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Nova embalagem do Fermento Royal: e lá se vai mais um classico
Terça-feira, 14 de Outubro de 2008 - 15:06
Mairus Webber - 256 visitas


A embalagem velha era perfeita, fechadinha, clássica, bonita… mas a empresa tem que fazer a manutenção do produto para estender ao máximo a sua maturidade, e foi na onda da feliz modificação da embalagem do Leite Moça, lançou uma nova embalagem plástica com “cintura” e tampa de rosca em substituição das tradicionais e semi-extintas embalagens de papel.
Já se foi a do Polvilho Antisseptico Granado, que inclusive ficou outra merda, a caixinha de madeira do Catupiry também foi substituida por outra de plástico.
Tudo bem que as embalagens se modernizem, até para facilitar a vida do consumidor, oferecendo maiores vantagens, além de outra coisa que anda muito na moda, que é a preocupação com a ecologia… ecologia? bem, acho que a parte da ecologia deve ter ficado para outro dia, pois imagino que seja muito menos agressiva ao meio ambiente uma embalagem de papel e ferro do que uma de plástico… mas e o design?
O velho visual “Ummagumma” da embalagem do Royal sofreu uma releitura, só que, foi mal, tudo piorou.
A marca “Royal” ganhou um degradê inutil, que dá a impressão de que a tinta está borrada, a janelinha redonda com o desenho da latinha em traço, que era uma gracinha, foi substituida por uma janela nova, meio com cara de web 2.0, com uma foto ordinária, e detalhe, a foto é da latinha antiga, não da nova embalagem neo-nouveau… além do que é uma bosta!
Não dá para entender!
A tipografia old-fashion do texto “Fermento em Pó Quimico” era muito bem aplicada, chamava atenção e conversava com a da marca da Royal, envolvendo harmonicamente a janelinha “ummagumma” redonda da latinha traço, que também tinha a mesma linguagem… o abuso de degradês, sombreados… PORRA!!!
Ou sou que estou ficando velho ou alguém por favor me explique para onde está indo o design de embalagens desse país?
O que foi aquilo?
Estagiário?
O cafezinho virou na prancheta?
Alguém me explique por favor.

Postado no assunto Arte, Atualidades, Coisas Modernas Bregas, Design, Evolução, Fotografias, Marketing | 7 Comentários »
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“Abra Aqui” (…) onde mesmo?
Sexta-feira, 10 de Outubro de 2008 - 12:02
Mairus Webber - 54 visitas

Segundo as leis do Marketing, para o seu produto se descomoditizar e assim fidelizar seu público consumidor, deve procurar oferecer um diferencial, caracterizando, segundo Philip Kotler, o “produto ampliado”.
Quando este diferencial é copiado pelos concorrentes, deixa de ser um diferencial e seu produto passa a virar commodities novamente, voltando à situação de “produto esperado”.
Foi o que fez o leite de caixinha “Da Matta”, que adotou a “tampinha-plástica-que-fecha-fácil”, não sei se inovando para oferecer o tal diferencial, ou se copiando a concorrência para não ficar para trás.
Muito bem, adequou as suas embalagens à novidade, para além de agregar o valor de qualidade (como necessário), agregar também o valor de informação (com o necessário), através da disponibilização de um storyboard com as instruções de uso para a inovadora tampinha.
Só que tem outra lei do Marketing que diz que quando o produto atinge a maturidade, pode ter diminuido o seu custo de produção, através da eliminação de atributos que não sejam percebidos pelo consumidor como geradores de valor, aumentando assim a margem de contribuição, e consequentemente o lucro.
Foi o que fez o leite “Da Matta”.
Após, possívelmente através de pesquisa de opinião, chegar à conclusão de que o seu atributo diferenciador não era percebido pelo consumidor como um “realizador de sonhos”, passou a baratear a produção das embalagens de leite, eliminando o tal “fecho-plástico-que-fecha-fácil”, só que sem se preocupar em eliminar as instruções de uso do referido atributo da embalagem do produto, o que acabou gerando o assinalado hiato na comunicação.
Talvez os referidos fornecedores de leite em embalagens tetra-pak estejam ainda avaliando se as vendas vão se manter estáveis com a retirada do fecho fácil, para depois contratar um pobre coitado de um artista afeminado morto de fome que usa roupas bobas, também conhecido como designer, para refazer a embalagem do produto… e assim caminha a humanidade.

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Mairus Webber Comunicação Visual 1990-2008