Nosso ilustre leitor Cristiano Dias enviou-nos um e-mail sugerindo levantar uma questão neste humilde porém liberal meio de comunicação.
A pauta sugerida refere-se a se é justo ou não o nosso querido rubro-negro da Gávea ter que ir jogar uma partida em latitude bem acima do Equador, quase no Trópico de Câncer… enfim, lá onde o redemoinho do ralo da pia gira no sentido horário.
Eu compartinho do questionamento do valoroso leitor no que tange ao fato de tratar-se de um time da Concacaf participando de um campeonato da Conmebol, e sobretudo se formos considerar o nível técnico dos elencos desta última, bem superior ao da primeira, ou seja, o que um time que está em último lugar no Campeonato Mexicano ainda tem que se meter a jogar um campeonato que envolve times bem mais fortes que os da sua própria confederação?
Mas por outro lado, todos sabiam que iriam poder cruzar (no bom sentido) com os mexicanos ao longo do campeonato, e começar a reclamar agora que o campeonato está no meio, e coincidentemente às vesperas da partida me soa a coisa de botafoguense.
Vai ser muito chato cansar o elenco rubro-negro jogando uma partida lá “na casa do cacete” enquanto o vice atual descansa em meio a banhos de sais e sessões de hidromassagem, mas tudo bem… afinal a prioridade é a libertadores e o bi-mundial, depois não dá para o Flamengo ficar se preocupando com time pequeno.
Campeonato estadual é obrigação.
Não tem nem o que comemorar.

Estou lendo um livro do Nelson Rodrigues, que me foi presenteado pelo meu querido irmão, Dude Lyra, vulgo Kaká de Ressaca, e por sua querida mãe, Celina Lyra, que são crônicas esportivas que o autor escrevia para a Manchete Esportiva na metade final dos anos 50, “O Berro Impresso das Manchetes”.
Recomendo.
Na parte do livro que eu estou lendo o Brasil ainda chora pela derrota na copa da Suíça em 1954, além é claro, da catastrófica final da copa de 1950, e endeusa a Hungria de Puskas e a Tchecoslovaquia.
É interessante notar como naquela época havia uma sensação de “quando seremos campeões do mundo?”, “não somos os melhores”… chegei a ler declarações de membros da CBD dizendo que o Brasil iria para a Copa de 1958 já sabendo que não teria nenhuma chance de levar o caneco para casa.
Esse pensamento mudou muito de lá para cá, basta lembrar do nosso “dream team”, que chegou à Alemanha em 2006 com a taça na mão, mais preocupado em dar show e bater recordes individuais do que apenas ganhar a copa, aqueles mercenários arrogantes saltos-altos desgraçados de merda.
Mas apesar de o pensamento com relação a seleção ter mudado muito desde aquele tempo para cá, o livro fala de outros conceitos que permanecem intocados mesmo depois de meio século.
Tricolor confesso, Nelson Rodrigues dizia que naquela época, a camisa rubro-negra já tinha esta mística de jogar sozinha, e também que a torcida do Botafogo já tinha a característica de alimentar-se do pessimismo e do sofrimento.
Domingo que vem começa a decisão do Campeonato Estadual 2008 entre Flamengo e Botafogo, onde o Botafogo vem motivado de uma convincente vitória sobre o Fluminense na decisão do segundo turno, e de um merecido 3×0 sobre o Flamengo na semi-final, ou seja, Botafogo vem favorito.
Já o Flamengo, além de carregar na memória a derrota chocolatesca para o Botafogo dentro do seu próprio estádio, ainda vem abalado pela notícia de que seu querido técnico, Joel Santana, está de partida para a África do Sul, onde substituirá aquele técnico cujo nome eu me recuso a pronunciar no comando da seleção daquele país.
Ainda me lembro da decisão do Campeonato Brasileiro de 1992, quando o Botafogo entrou favorito, festa da torcida antes do jogo, e levou uma SURRA logo no primeiro embate.
Depois das finais, Flamengo pentacampeão, fui ter com amigos botafoguenses, que me confessaram “eu já sabia que ia dar Flamengo”.
A conclusão, amigos, é de que todos vão ficar felizes após a conclusão destas finais do estadual deste ano, o Flamengo, por que vai levar a taça para Gávea, e o Botafogo, por que vai ganhar mais uma história de tristeza, sofrimento e lágrimas em seu currículo.

