Mairus Webber

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Posts do assunto ‘Vida de Babaca é Atribulada’

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2008
Santa Teresa nunca teve tantos buracos
Quinta-feira, 16 de Outubro de 2008 - 17:03
Mairus Webber - 151 visitas

Todas as fotos abaixo foram tiradas na Rua Almirante Alexandrino, a rua principal de Santa Teresa, no dia 14 de outubro de 2008.
Algumas horas depois de as fotos terem sido tiradas passou um caminhão da prefeitura e tampou alguns deles, fazendo com que aonde antes havia um buraco, agora passe a ter uma lombada.
E o mais interessante é que o bairro passou por grandes obras há muito pouco tempo, e a maioria desses buracos surgiu justamente nos trechos com o asfalto novo… mas também tem outros buracos que são abertos pela Cedae, que faz o serviço e simplesmente vai embora, abandonando a cratera aberta no meio da rua, sem nem ao menos colocar aquele tampão de ferro, enquanto a prefeitura não vem e joga asfalto por cima de tudo, até das próprias tampas, ou então deixa o asfalto até o limite da tampa, que fica a 10 centímetros do nível do asfalto… todas essas modalidades de buracos são velhas conhecidas do carioca, mas eu não me lembro de já ter visto as ruas de Santa Teresa em semelhante situação de abandono.


Esse tampão da prefeitura é um dos que foi submerso por uma grossa camada de asfalto, algumas horas depois de a foto ser tirada… quando a Cedae precisar mexer de novo, o buracão vai ser novamente aberto, só que alguns centímetros mais profundo. Fica em frente à escada do morro dos Prazeres, perto da entrada da Equitativa.

Isso aí são os mecanismos do desvio do bonde, em frente ao Edifício Rapozo Lopes, no Dois Irmãos. O tapa-buraco passou batido por aqui, ou seja, aos olhos da prefeitura, nada precisa ser feito.

Esse buraco aí ficava quase em frente ao Rapozo Lopes, no Dois Irmãos. O tapa-buraco o fechou pouco depois de a foto ser tirada, depois de alguns meses destruindo suspensões de veículos e colunas vertebrais de motoqueiros.

Esse rombo no meio da rua, quase em frente à entrada da Júlio Otoni, já existe há anos. Na verdade é um tampão de esgoto que fica a uns 10cm abaixo do nível da rua. Outro que para a prefeitura é apenas uma feature da Almirante Alexandrino. Alguém encheu de… cacos de entulho… para tentar aliviar a pancada seca na roda de quem passa por ele.

Esse buraco monstruoso morou durante boas semanas em frente à entrada da rua Dr. Júlio Otoni. Para escapar dele a única solução era passar com a roda em cima do trilho, mas nem sempre dá… eu fui uma das suas vitimas. Pancada sequinha, sequinha… dói na alma.

Vejam que beleza de obra de algum dos nossos monopólios de serviços essenciais. Abriram o asfalto, mexeram e deixaram assim. O tapa buraco que passou em seguida da fotografia jogou asfalto em volta do quadrado, deixando-o aberto.

Esse daí fica na curva logo depois do Fogueteiro, para quem desce. Acho que foi o último que o tapa-buraco transformou em lombada… grotesco.

Nesta foto não tem nenhum buraco, por isso nada precisa ser consertado. É a situação considerada adequada pela prefeitura para o asfalto do bairro.


A seqüência de buracos retratada nas duas fotos acima é pornográfica, fica no final da reta do hospital 4º Centenário, para quem desce, e o tapa-buraco parece que não reparou nela não… ou então estava na hora do cafezinho…

Esse buracão fica no Vista Alegre, quase em frente ao acarajé da baiana. Há uns dois anos todo o asfalto dessa área foi substituído, e não sem causar consideravel transtorno para os moradores e exploradores do bairro.

