arredondadas e uma cara de “cachorro amigo”, que também dominavam as estradas.
Outro dia eu fiz uma pesquisa por “Scania Vabis” na wikipedia, que me levou para uma página com uma enorme galeria de caminhões e ônibus antigos, e que despertou essa curiosidade de procurar na Internet os velhos caminhões que eu via pelas estradas nos anos 70 e 80… e por conta da minha preferência pelos caminhões de cara chata, foi que eu resolvi procurar os mais assustadores e carrancudos caminhões das estradas, os D-11.000, da FNM, ou para os íntimos, os “Fenemê”.
Pesquisinha básica no Google, e acabei caindo no site do Osvaldo, o “Alfa-FNM Uma Paixão FeNoMenal” entusiasta e autoridade no assunto, um site que fornece informações detalhadas sobre os pormenores dos caminhões fabricados pela empresa Brasileira.
Suportado por outros fanáticos por FNM, o site oferece uma infinidade de fotos de época, anúncios escaneados, fotos de caminhões restaurados, alguns com chapa preta de colecionador, lindíssimos, de babar…
No site tem a descrição de todas as cabines já fabricadas pela empresa, com datas, detalhes dos seus acabamentos, quantos modelos foram fabricados de cada modelo, em quais cores (!!!)… enfim, foi para mim uma grata surpresa encontrar um site de tal quantidade e qualidade de conteúdo, e tudo organizado de forma muito competente em um site movido a WordPress em seu tema default, o Kubrick.
Se você gosta do assunto como eu vai se esbaldar com a quantidade de informações e curiosidades sobre a Fenemê, ou se nem liga muito, vale pelas pencas fotos de reluzentes caminhões que o site abriga.
Abaixo algumas fotos que o Osvaldo me enviou em alta resolução, e gentilmente me autoriuzou a usa-las para enriquecer o Presunto, o maior blog do Universo.
O caminhão de cima é um FNM D-11.000 com a cabine do modelo “Brasinca” de 1954 a 1962, o do meio é um FNM D-11.000 com a cabine standard, fabricada entre 1954 a 1965, e o de baixo, outro FNM D-11.000, com a cabine standard, fabricada de 1965 a 1972.
Obrigado Osvaldo e parabéns pelos trabalho.



Mais um post da série Enchendo Lingüi… eerrr… Carros Clássicos dos anos 70.
O Passat foi lançado em 1974, nas versões L, LM e LS, e em 1975 foram lançadas as respectivas versões de 4 portas.
Seus 78 cavalos desenvolviam de 0-08 km/h em 10,6 segundos, rodando 12 km por litro de gasolina azul.
Você pode adquirir um como o da foto pela bagatela de Cr$ 43.450,00.
Um dia eu chego lá.

Isso sim pode ser chamado de uma iguaria.
Achei no fundo de uma gaveta e pensei “já sei onde é o melhor lugar para guarda-lo”.
Aí está.
Foi um show e tanto… tirando a parte de eles terem trocado o nome da música “Radioactivity” para “Stop Radioactivity” e a terem enfarofado completamente, foi uma noite civilizadíssima.
Na verdade eu senti falta do Kraftwerk “roots“, mas valeu pra caramba.

O futuro chegou, com o moderníssimo DC-10-30 da Varig.
Anúncio de página inteira veiculado na 4 Rodas de fevereiro de 1974.
Este minimalismo deixa saudades…


A Kombi é Bauhaus.
Uma magnífica aplicação da sua máxima mais famosa “a forma segue a função”.
Sem dúvida, um dos carros mais belos que eu já vi.
O nome do utilitário deriva do alemão Kombinationsfahrzeug, que significa “Carro Combinado”, no sentido de que pode ser facilmente convertido de cargueiro para transportador de passageiros.
O utilitário, que roda desde 1950, sempre teve aqui no Brasil o modelo mais atrasado.
Apos a reestilização da Kombi brasileira de 1997, quando o carro enfim ganhou janelas traseiras maiores e portas corrediças, a nossa Kombi passou a ser basicamente o mesmo carro que rodou na Europa entre os anos de 1972 e 1979, e foi a última no mundo a abandonar o velho motor boxer da VolksWagen, que a equipou até 2005, quando enfim recebeu motor refrigerado a água.
Se estiver interessado em obter informações sobre a Kombi, tem várias interessantes na Wikipedia, e uma história detalhada, com belas imagens de fotos e anúncios da época neste link.
Aqui você pode fazer o download da Kombi planificada para imprimir, recortar e montar a sua própria frota.
E para aqueles que ainda tem alguma dúvida sobre a eficiência do longevo utilitário, prestem atenção em quais são os carros que mais produzem fumaça preta pelas ruas da cidade e vão reparar que são modernas vans Mercedes Benz, Peugeot, Renault e Citroën.
Enquanto essas vans novas, modernas, confortáveis e silenciosas já estão por aí batendo pino, as velhas kombis barulhentas e apertadas, seguem agüentando o tranco.
Abaixo algumas brochures antigas que eu encontrei entre as minhas iguarias.







Esse post comemora um evento importante no Presunto.
Esta é a primeira série de posts que chega ao fim.
Muitas começaram, como a dos dinheiros do Brasil e a do Super Trunfo, mas esta série, a da evolução da ocupação urbana na cidade é a primeira a terminar, e em grande estilo, mostrando a evolução da área do Porto do Rio.
O post anterior mostrava as imagens da evolução da ocupação da Praça XV.
O material foi obtido honestamente neste endereço, que por sinal, no meu Google Chrome, não está “coisando” não… mas não se preocupe por que suas retinas não irão perder nada, acredite… o que configura mais um motivo para eu exibi-lo aqui, neste fabuloso veículo de diversão, entretenimento e de exibição das coisas belas da vida.