Pra começar, parabéns ao Cienciano, de quem eu só ouvi falarem mal, que só oferecia perigo na altitude, e tal… eu achei que o Flamengo ia jogar com uma mulambada na retranca que jogaria na base do pontapé, mas não, o time do Peru jogou bem e poderia muito bem ter saído com a vitória do Maracanã ontem.
Tudo bem que enquanto estava em igualdade no placar jogou numa retranca desgraçada, abusando inclusive da linha burra… abusando mesmo, pois foi graças a uma linha do impedimento mal executada que saiu o gol de Souza abrindo o placar pro mengão.
Daí eu pensei “agora os caras vão bater pra caramba”, mas não, foram para cima do Flamengo conscientes, criaram chances e tal, tocaram a bola… até empatar graças a aquela saída canhestra do Bruno no melhor estilo “ala das baianas”.
Segundo tempo e os caras voltam fechadíssimos de novo… e o Flamengo foi ficando nervoso… Joel botou o time todo lá pra frente, dando um ar de desespero… o Leo Moura foi um que eu não vi no segundo tempo, tanto é que no fim do jogo até telefonei para a emissora para perguntar se estava tudo bem com ele…
Daí o Bruno deu outro vacilo, deixou a bola passar nas sus barbas dentro da pequena área e mais um gol do Cienciano, só que o juíz anulou equivocadamente, para a alegria da ala Emo do Botafogo.
Mas tudo bem por que o juíz deixou de marcar um penalti escandaloso a favor do flamengo também, deixando 1×1 em lambanças, para a tristeza dos que reclamam que o juíz semrpe rouba para o Flamengo, o que é RIDÍCULO.
E o Flamengo pressionava desordenado, enquanto que o Cienciano começou a fazer uma cera desgraçada, com o goleirão caindo de maduro e coçando o joelhinho… depois quando o Marcinho roubou a bola do Obina e fez o gol do desempate, os peruanos começaram a correr pra caramba… não tentendi, por que pararam de fazer cera?
E ficou assim mesmo.
O Flamengo conseguiu ficar em primeiro do grupo, mas não sei se com este futebol vai arrumar alguma coisa na Libertadores ou mesmo no Brasileirão.
Bola pra frente.
Foto: Print-screen do site do Globo. O fotógrafo é Alexandre Cassiano.

E o Cuca recuou o time de novo.
E o mengão vira-vira virou de novo.
E o Souza foi expulso injustamente por querer jogar futebol.
E o Castillo, goleirinho do timinho do anti-jogo ficou no campo depois de mostrar ser indigno de pisar na grama sagrada rubro-negra do Maracanã, maior estádio do mundo, lar do maior time do mundo, bi-campeão da Taça Guanabara, o maravilhoso, esplendoroso Mengão.
E aquela bola na trave no último lance foi a cereja no bolo.
Obrigado mengão, por só me dar alegrias!
Agora é rumo ao bi da libertadores, depois o bi mundial, e depois o mais importante: o Hexacampeonato Brasileiro.
Sorte de quem é rubro-negro como nós.

