Mairus Webber

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Posts do assunto ‘Utilidade Pública’

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2008
Alguns cheats para GTA San Andreas de PS2
Terça-feira, 5 de Fevereiro de 2008 - 22:06
Mairus Webber - 32,788 visitas, 113 comentários

Depois de anos de experiência, posso hoje me vangloriar de ser um dos maiores jogadores de GTA San Andreas do planeta.
Sempre perco o papel onde anoto os meus cheats… o último foi devorado pela Laura ontem de manhã.
Resolvi então publica-los no blog, que além de ser um lugar seguro e de fácil acesso para mim, ainda aproveito para prestar este valoroso serviço para a população.
Os códigos:

Colete novo + dinheiro

Este é o cheat que eu mais usei.
Apesar de ele encher o meu bolso de dinheiro, o que torna o dinheiro do jogo totalmente inutil, ele renova o colete-a-prova-de-balas (armor), o que mostra-se muito útil nas guerras de gangues e em questões com a polícia, e principalmente quando se está usando outros cheats que alteram a personalidade dos pedestres.

Pacote de armas #1

Outros cheats básicos são os de pacotes de armas, para quem está interessado em causar destruição, ou para a garantir a própria sobrevivência, se for usado junto com um “Pedestrians Riot” ou principalmente com um “Pedestrians attack with guns”.
Acaba tornando o jogo muito fácil, pois você vira uma máquina de matar.
Claro que se você resolver sair executando todos os passantes, seu nível de sujeira com a polícia vai aumentar rapidamente.

Agressive Traffic

Deixam o trânsito mais agressivo, tanto na velocidade e bandalhas cometidas pelos outros motoristas, quanto no mal humor dos condutores, que freqüentemente andam armados e atacam se você bate no carro deles.
Carros da polícia brotam na sua frente tornando mais fácil que você os abalroe, aumentando o seu grau de “sujeira” no jogo.

Flying Cars

O seu carro voa como um avião.
É divertido, mas acaba com uma das grandes graças do jogo, que é dirigir pelas estradas em alta velocidade.
Não funciona com as motos.

Cars Fly Away

Esse cheat é engraçado.
Tudo no mundo continua normal até você bater em algum veículo, que perderá o contato com o solo e começará a subir lentamente.
Só funciona quando você está conduzindo algum veículo.

City in Chaos

Os pedestres ficam agressivos, e querendo confusão uns com os outros e com você.
Fumaça negra brota do chão e pedestres correm carregando grandes televisores, mas não chegam a representar grande perigo por estarem em sua maioria desarmados.

Pedestrians Riot

Helicópteros da polícia cruzam o céu, todos os pedestres tem armas, que usam para atacar uns aos outros e a você.
Com este cheat ativado fica fácil de obter armas que as pessoas largam ao morrerem, o que acontece o tempo todo.
É muito perigoso passear de carro ou principalmente de caminhão ou ônibus por dentro das cidades com este código ativado, pois é grande a quantidade de pedestres que irão alveja-lo com suas bazucas, e se acertarem seu veículo uma só vez, é morte.

Pedestrians Attack With Guns

É o mais difícil de todos (os que eu conheço).
Todos os pedestres tem armas e atiram somente em você.
Fugir de carro é muito difícil, pois quando se entra no carro, geralmente este já está soltando fumaça negra, e ele tem rapidamente furados os seus pneus, tornando difícil a condução.
É freqüente o carro pegar fogo durante a fuga, tendo que ser abandonado em movimento.
Uma entrada de curva errada dentro de uma cidade, ou mesmo uma vila dificilmente é perdoada pelos pedestres, armados com pistolas, escopetas, AK-47s e bazucas.
Nas estradas os motoristas param seus carros e descem para alveja-lo com suas armas.
Um bom cheat.

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2008
GT5 para PS3
Sábado, 26 de Janeiro de 2008 - 12:22
Mairus Webber - 791 visitas, 3 comentários

Não há o que ser dito.
É clicar neste link, lembrar das noites passadas na adolescência jogando Enduro no Atari e chorar como uma mulher pensando “valeu a pena esperar todo esse tempo”.
Abaixo alguns print-screens que eu consegui fazer quando conseguia controlar meus músculos entorpecidos pela emoção.
Link gentilmente enviado pelo Cristiano.

