

Cansei de insistir em uma moto que não é para a minha classe social.
A Yamaha Virago 535 é uma moto deliciosa, macia, linda, com uma potência que eu nunca tinha experimentado em baixo giro, que segundo meu irmão Dude é graças ao fato de o motor ser em “V”, que anda pra caramba, mas… é cara pra burro.
Eu moro em Santa Teresa, bairro do Rio de Janeiro em que os buracos do asfalto são tombados pela prefeitura, e a Virago definitivamente não é feita para isso.
Depois que eu tive que trocar o para-lamas traseiro, os dois pneus e ainda pagar o IPVA, eu pedi arrego.
A Virago vai deixar saudades, mas a moto em que eu passeio nos meus sonhos é da família das CBs.
Nunca me esqueci da minha CB 400 1982 que eu vendi para o cupim de ferro do Jean, e não pestanejei quando já tinha fechado que ia trocar de moto me deparei com esse lindo exemplar de CB 450 Custom 1984, a irmã mais nova e mais potente da família das CBs dos anos 80.
A motoca é o bicho! Macia pra caramba, toda durinha, toda retinha, grande pra carmaba, street, naked… e de luxo, pois o painel tem até marcador de gasolina!
O antigo dono mandou cromar as tampas do motor, que eram pretas, e mandou uns protetores de laterais de motor cromados paraibíssimos feiões que vão ser eliminados ASAP, bem como o mata-cachorro, só estou dependendo de uma chave 5 e uma 13…
Abaixo mais algumas fotos da motoca.




Tem aparecido gente aqui no blog perguntando por notícias de Gualba Pessanha, o Plim Plim, que tinha um programa na TVE no final dos anos 70, onde ensinava as crianças a fazerem origamis e desenhos… eu era espectador assíduo e cheguei a ter um de meus desenhos apresentado pelo próprio Plim Plim em seu programa.
Diante dessa procura das pessoas pelo “mágico do papel” aqui no blog, parti para uma busca mais séria por informações do paradeiro do artista, e descobri, no blog Petiscoblog um post que dá algumas informações recentes sobre ele.
Segundo o blog, o mágico do Papel está em um hospital em Campos dos Goytacazes, onde se recupera de um AVC, e continua fazendo lá seus origamis, tendo feito 300 pássaros de origami para enfeitar uma árvore de natal no hospital.
Tem também comunidade no Orkut em sua homenagem.
Gostaria muito de poder visita-lo, mas admito ser tarefa difícil, dada a distância que me separa de Campos… e depois, eu conheço ele, mas ele não me conhece… mas seria muito legal fazer chegar às suas mãos uma manifestação daqueles que quando crianças foram espectadores dos seus programas na TVE, já que ele está completamente esquecido, não tendo quase material nenhum sobre ele no Internet.
Homenageio-o então através desse humilde post e desejo melhoras.
Gostaria também de agradecer as participações de Rafael e Roberto, que comentaram sobre o assunto aqui no blog.
Vida longa ao Plim-plim.




ATS é a sigla para a empresa alemã Auto Technisches Spezialzubehör, que fabricava rodas de liga leve nos anos 70 e 80, e que teve a sua própria equipe na formula um entre os anos de 1977 e 1984, a ATS Wheels.
O dono da equipe, Günther Schmidt, sujeito bastante temperamental, não pensava duas vezes antes de demitir pilotos e engenheiros, e por conta disso a equipe chegou a contar com sete pilotos em uma só temporada, a de 1978.
Um dos seus chiliques aconteceu quando o engenheiro Hervé Guilpin instalou uma asa nova no carro de Jan Lammers sem a aprovação de Günther, que ao saber do ato de insubordinação, saltitou seguidamente sobre o equipamento até destruí-lo, para em seguida tratar de demitir o engenheiro subversivo… e o pior é que a asa havia sido testada pelo piloto, e melhorava mesmo o tempo do carro.
O piloto mais fiel que correu pela equipe, ou o que conseguiu aguentar por mais tempo o gênio do patrão, foi o alemão Manfred Winkelhock, que disputou as temporadas de 1982, 83 e 84, e foi no ano de 1982 que a equipe conseguiu seus melhores reaultados, duas quintas posições, uma com Winkelhock no GP do Brasil e a outra com o chileno Eliseo Salazar, em San Marino.
Salazar ficou famoso por levar uns bons sopapos do brasileiro Nelson Piquet após provocar um acidente quando era ulptrapassado em uma chicane de Hockenheim, uma boa patetice, que pode ser conferida no vídeo abaixo.
Correram também pela ATS outros nomes famosos como Jean-Pierre Jarier, Keke Rosberg e Gerhard Berger.
Outro piloto “famoso” que correu pela escuderia foi o sueco Slim Borgudd, que era baterista da sensacional banda sueca ABBA, cuja logo embelezou o carro da equipe no ano de 1981.