Essa é a reta do hospital 4º Centenário. Os buracos se misturam com os remendos-lombadas e as costelas. Assim é o asfalto de todo o bairro.
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2008
A corrida de Fuji, Japão
Domingo, 12 de Outubro de 2008 - 19:55
Mairus Webber - 124 visitas

Bem, eu… dormi. :(
Cheguei a ver a largada, e o Lewis Hamilton partindo feito louco para tentar sustentar a primeira posição… depois ele passou o Felipe Massa, que pegou ele no meio, botando para girar… ficou aquela especulação de se o Massa iria ser penalizado, e tal… zzzzzzzzzzzzzzzzzzz.
Acordei com o Fernando Alonso dando a última volta e vencendo a prova… parece que o Sebastien Bourdais andou aprontando para cima do massa e arrumou 25 segundos de penalização… não fosse isso parece que ia fazer uma boa corrida… bom, é isso.
Desta vez não deu.
Na China prometo me preparar melhor.
Peço desculpas aos milhões de leitores.

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2008
Ontem o consumidor Mairus foi prontamente não atendido pelo Serviço de Atendimento ao Consumidor da Amil
Quinta-feira, 12 de Junho de 2008 - 7:55
Mairus Webber - 148 visitas

Pois é.
Minha doce Roberta foi pagar o boleto vencido da Amil do plano de saúde da nenem pela internet, e cometeu a infelicidade de escrever no campo da mora, ou da multa, não sei direito, o valor da mensalidade novamente, o que resultou em um pagamento do dobro do valor do valor original do boleto.
E lá fui eu ligar para os caras.
Três três um um, mil.
Após algumas tentativas dando ocupado, o que já é um mau sinal, consegui que me atendessem.
Contei para a moça a minha história triste e ela me disse que eu teria que esperar a compensação do boleto para então me dirigir a uma agência da Amil para pegar o dinheiro que foi pago a mais.
Me disse ainda que não é perimitido o pagamento de boletos vencidos pelo internet, pois iriamos calcular o treco todo errado (não foi com essas palavras, mas o motivo é este)… pelo jeito eles esqueceram de avisar isso para o banco do boleto, o Itaú.
Beleza.
Educadamente expus para a moça que da mesma forma que eu não os faço terem que vir à minha casa para recolherem minha mensalidade, eu gostaria, por uma questão de reciprocidade, que tivessem a gentileza de não me fazerem ter que ir à casa deles quando fosse a minha vez de receber.
Simples.
Nada mais justo.
A moça foi falar com o supervisor e voltou dizendo que a única maneira de eu reaver o meu dinheiro pago a mais era mesmo ir a uma agência da Amil.
Daí eu já me emputecendo, argumentei – Olha, minha linda, eu não vou a agência da Amil nenhuma. Eu quero que você resolva meu problema. Se por razões burocráticas vocês não podem me devolver meu dinheiro, então que me enviem um boleto para o mês que vem, descontando o valor que eu paguei a mais. Me parece uma solução simples razoável para todos nós.
Na verdade é uma solução óbvia.
– Meu senhor, isso é impossível, pois eu não tenho acesso ao seu boleto.
– Mas como não tem acesso ao meu boleto? Você não é a Amil? Se você não tem acesso ao meu boleto, quem tem então?
– Impossível senhor.
– Vocês não se auto-entitulam “Serviço de Atendimento ao Consumidor”? Pois bem, eu sou um consumidor. Me atenda. Resolva meu problema.
– Senhor, eu já falei com meu supervisor e ele já me disse que o único procedimento é o senhor ir a uma de nossas agências.
– E se eu não for, o que acontece?
– Daí o seu dinheiro vai ficar aqui até que o senhor venha pega-lo.
É isso.
A mocinha estava simplesmente me dizendo que eles iam gentilmente ficar com o meu dinheiro.
“Perdeu, preibói”.
Se eu estivesse em casa, não deixaria pedra sobre pedra, mas não cabia continuar com esse show no meio do escritório… é nessas horas que eu me arrependo de ter desistido de tentar comprar as minhas tão sonhadas bazucas.
Despedi-me, desliguei o telefone e saí da sala cuspindo marimbondo.
E pensar que cada posição de tele-atendimento em uma central dessas sai por volta de quatro mil reais por mês.
Tanto dinheiro para realizar uma merda de serviço como este.
Se pegassem esse dinheiro e abrissem uma zona, com luz vermelha na entrada e tudo, com certeza ofereceriam um serviço bem mais útil para a população.

