Todas as fotos abaixo foram tiradas na Rua Almirante Alexandrino, a rua principal de Santa Teresa, no dia 14 de outubro de 2008.
Algumas horas depois de as fotos terem sido tiradas passou um caminhão da prefeitura e tampou alguns deles, fazendo com que aonde antes havia um buraco, agora passe a ter uma lombada.
E o mais interessante é que o bairro passou por grandes obras há muito pouco tempo, e a maioria desses buracos surgiu justamente nos trechos com o asfalto novo… mas também tem outros buracos que são abertos pela Cedae, que faz o serviço e simplesmente vai embora, abandonando a cratera aberta no meio da rua, sem nem ao menos colocar aquele tampão de ferro, enquanto a prefeitura não vem e joga asfalto por cima de tudo, até das próprias tampas, ou então deixa o asfalto até o limite da tampa, que fica a 10 centímetros do nível do asfalto… todas essas modalidades de buracos são velhas conhecidas do carioca, mas eu não me lembro de já ter visto as ruas de Santa Teresa em semelhante situação de abandono.












Bem, eu… dormi. ![]()
Cheguei a ver a largada, e o Lewis Hamilton partindo feito louco para tentar sustentar a primeira posição… depois ele passou o Felipe Massa, que pegou ele no meio, botando para girar… ficou aquela especulação de se o Massa iria ser penalizado, e tal… zzzzzzzzzzzzzzzzzzz.
Acordei com o Fernando Alonso dando a última volta e vencendo a prova… parece que o Sebastien Bourdais andou aprontando para cima do massa e arrumou 25 segundos de penalização… não fosse isso parece que ia fazer uma boa corrida… bom, é isso.
Desta vez não deu.
Na China prometo me preparar melhor.
Peço desculpas aos milhões de leitores.

Pois é.
Minha doce Roberta foi pagar o boleto vencido da Amil do plano de saúde da nenem pela internet, e cometeu a infelicidade de escrever no campo da mora, ou da multa, não sei direito, o valor da mensalidade novamente, o que resultou em um pagamento do dobro do valor do valor original do boleto.
E lá fui eu ligar para os caras.
Três três um um, mil.
Após algumas tentativas dando ocupado, o que já é um mau sinal, consegui que me atendessem.
Contei para a moça a minha história triste e ela me disse que eu teria que esperar a compensação do boleto para então me dirigir a uma agência da Amil para pegar o dinheiro que foi pago a mais.
Me disse ainda que não é perimitido o pagamento de boletos vencidos pelo internet, pois iriamos calcular o treco todo errado (não foi com essas palavras, mas o motivo é este)… pelo jeito eles esqueceram de avisar isso para o banco do boleto, o Itaú.
Beleza.
Educadamente expus para a moça que da mesma forma que eu não os faço terem que vir à minha casa para recolherem minha mensalidade, eu gostaria, por uma questão de reciprocidade, que tivessem a gentileza de não me fazerem ter que ir à casa deles quando fosse a minha vez de receber.
Simples.
Nada mais justo.
A moça foi falar com o supervisor e voltou dizendo que a única maneira de eu reaver o meu dinheiro pago a mais era mesmo ir a uma agência da Amil.
Daí eu já me emputecendo, argumentei – Olha, minha linda, eu não vou a agência da Amil nenhuma. Eu quero que você resolva meu problema. Se por razões burocráticas vocês não podem me devolver meu dinheiro, então que me enviem um boleto para o mês que vem, descontando o valor que eu paguei a mais. Me parece uma solução simples razoável para todos nós.
Na verdade é uma solução óbvia.
– Meu senhor, isso é impossível, pois eu não tenho acesso ao seu boleto.
– Mas como não tem acesso ao meu boleto? Você não é a Amil? Se você não tem acesso ao meu boleto, quem tem então?
– Impossível senhor.
– Vocês não se auto-entitulam “Serviço de Atendimento ao Consumidor”? Pois bem, eu sou um consumidor. Me atenda. Resolva meu problema.
– Senhor, eu já falei com meu supervisor e ele já me disse que o único procedimento é o senhor ir a uma de nossas agências.
– E se eu não for, o que acontece?
– Daí o seu dinheiro vai ficar aqui até que o senhor venha pega-lo.
É isso.
A mocinha estava simplesmente me dizendo que eles iam gentilmente ficar com o meu dinheiro.
“Perdeu, preibói”.
Se eu estivesse em casa, não deixaria pedra sobre pedra, mas não cabia continuar com esse show no meio do escritório… é nessas horas que eu me arrependo de ter desistido de tentar comprar as minhas tão sonhadas bazucas.
