
Sempre que eu vou pegar um trabalho que envolva codificação em HTML, a primeira coisa que eu pergunto é qual o browser que o cliente usa.
Se a resposta é IE6, eu educadamente solicito que o cliente atualize seu navegador para IE8, e caso o cliente se recuse, eu elegantemente declino do trabalho, pois é tanta dor de cabeça fazer um site que funcione em IE6 que simplesmente não vale a pena.
IE6 está morto e enterrado.
E o pior é que o cliente geralmente é um expert em internet, do alto do seu IE6 e do seu HotMail… ah, e do seu monitor de 17 polegadas configurado para a resolução de 1024×768… para o texto não ficar muito miudinho.
O caso é que vêm sendo dura essa mudança da orientação dos sites de 800 pixels de largura para 1024.
Os usuários comuns já se acostumaram com aquelas margens laterais (como as deste site) que ocorrem em sites feitos para 800 de largura quando visualizados em monitores de 1024×768… “é legal que dá para ver o background”, é mole?
Recentemente tive uma proposta de design web recusada por “ter as letras muito grandes”.
Depois de investigar, descobri que o caso era exatamente o descrito acima, o cliente usa um monitor de 17′ com resolução de 1024×768, então fica tudo enorme, daí eu explico tudo, que não faz sentido produzir um site em 2010 otimizado para uma resolução que não se usa mais, que metade dos usuários do planeta já usam resoluções maiores do que 1024×768, que o monitor dele próprio está subutilizado, pois suporta resoluções maiores, e que essas “letras enormes” que ele vê em sua tela não servem de base para se chegar a conclusão alguma… ele compreende tudo, concorda, e no final conclui “mas as letras estão mesmo muito grandes”, e o resultado é um layout recusado, mais um site para 800px de largura no Internet e mais um designer convencido de que mais uma vez teve seu latim, seus perdigotos e seu conhecimento atirados ao vento.
Minha esperança é que com a disseminação dos monitores de LCD, os usuários sejam obrigados a usar a resolução ótima para cada monitor, já que em monitores de LCD, se o cabra usar uma resolução diferente da para que o monitor foi concebido, a imagem fica uma titica.
Será a vingança do designer incompreendido… “tá pequena a letra? diminui a resolução para ver como fica, HAHAHAHAHAHAHAHAHA, OTÁRIO!!!”, e tomara que aconteça a tempo de suas frustrações não o transformarem em um ser odioso, um vilão que só pense em empalar e esquartejar todos os clientes do planeta.
A imagem que ilustra o post foi retirada do meu humilde Google Analytics.

Foi no Technorati que eu vi pela primeira vez essa aplicação de helvetica black italic em blocos de texto… a fonte é tão pequena, e fica tão descaracterizada por causa da pixelização, que nem dá para saber se é Helvetica ou Arial… na verdade eu acho que deve ser a segunda no caso de o computador do navegante não possuir a primeira… de qualquer forma o resultado é muito ruim, com uma deformação notável de certos caracteres… mesmo que a fonte que eu esteja vendo seja a substituta, o que eu duvido, pois tenho as duas em meu sistema e acho difícil que a Arial apareça à frente na lista do que a Helvetica, não é desculpa, pois a esmagadora maioria dos navegadores operam em cima de Windows, e poucos Windows tem Helvetica, e é lógico que isso deve ser levado em consideração na hora de se projetar um site, além do que, todas as fontes substitutas tem que funcionar direito, se não é melhor nem substituirem ninguém.
Uma coisa que pode estar acontecendo é o que eu consideraria um erro primário de webdesign, que é o de usar uma fonte para texto corrido que não seja projetada para os píxels… ironicamente nesse caso, e imagino que em nenhum outro, a Arial funcionaria melhor do que a Helvetica… anyway eu considero a aplicação de bold-italic uma solução bastante equivocada, basta dar uma olhada nos textos, rodapés, e mesmo títulos e menus… a intenção é boa, de se fugir das batidas fontes-píxel Arial, Times, Verdana, Trebuchet, e tal, mas não dá.