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2008
Meu NoBreak enfim mostrou seu valor
Quinta-feira, 22 de Maio de 2008 - 10:58
Mairus Webber - 254 visitas

Outro dia estava eu passeando no paraíso do consumo Nerd, o Edifício Avenida Central, no Centro da Galáxia, e resolvi comprar um NoBreak, ítem muito útil para pessoas que como eu moram em lugares “fim de mundo”, onde a luz pisca com freqüência, e já estão de saco cheio de perder o trabalho por que não salvaram e a luz piscou.
Fui em uma das minhas lojas preferidas e o vendedor me indicou este cara aí da foto, que inclusive estava na promoção… cento e tantas pratas por quinze minutos de computador ligado depois que a energia acabar, comprei.
“Agora serei uma pessoa mais feliz, quando a luz faltar eu vou dar gargalhadas enlouquecidas.”
Cheguei em casa, li o manual, instalei o bagulho, tudo lindo.
“Agora estou seguro.”
Hoje de manhã estava eu computando quando a luz apagou, e eu enfim tive a oportunidade de constatar que aqueles quinze minutos que são mencionados no manual não são bem quinze minutos, são na verdade um pouco menos… para ser mais preciso, três segundos.
Cronometrados.
E depois desses três segundos, quando apaga tudo e o seu trabalho vai pra casa do cacete, o NoBreak começa a apitar feito um desgraçado… talvez seja por isso que ele só dure três segundos, para poder guardar energia suficiente para apitar a plenos pulmões, avisando que seu trabalho foi perdido… e não adianta tirar da tomada que ele continua apitando.
Conclusão, se você consegue salvar seus trabalhos e desligar seu equipamento em menos de três segundos, este NoBreak foi feito para você… eu infelizmente demorei um pouco mais do que isso.
O título deste post fala sobre o meu NoBreak ter mostrado enfim o seu valor.
Mostrou mesmo.
Eu não o troco por um saco cheio de merda, pois apesar de o seu apito doer nos tímpanos, pelo menos ele não fede.

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2008
A Saraiva.com e a Digipix não assumiram um erro óbvio, foram francamente desleixados e me deixaram no prejuízo
Segunda-feira, 17 de Março de 2008 - 12:58
Mairus Webber - 1,066 visitas
Caro leitor, eu recomendo que você não leia este post.
Ele trata de uma história triste e chata, e eu imagino que você não tenha vindo até aqui para se aborrecer lendo tal material.
Utilize a sua barra de rolagem, ou procure por outro post através das ferramentas disponíveis na barra cinzenta à direita.
Existem inúmeros outros textos interessantes no blog, e acredite, muito mais divertidos e leves do que o post abaixo.
Obrigado pela atenção e desculpe-me pelo transtorno.
O autor.

Alegria de pobre dura pouco mesmo.
Estava eu todo feliz usando os serviços de revelação digital da Digipix, que são oferecidos no site da Saraiva.com.br, mandei revelar uma penca de fotos da nossa nenem Laura, gastamos uma grana violenta com eles… maior conforto, as fotos chegam em casa, tudo lindo, estávamos em lua de mel.
Até que eu tive a idéia de mandar imprimir as cartas do baralho de super trunfo que eu fiz com os aviões do Airliners… beleza, já tinha intimidade com o programinha deles, que tive que instalar no meu computador para fazer o upload e para configurar como eu ia querer as fotos e tal… o sistema só roda no Microsoft Internet Explorer.
Eu devia ter desconfiado.
Fui lá, criei arquivos no tamanho exato de 10×15, para não ter erro, e coloquei tooooodas as cartinhas do baralho que eu fiz, duas a duas em cada um dos 32 arquivos que eu criei.
O sistema também inspira muita confiança, pois te dá as opções de ajustar se tem borda ou não, se a foto vai ter corte, ou se vai sobrar um espaço em branco na adequação das dimensões da foto ao tamanho do papel fotográfico que eles usam que é de 10×15, não por coincidência tamanho igual ao das minhas imagens… nem me preocupei muito, pois como as minhas imagens todas já estavam no tamanho certo, não haveria problema de adaptação, logo não haveria motivo para acontecer tudo o que eu não queria nesse mundo, que era de eles cortarem as minhas queridas cartinhas.
Lógico que, além de gerar os arquivos do tamanho exato do papel que eles iriam usar, para não ter erro eu escolhi as opções “sem borda” e “com sobra”.
Mandei todo feliz “finalmente vou imprimir meu super trunfo!!!”, paguei a conta, que de longe foi a mais barata de todas as revelações que eu já fiz com eles… foram uns R$ 30,00, tipo isso, enquanto eu já tinha feito mega-revelações de trezentos reais, com o upload dos arquivos durando a noite inteira… agora é só esperar chegar pelo correio minha mais nova criação, o meu querido super trunfo de aviões do Airliners… Recebi o comprovante do meu pedido por e-mail.

