Bom, pra começar, o filme é imperdível.
Perturbador, angustiante, aterrorizante.
Faz Cães de Aluguel parecer Teletubbies.
Bom pra cacete!
A história, resumindo bastante é a seguinte: Wagner Moura é Nascimento, capitão do Bope, e quer se aposentar, mas para isso ele precisa arrumar um substituto.
Paralelamente, segue a história dos dois candidatos a substitutos, os aspirantes da PM, Neto (Caio Junqueira) e Matias (André Ramiro).
O filme mostra a absurda e absoluta falência da PM, afundada e imobilizada pela burocracia e pela corrupção.
Também ridiculariza o trabalho das ONGs dentro das favelas do Rio, que são mostradas como grupos de riquinhos maconheiros e traficantes que transam durante o trabalho e dão apoio ao crime organizado… e por fim, o filme endeusa o Bope.
O Bope é mostrado pelo filme como sendo um grupo seletíssimo de PMs incorruptíveis e durões, onde ex-PMs corruptos não conseguem de forma alguma passar pelo treinamento de admissão, que segundo é mostrado e falado no filme, é mais pesado e exige mais dos candidatos do que o do exercito de Israel.
Me incomodou no filme a forma como é tratada a questão dos usuários de drogas, que são simploriamente responsabilizados por alimentar o crime organizado, o que não deixa de ser verdade, mas só é assim por que o sistema faz com que seja.
Drogas sempre foram consumidas por todas as civilizações que habitaram, em qualquer época, cada pedaço do nosso planeta, e afirmar que o crime organizado existe por causa dos usuários destas drogas, que são arbitrariamente proibidas, é totalmente superficial.
O caso é que o filme mostra a visão do policial, e sob a sua ótica, a realidade é essa mesmo, de riquinhos que, para terem maconha em seus apartamentos na zona sul, patrocinam a entrada de crianças pobres no tráfico.
Imperdível.
Assistam hoje.
Lembrei de mais um que é totalmente ridículo.
Roteiro que ninguém mais atura na propaganda #2: Enlatadas
Propagandas importadas mostrando seres humanos tão perfeitos que mais parecem feitos de plástico, e com uma dublagem que dá saudades da novela Chispita da TVS.
Bons exemplos são encontrados em anúncios da Gillette e da L’Oréal.
Brega até não poder mais.
Minha humilde contribuição para a série de posts “Cinco roteiros que ninguém mais atura na propaganda”, que foram publicados no blog do Cristiano e no do do seu compatriota Mauro… Ainda não juntei 5, mas um eu já tenho.
Roteiro que ninguém mais atura na propaganda #1: Lavagem Cerebral
Propaganda em que o locutor, seja aparecendo na tela, ou só em forma de voz, grita igual a um desgraçado os preços dos produtos anunciados… ou então uma musiquinha grudenta que repete freneticamente o telefone da empresa de dedetização.
Altamente estressante.
Uma violência.
E eles nem vendem javalis a 5 sestércios a quatorzena.


The Larch
Tenho me divertido assistindo ao Jornal da Band.
Anteontem o Ricardo Boechat anunciou a chamada da matéria “Fábrica de cigarros é fechada no Rio de Janeiro. Veja a matéria”… depois de muita confusão, entrou uma matéria sobre um assalto em SP.
No outro bloco vem de novo o Boechat “Vamos ver agora a matéria sobre a fábrica de cigarros que foi fechada…” (…) Entraram os comerciais.
No final do outro bloco, para a minha alegria ele anunciou de novo a matéria, só que desta vez ela entrou mesmo.
Ontem ele anunciou a matéria “Juninho demitido do Flamengo”, mais uma vez confusão, murmúrios, expressões tensas… e entrou uma matéria sobre todos os gols da rodada, menos os do jogo do Flamengo, e nada de Juninho demitido… fiquei esperando por que afinal a matéria me interessava, mas o noticiário acabou… e nada de Juninho demitido.
O noticiário da Band vem se mostrando um programa bem completo, pois apresenta um conteúdo jornalístico de qualidade, temperado com um festival de patetices.
Parei em em um camelô em frente ao Ponto Frio da Uruguaiana para comprar um controle-remoto para a minha TV.
O ambulante me ofereceu o modelo adequado e disse “temos que testar primeiro”.
Daí ele colocou as pilhas, entrou no Ponto Frio e testou o controle em um dos televisores em exposição… “Funciona”.
Eu ri pra caramba e falei “bem prático”, e ele “vou dar mole?”
Uma saudável relação de cooperação comercial.
Update: Sexta-feita, dia 6/7/2007, o referido controle remoto pifou.
Vou procurar um é na Philips mesmo.
Malandro demais se atrapalha.
Nunca pensei que eu fosse me divertir tanto assistindo um jogo entre Vasco e Botafogo.
Primeiro o Romário pagando aquele micão de tentar cabecear a bola que já estava dentro do gol… eu pensei que ele ia sair comemorando pra ver se colava, bem condizente com a sua personalidade.
Depois, apesar de uma atuação no mínimo estranha do juizinho e da narração quase insuportável do pentelhíssimo babaovíssimo Galvão Bueno, o jogo acabou sem o não-sei-porque-tão-badalado milésimo gol do Romário.
Aliás, pra uma coisa serviu a narração do Galvão, pra eu ficar sabendo que dentre esses 999 gols que o romário fez tem até gol marcado pelo infantil do Olaria… pena que não dá pra marcar gol no footvolley da praia, né, Romário?
Daí o jogo foi pros penaltis e o baixinho, que já não tinha mais nada pra fazer ali, já que o vasco se classificar é secundário para ele, inventou uma câimbra para não precisar fazer hora-extra batendo penaltis… eu tava torcendo para ele cobrar o penalti e perder… ia ser a cereja do bolo.
Mas tá bom.
Romário não fez seu milésimo, vasquinho eliminado, hepta-vice adiado…
Foi uma noite agradável.
O Cristiano publicou no blog dele uma obra importantíssima, uma compactação do edwoodiano especial de natal para TV do Star Wars, que foi ao ar em 1978, o Star Wars Holyday Special, que o George Lucas já afirmou que se tivesse como, destruiria todas as cópias.
A compilação é de um enorme valor, pois dá a oportunidade aos fãs de terem acesso a uma versão “assistível” do programa.
Quem nunca tentou assistir, ou não sabe do que se trata não tem idéia do quão catastrófica é a qualidade da peça.
Eu mesmo já tentei, mas o máximo que eu já consegui foi algo em torno de 20 minutos até entrar em estado de choque/tédio absoluto.
O filme retrata a família do Chewbacca em seu planeta de origem, e é falado quase todo em wookie.
Mostra cenas como o avô do chewbacca sentado em uma cadeira masturbatória assistindo pornografia na TV, ou a princesa Léia cantando.
Talvez tenha até potencial bélico, como uma “piada mais engraçada do mundo”, do Monthy Python às avessas.
Após assistir ao compacto pode ser que alguns desavisados empolguem-se em assistir ao filme de duas horas na sua totalidade, mas para estes vai o meu conselho: Não tente. É total perda de tempo. É terrível. Um pesadelo.
Clique aqui para assistir pelo crisdias.com.