
Da CBF pode-se esperar tudo, ainda mais quando se trata de um assunto tão desmoralizante para o órgão como foi o motim movido em 1987 pelos clubes interessados em salvar o campeonato brasileiro do absoluto ridículo.
A turma do Ricardo Teixeira resolveu o que já era de se esperar, que foi a entrega da taça das bolinhas, que é o prêmio da entidade ao primeiro pentacampeão brasileiro, ao São Paulo Futebol Clube.
Agora resta uma enorme saia justa ao tricolor paulista, pois vai receber em sua sede, no Morumbi um troféu que reconhece pertencer ao Flamengo, ou ao menos reconheceu em 1987, quando enquanto membro do Clube dos 13, acatou a decisão de boicotar a bizarra decisão de realizar um quadrangular final contra os vencedores da segunda divisão, que naquela época se chamava “módulo amarelo”.
O São Paulo F. C. é um time grande, que ostenta uma coleção invejável de títulos, que tem uma história respeitável, e que de forma nenhuma vai aceitar compactuar com tal injustiça.
Pensando bem, eu tenho certeza absoluta de que o tricolor paulista do Morumbi, assim que receber a reformada taça das bolinhas, irá dar a ela o destino que ela merece, entregando-a ao verdadeiro dono, o Clube de Regatas do Flamengo.
Seria demais esperar uma cerimônia solene para marcar a efetivação da justiça, mas a dignidade de um grande clube vai falar mais alto do que a ganância e a politicagem, e no dia seguinte da entrega do troféu ao segundo pentacampeão brasileiro, o São Paulo F. C., essa taça, por mais tristeza que possa causar a aquela torcida, estará dentro de uma caixa, recheada de fandangos de isopor, dentro de um avião da ponte aérea, com destino ao aeroporto Santos Dummont, para ir ocupar o lugar onde deveria estar desde 1992, que é uma das milhares de prateleiras da sala dos troféus do mais querido do Brasil, o rubro-negro da Gávea.
Parabéns, mengão, primeiro pentacampeão brasileiro.
Há quase dois anos atrás eu escrevi um post que manifestava a minha opinião contrária ao sistema de pontos corridos adotado pelo campeonato brasileiro em suas últimas edições, por abrir mão de uma sempre emocionante disputa final por mata-mata, pela situação brochante de o campeonato poder acabar com várias rodadas de antecedência e pela possibilidade de o jogo final ser disputado contra um timinho mequetrefe qualquer, em um campinho de várzea com meia dúzia de gatos pingados na torcida.
Na época fui criticado e acusado de defender esta posição apenas para puxar a sardinha para o meu Flamengo, time de chegada, rei dos mata-matas, o cavalo paraguaio que não tem a competência de manter uma campanha regular durante um longo e disputado campeonato por pontos corridos, característica que caberia apenas a alguns grandes times de São Paulo.
Lendo o jornal de hoje, na coluna do Renato Maurício Prado, foi que eu me toquei de outra gigantesca falha do sistema de pontos corridos, falha esta que ironicamente vai provocar uma última rodada totalmente marmeladesca e que terá como conseqüência o hexa para o meu mengão, pois a última partida do primeiro colocado Flamengo será contra o maior inimigo do segundo colocado, em um jogo onde o Grêmio não tem mais nenhum interesse a não ser impedir a glória do arqui-rival Internacional, e para isso só precisa deixar o rubro-negro vencer em seu estádio e levantar a taça na frente da sua linda torcida, o que é uma lastima para um campeonato tão disputado e emocionante, que chega na última rodada com quatro times “com chances” de título, que tinha tudo para ser coroado como o melhor Campeonato Brasileiro de todos os tempos… só que a regra é clara, ninguém vai ter como impedir o Grêmio de escalar um time de sub-12, como eles vem dizendo, para jogar o jogo mais importante do campeonato, e o que se desenha é uma última rodada totalmente inutil, para cumprir tabela… que ironia do destino.
Mais uma bola fora para os pontos corridos.
Por isso que eu agora mais do que nunca defendo a volta do mata-mata de fim de campeonato, das semi-finais de ida-e-volta, das cidades pintadas de vermelho e pre… perdão, nas cores dos times candidatos ao título, e com jogos envolvendo exclusivamente os diretamente interessados, e por isso a prova de qualquer tipo de malas coloridas.
Saudações Rubro Negras.
Obrigado pelas alegrias que deu para o mengão e por embelezar os gramados com seus mullets maravilhosos que davam de dez a zero nos do Paulo Ricardo.
Vai pela sombra, brow.



