Mais um post da série Enchendo Lingüi… eerrr… Carros Clássicos dos anos 70.
O Passat foi lançado em 1974, nas versões L, LM e LS, e em 1975 foram lançadas as respectivas versões de 4 portas.
Seus 78 cavalos desenvolviam de 0-08 km/h em 10,6 segundos, rodando 12 km por litro de gasolina azul.
Você pode adquirir um como o da foto pela bagatela de Cr$ 43.450,00.
Um dia eu chego lá.

Entre os anos de 1978 e 1982, a galante montadora brasileira Gurgel, produziu o talvez mais curioso automóvel da indústria nacional, o X-15.
O singular veículo conta com o bom e velho motor boxer VW 1600, o mesmo da Brasília e da Kombi, e o único sentimento que eu tenho certeza de que o nosso “carro-lunar” não desperta em quem tem a experiência de vislumbra-lo é a indeferença.



As fotos que ilustram este post foram encontradas no Internet em sites mantidos por alguns dos seus orgulhosos proprietários, como Gurgel X-15 & Família, Areia na Veia e ainda neste link um exemplar à venda em Piracicaba.
Olha a oportunidade.

Há algum tempo atrás estava eu bebendo uma cerveja no Céu da Guanabara durante a hora do rush, reparando em todos aqueles carros que passavam na Rua das Laranjeiras e comecei a tentar imaginar quanta gasolina estava sendo queimada só naquele trecho de asfalto, em frente ao bar.
Em uma amostragem grosseira, contei quantos carros passavam ali, naquele trecho, que deve ter uns cem metros, a cada minuto… contei entre 25 e 35 carros por minuto… como não tinha calculadora, arredondei para 30, para também não queimar o cerebelo.
Se cada carro, naquele ritmo lento, faz em média uns 7 km com cada litro de combustível, então, naqueles cem metros em frente ao bar, a cada 70 carros, um litro de combustível é queimado… eu tinha contado 30 carros por minuto, vamos fechar em um litro de gasolina queimado a cada dois minutos?
Naquele dia eu passei ali umas duas horas bebericando e jogando conversa fora, de modo que assisti sessenta litros de combustível serem queimados ali, na minha frente… nem me pareceu tanto, mas lembre-se, são apenas cem metros de Rua das Laranjeiras.
Abaixo uma bela foto que eu tirei do local supracitado.

Continuando a brincadeira, e no Túnel Rebouças, como ficaria esse cálculo?
Segundo a Wikipedia, passam por dia 190 mil veículos pelas quatro galerias do Túnel Rebouças, que mede, somados os dois sentidos, 5760 metros.
Usando como base aqueles mesmos sete quilômetros por litro, e para facilitar as coisas, ignorando as motos, que consomem menos, e os ônibus e caminhões (e Galaxies e Landaus), que consomem mais, já dá para se ter uma idéia de quanto de combustível é queimado por dia naquele pequeno, porém movimentado trecho da BR-101.
A conta fica então 190.000 x 5,760 = 1.094.400, que é a soma dos quilômetros percorridos por dia por todos os veículos que passam por lá.
Isso divididos por sete então nos dará os litros, que é o que queremos estimar: 156342,85714285714285714285714286… dízima periódica interessante, não?
Para arredondar, por dia são queimados no Túnel Rebouças, (aproximadíssimos) 156.343 litros de combustível.
É, não tem jeito.
É mesmo coisa pra cacete.
Dá para entender por que os árabes estão com a burra cheia de dinheiro, bem como também dá para entender por que que a cada vez que eu passo de motoca pelo Rebouças a minha cara chega preta no meu destino.
Bom, acho que é isso.
Se meus cálculos estiverem errados, por favor, sua ajuda é muito bem-vinda.
De qualquer forma, Morituri te salutant.
Esses romanos são mesmo loucos.

A Kombi é Bauhaus.
Uma magnífica aplicação da sua máxima mais famosa “a forma segue a função”.
Sem dúvida, um dos carros mais belos que eu já vi.
O nome do utilitário deriva do alemão Kombinationsfahrzeug, que significa “Carro Combinado”, no sentido de que pode ser facilmente convertido de cargueiro para transportador de passageiros.
O utilitário, que roda desde 1950, sempre teve aqui no Brasil o modelo mais atrasado.
Apos a reestilização da Kombi brasileira de 1997, quando o carro enfim ganhou janelas traseiras maiores e portas corrediças, a nossa Kombi passou a ser basicamente o mesmo carro que rodou na Europa entre os anos de 1972 e 1979, e foi a última no mundo a abandonar o velho motor boxer da VolksWagen, que a equipou até 2005, quando enfim recebeu motor refrigerado a água.
Se estiver interessado em obter informações sobre a Kombi, tem várias interessantes na Wikipedia, e uma história detalhada, com belas imagens de fotos e anúncios da época neste link.
Aqui você pode fazer o download da Kombi planificada para imprimir, recortar e montar a sua própria frota.
E para aqueles que ainda tem alguma dúvida sobre a eficiência do longevo utilitário, prestem atenção em quais são os carros que mais produzem fumaça preta pelas ruas da cidade e vão reparar que são modernas vans Mercedes Benz, Peugeot, Renault e Citroën.
Enquanto essas vans novas, modernas, confortáveis e silenciosas já estão por aí batendo pino, as velhas kombis barulhentas e apertadas, seguem agüentando o tranco.
Abaixo algumas brochures antigas que eu encontrei entre as minhas iguarias.








Uma gracinha, bonitinho pra caramba, completo, organizado, realmente uma fofura, só vi uma falha, que como trabalho com usabilidade, achei chatinha, que é a cor vermelha do LCD do relógio, odômetro e marcador de temperatura.
Para mim, o vermelho tem que ser economizado para indicar que alguma coisa está errada.
Vermelho é cor de erro.
Quando acende uma luz vermelha no painel, é motivo para o motorista se preocupar, por isso que a cor escolhida é o vermelho, que é a cor que mais chama a atenção, nos sinais de trânsito é para parar, assim como também nas luzes de freio… nos painéis de automóveis, o vermelho indica que o freio-de-mão está puxado, que o carro está fervendo, que está faltando óleo, em suma, informações importantes, que indicam que algo está acontecendo que pode impactar no funcionamento do veículo, e mesmo na segurança dos passageiros.
Quando se usa o vermelho para pintar o LCD do relógio, como no caso dos painéis do Gol e Fox, da Volks, desperdiça-se a cor de alerta com uma informação de importância muito menos relevante.
Desta forma, o vermelho ficará sempre presente na visão periférica do motorista, fazendo com que quando uma luz vermelha de alerta se acenda no painel, ela não tenha o mesmo destaque, e consequentemente, a mesma eficiência.
Isso me incomodou na hora exata que eu sentei no banco do motorista.
No meu ver isso foi uma comidinha de mosca dos designers da Volkswagen.
Rapaz, como eu me amarro nessas minhas revistas Quatro Rodas antigas e mofadas… que carros… vejam esse anúncio de Landau de página dupla…



O que uma grande angular não faz, hein? A Brasília do anúncio parece até uma barca Rio-Niterói, dado o espaço com que conta nosso fashion garoto-propaganda para a leitura de seu rico periódico.
Repare no tom amostardado do exemplar escolhido para a divulgação… onde foram parar todas essas tintas?
Bom, como a moda é cíclica, um dia elas voltam, daí nós poderemos voltar a curtir de novo as tonalidades ultrasaturadas e sólidas no lugar das dos tão desbotados congestionamentos de hoje em dia…