Mesmo para título, onde a fonte é menos descaracterizada pela maior quantidade de píxels na sua matriz, o resultado também não fica legal, pois o anti-alias do browser não se compara ao anti-alias do Photoshop.
Então, até que me provem o contrário, texto em HTML deve usar tipografia projetada para píxels e fim de papo, e texto corrido não é em bold ou italic, pois esses recursos devem ser reservados para destaques no texto e palavras em outras línguas, respectivamente.
Assim diz a Convenção de Genebra.
Podem atirar pedras.
Além do Technorati já reparei que outros sites também apresentavam seus textos da mesma forma, e ontem, para a minha surpresa, constatei que o novo Brainstorm #9, do simpático Carlos Merigo, que aliás recebeu nova e belíssima logo em Avant Garde, também conta, em sua nova identidade visual, com a mesma grotesca black italic… a moda pegou mesmo.
Moda é isso aí, as boas ficam e as ruins passam.
No futuro, quando os monitores tiverem resoluções siderúrgicas e as bandas forem muito mais largas do que são hoje, será este post que não fará mais o menor sentido, pois toda essa história de fonte para píxel será parte do passado… só que como ainda estamos no presente, e como os “es” em caixa baixa estão sendo impiedosamente transformados em bolas pretas de píxels disformes, eu não posso deixar de registrar aqui o meu protesto.










Quando eu era criança e viajava muito de carro, de Curitiba para Barra Velha com meus avós e de Curitiba para o Rio com meu pai, reparava muito, era mesmo fascinado (e ainda sou) pelos caminhões que via na estrada, e sempre reparei muito nos seus estilos, seus adereços, seus modelos, suas marcas, suas pinturas… sim, eu já havia decidido que quando eu crescesse seria caminhoneiro.
Me lembro muito bem dos modelos daquela época, nos anos 70 e 80.
Os mais comuns eram os Mercedes-Benz 1111 e 1113, que tinham uma aparência suave e amistosa, uma testa franzida, um tanto feminina, eu diria, nesta mesma linha os meus preferidos eram os lindíssimos Mercedes-Benz LP-321, de Cara Chata.
Os caminhões de cara chata sempre foram os meus preferidos.
Havia também o Scania 112 “cara chata”, com linhas arestosas e agressivas, sem sentimentos, duras, era um belíssimo caminhão… havia também o Scania 112 de cabine recuada, parente direto do outro, suas linhas aparentavam um pouco mais de sentimento, mas era igualmente assustador por causa do seu tamanho e imponência… linhas modernas para a época… Outro muito parecido com esses Scania eram os Volvo N10, de linhas moderníssimas, cabine recuada, de uma expressão que sugeria potência, com 10 marchas e turbinados.
Da Scania Vabis tinham os modelos mais antigos, laranjões clássicos, Scania Vabis 110, eram amistosos, de linhas mais arredondadas e uma cara de “cachorro amigo”, que também dominavam as estradas.
Outro dia eu fiz uma pesquisa por “Scania Vabis” na wikipedia, que me levou para uma página com uma enorme galeria de caminhões e ônibus antigos, e que despertou essa curiosidade de procurar na Internet os velhos caminhões que eu via pelas estradas nos anos 70 e 80… e por conta da minha preferência pelos caminhões de cara chata, foi que eu resolvi procurar os mais assustadores e carrancudos caminhões das estradas, os D-11.000, da FNM, ou para os íntimos, os “Fenemê”.
Pesquisinha básica no Google, e acabei caindo no site do Osvaldo, o “Alfa-FNM Uma Paixão FeNoMenal” entusiasta e autoridade no assunto, um site que fornece informações detalhadas sobre os pormenores dos caminhões fabricados pela empresa Brasileira.
Suportado por outros fanáticos por FNM, o site oferece uma infinidade de fotos de época, anúncios escaneados, fotos de caminhões restaurados, alguns com chapa preta de colecionador, lindíssimos, de babar…
No site tem a descrição de todas as cabines já fabricadas pela empresa, com datas, detalhes dos seus acabamentos, quantos modelos foram fabricados de cada modelo, em quais cores (!!!)… enfim, foi para mim uma grata surpresa encontrar um site de tal quantidade e qualidade de conteúdo, e tudo organizado de forma muito competente em um site movido a WordPress em seu tema default, o Kubrick.
