Esta foi minha última contribuição para meu prédio.
Cansei de as minhas pizzas voltarem.
Fiquei na dúvida se era “isto” ou “isso”… eu nunca sei essa bosta.
Mas a referência ao Magritte ficou chique pra caramba!

Sexta-feira resolvi botar mais um ponto de Net na minha casa, além de fazer um upgrade no meu pacote para um que tenha os telecines.
Muito bem, telefonei para 4004-7777, e fui para a seção de compras, e lá acertei tudo e agendei uma visita de um cabra da Net para sábado de manhã, entre as 8h e 11h, para instalar os transcoders correspondentes à minha nova configuração de TV a cabo.
Ainda tomei o cuidado de avisar que o meu interfone está quebrado, que era para quando o cara chegasse, chamar um porteiro para abrir a porta para ele, pois já aconteceu de o cara vir aqui com o interfone quebrado (o interfone aqui vive quebrado), tocar uma vez, entrar no carro e ir embora, daí sabe o que acontece? O cliente furão tem que pagar R$ 50,00 pela vinda do cara a toa.
Paguei 50 pratas muito puto dentro da roupa.
E no sábado, advinhe.
Claro que ninguém apareceu, mas é um direito deles, pois apesar de eu ficar esperando no horário combinado, a Net não me paga 50 pratas por ter furado comigo, mas já estou conformado com isso também, não me causa surpresa, afinal sou consumidor, sou brasileiro, sou otário, eles são oligopólio, os concorrentes são farinha do mesmo saco, se eu não estiver satisfeito, tenho todo o direito de não assistir televisão… mesmo assim são horas no telefone para cancelar a Net.
Já tentei, e é um épico.
Mas até aí, tudo dentro do previsto, eles marcaram e não vieram, 10h57 eu telefonei para a Net, a moça me pediu o meu telefone, e me disse que o cara da área técnica “estaria me ligando” para dar alguma satisfação.
Como já era de se esperar, lógico que ninguém me telefonou.
Paciência, segunda eu ligo de novo e tento mais uma vez… um dia eu consigo, afinal comprar é sempre mais fácil do que cancelar, ou solicitar conserto.
Estava hoje curtindo o domingo quando a minha Net caiu… Puf!
Liguei para a net e daí veio a minha surpresa.
O robô simpático já me atendeu perguntando se eu queria tratar de algo referente a visita agendada para quarta-feira entre 8h e 11h.
Ué?!?!?
Como assim “quarta-feira, das 8h às 11h”?
E ninguém me conta nada?
Será que eu estou incomodando?
Se a minha Net não tivesse caído eu nunca ia descobrir que os caras vão vir aqui na quarta, e sabe o que iria acontecer?
O babaca aqui ia ter que pagar as malditas 50 pratas por não estar em casa no horário que eles marcaram e não me avisaram.
Mas a menina que me atendeu não sabia de nada disso, e quando eu falei que estava sem net, sabe o que ela fez?
Que dúvida!
– Me dê o seu telefone, Sr. Mairus, que um representante da área técnica vai estar te telefonando para saber se o seu sinal já foi reestabelecido.
Um prêmio para quem adivinhar se alguém me ligou.
Outro dia fui ao Centro da Cidade de moto, pensando em estacionar na treze de março, em frente do Teatro Municipal, onde tem sempre um monte de motos paradas na larga calçada e que, segundo o guardador da prefeitura que trabalha por lá me disse, pode parar tranqüilo que não tem erro.
Só que quando eu cheguei lá o guardador era outro, e me disse que não pode parar na calçada, e nem nas vagas de carro, mesmo pagando o talão, e que eu deveria estacionar minha moto em um dos estacionamentos exclusivos, da Santa Luzia ou da Rua México… fui eu para a Santa Luzia, e lá havia um estacionamento para motos lotadíssimo, com vários motoboys montados em suas motos esperando na fila as vagas desocuparem.
Fui para a Rua México, nunca vi tantas motos na minha vida, impossível parar ali… toquei para a Rua da Candelária, onde em frente a FGV tem outro estacionamento de motos… lá eu consegui parar em uma vaga, que era tão apertada, mas tão apertada, que depois que eu desliguei a moto, levei uns dez minutos até conseguir sair dela.
Eu nunca ia imaginar que um dia sentiria claustrofobia montado na minha moto, e aconteceu.
Para sair de cima da moto eu tive que ficar em pé na pedaleira do carona e dar um passo largo para a calçada, correndo o risco de provocar um efeito dominó nas 567 motos estacionadas ao lado da minha.
– A partir de hoje, quando tiver que vir no centro de dia vou deixar a moto no Largo do Machado e vir de Metrô para cá para não passar esse perrengue de novo – pensei.
Detalhe: eu já tentei deixar a minha moto nos estacionamentos rotativos do Passeio Público e da Praça XV, mas eles não aceitam motos por lá.
Ontem eu tinha de ir ao centro, e parti para o meu plano de deixar a moto na minha vaga, no Largo do Machado, ao lado da banca de jornais, em frente à papelaria, na mesma calçada da Adega Portugália, quase na esquina com a Bento Lisboa.
Lá, bem em frente da minha vaga quase cativa, tinha um simpático Guarda Municipal e como eu sei que volta e meia tem rolado os chamados choques de ordem da prefeitura, que provocam lágrimas emocionadas nos retardados eleitores do Eduardo Paes, tratei de perguntar para o GM se podia parar ao lado da banca.
– Poder, pode – ele disse – mas não demora muito por que se passar a PM eles multam e rebocam.
– Então eu vou parar a moto em uma dessas vagas de carro a 90º da praça e pagar o talão. – tentei solucionar.
– Ah, isso não pode mesmo, dá reboque mesmo – respondeu o gentil GM, e foi quando eu constatei que “permitido” e “proibido” não são excludentes, pois existe um meio termo entre eles… segundo o GM existem três situações: a “pode”, a “não pode” e a “não pode mesmo”.
Ame-o ou deixe-o.
Aí eu, quase em xeque-mate, desabafei para ele – seu guarda, é impossível parar moto no centro, por isso eu estou parando aqui para ir de metrô para lá, mas o senhor está me dizendo que eu não posso parar nem na vaga de carro, nem na calçada, onde eu posso parar então?
Ele sorriu para mim e disse, franzindo o nariz – para ao lado da banca.
Hahahahaha, ai, ai.
Parei ao lado da banca, e no caminho para o Metro me aproximei de um guardador da prefeitura e perguntei se podia parar a moto na vaga dos carros, pagando pelo talão, e tal… – Ah, mas não pode de jeito nenhum, dá reboque, moto é na calçada.
E me dirigi ao metrô pensando no post que escreveria mais tarde.
Que beleza.
Se fosse época de Arte de Portas Abertas aqui em Santa Teresa eu poderia pensar que era alguma instalação da seção “Interferências Urbanas”, pois já faz mais de uma semana que essa cratera está aberta na esquina da Almirante Alexandrino com a Júlio Otoni, e a cada dia os tapumes estão mais destruídos, ostentando ainda uma orgulhosa e invertida (piada?) logo da Ceg em uma das estruturas de compensado que naufraga juntamente com a nossa cidadania em mais uma gritante demonstração de quanto o poder público CAGA em cima do cidadão otário pagador de suas contas e tributos.
Hoje a noitinha quando eu passei ele estava cheio de água, apesar de não ter chovido, provavelmente alguma colaboração da nossa valorosa Cedae para a refrescância das pobres larvas e pupas da dengue… hoje fez um calor infernal… destaque para a tabuinha com quatro pregos graciosamente virados para cima bem no estreito caminho dos nossos queridos e frágeis pneumáticos… sei que estraguei parte da piada, mas retirei a madeira com os pregos e joguei para dentro do buraco… coisa que também nenhum pedestre desgraçado se dignou a fazer… povinho safado… será que estou ficando velho e rabugento?