Fiquei muito triste, assim como toda a nação rubro-negra, com a eliminação do Flamengo do Brasileirão 2008, depois da derrota para o Cruzeiro por 3×2 no Mineirão.
Tenho encontrado rubro-negros revoltados com o Penalti não marcado em cima do Diego Tardeli já nos descontos, que daria uma grande chance de o Flamengo empatar a partida e permanecer na luta pelo título e no G4, teve também umas marcações bastante equivocadas do bandeirinha, e tal… mas a verdade é que o resultado foi justo… ou melhor, para o resultado ter sido justo, o placar teria que ter sido bem mais elástico para o Cruzeiro, pois o Flamengo levou pelo menos duas bolas na trave, o Bruno operou pelo menos três milagres, e o Cruzeiro perdeu pelo menos dois gols feitos, enquanto que por outro lado o flamengo não deu um chute sequer a gol no primeiro tempo, além de se acomodar graciosamente na defesa depois de cada gol marcado a seu favor.
É assim que quer ser campeão?
Ou estavam jogando para garantir lugar no G4?
Eu caguei pro G4, sou Flamengo, e quero meu time campeão.
Meu time foi eliminado no domingo passado, e o campeonato acabou para mim… até me preocuparia em ir para Libertadores se esse assunto não me trouxesse uma lembrança ainda muito viva na minha memória, que foi o maior fiasco já protagonizado por um time de futebol que se tem notícias, que foi a lamentavel eliminação do Flamengo para o America do México, perdendo por 3×0 em pleno maracanã, depois de estourar champanhe antes do jogo… o Flamengo não merece ir para a Libertadores.
Tá de castigo.
E quanto ao Brasileirão, o Flamengo conseguiu se manter razoavelmente estável, não o suficiente para levar o caneco, mas mostrou regularidade para se manter no bolo até o final do campeonato, calando a boca dos que o chamavam de “cavalo paraguaio” no início do campeonato, quando disparou na frente.
Agora vem a dura tarefa de segurar os jogadores para o campeonato do ano que vem.
Mengão rumo ao hexa 2009.
Saudações rubro-negras.

Daqui a alguns instantes ocorrerá a primeira decisão de uma Taça Libertadores da America no Maracanã, entre Fluminense e LDU.
Só que o que eu vi hoje na cidade do Rio de Janeiro não foi uma união entre as quatro torcidas a favor do time local, ou mesmo uma união das outras torcidas rivais para “secar” o Fluminense e torcer pelo seu fracasso na tentativa de conquistar o primeiro troféu continental da sua história.
O que eu vi hoje na cidade, foram as três das quatro torcidas dos principais times do Rio de Janeiro, Fluminense, Botafogo e Vasco, se unindo contra um inimigo comum, o Flamengo.
Parece incrível, mas hoje eu cansei de ver os tricolores direcionando as suas provocações para um time que não tem nada a ver com o embate desta noite, mas que por tradição, se empenha em, abertamente, francamente, torcer contra o sucesso de qualquer outra agremiação carioca em qualquer competição que seja, que é o meu querido e amado Clube de Regatas do Flamengo.
Todos os times do Rio sempre se unem para torcer contra o Flamengo, graças, segundo citam, a arrogância da sua torcida, que não poupa esforços em achincalhar, massacrar, execrar e humilhar as outras torcidas do Rio de Janeiro, apoiada na enorme superioridade numérica que ela representa.
Não se sabe quem veio primeiro, o ovo ou a galinha, mas a resultante é “Todos contra o Flamengo e o Flamengo contra todos”.
Mas o que causa essa inveja das outras torcidas do Rio em relação a do Flamengo não é só a sua quantidade de torcedores monstruosamente superior, que chega a receber a classificação de “Nação Rubro-Negra” por ser maior em população do que qualquer país da Europa, e maior do que a grande maioria dos países do mundo.
O que causa esse sentimento de repulsa é a devoção que esta torcida tem pelo seu time do coração, que o confere privilégios únicos.
O Flamengo é o único time a não ter camisa.
O Flamengo tem um manto sagrado.
Se o leitor requisitar a qualquer vendedor de qualquer loja de artigos esportivos um “manto sagrado”, o vendedor pode até fingir que não sabe do que se trata, no caso de ele não ser torcedor do Flamengo, mas na verdade ele sabe exatamente o significado do termo.
“Manto Sagrado”, só quem tem é o Flamengo, os outros times tem uniforme.
Outro privilégio exclusivo da torcida do Flamengo é um cumprimento, uma reverência que é só dele, “Saudações”.
