Após longo e tenebroso inverno, não gostaria de voltar ao Presunto com assunto tão palpitante quanto a reforma ortográfica da língua portuguesa, mas não consegui resistir.
Se neguinho já se enrolava com 23 letras, agora com 26 vai ser uma festa! Abaixo, vê-se exemplar de brinquedo que encontrei para as criancinhas já irem aprendendo o novo (an)alfabeto.

“v”, “x”, “y”, “w”, “z”?
Sempre me interessei pelas origens das palavras do nosso vocabulário, e sempre me diverti decompondo-as em busca das suas raízes.
Existem duas palavras que são sinônimo de orgulho para os casais que tem crianças na idade em que aprendem a falar, e que são motivo de uma verdadeira disputa por qual será pronunciada em primeiro lugar pelo jovem nenenzinho, são elas “mamãe” e “papai”.
Ontem tive um insight que pôs por terra toda essa crença “familiocentrista” que assola os vaidosos pais.
A descoberta foi decepcionante porém cristalina e óbvia.
Para frustração dos pais, as primeiras palavras balbuciadas pelo rebento, apesar de se parecerem com os substantivos supracitados, tem significados bastante distintos dos que são erroneamente interpretados pelos pais, sendo na verdade simplificações de dois verbos no infinitivo, que representam os únicos interesses do pimpolho: “Mamá” e “Papá”.
E assim desmorona o castelo de cartas.