Uma homenagem ao mengão-penta classificado para a libertadores 2008, rumo a tóquio e ao Hexacampeonato brasileiro.
Eu te amo, mengão!
(link gentilmente enviado pelo CrisDias).
Chato pra caramba esse recalque de alguns torcedores de outros times, que insistem em tirar do Flamengo o título brasileiro de 1987.
Outro dia fui na farmácia comprar Flagass para a minha filha, pois só dou a ela remédios que tenham “Fla” no nome, e o dono da farmácia (o pobre coitado era vascaíno, fui descobrir depois) ficou martelando na tecla de que o título de 1987 foi do Sport.
Vejam só que disparate!
Me digam o nome de um, UM jogador do Sport de 1987!
O Sport foi campeão do módulo amarelo, ou seja, da segunda divisão, e parabéns a ele pela conquista.
Pra quem era criança naquela época e não entendia das coisas, ou pra quem nasceu depois daquele ano, nos resta explicar com paciência, pois não tiveram a oportunidade de assistir ao módulo verde da Copa União para ver o Flamengo conquistar aquele título com um timaço, que jogava um futebol que não se vê mais nos dias de hoje…
Agora, é inadimissível uma pessoa de mais de 30 anos vir questionar o legitimíssimo título do Flamengo de 1987.
É ridículo.
É uma falta de fair-play.
A Copa União foi organizada pelo Clube dos 13, Rede Globo, Varig e Coca-cola, no intuito de salvar a imagem desgastadíssima do campeonato brasileiro, organizado pela CBF, de Nabi Abi Chedid, que vinha cada vez mais bagunçado ano a ano, com uma infinidade de clubes e uma tabela que era modificada a cada rodada… e foi um sucesso, com uma primeira divisão com 16 melhores clubes do Brasil, em que o Flamengo foi campeão.
Seguindo o acordado anteriormente entre todos os membros do clube dos 13, quaisquer que fossem os campeão e vice, eles não disputariam um quadrangular decisivo contra o primeiro e segundo do módulo amarelo, previsto no regulamento imposto por motivos políticos pela CBF.
Ora, agora me respondam: Em qual campeonato o campeão da primeira divisão tem que decidir o título contra o campeão da segunda? Não faz sentido algum.
Por conta desse boicote, o Sport e o Guarani, campeões do módulo amarelo foram considerados pela orgulhosa e mafiosa CBF os campeões brasileiros daquele ano, e desta forma, caíram de para-quedas na Libertadores, tirando as vagas dos legítimos campeão e vice da primeira divisão, Flamengo e Internacional, em uma das maiores injustiças que se tem notícia no futebol brasileiro, pois o Flamengo tinha o melhor time do Brasil disparado e tinha todas as condições de conquistar o bi da libertadores e o posterior bi do mundo em Tóquio.
Então, para concluir, caríssimos torcedores de Corinthians, São Paulo, Palmeiras, Vasco, Santos, Fluminense, Botafogo, Atlético Mineiro, Cruzeiro, Inter, Grêmio e Bahia, membros do clube dos 13 além do Flamengo, saibam que todos os seus clubes concordaram com o boicote a esse patético quadrangular imposto pela CBF, e qualquer um que fosse para a final do módulo verde teria feito o mesmo que Flamengo e Internacional fizeram, por motivos éticos, mesma ética que falta quando se comete a leviandade de se questionar o legítimo título do Brasileiro de 1987 do Flamengo.
Desejo ao nosso futebol dias melhores, onde o espírito esportivo se sobrepõe à politicagem e à ganância, onde o bom senso é mais importante do que o orgulho e o fanatismo, e onde os campeonatos são vencidos no gramado, e não nos tribunais.
Obrigado pela atenção.
Abaixo a foto do campeão brasileiro de 1987 e até hoje, único e primeiro pentacampeão brasileiro.

Eu queria entender como o Flamengo conseguiu levar três gols desse bando de burocratas, mas tudo bem.
Pelo menos foi bom pra dar um pé na bunda do Juninho.
Parabéns, mengão.
A Libertadores não te merece.
Esse campeonatinho safado onde não existem faltas nem cartões e onde botam um juíz argentino para apitar um jogo desses.
E apesar de eu achar que o Ney Franco tenha viajado nas alterações desesperadas que fez no final da partida, parabéns para ele também, pois sua intenção foi de atacar, de jogar o futebol que a torcida quer ver, diferente daquele Brasil RIDÍCULO que jogou a copa de 2006, o pior Brasil de todos os tempos.
Mengão jogou com Raça.
E agora é todo Brasileirão.
Estou sentindo cheiro de Hexa.
Saudações.
Foto: O Globo