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2010
É duro convencer o cliente de que a resolução de 800×600 não existe mais
Terça-feira, 26 de Janeiro de 2010 - 14:15
Mairus Webber - 257 visitas, Nenhum comentário

Sempre que eu vou pegar um trabalho que envolva codificação em HTML, a primeira coisa que eu pergunto é qual o browser que o cliente usa.
Se a resposta é IE6, eu educadamente solicito que o cliente atualize seu navegador para IE8, e caso o cliente se recuse, eu elegantemente declino do trabalho, pois é tanta dor de cabeça fazer um site que funcione em IE6 que simplesmente não vale a pena.
IE6 está morto e enterrado.
E o pior é que o cliente geralmente é um expert em internet, do alto do seu IE6 e do seu HotMail… ah, e do seu monitor de 17 polegadas configurado para a resolução de 1024×768… para o texto não ficar muito miudinho.
O caso é que vêm sendo dura essa mudança da orientação dos sites de 800 pixels de largura para 1024.
Os usuários comuns já se acostumaram com aquelas margens laterais (como as deste site) que ocorrem em sites feitos para 800 de largura quando visualizados em monitores de 1024×768… “é legal que dá para ver o background”, é mole?
Recentemente tive uma proposta de design web recusada por “ter as letras muito grandes”.
Depois de investigar, descobri que o caso era exatamente o descrito acima, o cliente usa um monitor de 17′ com resolução de 1024×768, então fica tudo enorme, daí eu explico tudo, que não faz sentido produzir um site em 2010 otimizado para uma resolução que não se usa mais, que metade dos usuários do planeta já usam resoluções maiores do que 1024×768, que o monitor dele próprio está subutilizado, pois suporta resoluções maiores, e que essas “letras enormes” que ele vê em sua tela não servem de base para se chegar a conclusão alguma… ele compreende tudo, concorda, e no final conclui “mas as letras estão mesmo muito grandes”, e o resultado é um layout recusado, mais um site para 800px de largura no Internet e mais um designer convencido de que mais uma vez teve seu latim, seus perdigotos e seu conhecimento atirados ao vento.
Minha esperança é que com a disseminação dos monitores de LCD, os usuários sejam obrigados a usar a resolução ótima para cada monitor, já que em monitores de LCD, se o cabra usar uma resolução diferente da para que o monitor foi concebido, a imagem fica uma titica.
Será a vingança do designer incompreendido… “tá pequena a letra? diminui a resolução para ver como fica, HAHAHAHAHAHAHAHAHA, OTÁRIO!!!”, e tomara que aconteça a tempo de suas frustrações não o transformarem em um ser odioso, um vilão que só pense em empalar e esquartejar todos os clientes do planeta.
A imagem que ilustra o post foi retirada do meu humilde Google Analytics.

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2009
A morte do meu iPod
Sábado, 8 de Agosto de 2009 - 15:53
Mairus Webber - 637 visitas, 18 comentários

Meu iPod morreu.
Eu já tinha conhecimento de que os iPods morrem ao atingirem os dois anos de idade, por sua bateria ser inacessível e insubstituível, mas o que eu não sabia que era uma coisa tão repentina, tão sem aviso, como um replicante que chegou à hora de sua morte, e só tem tempo para chorar um pouquinho, falar sobre as lágrimas na chuva (lindo o final daquele filme), soltar o pombinho e tchau… com o iPod, nem isso.
Meu iPod estava funcionando perfeitamente, a sua bateria continuava carregando e durando o mesmo de sempre, o que até me fazia pensar que meu modelo era especial, mas eu desliguei para almoçar, e quando fui ligar de novo para voltar ao trabalho, não ligou mais e fim de papo.
A bateria do meu notebook, por exemplo, assim como a dos meus telefones celulares e da minha Mavica velha, foi tendo diminuido o seu tempo de carga a cada dia, até chegar uma hora que só funcionava quando ligado na tomada… é mesmo, com o iPod, nem ligado na USB ele liga mais, como se tivesse um timer dentro dele que chegou ao fim, como acontecia com os Nexux 6 de Blade Runner.
Não gostei não… ficou com o maior cheiro de “nós da Apple resolvemos que está na hora de você comprar um novo iPod muito mais moderno e com novas maravilhosas funcionalidades”.
Os fashion-nerds que me perdoem, mas meu próximo MP3 Player não vai ser da maçãzinha não, ele vai entrar no meu computador e ser alimentado pelo sistema de arquivos do meu Windows, sem ter que vir com um iTunes de dez toneladas pendurado, que a cada inicialização quer mudar toda a árvore de diretórios do meu PC… e sem falar que a cada vez que a bateria acabava por inteiro eu tinha que formatar o iPod e copiar todas as músicas para dentro dele de novo, o que da primeira vez foi altamente traumatizante, pois eu havia feito “a grande e definitiva playlist”, e achava que nunca mais precisaria modifica-la… tive que fazer isso umas quatro vezes, sai fora.
Adeus, iPod, adeus iTunes.
Steve Jobs que vá complicar a vida lá das nêgas dele.

