Todas as fotos abaixo foram tiradas na Rua Almirante Alexandrino, a rua principal de Santa Teresa, no dia 14 de outubro de 2008.
Algumas horas depois de as fotos terem sido tiradas passou um caminhão da prefeitura e tampou alguns deles, fazendo com que aonde antes havia um buraco, agora passe a ter uma lombada.
E o mais interessante é que o bairro passou por grandes obras há muito pouco tempo, e a maioria desses buracos surgiu justamente nos trechos com o asfalto novo… mas também tem outros buracos que são abertos pela Cedae, que faz o serviço e simplesmente vai embora, abandonando a cratera aberta no meio da rua, sem nem ao menos colocar aquele tampão de ferro, enquanto a prefeitura não vem e joga asfalto por cima de tudo, até das próprias tampas, ou então deixa o asfalto até o limite da tampa, que fica a 10 centímetros do nível do asfalto… todas essas modalidades de buracos são velhas conhecidas do carioca, mas eu não me lembro de já ter visto as ruas de Santa Teresa em semelhante situação de abandono.












Dizem que vieram da Amazonia e se adaptaram tão bem ao ambiente daqui que estão pondo em risco os locais, macacos pregos… dizem que graças a eles a população de gaviões também cresceu… o povo diz um monte de coisas mesmo.
Consegui tirar uma foto razoavelmente decente de um dos vários que passam por lá pela mansão diariamente…

O #12.
Então até agora são dois bondes “oficiais”, este e o #9, já que o #8 está ainda em testes.
Muito pouco para atender a duas linhas.
O Censo continua…

Hoje estava voltando de motoca para casa e tive o prazer de ver dois exemplares raros da fauna ferroviária de Santa Teresa: o famoso bonde #8, que voltou de Três Rios, e que os panfleteiros da Amast dizem que não faz curvas, e o “figurinha difícil” bonde #105, de conserto da rede aérea.
Estava chegando em ST e vi o bonde 8 parado no largo do França, e nem liguei o nome a pessoa… prossegui até a entrada dos prazeres, no ponto final do Dois Irmãos, onde estava parado o bonde de conserto.
Parei e fiquei tirando umas fotos do bonde 105, enquanto esperava o outro chegar para que eu o fotografasse também.
Fiquei esperando um tempo, mas o outro não chegava nunca, de modo que resolvi ir ao seu encontro.
Fui voltando e acabei o encontrando ainda no mesmo lugar que o havia visto, no Largo do França.
Estava lá, lindo, tinindo, novinho em folha.
Parei a motoca e comecei a fotografa-lo.
O bonde faz um barulho muito diferente do bonde velho, o que me entristeceu.
O barulho do bonde é mais agudo… eu o representaria onomatopeicamente como “Ssssssssssssss”… o barulho do velho motor White Westinghouse vai mesmo deixar saudades.
Fui ao simpático motorneiro, perguntei se o bonde fazia mesmo curvas, que conversa era aquela do pessoal da Amast, que dizia que o bonde novo era uma bosta e tal… subi nele para olhar os equipamentos, e reparei que no painel do motorneiro havia um monte de luzinhas… saquei a câmara e perguntei ao motorneiro se podia fotografar, já apontando a máquina… mas um dos caciques que estava sentado me disse “não pode tirar foto não, este bonde está em teste, aliás não pode nem subir no bonde, faça o favor de descer do bonde”.
Eu pensei “que babaca”, e fui descendo do bonde.
Cogitei em dar um kashimerrogatami no cara, mas segurei minha onda.
Continuei tirando minhas fotos, agora mais para provocar o leão de chácara do bonde do que qualquer outa coisa… daí eles desceram do bonde e o que parecia ser o líder da expedição me disse “que nada, pode tirar foto sim”, e eu fiquei conversando com eles.
Me disseram que já tem outros cinco bondes quase prontos em Três Rios, que daqui a algum tempo vai ter bonde para todos os lados em Santa Teresa, que vão enfim colocar em uso o ramal que vai até o Silvestre, assim como o da Muratori, e que este último serviria unir as linhas com as que seriam posteriormente implementadas na Lapa, em uma volta a época do transporte ferroviário urbano no Rio de Janeiro, o que é a melhor alternativa de transporte para a cidade.
Concordei com tudo, agora, daí a acreditar…
De qualquer forma foi um prazer conhecer ao vivo o novo bonde… mesmo que tenha barulho de serra de mármore, tá valendo.
Abaixo algumas das fotos que eu tirei.