Update: Pelo filmezinho pelo menos uma das reclamações do povo que joga GT4 foi atendida, que é a quantidade de carros poder ser maior do que 6… além da resolução de mundo real (eu falei a mesma coisa do GT4).






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2007
Ontem liguei para a Net para perguntar por que eu não tenho mais TeleCine…
Segunda-feira, 31 de Dezembro de 2007 - 11:55
Mairus Webber - 1,093 visitas, 3 comentários

…e a primeira descoberta triste que eu fiz foi a de que agora a Net usa o mesmo sistema de Robôs-Burros que a Telemar já vem usando, que me permitiu ter diálogos como o descrito abaixo…
– Quero saber por que não tenho mais TeleCine.
– O Sr. quer comprar evento pay per view? Por favor responda “Sim” ou “N…”
– NÃO.
– Não entendi, senhor. O Sr. quer comprar evento pay per view? Por favor responda “Sim” ou “Não”.
Esperei um pouco… – Não.
– Ah, então vamos começar denovo, senhor – ela falava como se fosse feita de carne e estivesse sentada à minha sala de estar.
Esperei ela repetir o menu inicial – Não tenho mais TeleCine.
– O Sr. quer comprar evento pay per view? Por favor responda “Sim” ou “N…”
– Vai tomar no cu! – eu perco rápido a paciência quando sou obrigado a falar com esses robôs idiotas.
– Não entendi, senhor. O Sr. quer comprar evento pay per view? Por favor resp… – desliguei.
Dei um tempo e telefonei denovo.
Desta vez consegui ser transferido para “um de nossos representantes”, que não se chamam mais atendentes, e falei como um lorde inglês – Boa tarde. É que eu não tenho mais TeleCine… gostaria de saber o porque…
A moça – Senhor, é que nós estamos codificando a rede e alguns canais que eram de sinal aberto, e por isso o senhor acessava, tiveram o sinal codificado, por isso o senhor não consegue mais acessa-los.
– Ah, quer dizer então que há 10 anos, tempo que eu tenho de assinante, vocês me deixavam assistir Telecine e os outros canais que me cortaram por que eram bonzinhos? E que na verdade o meu plano nunca me deu direito de assisti-los?
– Exatamente, senhor.
– Então quer dizer que eu vou continuar pagando a mesma coisa para ter menos canais, ou eu agora pago mais barato? – Doce ilusão.
– Não, senhor, o preço continua o mesmo, pois como eu já disse, o plano do senhor não dá direito a esses canais.
Daí eu me emputeci – Olha, eu sei que você está aí trabalhando, e seu papel é me dizer o que te mandam dizer, mas isso que acabou de me falar é o maior CAOZINHO que eu já ouvi na minha vida. É RIDÍCULO. É a maior CONVERSA FIADA que eu já ouvi na minha vida. Então quer dizer que depois de dez anos você vem me dizer que eu não tinha direito? Isso agride a minha inteligência (citando Michael Corleone antes do Carlo ser assassinado). Me falar uma babaquice dessas é a CARA DA NET… – túúú-túúú-túúú-túúú-túúú-túúú…
Claro que ela desligou o telefone na minha cara, e não duvido que seja também por orientação dos desgraçados que ela tem como chefes.
Se existir justiça divina (o que eu sei que não existe), todas as pessoas envolvidas em setores de tele-atendimento vão arder no mármore do inferno, tenho dito.