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2009
Na Bios 15 o cliente sempre sai satisfeito
Quarta-feira, 11 de Fevereiro de 2009 - 17:31
Mairus Webber - 1,318 visitas, 2 comentários

Já ouviu falar na Bios 15?
Claro que não, nem eu, e só sei que a loja tem esse nome por que está escrito na nota fiscal… acho que nem o cabra que me atendeu sabe o nome da empresa em que trabalha.
Bios 15 é uma das baias de uma daquelas feirinhas de informática que oferecem produtos e serviços no Edifício Avenida Central, e foi lá que eu paguei anteontem a razão de R$59,99 por uma placa de som da famosa marca “Xingling” para subsitituir a onBoard do meu computador que tinha ido para a casa do cacete, e por mais estranho que possa parecer, o motivo de eu ficar tão satisfeito e feliz com a Bios 15 foi o fato de eu ter perdido a manhã inteira tentando botar aquela encrenca para funcionar, o que não aconteceu nem por um decreto.
Instalei o driver pelo cedezinho, deixei o windows tentar instalar automaticamente, troquei de driver, baixei da internet, troquei de PCI, acendi vela, mas não teve cristo que fizesse a minha placa de som emitir um mero “pi” sequer.
Apesar de todos os meus esforços a placa de som entrou muda e saiu calada do meu computador.
Caramba – pensei – agora eu tô fodido para trocar essa meleca naquela lojinha desgraçada, que se vacilar já nem vai mais existir quando eu for lá trocar a minha placa… aquele pagodeiro safado vai me enrolar até não poder mais.
Para a minha completa decepção, o desfecho da história foi melhor do que a minha perspectiva mais otimista conseguia vislumbrar, pois eu cheguei na baia do sujeito e disse que a “placa não tinha funcionado nem por um decreto”, fiz isso, fiz aquilo, mas não teve jeito de aquilo funcionar… e já prevendo que ia ser difícil me livrar daquele mico preto, disse “será que eu deixei de fazer alguma coisa na instalação? será que você tem alguma outra placa de outra marca? ou então talvez possa me dizer o que eu fiz de err…” ele me interrompeu e disse singelamente “vou te devolver teu dinheiro, isso aqui é só instalar o driver, e se não funcionou é por que está quebrada mesmo, toma aqui”.
Cara, eu nem precisei mostrar a nota fiscal, e o cabra nem olhou a placa que eu devolvi.
Me devolveu o dinheiro sorrindo e tchau.
Impressionante, se fosse em uma daquelas butiques de informática todas empombadas, cheias dos planos de fidelidade e que só vendem produtos cheios de pedigree o malandro ia querer levar a placa para análise, para me devolver em um mês, após resposta da equipe de especialistas do fabricante, como já fizeram comigo uma vez, quando comprei um teclado da Microsoft com defeito… por isso é que de agora em diante, quando eu tiver que comprar quinquilharias informáticas, vou dar uma chance a Bios 15.
Abaixo o recibo que nunca precisei usar para receber meu dinheiro de volta.

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Mairus Webber Comunicação Visual 1990-2008