Acertou quem respondeu que nenhum dos dois vale uma viagem de metrô.
Uma inocente mudança de planos, acabei voltando de ônibus, e… “Puf”, meu cartão de metrô se autodestruíu em 48 horas.
R$ 2,60 por mais um souvenir de fundo de gaveta.
E nós, pobres consumidores, como sempre pagamos o pato… ecologia então nem se fala… mas essa pode esperar, afinal estamos em crise.
Agora vai.
No início deste mês de dezembro me internei de novo no meu já conhecido Copa d’Or para a instalação de novos parafusos e placas de titânio, que irão enfim acabar com essa pentelhação de não poder jogar tênis e andar de motoca… e sem muito melodrama, algumas fotos artísticas retratando minha estadia na suíte vip, com sua decoração luxuosa, TV de LCD, onde meu PS2 foi devidamente instalado, e cama customizavel, ambiente perfeito para uma temporada sob efeito de narcóticos.
É sempre surpreendente o efeito dessas substâncias no nosso organismo… mais precisamente nos nossos receptores opióides neuronais… estranhíssimo como no auge da “onda”, que foi no domingo da última rodada do brasileirão, a cama aparentava mudar de lugar constantemente, assim como o tamanho do ambiente, acho que era o efeito das diferentes origens das vozes das pessoas, que conversavam a minha volta.
A minha maior diversão enquanto esperava pela próxima dose do opiáceo era mijar no pato, chamar a enfermeira para esvazia-lo, beber mais água e repetir o cíclo… quando a moça injetava o incrível líquido na minha veia, todo o meu corpo era tomado por um aconchegante calor, que vinha acompanhado quase que imediatamente por uma sensação de relaxamento, em que eu não sabia se estava dormindo ou acordado, entrando em uma onda muito louca… Trainspotting total.
Dá para entender como esse negócio vicia… em minhas pesquisas sobre o que eu andava tomando nas veias para aliviar as dores que sentia, fiz uma descoberta interessante, que é a origem do nome “Morfina“, que vem do deus grego do sono, Morfeu.






Todas as fotos abaixo foram tiradas na Rua Almirante Alexandrino, a rua principal de Santa Teresa, no dia 14 de outubro de 2008.
Algumas horas depois de as fotos terem sido tiradas passou um caminhão da prefeitura e tampou alguns deles, fazendo com que aonde antes havia um buraco, agora passe a ter uma lombada.
E o mais interessante é que o bairro passou por grandes obras há muito pouco tempo, e a maioria desses buracos surgiu justamente nos trechos com o asfalto novo… mas também tem outros buracos que são abertos pela Cedae, que faz o serviço e simplesmente vai embora, abandonando a cratera aberta no meio da rua, sem nem ao menos colocar aquele tampão de ferro, enquanto a prefeitura não vem e joga asfalto por cima de tudo, até das próprias tampas, ou então deixa o asfalto até o limite da tampa, que fica a 10 centímetros do nível do asfalto… todas essas modalidades de buracos são velhas conhecidas do carioca, mas eu não me lembro de já ter visto as ruas de Santa Teresa em semelhante situação de abandono.