Despedi-me, desliguei o telefone e saí da sala cuspindo marimbondo.
E pensar que cada posição de tele-atendimento em uma central dessas sai por volta de quatro mil reais por mês.
Tanto dinheiro para realizar uma merda de serviço como este.
Se pegassem esse dinheiro e abrissem uma zona, com luz vermelha na entrada e tudo, com certeza ofereceriam um serviço bem mais útil para a população.

Outro dia estava eu passeando no paraíso do consumo Nerd, o Edifício Avenida Central, no Centro da Galáxia, e resolvi comprar um NoBreak, ítem muito útil para pessoas que como eu moram em lugares “fim de mundo”, onde a luz pisca com freqüência, e já estão de saco cheio de perder o trabalho por que não salvaram e a luz piscou.
Fui em uma das minhas lojas preferidas e o vendedor me indicou este cara aí da foto, que inclusive estava na promoção… cento e tantas pratas por quinze minutos de computador ligado depois que a energia acabar, comprei.
“Agora serei uma pessoa mais feliz, quando a luz faltar eu vou dar gargalhadas enlouquecidas.”
Cheguei em casa, li o manual, instalei o bagulho, tudo lindo.
“Agora estou seguro.”
Hoje de manhã estava eu computando quando a luz apagou, e eu enfim tive a oportunidade de constatar que aqueles quinze minutos que são mencionados no manual não são bem quinze minutos, são na verdade um pouco menos… para ser mais preciso, três segundos.
Cronometrados.
E depois desses três segundos, quando apaga tudo e o seu trabalho vai pra casa do cacete, o NoBreak começa a apitar feito um desgraçado… talvez seja por isso que ele só dure três segundos, para poder guardar energia suficiente para apitar a plenos pulmões, avisando que seu trabalho foi perdido… e não adianta tirar da tomada que ele continua apitando.
Conclusão, se você consegue salvar seus trabalhos e desligar seu equipamento em menos de três segundos, este NoBreak foi feito para você… eu infelizmente demorei um pouco mais do que isso.
O título deste post fala sobre o meu NoBreak ter mostrado enfim o seu valor.
Mostrou mesmo.
Eu não o troco por um saco cheio de merda, pois apesar de o seu apito doer nos tímpanos, pelo menos ele não fede.
Alegria de pobre dura pouco mesmo.
Estava eu todo feliz usando os serviços de revelação digital da Digipix, que são oferecidos no site da Saraiva.com.br, mandei revelar uma penca de fotos da nossa nenem Laura, gastamos uma grana violenta com eles… maior conforto, as fotos chegam em casa, tudo lindo, estávamos em lua de mel.
Até que eu tive a idéia de mandar imprimir as cartas do baralho de super trunfo que eu fiz com os aviões do Airliners… beleza, já tinha intimidade com o programinha deles, que tive que instalar no meu computador para fazer o upload e para configurar como eu ia querer as fotos e tal… o sistema só roda no Microsoft Internet Explorer.
Eu devia ter desconfiado.
Fui lá, criei arquivos no tamanho exato de 10×15, para não ter erro, e coloquei tooooodas as cartinhas do baralho que eu fiz, duas a duas em cada um dos 32 arquivos que eu criei.
O sistema também inspira muita confiança, pois te dá as opções de ajustar se tem borda ou não, se a foto vai ter corte, ou se vai sobrar um espaço em branco na adequação das dimensões da foto ao tamanho do papel fotográfico que eles usam que é de 10×15, não por coincidência tamanho igual ao das minhas imagens… nem me preocupei muito, pois como as minhas imagens todas já estavam no tamanho certo, não haveria problema de adaptação, logo não haveria motivo para acontecer tudo o que eu não queria nesse mundo, que era de eles cortarem as minhas queridas cartinhas.
Lógico que, além de gerar os arquivos do tamanho exato do papel que eles iriam usar, para não ter erro eu escolhi as opções “sem borda” e “com sobra”.
Mandei todo feliz “finalmente vou imprimir meu super trunfo!!!”, paguei a conta, que de longe foi a mais barata de todas as revelações que eu já fiz com eles… foram uns R$ 30,00, tipo isso, enquanto eu já tinha feito mega-revelações de trezentos reais, com o upload dos arquivos durando a noite inteira… agora é só esperar chegar pelo correio minha mais nova criação, o meu querido super trunfo de aviões do Airliners… Recebi o comprovante do meu pedido por e-mail.

Alguns dias depois chegou o envelope, e quando abri, qual foi a minha surpresa em ver que todas as minhas cartas, todinhas mesmo, estavam cortadas.