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2007
Boleto impagável da Previdência Social fez de ontem ontem o mais kafkeano dos meus dias
Terça-feira, 18 de Dezembro de 2007 - 21:28
Mairus Webber - 2,031 visitas, 6 comentários

Ontem desci para o centro com a missão de regularizar a contribuição com o INSS da nossa colaboradora Penha.
Para isso levei um boleto que apesar de ser referente aos meses 12 e 13/2007, já estava vencido, pois como foi gerado em novembro, o inteligente sistema do ministério da previdência social não poderia me dar o vencimento na data em que ele efetivamente vence, que é o dia 15/1/2008, não me perguntem por que, mas sei que os bancos não aceitavam recebe-lo… eu achava que era por estar vencido, mas depois descobriria que não.
Cheguei no posto da Previdência Social ao lado da Biblioteca Nacional, onde fui atendido direto, sem passar por fila nenhuma, e o rapaz me disse após uma breve olhada que o boleto estava mesmo vencido pois no campo “competência” o mês que constava era o de 9/2007.
Eu expliquei para ele que aquilo devia estar errado, pois eu só havia assinado a carteira da Penha no final de novembro, e que a competência certa era a que estava escrita no rodapé do boleto “Competencias consolidadas nesta GPS: 12/2007, 13/2007″.
O atendente entendeu e foi no computador e gerou outro boleto para mim, que apesar de bem “fraquinho”, dava para ler direito o valor e o banco iria receber sem problemas, segundo ele.
boleto_inss1.jpg
Fui no banco, depois de esperar umas 30 pessoas na minha frente, fui atendido e o caixa falou que o sistema não estava aceitando por causa da competência de 10/2007, que tinha que ter uma multa, que eu voltasse no INSS e pedisse para colocarem a multa que estava faltando.
O mesmo cabra no INSS me mostrou o vencimento do boleto dia 31/12 e me falou que estava certo, que não tinha multa, e que ele teria de aceitar.
De novo no banco, o caixa tentou e falou novamente que o sistema não aceitava, que não podia fazer nada.
Eu falei pra ele fazer como antigamente, recebe o dinheiro e me dá um recibo, e ele falou que não se trabalha mais assim.
Saí de lá já bastante puto da vida.
De volta ao posto da Previdência Social, falei para o sujeito, que já aparentava estar perdendo a paciência, isso mesmo, o cara do guichê estava perdendo a paciência comigo, que não estava rolando no banco real, e ele me disse que o problema é com os sistemas de bancos não-federais, que não estavam reconhecendo o bagulho, me mandou ir na casa lotérica no outro lado da rua.
Passei na casa lotérica, mostrei o boleto para a moça da tabacaria de dentro da casa lotérica e ela me disse – claro que paga aqui.

Saí de lá, comprei um Marlboro e um isqueiro e fumei um cigarro a profundas tragadas enquanto desejava a extinção dos ursos panda.

Lá fui eu, mas não sem antes retirar o dinheiro no caixa eletrônico, pois não poderia pagar com meu cartão da merda do Banco Real na casa lotérica.
Na casa lotérica.
Fila, demora, calor.
Quando chegou a minha vez a moça do guichê falou – não tá aceitando sem a multa – e eu mostrei o vencimento e a competência no rodapé do boleto, e ela perguntou se não é mês 10, que mês que eu boto então?”, eu falei – bota 12 – já sem nenhuma esperança de pagar o treco ali com aquela imbecil.
Ela rasurou o mês do “vencimento fake” do meu boleto de 10 para 12, não sei pra que ela fez isso, deve ser para a sua memória de peixe não esquecer e não ter que me perguntar denovo, ou sei lá por que, mas provocou a indignação de todos os distintíssimos balconistas da Previdência que me atenderam depois dali.
Saí de lá, comprei um Marlboro e um isqueiro e fumei um cigarro a profundas tragadas enquanto desejava a extinção dos ursos panda.
Voltei para meu balcão do INSS favorito e o negão não agüentava mais olhar para a minha cara.
– Na casa lotérica também não rolou – falei, ao que ele do alto do seu pedestal de funcionário público concursado me disse em tom solene – Então não posso fazer mais nada. – sério, a essa altura do campeonato o filho da puta me disse isso, e eu, já me sentindo o próprio Joseph K, perguntei – O que eu faço então? Demito minha empregada? – e ele, em um resquício de paciência, me disse – Vai na central da Previdência Social, na Rua Almirante Barroso, 54 – fui.

Quando eu vi na parede aquele cartaz dizendo “É proibido xingar os atendentes ou alveja-los com objetos de qualquer natureza”, eu entendi tudo.