Fontes: Wikipedia, Continental Circus e www.4mula1.ro
Meu pai me mandou isso por spam.
É um filme feito de uma Ferrari pelas ruas de Paris, onde o cara enfia a bota.
Legal pra caramba, com destaque para o ronco do carro, as trocas de marcha… um dia vou ter uma carro que ronque desse jeito… o pneu cantando nas curvas e os pombos fujindo da ferrari enlouquecida… legais também os carros que eles ultrapassam, citroens, peugeots e renaults, que tinham linhas esquisitíssimas (e interessantes) à aquela época… isso merece até um post…
O fim meio pela-saco é compreensível para lincar com a atmosfera trés romantique da cidade…
O texto original do e-mail mais abaixo dá explicações mais detalhadas:
A máxima que diz que uma imagem fala mais do que mil palavras se aplica bem a esse post, mas permitam-me proferir um breve comentário só para frisar a gravidade da situação.
A Viação Cometa foi fundada em 1937, em São Paulo, e desde a fundação manteve a tradicional identidade visual azul e bege.
Seus ônibus nos modelos “Dinossauro” e “Flecha Azul” eram verdadeiros clássicos da Via Dutra, com a pintura tradicionalíssima, com o nome da companhia escrito em cima das janelas naquela tipografia brasileirísisma, que lembra aqueles grafismos de para-choques de caminhão, e os próprios ônibus eram lindíssimos, altos, imponentes, passando uma impressão de serem superconfortáveis, robustos como vagões de trem.
Só que em 2001 a empresa foi comprada por outro grupo que resolveu dar uma mexida radical na identidade visual da empresa, aproveitando-se das novas trecnologias de impressão, vestiu os ônibus da companhia com uma cobertura fotográfica, que segundo a Wikipedia, mostra um registro real do Cometa Hale Bopp, em sua passagem pela terra em 1997, o que aumenta ainda mais a tristeza da história, pois além de enfeiarem, destruírem um design que era clássico e original, ainda conseguiram a proeza de usarem para isso uma linda foto do último grande cometa que passou por aqui.
O resultado foi realmente catastrófico.
É como diz um velho (e otimista) amigo meu: “o tempo estraga tudo”.
Abaixo algumas fotos da evolução dos ônibus da companhia, e por último a cataclísmica aparição do Hale Bopp.





Foi meu professor de um dos quatro “pês” do marketing, o de Produtos, o gente finíssima Helio Arthur Irigaray quem teve esse insite, e que durante uma de suas aulas nos explicou o seu ponto de vista.
Até hoje eu não sei se foi sério ou uma piada, mais provável que tenham sido os dois ao mesmo tempo.
Independente da natureza da colocação, ela foi muito pertinente, tanto é que virou post aqui no blog mais humilde da internet, o Presunto.
Os cigarrinhos de chocolate Pan foram lançados em 1959, e em sua embalagem são mostrados dois meninos, um branquinho ao lado de um pretinho, os dois “fumando” os cigarrinhos de chocolate Pan, criando assim um ambiente democrático, e por mais ironico que possa parecer, antevendo um conceito que viria a se popularizar decadas mais tarde, o do politicamente correto.
O fato de o menino branquinho aparecer bem mais becado, de gravatinha e chapeuzinho, enquanto o negrinho ser banguela e vestir trajes bem mais espartanos demonstrava a ingenuidade da iniciativa, isso sem falar no mais óbvio, que é o incentivo ao tabagismo desde a mais remota infância, que inclusive acabou por determinar a proibição do produto em 1996, quando foi renomeado para “Rolinhos de Chocolate”, e teve embalagem preservada, exceto pelas mãos dos garotos, que não mais seguravam os cigarrinhos entre os dedos, passando a fazer o sinal de positivo, em uma intervenção pra lá de tosca de algum mestre do Photoshop.
Independente desses hiatos, o que o mestre Irigaray colocou faz todo o sentido, pois é notável a preocupação do produto em não excluir do seu público alvo as classes menos abastadas, mesmo que um tanto aos trancos e barrancos… e de o produto ser para lá de desastroso.