Alguns dias depois chegou o envelope, e quando abri, qual foi a minha surpresa em ver que todas as minhas cartas, todinhas mesmo, estavam cortadas.
Ai, ai… que anti-climax que foi abrir aquele envelope.
Bom, lá vou eu de novo lutar pelos meus dieitos, e tomara, mas tomara mesmo que isso não acabe virando mais um post na seção que eu menos gosto no meu blog, a chata “Cidadão Revoltado”.
A primeira coisa foi telefonar para eles.
Nada de 0800, é ligação interurbana para São Paulo mesmo.
Liguei, robozinha simpática atendendo, “para isso tecle o número tal, para aquilo tecle o número tal…”, teclei o número lá para falar com a atendente, musiquinha, lalala, lalala, a moça me atendeu, e após uma breve conversa me disse que alguém da Digipix iria me telefonar para resolver meu problema.
Não ligaram.
Mandei um e-mail explicando o erro deles e recebi resposta “copy/paste”.

Prezado senhor MAIRUS MAICHROVICZ
Agradecemos seu contato.
Informamos que sua solicitação foi encaminhada ao nosso departamento responsável, o qual tomará as providências necessárias, a fim de solucionar o seu caso da melhor forma possível.
Pedimos a gentileza de aguardar nosso retorno.

Na medida em que nada acontecia, fui enviando outros e-mails e por mais duas vezes recebi a mesmíssima resposta “copy/paste”.
Liguei de novo para SP, falei denovo com o caboclo, me disse que alguém da Digipix iria me telefonar para me atender.
Ninguém me ligou denovo.
Da terceira vez que eu liguei para eles, contei que das duas vezes anteriores que eu havia telefonado, haviam me informado que alguém da Digipix iria me ligar para me atender, mas eu esperava e nunca recebia o tal telefonema… sabe o que o malandro me respondeu?
“Nós nunca telefonamos para os nossos clientes, senhor”.
Calma, Mairus.
Daí eu reclamei da inexistência de uma linha 0800, e ele me sugeriu que eu usasse o chat do tele atendimento do site da Saraiva.com.br.
– Legal – pensei.
Agora vou poder falar à vontade sem medo de gastar mais de telefone do que o valor que paguei pelo serviço.
Falei com o cara do Chat que disse para mim – no seu pedido consta “sem borda”, ou seja, “com corte”, por isso as imagens vieram cortadas.
Eu retruquei – Não senhor, na interface do sistema da Digipix existem as opções “com borda/sem borda” e “com corte/com sobra”, independentes uma da outra, o que mata o seu argumento, e que eu havia optado por “Sem borda” e “com sobra”.
O rapaz me respondeu que não havia nenhuma informação de “Corte” ou “Sobra” no meu pedido, e eu expliquei que se não havia nenhuma informação sobre isso é por que o sistema deles não estava funcionando direito, pois aquilo é um radio button, logo se eu não escolhesse alguma opção, a opção default teria vindo como a escolhida, mas nunca “nenhuma informação”, como ele estava dizendo.
Abaixo um screenshot do sistema deles para ilustrar melhor o que eu tento explica-los mas eles não me entendem de jeito nenhum… ou fingem que não entendem.
A tela de configuração do sistema da Digipix
Depois de me deixar esperando por um tempo, ele voltou, me dizendo que eles iriam avaliar a situação.
Ok.
Paralelamente, depois de enviar um e-mail reclamando das respostas “copy/paste” que eles insistiam em me mandar, finalmente recebi uma resposta por e-mail escrita por um ser humano… foi fácil perceber por conta da ausência de pontos finais nas frases:

“Prezado senhor Mairus
Conforme digipix foi feito levantamento do arquivo e consta como solicitado a opção corte, sendo assim serviço foi efetivado corretamente
Sem mais,estaremos a disposição para maiores informações”
Atenciosamente,
Thulio Luis Moreti
Atendimento ao Cliente

Ora, eu não sou maluco.
Minha opção foi “Sobra”, e não “Corte”.
Respondi:

Pois é, mas a Digipix está errada.
Se eu disse que tenho certeza que selecionei o radio-button, é por que eu selecionei o radio-button.
Se esta informação não chegou à Digipix foi por falha no sistema da Digipix, pois eu já usei várias vezes aquela interface e estou certo do que estou dizendo.
Eu já fiz revelações de duzentos, trezentos reais com vocês, e agora vocês estão deixando de satisfazer um cliente por uma revelação de R$ 25,00 que me mandaram errada por uma falha no sistema de vocês, ou sei lá eu o por que.
Como agora a Digipix dá a informação que eu selecionei ´corte´, se quando eu falei com o atendimento ao consumidor da Saraiva me foi informado que não constava informação nenhuma?
Naquele dia eles diziam que eu não tinha selecionado nada e hoje dizem que eu selecionei a opção errada?
Por que me foi dito por três vezes que a Digipix iria entrar em contato comigo através do telefone e isso nunca aconteceu?
E por que que antes de o atendente do chat me dizer que não havia sido selecionada nenhuma opção ele estava justificando o corte das minhas imagens dizendo que eu havia escolhido que a foto fosse sem borda, me obrigando a explicar a ele que essa opção nada tinha a ver com a que havia embaixo entre ´sobra´ e ´corte´, informação que muito me estranha que ele não tivesse conhecimento.
Vocês acham que eu ia ficar gastando telefone para São Paulo e perdendo meu precioso tempo e meu latim por que eu quero me dar bem em cima de vocês?
Ou por que eu quero dar a vocês um prejuízo de trinta reais?
Olha, vamos fazer uma coisa, eu selecionei ´sobra´, e não ´corte´, ok?
Então, se vocês quiserem continuar me tendo como cliente, me enviem as minhas imagens com ´sobra´, e todos vão ficar felizes, eu por que terei sido bem atendido, e vocês por ter deixado um cliente satisfeito.
Não é lindo?
Chega dessa discussão chata.
Vamos continuar a nossa saudável e interessante relação de cliente e prestador de serviços.
Estou aguardando as minhas fotos com ´sobra´, ok?
Se não tiverem mais os arquivos, eu mando de novo, não tem problema, é só me dizerem como eu procedo.
Grande abraço.

Bom – pensei – Agora eles vão acabar usando o cerebelo e admitindo que estavam errados, o que é óbvio, tinha acabar acontecendo mais cedo ou mais tarde… “mais tarde”, no caso.
Logo chegou a resposta deles:

Prezada senhora Mairus.
Agradecemos seu contato.
Referente ao pedido:7856852
Consta como cancelado.
Conforme nos e-mail anteriores,a senhora já foi informada,que, segundo a Digipx a operação foi realizada corretamente.
Solicito por gentileza,que a senhora nos envie um comprovante da compra no dia que foi realizado,para encaminharmos a Digipix para que as medidas cabiveis sejam tomadas corretamente.
Solicitamos desculpas por todo o transtorno causado.
Agradecemos a colaboração da senhora.
Atenciosamente.
Irma Gasparinho.
Atendimento ao Cliente