Ano passado escrevi um post manifestando a minha felicidade em ver que o bonde #8 havia voltado da sua reforma em Três Rios, só que recentemente fiquei sabendo através de um panfleto distribuido pelo pessoal da Amast, que o modernizado bonde #8 não pode fazer curvas, e vai ser mandado de volta para Três Rios (ou algo assim).
Com a triste notícia, fui assolado por inevitável descrença na seriedade da administração do que é o símbolo de Santa Teresa.
Vesti então minha roupa de explorador e saí pelas ruas munido da minha câmera fotográfica para registrar os raros exemplares que ainda restam e assim fazer um “Censo” para ver quantos deles ainda circulam e em qual estado se encontram.
Consegui encontrar um bonde, que foi devidamente fotografado e catalogado, o #9… me pareceu saudável, com a voz forte e afinada do inconfundível motor White Westinghouse.
Espero em breve postar mais fotos destes seres que um dia já foram numerosos, mas hoje estão em vias de extinção.
Salvem os bondes!
Não deixem os bondes morrerem!

Como eu contei em outro post, na sexta-feira à noite desmoronou uma barreira aqui no acesso ao nosso condomínio em Santa Teresa, impedindo a passagem dos carros, deixando os moradores praticamente ilhados durante aquele fim de semana.
Bem, depois de nada ter acontecido no sábado, veio o Domingo, e logo de manhã o corte da energia elétrica nos encheu de otimismo, pois era sinal de que a Light já tinha feito a sua parte e dado sinal verde para a prefeitura poder trabalhar na remoção de toda a terra, árvores e pedras que impediam a passagem dos carros pela ladeira de acesso à Equitativa.
Passou a manhã e veio a tarde, e eu resolvi dar um pulo lá no “cenário de batalha” para ver como as coisas estavam andando, tirar umas fotos e tal… enquanto me encaminhava para o local, eu formava na minha cabeça uma imagem de muitos operários, caminhões, tratores e helicópteros Chinook se empenhando em nos devolver o contato com o mundo o mais rápido possível.
Quando cheguei ao local lá pelas 16h30, vi que eu tinha superdimensionado a importância que estava sendo dada à ocorrência pelo poder público, pois em vez de tudo aquilo que eu havia imaginado em minha mente otimisto-patriótica, o que eu vi foi apenas meia-dúzia de porteiros do condomínio e moradores do Morro dos Prazeres se revezando na operação de um machado e uma enchada que pegaram emprestados do corpo de bombeiros, que fica, sem exagero nenhum, a 20 metros do local afetado.
Não havia ninguém da prefeitura, da defesa civil, da light, da comlurb, enfim, após 43 horas do desmoronamento nenhum órgão público havia retidado UM grão de terra sequer, e graças aos nossos galantes voluntários a aquela altura já se podia passar de carro pelo local.
Parece coincidência, mas assim que o pessoal que estava trabalhando conseguiu enfim fazer com que um carro subisse a ladeira, chegou, em meio a acordes de trombetas e revoadas de pássaros, a ComLurb, que logicamente desfez tudo o que nossos voluntários haviam feito, obstruindo novamente a passagem, para então remover toda a sujeira e, verdade seja dita, antes das 18h a ladeira já estava liberada e a energia elétrica re-estabelecida.
Resumo: Demoraram quase dois dias para chegar, mas quando chegaram fizeram o trabalho com eficiência.
É isso.
Abaixo algumas fotos dos nossos heróis…




As fotos da encosta que cedeu impedindo a passagem de carros ao nosso condomínio.
Quem tá fora não entra, quem tá dentro não sai.
A barreira desmoronou ontem lá pelas 21h, e fica bem em cima do quartel do Corpo de Bombeiros de Santa Teresa, mas eles passaram a bola para a Defesa Civil, que para poder fazer seu trabalho, depende que a Light desligue a luz que passa por aqueles cabos.
Até agora está tudo desse jeito…