Quando eu era criança e viajava muito de carro, de Curitiba para Barra Velha com meus avós e de Curitiba para o Rio com meu pai, reparava muito, era mesmo fascinado (e ainda sou) pelos caminhões que via na estrada, e sempre reparei muito nos seus estilos, seus adereços, seus modelos, suas marcas, suas pinturas… sim, eu já havia decidido que quando eu crescesse seria caminhoneiro.
Me lembro muito bem dos modelos daquela época, nos anos 70 e 80.
Os mais comuns eram os Mercedes-Benz 1111 e 1113, que tinham uma aparência suave e amistosa, uma testa franzida, um tanto feminina, eu diria, nesta mesma linha os meus preferidos eram os lindíssimos Mercedes-Benz LP-321, de Cara Chata.
Os caminhões de cara chata sempre foram os meus preferidos.
Havia também o Scania 112 “cara chata”, com linhas arestosas e agressivas, sem sentimentos, duras, era um belíssimo caminhão… havia também o Scania 112 de cabine recuada, parente direto do outro, suas linhas aparentavam um pouco mais de sentimento, mas era igualmente assustador por causa do seu tamanho e imponência… linhas modernas para a época… Outro muito parecido com esses Scania eram os Volvo N10, de linhas moderníssimas, cabine recuada, de uma expressão que sugeria potência, com 10 marchas e turbinados.
Da Scania Vabis tinham os modelos mais antigos, laranjões clássicos, Scania Vabis 110, eram amistosos, de linhas mais arredondadas e uma cara de “cachorro amigo”, que também dominavam as estradas.
Outro dia eu fiz uma pesquisa por “Scania Vabis” na wikipedia, que me levou para uma página com uma enorme galeria de caminhões e ônibus antigos, e que despertou essa curiosidade de procurar na Internet os velhos caminhões que eu via pelas estradas nos anos 70 e 80… e por conta da minha preferência pelos caminhões de cara chata, foi que eu resolvi procurar os mais assustadores e carrancudos caminhões das estradas, os D-11.000, da FNM, ou para os íntimos, os “Fenemê”.
Pesquisinha básica no Google, e acabei caindo no site do Osvaldo, o “Alfa-FNM Uma Paixão FeNoMenal” entusiasta e autoridade no assunto, um site que fornece informações detalhadas sobre os pormenores dos caminhões fabricados pela empresa Brasileira.
Suportado por outros fanáticos por FNM, o site oferece uma infinidade de fotos de época, anúncios escaneados, fotos de caminhões restaurados, alguns com chapa preta de colecionador, lindíssimos, de babar…
No site tem a descrição de todas as cabines já fabricadas pela empresa, com datas, detalhes dos seus acabamentos, quantos modelos foram fabricados de cada modelo, em quais cores (!!!)… enfim, foi para mim uma grata surpresa encontrar um site de tal quantidade e qualidade de conteúdo, e tudo organizado de forma muito competente em um site movido a WordPress em seu tema default, o Kubrick.
Se você gosta do assunto como eu vai se esbaldar com a quantidade de informações e curiosidades sobre a Fenemê, ou se nem liga muito, vale pelas pencas fotos de reluzentes caminhões que o site abriga.
Abaixo algumas fotos que o Osvaldo me enviou em alta resolução, e gentilmente me autoriuzou a usa-las para enriquecer o Presunto, o maior blog do Universo.
O caminhão de cima é um FNM D-11.000 com a cabine do modelo “Brasinca” de 1954 a 1962, o do meio é um FNM D-11.000 com a cabine standard, fabricada entre 1954 a 1965, e o de baixo, outro FNM D-11.000, com a cabine standard, fabricada de 1965 a 1972.
Obrigado Osvaldo e parabéns pelos trabalho.