Ai, ai… que anti-climax que foi abrir aquele envelope.
Bom, lá vou eu de novo lutar pelos meus dieitos, e tomara, mas tomara mesmo que isso não acabe virando mais um post na seção que eu menos gosto no meu blog, a chata “Cidadão Revoltado”.
A primeira coisa foi telefonar para eles.
Nada de 0800, é ligação interurbana para São Paulo mesmo.
Liguei, robozinha simpática atendendo, “para isso tecle o número tal, para aquilo tecle o número tal…”, teclei o número lá para falar com a atendente, musiquinha, lalala, lalala, a moça me atendeu, e após uma breve conversa me disse que alguém da Digipix iria me telefonar para resolver meu problema.
Não ligaram.
Mandei um e-mail explicando o erro deles e recebi resposta “copy/paste”.
Na medida em que nada acontecia, fui enviando outros e-mails e por mais duas vezes recebi a mesmíssima resposta “copy/paste”.
Liguei de novo para SP, falei denovo com o caboclo, me disse que alguém da Digipix iria me telefonar para me atender.
Ninguém me ligou denovo.
Da terceira vez que eu liguei para eles, contei que das duas vezes anteriores que eu havia telefonado, haviam me informado que alguém da Digipix iria me ligar para me atender, mas eu esperava e nunca recebia o tal telefonema… sabe o que o malandro me respondeu?
“Nós nunca telefonamos para os nossos clientes, senhor”.
Calma, Mairus.
Daí eu reclamei da inexistência de uma linha 0800, e ele me sugeriu que eu usasse o chat do tele atendimento do site da Saraiva.com.br.
– Legal – pensei.
Agora vou poder falar à vontade sem medo de gastar mais de telefone do que o valor que paguei pelo serviço.
Falei com o cara do Chat que disse para mim – no seu pedido consta “sem borda”, ou seja, “com corte”, por isso as imagens vieram cortadas.
Eu retruquei – Não senhor, na interface do sistema da Digipix existem as opções “com borda/sem borda” e “com corte/com sobra”, independentes uma da outra, o que mata o seu argumento, e que eu havia optado por “Sem borda” e “com sobra”.
O rapaz me respondeu que não havia nenhuma informação de “Corte” ou “Sobra” no meu pedido, e eu expliquei que se não havia nenhuma informação sobre isso é por que o sistema deles não estava funcionando direito, pois aquilo é um radio button, logo se eu não escolhesse alguma opção, a opção default teria vindo como a escolhida, mas nunca “nenhuma informação”, como ele estava dizendo.
Abaixo um screenshot do sistema deles para ilustrar melhor o que eu tento explica-los mas eles não me entendem de jeito nenhum… ou fingem que não entendem.

Depois de me deixar esperando por um tempo, ele voltou, me dizendo que eles iriam avaliar a situação.
Ok.
Paralelamente, depois de enviar um e-mail reclamando das respostas “copy/paste” que eles insistiam em me mandar, finalmente recebi uma resposta por e-mail escrita por um ser humano… foi fácil perceber por conta da ausência de pontos finais nas frases:
Ora, eu não sou maluco.
Minha opção foi “Sobra”, e não “Corte”.
Respondi:
Bom – pensei – Agora eles vão acabar usando o cerebelo e admitindo que estavam errados, o que é óbvio, tinha acabar acontecendo mais cedo ou mais tarde… “mais tarde”, no caso.
Logo chegou a resposta deles:
É mole?
“Senhora Mairus”.
Para se ter idéia do grau de atenção que dedicaram ao meu e-mail, a respondedora me chamou de “Senhora Mairus”.
“Senhora” my ass.
E tome magnésia bisurada.
A partir daí, eu já começava a duvidar do empenho deles em resolver o meu problema, e mesmo da boa fé dos caras, pois afinal, de ingenuidade o inferno está cheio, e se a personagem está lá trabalhando e o trabalho dela é ler e responder e-mails, espera-se que o mínimo que esta pessoa faça seja “ler e responder e-mails”, e estava na cara que meu e-mail não foi lido.
A essa altura eu também já estava me cansando de me estressar com eles… acho que o objetivo deles, que era de me vencer pelo cansaço, estava próximo de ser atingido…
Mandei o tal do comprovante, que eu sabia não ter nenhuma informação sobre se o meu pedido foi feito com corte ou sobra, apesar de já ter checado o sistema deles e me certificado que a opção default é “corte”, e não “nenhuma opção”, como dizia o comprovante e como eles alegavam ter recebido o meu pedido… ai, ai.
Daí, me telefonaram da Digipix, e me disseram sabe o que?