É mole?
“Senhora Mairus”.
Para se ter idéia do grau de atenção que dedicaram ao meu e-mail, a respondedora me chamou de “Senhora Mairus”.
“Senhora” my ass.
E tome magnésia bisurada.
A partir daí, eu já começava a duvidar do empenho deles em resolver o meu problema, e mesmo da boa fé dos caras, pois afinal, de ingenuidade o inferno está cheio, e se a personagem está lá trabalhando e o trabalho dela é ler e responder e-mails, espera-se que o mínimo que esta pessoa faça seja “ler e responder e-mails”, e estava na cara que meu e-mail não foi lido.
A essa altura eu também já estava me cansando de me estressar com eles… acho que o objetivo deles, que era de me vencer pelo cansaço, estava próximo de ser atingido…
Mandei o tal do comprovante, que eu sabia não ter nenhuma informação sobre se o meu pedido foi feito com corte ou sobra, apesar de já ter checado o sistema deles e me certificado que a opção default é “corte”, e não “nenhuma opção”, como dizia o comprovante e como eles alegavam ter recebido o meu pedido… ai, ai.
Daí, me telefonaram da Digipix, e me disseram sabe o que?
Hahahahahahahaha.
Adivinhem!!!
– Boa tarde, Sr. Mairus, o seu pedido, blablabla, blablabla, a opção foi de corte, blablabla, blablabla, foi entregue corretamente, blablabla, blablabla – Cara, como eu queria que o prédio onde funciona a Saraiva em São Paulo… deixa pra lá.
Respondi para a moça com uma voz de desânimo total, absoluto, âmplo, geral e irrestrito – olha, eu não vou mais ficar repetindo mil vezes que pedi “sobra”, eu tô de saco cheio, vocês venceram, tchau, me deixe em paz, por favor – e do outro lado – a Saraiva agradece, blablabla, blablabla.
Puta que pariu! Foi mal, mas só falando palavrão mesmo.
– Pelo menos vou ter o que escrever no blog – pensei.
Mas daí eu tive um insite, e percebi que eu nunca havia argumentado que as imagens que eu mandei para eles tinham sido cuidadosamente dimensionadas e diagrmadas para caberem no tamanho exato do papel, que era de 10×15, logo, mesmo que eu tivesse selecionado “corte”, não haveria o que ser cortado.
Xeque-mate.
Respirei fundo e escrevi:

Minhas imagens estavam do tamanho exato de 10×15, e eu optei por ´sem borda´.
Se as imagens estavam do tamanho exato do papel, mesmo que eu tivesse optado pelo ´corte´ como vocês erroneamente dizem que eu optei, não haveria o que ser cortado, pois as imagens estavam com as mesmas dimensões do papel que eu escolhi.
A opção ´corte´ ou ´sobra´ é para o caso de a foto não ter as mesmas proporções do tamanho do papel escolhido, o que não foi o caso.
Para mim está mais do que claro que vocês erraram, e seria elegante, ou pelo menos justo da parte de vocês que me enviassem as minhas imagens impressas da forma como eu requisitei.
No aguardo de uma resposta que não seja ´copy/paste´, ou se não quiserem me responder nada e enviar logo minhas imagens impressas corretamente, por mim, tudo bem também.

E esperei por alguns dias até que recebi a resposta.

Prezado senhor Mairus,
Agradecemos o contato,
Informamos de acordo com a verificação do arquivo das fotos, foram analisado que a solicitação foi efetuada corretamente, que a opção de foto escolhida foi Foto 10×15 Cm - Papel Brilhante - Colorida - Sem Borda, ou seja com corte.
Sem mais colocamo-nos a sua disposição para maiores informações.
Atenciosamente,
Zilda Carmo
Atendimento ao Cliente

Ou seja, estamos andando em círculos.
A mulher que me respondeu conhece tanto a interface do sistema quanto o cara do chat, lá atrás, ou seja, nada… ou então a outra opção, de tentar me vencer pelo cansaço, agindo de má fé mesmo, alternativa que eu tenho cada vez mais dificuldade em descartar.
Mandei duas respostas em seqüência.