Experimente cumprimentar alguém usando a expressão “Saudações”.
Se o cumprimentado responder “Saudações”, é por que é Flamengo, se responder “Saudações tricolores”, ou “saudações é o cacete”, é por que torce para qualquer outro time.
“Saudações” é uma abreviação para “Saudações Rubro-Negras”, mas não é necessário o uso da expressão completa, pois apenas “Saudações” já caracteriza um cumprimento tipicamente flamenguista.
O Flamengo não é apenas um time, mas é entre isso e uma religião.
Sei o que digo, pois sou flamenguista fanático, e das poucas coisas que me fazem brotar lágrimas aos olhos é meu time do coração.
O Flamengo é uma entidade.
E para os que acham que estou exagerando, eu peço que pretem atenção hoje no jogo decisivo da Libertadores, pois se Fluminense for campeão, a torcida vai dedicar grande parte da sua comemoração a provocar a “mulambada”, os “favelados” torcedores do rubro-negro da Gávea, o mais querido do Brasil.
Não sei se Tostines vende mais por que está sempre fresquinho, ou se é fresquinho por que vende mais, mas cumpro meu papel de torcedor apaixonado e fanático do mais querido do Brasil, o Flamengo.
Seco o timinho.
Com licença que o segundo tempo está começando e tenho que me concentrar pois o LDU precisa da minha energia positiva.
Saudações Rubro-Negras.

…é o que deveria estar perguntando o motorista do ônibus que levava o time do Flamengo do Maracanã ontem depois da festa de despedida do Joel Santana.
Acho que nunca nessas minhas 37 temporadas eu vi o Flamengo, ou mesmo qualquer time que fosse, ser humilhado, ridicularizado, massacrado e escurraçado de um campeonato como foi ontem o meu querido Flamengo.
E antes que eu me esqueça, parabéns ao time do America, pois nunca se entregaram, e entraram em campo ontem dispostos a vender caro a classificação para as quartas de final da libertadores da America, já que para se classificar teriam que vencer o Flamengo por três gols de diferença em pleno Maracanã, o que era impossível.
Tão impossível que depois da incrível façanha de marcar dois gols, durante o segundo tempo, o America continuava todo recuado, como se estivesse satisfeito com o placar e com a conseqüente eliminação, enquanto que o Flamengo, este mesmo estando totalmente perdido em campo continuava pressionando, afinal ninguém queria que a despedida de seu querido Papai Joel fosse com uma classificaçãozinha muquirana com o time perdendo de 2×0… pelo menos isso eles conseguiram evitar.
Enquanto que o time do Flamengo comia burritos com guaca mole e mescal no vestiário antes da partida, preocupado em qual seria o time que iria enfrentar nas quartas, se Cúcuta ou Santos, o America se concentrava, assistindo à festa rubro-negra antecipada, com o técnico dos Globe Trotters sendo ovacionado no centro do gramado.
O Flamengo foi convidado para uma festa ontem no Maracanã, onde a torcida cantaria suas novas canções e Joel receberia plaquinhas, e como atração circense final, o time chutaria os cachorros mortos do America do México.
Bem feito.
Que sirva de lição.
Mas não tem nada.
O Hexa vem aí.
Parabéns, mengão querido, bicampeão estadual 2007-08, desta vez de uma forma menos traumatizante para os bofoguenses, que ontem já subiram para o gramado semi-derrotados, quase satisfeitos, pois o caixão começou a ser fechado no 1×0 de domingo passado, e que a essa altura já tinham a consciência de que o Flamengo é mesmo o melhor do Rio.
É sempre gostoso ganhar um campeonato estadual por que os adversários estão por aí pelas ruas, pelos escritórios, e são obrigados a conviver com o mar de camisas rubro-negras que invade a cidade, tornando-se figuras extremamente vulneráveis às chacotas e achincalhos dos campeões, enquanto que vencer um brasileiro contra um Internacional ou um mundial contra um Liverpool não proporciona um dia seguinte tão divertido devido a distância que nos separa dos torcedores vice-campeões.
Mas agora é hora de falar sério.
O Flamengo tem a missão e o dever de resgatar a imagem do futebol carioca fazendo bonito no campeonato brasileiro.
A ida do Joel é uma tristeza, mas o Caio Jr. (fechou com ele, né?) vai pegar o time arrumadinho e pronto para nos dar ainda muitas alegrias nesse ano de 2008.
Agora o bicho vai começar a pegar de verdade.
Obrigado, Joel, obrigado mengão, bola pra frente.
Rumo ao Hexa e Yokohama.