Entrei, peguei minha senha e me sentei.
Esperei 40 minutos e fui chamado para ir a um dos poucos guichês que tinha alguém atrás do acrílico.
A mulher que me atendeu tinha poeira nas rugas, como a esposa do vizinho do Winston Smith em 1984.
Enquanto eu esperava para ser chamado reparei que ela ajustou as configurações de brilho e contraste do monitor durante uns 5 minutos… ela teclava com os dois indicadores, pausadamente, fazendo careta para a tela e movendo os lábios enquanto teclava…
Eu entreguei a ela os papéis e comecei a contar a minha história triste, quando ela me interrompeu – Pode deixar que eu estou vendo tudo aqui no boleto – mas eu não parei de falar, minha paciência já tinha ido para a casa do caralho há muito tempo, e fui dizendo que nenhum banco aceitava o boleto, nem casa lotérica, que tinha ido já três vezes em outro posto do INSS, quando ela disse o que eu mais temia que ela dissesse – Não tem nada de errado com o boleto, o banco tem que aceitar. – e continuou – Quem te deu esse boleto? – o cara lá do outro posto do INSS de onde eu acabei de sair – foi quando ela, em uma absoluta ausência de misericórdia, me disse – Então você tem que ir lá e dizer isso para ele – a minha vontade era de esmurrar aquela mulher até que o cerebro dela estivesse espalhado pelo chão daquele lugar nojento, e me senti como o Alex em Laranja Mecânica, sendo pisado e sendo obrigado a lamber a sola do sapato que o pisava.
Quando eu vi na parede aquele cartaz dizendo “É proibido xingar os atendentes ou alveja-los com objetos de qualquer natureza”, eu entendi tudo.

Afinal quem sou eu para levantar a voz para uma funcionária pública concursada indemitível e totalmente acomodada em um trabalho brochante onde não faz diferença nenhuma se você trabalha ou não?