Se você gosta do assunto como eu vai se esbaldar com a quantidade de informações e curiosidades sobre a Fenemê, ou se nem liga muito, vale pelas pencas fotos de reluzentes caminhões que o site abriga.
Abaixo algumas fotos que o Osvaldo me enviou em alta resolução, e gentilmente me autoriuzou a usa-las para enriquecer o Presunto, o maior blog do Universo.
O caminhão de cima é um FNM D-11.000 com a cabine do modelo “Brasinca” de 1954 a 1962, o do meio é um FNM D-11.000 com a cabine standard, fabricada entre 1954 a 1965, e o de baixo, outro FNM D-11.000, com a cabine standard, fabricada de 1965 a 1972.
Obrigado Osvaldo e parabéns pelos trabalho.



…e uma delas é a forma de não resolver os nossos problemas… bem mais moderno assim.
Pelo jeito o mesmo raio que me deixou sem telefone também deixou o site da Oi sugerindo buscas esdrúxulas… e antes que me perguntem, sim, eu tentei usar o Firefox e o IE, mas a mensagem do Google Chrome foi a mais engraçada.

O Presunto recuperou o Page Rank 4 do Google, que havia perdido no meio do ano passado, graças a evasão de visitantes causada pela drástica diminuição de posts publicados naquela época.
Eu, Mairus Webber, Presidente-diretor-coordenador-geral deste site, gostaria de agradecer a todos os visitantes e comentaristas, que são os responsáveis diretos e únicos pela recuperação do site.
Obrigado por todas as visitas e comentários, e continuem voltando ao Presunto, o melhor site da Internet.
Agradecimentos especiais também aos co-autores do blog, que são Hans o católico, Bruno o diplomático e Johnny o astronáutico, pelas enriquecedoras contribuições de todos.
A parceria com o Merdorati já começa a dar seus frutos, além, é claro, do reconhecimento do público pelo nosso esforço em oferecer um blog cada vez melhor… inclusive, já que eu toquei no assunto, a quem eu não agradeço at all, muito pelo contrário, eu mando sim uma banana é para o Technorati, cujos critérios obscuros apontavam o Presunto como um blog destroçado, o que era um equívoco completo.
O Presunto respira.
E minha sugestão ao pessoal do Technorati é que troque aquela helvética black italic do texto do seu site, pois a legibilidade é péssima, ou então tirem logo aquilo do ar e aproveitem o domínio para fazer um site destinado ao segmento dos adeptos da coprofagia…

O MairusWebber, site “pai” do Presunto, este blog que vos fala, entrou em 2009 com novidades bastante significativas no que diz respeito à navegação em sua principal seção, motivo de existência do site, a “Portfólio“.
As três subseções que vigoraram até o final do ano passado, que eram “Na Tela”, “No Papel” e “Na Esdi”, viraram oito, objetivando organizar melhor o conteúdo e assim tornar mais eficiente a sua apresentação ao visitante.
As oito novas seções são “Sites“, onde são apresentados apenas trabalhos nesse campo em que minha participação tenha se limitado ao projeto gráfico e à codificação HTML e CSS; “Blogs“, que contém tudo o que foi feito para ser atualizado com ferramentas de gerenciamento de conteúdo, na esmagadora maioria, o WordPress… esta seção apresenta trabalhos que tenham sua parte dinâmica codificada por mim, sendo que as suas identidades visuais vão desde projetos gráficos 100% de minha autoria, passando por adaptações de layouts esboçados por clientes, ou a adaptação para WordPress de arquivos em PSD que continham os mais minuciosos detalhes da diagramação, casos em que restou para mim apenas o trabalho “braçal” de recortar as imagens e em seguida codificar o HTML/CSS e a posterior criação do respectivo tema de WordPress; “Logos“, onde são apresentados todos os logotipos que foram por mim desenvolvidos, a novíssima “Material Eleitoral“, que exibe trabalhos exclusivamente voltados para este mercado; “Interfaces de Sistemas“, que apresenta os protótipos de interface mais significativos que eu projetei durante o tempo em que trabalhei na falecida “Fábrica de Softwares”, Interconnection; “Peças Gráficas“, que é um desmembramento da antiga “no papel”, só que sem as logos, que também ganharam sua seção exclusiva; “Instalações Web“, que mostra brincadeiras que se aproveitam dos recursos da mídia Web, e a boa e velha “Esdi“, que mostra todos os trabalhos que eu consegui resgatar da época em que eu fiz a faculdade de Desenho Industrial na Universidade do Estado do Rio de Janeiro.