Então responda a minha pergunta.
O que havia para ser cortado se as fotos estavam do tamanho exato do papel?
Me responda só isso, por favor
“Sem Borda, ou seja com corte” foi o que você me falou.
“sem borda” é uma coisa e “com corte” é outra.
São opções diferentes na interface do sistema de vocês.
Eu já expliquei isso mais de mil vezes.
É incrível o despreparo de vocês.
Nem o sistema da digipix vocês conhecem.

E chegou a resposta deles do primeiro e-mail que eu mandei, que é um copy/paste da última caixa amarela acima, só que desta vez assinada por Flavio Ginevro Garcia, Atendimento ao Cliente.
Respondi:

Prezado Sr. Flavio Ginevro Garcia, o senhor já operou o sistema da Digipix?
Ter borda ou não nada tem a ver com corte ou sobra.
Se o Sr. não conhece a interface do sistema, veja então esse screenshot e repare que as opções citadas são feitas em lugares diferentes.
E você não respondeu à minha pergunta, que foi “O que havia para ser cortado se as fotos estavam do tamanho exato do papel?”.
Pode ter a elegância de me responder, por favor?

Eu já não tenho mais nenhuma esperança de que eles admitam o erro e me enviem as fotos corretamente, mas agora tenho que ir até o fim… não sei mais o que fazer com esses caras…

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Essas spanzeiras de telefone estão cada dia mais impossíveis.
Segunda-feira, 10 de Março de 2008 - 12:01
Mairus Webber - 119 visitas

Acabo de atender ao telefone e a mulher do outro lado – Bom dia, aqui é [nome dela que eu não me lembro], da [nome da instituição, que também não me lembro]. Aí é da casa da Dona Zuleide Teixeira (ou algo parecido)?
– Não.
– O Sr. Não Conhece a Dona Zuleide Teixeira?
– Não.
– Com quem eu falo, por favor?
– Mairus (o imbecil).
– Pois não, Sr. Mairus, eu gostaria de aproveitar a ocasião para estar lhe oferecendo o cartão da…
– (!?!?!?!?!) Não, obrigado, não estou interessado.
– O senhor pode me dizer o motivo, Senhor Mairus?
– Você ligou o número errado, já esqueceu?
– A [nome da fucking instituição] agradece a sua atentúú-túú-túú-túú-túú-túú…
Vá pro diabo que te carregue, ser desprezível!!!

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O Velox chega até bem pertinho daqui…
Segunda-feira, 10 de Março de 2008 - 11:46
Mairus Webber - 185 visitas

Sábado estava eu saindo de casa e enquanto esperava a Roberta descer fiquei “trocando idéia” com um simpático negão de uniforme da Oi/Telemar que estava lá perto do carro.
O papo que rolou foi mais ou menos esse:
– Bom dia, Sr. funcionário da Oi/Telemar.
– Bom dia, Sr. morador.
– Telefone quebrado por aí?
– Não, Velox.
Ora, eu vivo tentando botar Velox aqui em casa, mas sempre me dizem que as linhas telefônicas do condomínio ainda não estão preparadas para receber o serviço, que no momento é impossível e que não há previsão para a disponibilização da banda larga da Oi/Telemar para o meu condomínio, e tal… será que alguma coisa mudou e já temos moradores com Velox? Que maravilha!
– Ah, o Velox já está chegando aqui no condomínio? Que legal…
– Não, o cliente que eu vim visitar é ali em cima, no Morro dos Prazeres.
Dali a alguns segundos chega pela trilha que dá acesso à favela a ex-empregada daqui de casa, Eliete, me cumprimentou (me adora) – Oi, Tico, tudo bem? Como vai a Laura? E a Roberta? E Seu Jairo? blábláblá, blábláblá, blábláblá… – depois de cumprido o protocolo, dirige-se ao funcionário da Oi/Telemar – É o senhor que é o moço da Internet? Por aqui por favor… Tchau, Tico.
– Tchau, Eliete.
– Tchau, Sr. morador.
– Tchau, Sr. funcionário da Oi/Telemar.
E lá foram os dois pela trilha de acesso à comunidade.
E eu fiquei lá, arrumando a nenem no carro, com um sorriso bobo nos lábios “pelo menos vai pro blog”.

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Mairus Webber Comunicação Visual 1990-2008