Outro dia fui a uma reunião com clientes no chicão Talho Capixaba, no Leblon.
Sentei na mesinha, puxei meu notebook, botei para procurar redes wifi… – Oba, uma rede de nome ‘Talho Capixaba’! Vou acessar meu e-mail enquanto saboreio esse café incrementado de um milhão de dólares”.
Chamei o garçon e naturalmente perguntei a senha da wifi… “não é pr’os clientes não senhor, é só interna”.
Pô – pensei – Fala sério, se os caras querem fazer uma rede pra ninguém usar, que não a batizem de “Talho Capixaba”, caramba, que façam como o Hans, que nomeou a wifi dele de “Hans Gracie”… ninguém nunca tentou invadir…
…é sacanagem, só pode ser.
Eu já tinha visto essa… esse… isso em algum lugar, não sei onde, rotulado de “a logo da copa do Brasil de 2014″, mas nem dei importância… “deve ser sacanagem, não é possível”, mas acabo de receber um link do Brunus por e-Mail para a mesma aglomeração desagradável de píxels no site da Folha de São Paulo, e daí comecei a ficar preocupado de verdade… será que é isso mesmo? A logo da copa do brasil vai ser esse treco? Alguém me belisque, por favor. Ainda bem que o mundo acaba em 2012.

O anti-Robin Hood Edir Macedo continua mais forte do que nunca.
Hoje aqui perto de casa era um festival de grupos de pessoas perdidas perambulando com placas do tipo “Van 57 – Marechal Hermes”, e meninas com camisetas “Obreiro(a)”, seja lá o que queira isso dizer.
Tem babaca pra tudo.
O prefeito pediu desculpas e disse que tais eventos não mais se repetirão na cidade… tão mal agradecido com os pastores das igrejas evangélicas que orientavam os fiéis a votarem nele…
Um pensamento que me “consola” é que esses que lotaram a Praia de Botafogo hoje não são mais trouxas do que os pedophile lovers católicos.
“Trouxas”.
Achei a palavra.

Trabalhei em regime CLT entre os anos de 1996 e 2000 no extinto jornal de economia “Gazeta Mercantil”, de onde pedi demissão em abril de 2000 para ir trabalhar na fabulosa Interconnection Informática, e é lógico, hoje eu sei bem o porque, que se negaram a me demitir quando eu perguntei se havia essa possibilidade, o que me levou a ter de pedir demissão, e assim abrir mão de retirar meu modesto FGTS, de quatro anos e três meses de trabalho para o pomposo periódico que pertencia na época a família Levy.
Toquei a vida e no início de 2006, quando a próspera empresa de TI foi para o vinagre, fui retirar o meu FGTS que eles haviam depositado… na época eu consultei também se poderia retirar o benefício referente ao tempo que trabalhei para a Gazeta, mas me foi dito que para isso eu teria de ter ficado por três anos sem outro trabalho de carteira assinada, o que não tinha acontecido… tudo bem, deixei lá meu rico dinheirinho para retirar quando fosse possível.
Já em janeiro de 2010 me lembrei daquela “poupança” e, muito precisado, corri para a Caixa para enfim pôr as mãos no que era meu por direito, mas a pressão da cabine caiu completamente quando a moça da caixa me disse que o valor que a Gazeta havia depositado em minha conta era de redondos R$ 0,00.
Me orientou a procurar um advogado para entrar com processo contra o hoje dono dos direitos da Gazeta Mercantil, o Jornal do Brasil.
Epílogo: Acabo de telefonar para o advogado especialista em processar a Gazeta Mercantil, e ele me disse que eu já perdi esse dinheiro há muito tempo, que o prazo para eu ter processado o jornal era até 2002, fim de papo.
Ou seja, me fodi de verde e amarelo.
Fui descontado em 10% de cada salário que recebi da Gazeta para pagar pelos benefícios futuros que o regime “celetista” me garantia, e hoje descobri que o que a minha carteira assinada garantiu foram algumas taças de champanha e bolas de golfe para meu ex-patrão, o montado na grana Herbert Levy.
Incrível como a lei é toda feita para beneficiar quem está por cima, pois como o governo deixa os caras me roubarem esse tempo todo sem dar um pio?
Esse país é uma MERDA!
Bando de ladrões safados pilantras odiosos inescrupulosos, que morram todos.
E em fevereiro tem carnaval.

Sempre que eu vou pegar um trabalho que envolva codificação em HTML, a primeira coisa que eu pergunto é qual o browser que o cliente usa.
Se a resposta é IE6, eu educadamente solicito que o cliente atualize seu navegador para IE8, e caso o cliente se recuse, eu elegantemente declino do trabalho, pois é tanta dor de cabeça fazer um site que funcione em IE6 que simplesmente não vale a pena.
IE6 está morto e enterrado.
E o pior é que o cliente geralmente é um expert em internet, do alto do seu IE6 e do seu HotMail… ah, e do seu monitor de 17 polegadas configurado para a resolução de 1024×768… para o texto não ficar muito miudinho.
O caso é que vêm sendo dura essa mudança da orientação dos sites de 800 pixels de largura para 1024.
Os usuários comuns já se acostumaram com aquelas margens laterais (como as deste site) que ocorrem em sites feitos para 800 de largura quando visualizados em monitores de 1024×768… “é legal que dá para ver o background”, é mole?
Recentemente tive uma proposta de design web recusada por “ter as letras muito grandes”.
Depois de investigar, descobri que o caso era exatamente o descrito acima, o cliente usa um monitor de 17′ com resolução de 1024×768, então fica tudo enorme, daí eu explico tudo, que não faz sentido produzir um site em 2010 otimizado para uma resolução que não se usa mais, que metade dos usuários do planeta já usam resoluções maiores do que 1024×768, que o monitor dele próprio está subutilizado, pois suporta resoluções maiores, e que essas “letras enormes” que ele vê em sua tela não servem de base para se chegar a conclusão alguma… ele compreende tudo, concorda, e no final conclui “mas as letras estão mesmo muito grandes”, e o resultado é um layout recusado, mais um site para 800px de largura no Internet e mais um designer convencido de que mais uma vez teve seu latim, seus perdigotos e seu conhecimento atirados ao vento.
Minha esperança é que com a disseminação dos monitores de LCD, os usuários sejam obrigados a usar a resolução ótima para cada monitor, já que em monitores de LCD, se o cabra usar uma resolução diferente da para que o monitor foi concebido, a imagem fica uma titica.
Será a vingança do designer incompreendido… “tá pequena a letra? diminui a resolução para ver como fica, HAHAHAHAHAHAHAHAHA, OTÁRIO!!!”, e tomara que aconteça a tempo de suas frustrações não o transformarem em um ser odioso, um vilão que só pense em empalar e esquartejar todos os clientes do planeta.
A imagem que ilustra o post foi retirada do meu humilde Google Analytics.
Parece que na pressa o prefeito do Rio vestiu o casaco de outro convidado…

Me perdôe, filhinha, é que nessa época a vida do papai andava muito atribulada…