Hahahahahahahaha.
Adivinhem!!!
– Boa tarde, Sr. Mairus, o seu pedido, blablabla, blablabla, a opção foi de corte, blablabla, blablabla, foi entregue corretamente, blablabla, blablabla – Cara, como eu queria que o prédio onde funciona a Saraiva em São Paulo… deixa pra lá.
Respondi para a moça com uma voz de desânimo total, absoluto, âmplo, geral e irrestrito – olha, eu não vou mais ficar repetindo mil vezes que pedi “sobra”, eu tô de saco cheio, vocês venceram, tchau, me deixe em paz, por favor – e do outro lado – a Saraiva agradece, blablabla, blablabla.
Puta que pariu! Foi mal, mas só falando palavrão mesmo.
– Pelo menos vou ter o que escrever no blog – pensei.
Mas daí eu tive um insite, e percebi que eu nunca havia argumentado que as imagens que eu mandei para eles tinham sido cuidadosamente dimensionadas e diagrmadas para caberem no tamanho exato do papel, que era de 10×15, logo, mesmo que eu tivesse selecionado “corte”, não haveria o que ser cortado.
Xeque-mate.
Respirei fundo e escrevi:
E esperei por alguns dias até que recebi a resposta.
Ou seja, estamos andando em círculos.
A mulher que me respondeu conhece tanto a interface do sistema quanto o cara do chat, lá atrás, ou seja, nada… ou então a outra opção, de tentar me vencer pelo cansaço, agindo de má fé mesmo, alternativa que eu tenho cada vez mais dificuldade em descartar.
Mandei duas respostas em seqüência.
E chegou a resposta deles do primeiro e-mail que eu mandei, que é um copy/paste da última caixa amarela acima, só que desta vez assinada por Flavio Ginevro Garcia, Atendimento ao Cliente.
Respondi:
Eu já não tenho mais nenhuma esperança de que eles admitam o erro e me enviem as fotos corretamente, mas agora tenho que ir até o fim… não sei mais o que fazer com esses caras…
Acabo de atender ao telefone e a mulher do outro lado – Bom dia, aqui é [nome dela que eu não me lembro], da [nome da instituição, que também não me lembro]. Aí é da casa da Dona Zuleide Teixeira (ou algo parecido)?
– Não.
– O Sr. Não Conhece a Dona Zuleide Teixeira?
– Não.
– Com quem eu falo, por favor?
– Mairus (o imbecil).
– Pois não, Sr. Mairus, eu gostaria de aproveitar a ocasião para estar lhe oferecendo o cartão da…
– (!?!?!?!?!) Não, obrigado, não estou interessado.
– O senhor pode me dizer o motivo, Senhor Mairus?
– Você ligou o número errado, já esqueceu?
– A [nome da fucking instituição] agradece a sua atentúú-túú-túú-túú-túú-túú…
Vá pro diabo que te carregue, ser desprezível!!!
Sábado estava eu saindo de casa e enquanto esperava a Roberta descer fiquei “trocando idéia” com um simpático negão de uniforme da Oi/Telemar que estava lá perto do carro.
O papo que rolou foi mais ou menos esse:
– Bom dia, Sr. funcionário da Oi/Telemar.
– Bom dia, Sr. morador.
– Telefone quebrado por aí?
– Não, Velox.
Ora, eu vivo tentando botar Velox aqui em casa, mas sempre me dizem que as linhas telefônicas do condomínio ainda não estão preparadas para receber o serviço, que no momento é impossível e que não há previsão para a disponibilização da banda larga da Oi/Telemar para o meu condomínio, e tal… será que alguma coisa mudou e já temos moradores com Velox? Que maravilha!
– Ah, o Velox já está chegando aqui no condomínio? Que legal…
– Não, o cliente que eu vim visitar é ali em cima, no Morro dos Prazeres.
Dali a alguns segundos chega pela trilha que dá acesso à favela a ex-empregada daqui de casa, Eliete, me cumprimentou (me adora) – Oi, Tico, tudo bem? Como vai a Laura? E a Roberta? E Seu Jairo? blábláblá, blábláblá, blábláblá… – depois de cumprido o protocolo, dirige-se ao funcionário da Oi/Telemar – É o senhor que é o moço da Internet? Por aqui por favor… Tchau, Tico.
– Tchau, Eliete.
– Tchau, Sr. morador.
– Tchau, Sr. funcionário da Oi/Telemar.
E lá foram os dois pela trilha de acesso à comunidade.
E eu fiquei lá, arrumando a nenem no carro, com um sorriso bobo nos lábios “pelo menos vai pro blog”.