– Não é possível que você esteja me mandando de volta para aquele cara. Esta é a quarta vez nesta tarde que eu vou a um posto do INSS para tentar resolver isso, já fui a dois bancos e a uma casa lotérica e eu não vou mais a lugar nenhum, eu vou sair daqui com isso resolvido. Este boleto não funciona, ninguém aceita isso, isso está errrado, por favor, me dê um boleto certo para eu levar no banco e pagar o INSS da minha empregada (porra)! – e ela, autoridade máxima de porra nenhuma do alto do seu crachá de merda e das suas rugas empoeiradas me respondeu indignada – Eu não tenho que ficar aguentando ninguém gritando comigo enquanto estou fazendo meu trabalho, blablabla, blablabla… – eu pedi desculpas por ter me exaltado, disse que o problema não era com ela, mas que já tinha perdido metade do meu dia por causa daquilo, tal, tal e tal… ela não satisfeita resolveu insinuar que a situação da minha empregada estava errada, pediu a carteira de trabalho dela – Ah, como não tem a carteira de trabalho dela? Como vou saber quando foi que assinou a carteira? Nunca pagou nenhum boleto? – era a autoridade do crachá.
Afinal quem sou eu para levantar a voz para uma funcionária pública concursada indemitível e totalmente acomodada em um trabalho brochante onde não faz diferença nenhuma se você trabalha ou não?
Ela foi lá para o único outro guichê ocupado e ficou conversando com o cara de trás do acrílico por um tempo, daqui a pouco veio ela com o meu boleto, que curiosamente agora tinha outro valor mais barato que o anterior.
boleto_inss2.jpg
Eu perguntei – Não dá pra botar aqui nesse campo que a competência é de 12/2007? Por que é isso que está confundindo os sistemas de pagamento – e ela me explicou que aquele “10/2007″, apesar de estar no campo “Competência”, não era a competência, mas sim um número que o sistema gerava… realmente o sistema deles não está preparado para competência.
Eu perguntei – E se o boleto for recusado denovo? – e ela, tardiamente – daí eu não posso fazer mais nada – eu tinha certeza absoluta de que o próximo banco não iria aceitar o boleto, e perguntei derradeiramente – E se não aceitarem? – ela – chame o gerente e diga que o Ministério do Trabalho os obriga a aceitarem. Um caixa de banco que não aceita um boleto do Ministério do Trabalho é burro. – Eu ri… para não chorar, mas não podia mais ficar ali, pois já eram 15h55, eu tinha que ir ao banco para pagar (doce ilusão) o meu boleto do (em voz grave e pausada) Ministério do Trabalho.
Entrei no Banco Real as 16h em ponto, fui o último a passar na “porta-barra-negros”.
Peguei a senha 47 e o placar marcava 996.
O cara que chegou na minha frente, que consequentemente pegou a senha 46, ganhou uma senha de dois caras que estavam saindo e que queriam “fazer uma boa ação”… graças a eles o sujeito pode furar a fila e fazer com que outras pessoas que estavam lá esperando por horas pudessem esperar um pouco mais… normalmente eu ficaria muito indignado com uma atitude dessas, mas eu nem liguei… eu já estava totalmente desesperançoso… sem brilho… amorfo… derrotado.
Enquanto esperava eu olhava um cartaz na parede que mostrava um diagrama com setas, parênteses, e palavras como “Cliente”, “Desenvolvimento Sustentável”, “Satisfação total”, “Consciência da puta que o pariu” e outras babaquices totalmente sem sentido… eu imaginava como eles devem ter dado boas risadas quando criaram essa merda que não quer dizer nada, e que ao mesmo tempo cumpre bem a sua função de fazer com que os clientes, apesar de não entender nada, achem que aquilo faz algum sentido para alguém que entenda aquela linguagem…
Apenas esperando o maldito boleto ser recusado mais uma vez, e depois disso eu não poderia mais voltar ao INSS, cujo expediente termina as 16h, como os bancos.
E chegou a minha vez.
Mostrei o boleto para a mocinha do caixa.
“Não” foi a resposta.
– Gerente – eu disse.
Ela – Não vai adiantar nada, por qu… – eu interrompi – Gerente – eu não esboçava mais nenhuma emoção nas palavras.
Ela foi chamar o gerente, enquanto eu esperava pelo gerente me disse que já ia fechando o caixa dela, dando a entender que nada mais ia ser pago ali.
Chegou o inutil do gerente, e foi quando eu usei o resto da energia que eu estava guardando depois de 4 horas e meia, sem ter almoçado, com meu colar cervical totalmente empapado, com a cicatriz da minha bacia doendo de tanto andar inutilmente de uma lado para outro naquele centro da cidade idiota.
– Boa tarde, eu quero pagar este boleto.
– Impossível, o sistema não aceita. Pede o valor da multa.
– Mas o boleto não está vencido, olhe só. Não tem multa a ser paga. E a competência não é esta que está no campo “Competência”, mas esta que está aqui no rodapé, a moça lá do INSS me explicou que esse 10/2007 que está escrito aí no campo “Competência” é um número idiota que o sistema idiota deles gera aleatoriamente. – minha paciência não existia mais.
– Você tem que ir no INSS e dizer que o boleto está errado.
– Foi o que eu fiz hoje a tarde inteira. Liga então você para a Previdência e resolva isso. O banco real não tem convênio com a Previdência?
– Nós não ligamos para ninguém. Aqui nós só recebemos pagamentos da Previdência. – secamente disse o merda do gerente.
– Que ótimo então, pois é justamente o que eu quero fazer. Aqui está o boleto. Eu vou deixar o dinheiro aqui e se você quiser me escreva em um guardanapo que eu paguei, mas se não quiser também tudo bem.
O babaca do gerente não tinha mais boa vontade alguma… na verdade ele nunca teve – Você tem que contratar um contador.
– EU PRECISO DE UM CONTADOR PARA PAGAR UM BOLETO? LIGA PARA O INSS E RESOLVA O MEU PROBLEMA. ESTÁ NA CARA QUE O PROBLEMA É NA CONVERSA DO SEU SISTEMA COM O DELES. EU NÃO POSSO FAZER MAIS NADA. O VALOR A SER PAGO ESTÁ AQUI, O VENCIMENTO ESTÁ AQUI E O DINHEIRO ESTÁ AQUI. O MINISTÉRIO DO TRABALHO DISSE QUE VOCÊS TEM OBRIGAÇÃO DE ACEITAR ESTE DOCUMENTO, E A MOÇA DO INSS DISSE QUE TODO O CAIXA QUE RECUSAR ESTE BOLETO É BURRO.
A essa altura já tinham alguns seguranças atrás de mim, e ainda bem que estou me recuperando da cirurgia, de colar cervical e tal, por que se eu estivesse o.k. talvez estivesse agora na cadeia, sem sacanagem nenhuma.
Sai de lá, fui no Gaúcho, bebi três chopes e três empadas, dei uma mijada e entrei no 206, mas apesar de eu estar vendo o ônibus na minha frente, prontinho para sair, eu tinha certeza que alguma coisa iria acontecer e que mais aquilo também não ia dar certo naquela tarde idiota.
Da janela do ônibus eu olhava o meu querido centro da cidade sem nenhuma emoção, como se estivesse vendo um filme velho, desbotado e mofado.
E Joseph K voltou para casa derrotado.