Além de redividir o site em novas seções, uma mudança importantíssima, na verdade a mais importante de todas, foi a total reformulação da navegação interna da seção do Portfólio, substituindo aquela antiga e pouco intuitiva lista de links por uma grade de thumbnails, que permitem uma visualização muito mais eficiente do conteúdo a ser visitado… para evitar a poluição, a página principal de “Portfólio” passou a apresentar apenas cinco dos mais significativos trabalhos das cinco seções mais importantes, e no caso de o visitante ter o interesse de ver os conteúdos completos, poderá acessá-lo pelo link logo abaixo dos thumbs.
As antigas “bolinhas” que povoavam a página principal do Portfólio e que foram substituídas pelos novos thumbs, foram reaproveitadas na capa do site, substituindo os selos “HTML”, “ESDI”, “CSS” e “WordPress”, que lá moravam, só que desta vez de uma forma mais dinâmica e divertida, com a volta do velho randomizer, que me foi presenteado pelo Rodrigo Cabral, e usado nas capas do site nas versões 5 e 6.
Desta vez, em vez de só 4 ou 5 objetos que randomizam, são nada menos que 25 bolinhas, que são sorteadas no carregamento da página, mostrando detalhes de todos os trabalhos apresentados, e com links diretos para eles, tornando praticamente impossível que a capa do site seja carregada duas vezes da mesma forma.
Todas estas modificações foram feitas para que o site ganhe em solidez, praticidade e transparência na informação, atributos que tanto persigo nos trabalhos que realizo, e tornaram o MairusWebber um site completo como nunca foi (e nem poderia deixar de ser), e preparado para tornar as visitas cada vez mais confortáveis e eficientes.
MairusWebber: pronto para 2009.
Seja bem-vindo, e se por acaso precisar de algum trabalho de design, chame um Designer.
Depois de encerrar a desastrosa parceria com o Technorati, famoso ranqueador universal de blogs, que assinala valores da casa dos cinco dígitos em blogs de respeito como o Brainstorm#9 ou o CrisDias, o Presunto, maior blog do universo, após uma árdua escalada até “16″ e depois sofrer humilhante descendente até a singular classificação de “1″, resolveu mudar de organismo ranqueador.

Antes que a dignidade deste respeitável e sério veículo chegasse a total nulidade, sua administração tratou de cortar qualquer relação com a Technorati, cujos critérios obscuros fogem totalmente aos nossos interesses.
Para compensar a perda e não deixar os leitores carentes de estatísticas, a Presunto Corporation associou-se a uma entidade muito mais adequada à ordem de grandeza de sua popularidade, a Merdorati.
Um novo widget fornecido pelo órgão foi incorporado à sidebar do blog, por onde seus rarefeitos leitores poderão acompanhar em tempo real o grau de desgosto, insatisfação, desprezo e reprovação que está causando nos leitores naquele exato momento, uma ferramenta verdadeiramente preciosa.
Esta é uma ocasião solene, que marca uma parceria que promete grande longevidade, entre estas duas entidades, que tão bem se complementam que parece que foram feitas uma para a outra.
Se tiver interesse em colocar o Widget do Merdorati no seu blog, deixe um comentário, que darei as coordenadas com todo o prazer.
Entre você também para a comunidade Merdorati.
Hans, seu sonho virou realidade.