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2007
50 baseados por semana?
Sexta-feira, 30 de Novembro de 2007 - 22:02
Mairus Webber - 415 visitas, 5 comentários

Vi ainda há pouco no Jornal Nacional da Globo uma matéria alertando para o mal que a maconha faz à saúde.
Segundo o estudo a maconha provoca sérios distúrbios de memória em usuários que fumam 50 baseados por semana ou mais.
E era uma matéria séria.
50 cigarros por semana dá mais de 7 por dia!!!
O cara já virou uma planta há muito tempo.

Update: O que eu acho chato nessa história toda é que eu tenho a impressão de que devido ao sucesso do Tropa de Elite, agora virou moda ser contra as drogas e culpar os usuários pela situação da nossa cidade, e a Rede Globo, como sempre, visando audiência e lucro e nada mais, engrossa o coro, colocando o Antônio Fagundes de manda-chuva-de-favela na novela das 8 com o mesmo discurso do Capitão Nascimento e publicando matérias idiotas como esta citada acima no seu noticiário mais importante.
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2007
Leite em pó Nan virou Nan Pró, e o consumidor mais uma vez é feito de otário
Quinta-feira, 22 de Novembro de 2007 - 14:35
Mairus Webber - 13,141 visitas, 33 comentários
nan1.jpg
Lata de 450g de leite em pó para o seu nenem: você era feliz e não sabia… e aproveite enquanto eles não aumentam mais o preço e diminuem mais a quantidade de leite… afinal, passa boi, passa boiada.

Minha nenem Laura tem 5 meses e é uma bebedora enlouquecida de leite Nan.
Já há um mês o pediatra dela recomendou que abandonasemos o Nan 1 e passassemos para o Nan 2.
Legal, pois o Nan 2 é até mais barato… mas o problema é que ultimamente ando percebendo o sumiço do Nan 1 e do Nan 2 das prateleiras das farmácias, e em seus lugares tenho visto as novidades da Nestlé, os Leites Nan 1 e 2 “Pró”, que além de custar mais caro, ainda vem com 50g a menos que os antigos, que já não eram baratinhos…
Agora eu pergunto: qual o critério para isso?
A impressão que eu tenho é que os caras simplesmente fazem o que querem, e o caríssimo consumidor, se quiser continuar alimentando seu nenem, vai pagar mais e levar menos, pois afinal o leite agora é “Pró”… e o consumidor também foi promovido a otário pró.
Não é a primeira da Nestlé, que há um ano ou dois diminuiu o tamanho das barras de chocolate e escreveu nas embalagens com letra bem miudinha algo como “agora em embalagem econômica” ou “agora com menos calorias”… os caras não tem vergonha na cara não… afinal, aqui é Brasil, uai!

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2007
Tabajara Blues…
Terça-feira, 13 de Novembro de 2007 - 11:34
Handofsky - 550 visitas, Um comentário

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Mairus Webber Comunicação Visual 1990-2008